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10.01.22

Contagem regressiva

A direção da Eternit trabalha com um novo deadline para a empresa sair da recuperação judicial: abril. A meta anterior, dezembro de 2021, foi para o espaço por conta das condições adversas do mercado. Também contribuiu a suspensão momentânea das atividades da Sama no ano passado. A produtora de amianto crisotila, controlada pela Eternit, vive aos trancos e barrancos com o Ministério Público por conta das restrições ao mineral.

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05.11.21

Disputa no amianto

O Ministério Público Federal deverá recorrer ao Supremo contra a recente decisão do STJ de permitir a retomada da produção da mineradora Sama, leia-se Eternit, que atua na extração de amianto crisotila. O MPF aponta a inexistência de “limites seguros” para a exposição de trabalhadores e moradores da região ao mineral. Ressalte-se que o STF baniu o uso do amianto no Brasil. No entanto, a Eternit alega que toda a produção da Sama, na reserva de Minuaçu (GO), é destinada à exportação. Consultado, o MPF informou que “a Procuradoria Geral da República não adianta posicionamentos”. A Eternit não quis se pronunciar.

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14.06.21

Mudança de forças na Eternit

A decisão do investidor ativista Luis Barsi de reduzir sua participação na Eternit deve provocar um rebalanceamento do poder dentro da companhia. Quem mais se fortalece é o presidente do Conselho de Administração, Marcelo Gasparino, indicado pelo investidor Lírio Parisotto. Um dos maiores acionistas da fabricante de telhas, Parisotto é o antípoda de Barsi- ambos têm um longo histórico de desentendimentos dentro da empresa. Na contramão, quem perde peso é o conselheiro Marcelo Auricchio, indicado por Barsi para o cargo.

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03.03.21

Sinal de alento

Segundo fonte próxima à empresa, a Eternit trabalha com a hipótese de encerrar sua recuperação judicial até agosto, quatro meses antes do previsto.

Os R$ 102 milhões arrecadados com a venda da Companhia Sulamericana de Cerâmica não vão nem esquentar no caixa da Eternit. O dinheiro será integralmente usado para o pagamento de credores.

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31.08.20

Fim de linha

A Eternit procura um comprador para a Companhia Sulamericana de Cerâmica. O que já estava ruim degringolou de vez com a pandemia. Em recuperação judicial, a fabricante de cerâmicas paralisou a produção e demitiu boa parte de seus funcionários. Para não falar das perdas da Eternit com a proibição ao amianto.

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01.07.20

MPF avança sobre Saint Gobain e Eternit

O MPF está montando uma “força-tarefa do amianto” – liderada pelo procurador-chefe do órgão em Brasília, Ubiratan Cazetta, e pelo procurador da República Roberto Vieira. O grupo vai apurar se a Saint-Gobain e a Sama Mineração, leia-se Eternit, estão cumprindo a condenação que sofreram em 2018. Há denúncias de que ambas vêm descumprindo termos da sentença proferida pelo juiz federal João Batista Junior.

Além de uma multa de R$ 31,4 milhões, Saint-Gobain e Sama foram obrigadas a reparar danos ambientais nos arredores da mina de amianto de Bom Jesus da Serra (BA). Procurada, a Saint Gobain informou que “não comenta processos judiciais em andamento”. A Sama, por sua vez, não se pronunciou. O pano de fundo é o imbroglio em torno do uso do mineral na produção de telhas e caixas d ́água no Brasil.

O STF baniu o amianto por conta de seus efeitos cancerígenos. A Saint Gobain abandonou a utilização da matéria-prima, embora ainda pague pelo passado. Já a Sama retomou a extração na mina de amianto de Minuaçu (GO), com base em lei estadual que confronta a decisão da Suprema Corte.

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22.03.19

O emprego ou a saúde?

Aos olhos dos ministros do STF, a Eternit estaria por trás dos seguidos recursos impetrados por entidades sindicais do setor de mineração no intuito de impedir a imediata proibição do amianto no Brasil. Para todos os efeitos, os trabalhadores, justamente os mais expostos aos riscos cancerígenos da matéria-prima, pedem que a suspensão seja aplicada de forma gradativa para impedir um onda de desemprego no setor. Não obstante o inegável impacto social e econômico da proibição, a Eternit sofrerá um duro golpe caso a decisão do STF seja mantida. A companhia terá de encerrar as atividades da mineradora Sama, sua controlada, e praticamente repensar toda a sua operação, baseada no amianto. Procurada pelo RR, a Eternit nega qualquer articulação com os sindicatos e afirma que “tais entidades tomaram as medidas cabíveis de forma independente”.

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18.10.18

Plano B da Eternit

A Eternit busca um sócio para a Companhia Sulamericana de Cerâmica (CSC), sua controlada. O fortalecimento financeiro da CSC, com o aumento da sua produção, é uma das grandes apostas do grupo para compensar a proibição do uso do amianto no Brasil. O banimento da matéria-prima está no centro da crise que levou a Eternit à recuperação judicial, com mais de R$ 250 milhões em dívidas.

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07.06.18

Eternit sofre com atritos societários

A decisão da Eternit de comprar os 40% restantes da Companhia Sulamericana de Cerâmicas (CSC) acirrou a contenda entre os dois mais importantes acionistas da empresa. A medida foi uma vitória de Lírio Parisotto sobre seu antípoda, o também investidor ativista Luiz Barsi Filho. Parisotto tem sido ferrenho defensor da diversificação de negócios da fabricante de telhas. Os choques entre ambos se espraiam pela gestão da companhia: Parisotto estaria pregando mudanças na diretoria, a começar pela substituição do presidente Luis Augusto Barbosa, indicado por Barsi – ver RR de 18 de abril. Enquanto seus acionistas duelam, a Eternit vive delicada situação financeira. A empresa acena aos credores que até meados de julho apresentará seu plano de recuperação judicial

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18.04.18

Disputa entre acionistas racha o telhado da Eternit

A Eternit tornou-se uma espécie de “Síria corporativa”. As duas “super-potências” que se enfrentam em seu território atendem pelos nomes de Lírio Parisotto e Luiz Barsi Filho – dois dos maiores ativistas do mercado de capitais brasileiro. Os dois acionistas duelam pela primazia na condução do processo de recuperação judicial.

Parisotto estaria trabalhando por mudanças na gestão, notadamente o afastamento do atual presidente, Luis Augusto Barbosa. Seria a, na mesma moeda, pela saída de Nelson Pazikas do comando da Eternit, em abril de 2017. A degola de Pazikas, mais identificado com Parisotto, teria se dado por pressão de Barsi. As divergências se estendem às medidas que serão adotadas no plano de recuperação judicial. Na mão contrária de Parisotto, Luiz Barsi defende uma freada no processo de diversificação da fabricante de telhas e a venda das operações de louças e metais sanitários.

Esse caldeirão societário tem como pano de fundo a maior crise da história da Eternit. Com um passivo de R$ 230 milhões, a empresa precisa converter todas as suas fábricas de telhas de amianto, proibido pelo STF. Tem ainda uma espada sobre sua cabeça. Foi condenada, em primeira instância, a pagar R$ 500 milhões de indenização a trabalhadores da mina de São Félix (BA) e a moradores da região pela exposição ao amianto, de efeito cancerígeno.

Procurada, a Eternit confirmou que a conversão de suas fábricas será concluída até dezembro. Sobre a venda de ativos, informou que “redirecionará o seu portfólio de produtos e negócios”. Perguntada sobre desentendimentos entre acionistas e mudanças na gestão, não quis se manifestar. Também consultados, por meio da assessoria da Eternit, Luiz Barsi e Lírio Parisotto não se pronunciaram.

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