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30.07.20

Avanço sobre a Laureate

A Yduqs, antiga Estácio, estaria em negociações para a compra dos ativos da norte-americana Laureate no Brasil. O pacote inclui 11 universidades, entre as quais Anhembi Morumbi e a gaúcha Unitter. A receita somada da Laureate no país gira em torno dos R$ 2 bilhões.

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27.11.19

Ano letivo

A Yduqs, ex-Estácio, planeja usar a marca do recém comprado Ibmec para investir em uma nova plataforma de MBAs online.

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31.07.17

Kroton perde pontos em seu balanço

Depois da acachapante derrota na tentativa de fusão com a Estácio, a Kroton vai jogar uma nova ducha de água fria no mercado com a divulgação dos seus resultados trimestrais – prevista para o dia 11 de agosto. Segundo uma fonte que conhece de cor e salteado os números da empresa, a redução do total de matrículas no Fies impôs à rede de ensino uma queda em torno de três pontos percentuais na margem Ebitda.

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07.07.17

Efeito Kroton

O revés da operação Kroton/Estácio no Cade acendeu todos os sinais de alerta no Ultra. O RR apurou que o grupo deverá se antecipar e apresentar ao órgão antitruste uma proposta na tentativa de viabilizar a fusão entre a Liquigás e a Ultragaz, sua controlada. A contrapartida envolve a venda de ativos nos cinco estados em que a nova empresa tiver participação de mercado próxima de 60% (Goiás, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo) – ver RR edição de 19 de junho.

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03.07.17

“Fracass fee”

Após o velório, a dolorosa conta do sepultamento: os acionistas da Kroton terão de pagar cerca de R$ 50 milhões a advogados, consultores e lobistas que trabalharam na frustrada fusão com a Estácio.

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05.06.17

Galindo quer dar um clinch no Cade

O presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, tenta convencer o Cade a adiar por 30 dias o prazo final para o julgamento da fusão com a Estácio, previsto para 27 de junho. Para todos os efeitos, alega que os advogados da companhia precisam de mais tempo para ajustar a defesa com base nas novas regras para o ensino a distância, publicadas pelo Ministério da Educação no último dia 26 de maio. No entorno de Galindo, há quem associe a manobra a uma confissão de que a batalha está perdida, mesmo após o executivo ter contratado todos os ex-dirigentes do Cade para defender a causa da Kroton. As sinalizações são desfavoráveis para o polvo da educação.

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05.04.17

Os reforços da Kroton

O presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, montou uma tropa de ex-conselheiros do Cade para defender a fusão com a Estácio. Mas o maior reforço atende por José Eduardo Cardoso e tem a assinatura de Walfrido Mares Guia, um dos controladores da Kroton e desafeto de Galindo.

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30.03.17

Estranha aritmética

Uma fonte do RR que auxilia as negociações entre a Kroton e a Estácio jura por todos os santos que há uma cláusula draconiana no acordo de fusão entre as duas empresas. Diz a fonte que se o Cade fizer exigências restritivas capazes de derrubar o faturamento do grupo em mais de 15%, a Kroton pode cancelar o agrément sem pagar multa. Já a Estácio terá de desembolsar R$ 150 milhões se desistir da operação pelos mesmos motivos da Kroton. O RR acha bem esquisito os dois pesos, mas registra o estranho acordo.

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16.03.17

Estácio é uma maldição na vida de Rodrigo Galindo

O presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, chamaria o padre Merrin, o “Exorcista”, para extirpar a Estácio da sua vida caso tivesse o condão de transformar ficção em realidade. A empresa carioca demoniza a trajetória profissional de Galindo, rebaixado de cardeal para diácono devido a uma série de equívocos – e infortúnios, vamos admitir – desde que a instituição atravessou o seu caminho. O outrora bem-sucedido executivo tem sido visto como “incapacitado” – palavra de um dos acionistas – para conduzir com êxito a aquisição da empresa.

O adjetivo “incapacitado” não diz respeito a uma única voz. Galindo encontra-se sem apoio da maior parte dos controladores – leia-se os fundos Oppenheimer e Coronation. Galindo, que deitou na fama com a compra da Anhanguera, quis replicar a fórmula com a Estácio. Na primeira aquisição, apresentou uma defesa no Cade que continha dribles razoáveis sobre a acusação da Kroton tornar-se acintosamente dominadora do setor.

Galindo se apoiava em números bem menores de concentração do mercado e previa a venda de ativos de ensino a distância. Segundo fonte do Cade, estão na mesa duas hipóteses mefistofélicas para a Kroton: ou o Conselho desaprova a junção, o que é bastante provável, ou impõe restrições que inviabilizam o acordo, o que é mais provável ainda. Este último ponto tem um complemento: se a perda de receita com a venda de ativos for superior a 15%, qualquer uma das partes pode rescindir a operação sem pagamento de multa.

Galindo ganhou também a maldição de Walfrido dos Mares Guia, um dos controladores da Kroton. Quem conhece o ex-ministro sabe que ele é jeitoso, se relaciona bem. Com Galindo, Walfrido foi duro e deixou claro que é ele quem vai tratar do imbróglio Estácio/Cade. O ex-ministro aposta nas articulações políticas em Brasília para neutralizar a ação de grupos concorrentes, como a Ser Educacional e a Anima. Estes dois visitaram ministros e parlamentares para mostrar que a fusão da Kroton com a Estácio está criando um monstro monopolista.

A Superintendência Geral do Cade deu parecer recomendando pesadas restrições à fusão, o que deverá precipitar a decisão dos conselheiros. Até mesmo o preenchimento das duas vagas abertas na autarquia é uma incógnita. Não há nomes definidos e nem prazo para escolhê-los. Dependendo de quem entrar, poderia haver uma compreensão diferente do caso. Com os cinco conselheiros atuais, o jogo está praticamente perdido. Resta ver se Walfrido reencarna o Padre Merrin e exorciza o atual Cade. Galindo que cuide da sua própria sorte.

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15.02.17

Kroton inicia o ano com notas baixas no Fies

Rodrigo Galindo, CEO da Kroton, começa o ano letivo com notas baixas. No momento em que o Cade ameaça dar um zero para a fusão com a Estácio, Galindo enfrenta também números frustrantes em relação ao Fies. Neste primeiro semestre, a Kroton registrou o menor volume de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil dos últimos cinco anos.

Foram 15.004 novos alunos, praticamente a metade dos 29.789 contabilizados no início de 2016. A um tíquete-médio mensal de R$ 794,30 por estudante, significa uma perda de faturamento de R$ 145 milhões ao longo de um ano. Procurada pelo RR, a Kroton confirma o número de inscrições pelo Fies. Mas afirma que “a taxa de conversão de matrículas (que mede a relação entre o número de potenciais candidatos a uma vaga e o de alunos efetivamente inscritos) foi positivo”. Está feito o registro.

O Fies representa aproximadamente 10% da receita da Kroton. Poderia ser mais se a empresa não tivesse perdido tanta participação na divisão do bolo. Em relação a janeiro do ano passado, sua participação sobre o número total de inscritos no Fies recuou de 11,9% para 9,8%. Se alguém perde, outro vem e acha. Foi o caso da Ser Educacional, que saiu de 6% para 8%. Esse pêndulo reflete uma fragilidade geoeconômica da Kroton. Os critérios para a divisão de vagas do Fies têm privilegiado os pedidos de financiamento em regiões mais carentes como o Norte e Nordeste, áreas onde o grupo tem uma operação modesta se comparada à sua estrutura no Sudeste e Sul do país.

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