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18.10.19

Bolsonaros na berlinda

Termômetro

Com filhos do presidente no olho do furacão, disputa no PSL se bifurcará em quatro vertentes, no final de semana e na segunda-feira:

1) Partidária. Nesse âmbito, tendência é fortalecimento de Luciano Bivar, que ampliou domínio na executiva do PSL e deve consolidá-lo daqui para a frente. A próxima batalha é garantir que Eduardo e Flavio Bolsonaro percam definitivamente a liderança do partido em São Paulo e no Rio;

2) Parlamentar. A grande questão é se o delegado Waldir conseguirá ou não se manter na liderança do partido. Deputados bolsonaristas e o próprio presidente continuarão a tentar substituí-lo por Eduardo Bolsonaro. Mas, para isso, precisarão reverter posicionamento de parlamentares, que até agora dão maioria a Waldir. Medida se tornou mais difícil após a suspensão, pela executiva, da atividade partidária de 5 aliados do presidente.

Há, aqui, uma outra consequência: o enfraquecimento do governo em negociações no Congresso. Como líder do PSL, delegado Waldir pode dificultar e muito a tramitação de pautas do governo na Câmara, já nos próximos dias. Agenda econômica deve ficar de fora da disputa, ainda que o embate gere insegurança no mercado. Mas nos demais temas, tendência é que grupo que agora se opõe a Bolsonaro obstrua diversas iniciativas e questione outras.

3) Jurídica. Da parte de bolsonaristas, haverá tentativa de contestar na Justiça a suspensão da atividade partidária de 5 deputados aliados do presidente. E se aprofundarão ações para cobrar prestação de contas de Bivar e acusá-lo de manipular estrutura e contas do PSL.

4) Retórica. O tom subiu e ameaças podem se transformar em denúncias, veladas ou abertas. Parlamentares bivaristas, como o delegado Waldir, a ex-líder do governo Joice Hasselman e o Senador Major Olímpio já detectaram três pontos fracos do governo e devem explorá-los: o compromisso umbilical com os filhos, que já provocou críticas mesmo entre apoiadores do presidente nas redes sociais; a utilização de rede de robôs e fake news; a interferência em órgãos de controle, como a Receita Federal, o Coaf e a PF. Esse último tema, se aprofundado por setores da direita, pode criar flanco muito perigoso para o presidente, por opô-lo à Lava Jato.

O giro oriental do presidente

Enquanto o PSL parece se dissolver, presidente Bolsonaro estará em viagem de 12 dias, pelo Japão, China, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Catar. Trata-se de faca de dois gumes. Por um lado, Bolsonaro terá oportunidade, já no Japão, de aparecer como estadista, que busca atrair investimentos, distanciando-se do embate partidário. Por outro, declarações impensadas ou polêmicas terão dimensão internacional e contribuirão para enfraquecer sua posição. Nesse âmbito, questão ambiental continuará a ser fator de risco.

MPF’s do Nordeste cobram ação ambiental

Justamente, vazamento de óleo que continua a se expandir no litoral do Nordeste causará desgaste. Ação de MPF’s do Nordeste, cobrando do governo ação mais efetiva para combater vazamentos, reforçará imagem de inação ou falta de eficiência. A mesma que prevaleceu – e será lembrada internacionalmente – no caso da Amazônia.

MEC na ofensiva

Ministro da Educação partirá para ofensiva na mídia, valorizando desbloqueio do orçamento de Universidades Federais. E, a partir daí, defendendo o programa Future-se, peça-chave do planejamento para o setor. Desbloqueio será trunfo para o ministro, que se fortalecerá no cargo.

Estímulo ao emprego

Perdido em meio ao tiroteio do PSL, o Ministério da Economia deve buscar algum protagonismo nos próximos dias. Nesse âmbito, pode ganhar força o anúncio – ou a especulação – de medidas para estimular a criação de empregos. A dúvida é se haverá espaço para emplacar, com destaque, qualquer iniciativa.

Energia renovável

Outro trunfo que pode se mostrar interessante para o governo será o avanço na geração de energia eólica e solar, a partir de leilão realizado hoje – que também incluiu térmicas a gás. No total, foram contratados investimentos da ordem de R$ 11 bilhões.

Arrecadação Federal

Deve ser apresentada na segunda-feira a arrecadação federal para setembro. Estima-se número em torno de R$ 113 bilhões, o que significaria recuo frente a agosto (R$ 119,94 bilhões). Se confirmada, seria a pior desde maio, mas acima de setembro de 2018 e 2017.

O Dia D do Brexit

Parlamento britânico decidirá amanhã se aprova ou não acordo firmado entre o primeiro-ministro Boris Johnson e a União Europeia para garantir o Brexit. Estará em jogo, basicamente, a sobrevida de Johnson e a estabilidade político-econômica do Reino Unido, ao menos no curto prazo.

Juros na China e Balanço Orçamentário nos EUA

Está prevista para domingo a divulgação da Taxa de Juros do Banco Popular da China. O índice vem caindo de forma consistente ao longo de todo o ano. Já na segunda-feira, será liberado o Balanço Orçamentário federal dos EUA para setembro. Tendência continua a ser de déficit (foi de US$ 200 milhões em agosto)

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