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planos
30.07.18
ED. 5920

Maggi aduba uma proposta de privatização “transgênica” para a Embrapa

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e a bancada ruralista se articulam com o objetivo de acelerar a votação do projeto de lei no 5243/2016, que prevê a criação da EmbrapaTec, subsidiária da Embrapa. Mas não exatamente a mesma proposta que hiberna no Congresso há dois anos. A semente que estaria sendo cultivada neste momento no solo fértil do Legislativo é um “projeto transgênico”. A mudança viria com a inclusão de uma emenda propondo a transferência de algumas das funções e ativos da empresa-mãe para a EmbrapaTec.

Originalmente concebida para ser um braço de comercialização da estatal e um istmo societário que permitiria acordos com grupos privados, a subsidiária ganharia uma dimensão ainda maior. Congressistas mais ousados falam até na possibilidade de migração para a nova empresa do banco genético da Embrapa, um de seus maiores patrimônios. Na prática, a manobra permitiria que, ao se associar à EmbrapaTec, um grande grupo internacional tivesse o bilhete para acessar o Fort Knox das pesquisas e projetos de melhoramento genético da estatal. Esse acervo da última fronteira da agrociência nacional é estimado em mais de US$ 1 bilhão, fora o seu valor intangível.

Procurada, a Embrapa nega esta possibilidade e afirma que “o projeto de lei tem como objetivo criar uma subsidiária que vai permitir mais agilidade comercial sem ferir princípios e compromissos de uma empresa pública”. Está feito o registro. No entanto, faltou combinar com os próprios funcionários. Nos corredores da própria estatal, o assunto está na ordem do dia. Sindicatos de trabalhadores da Embrapa se mobilizam contra o projeto da EmbrapaTec. Ao mesmo tempo, há internamente uma onda de insatisfação com a gestão de Mauricio Lopes, presidente da estatal.

Aos olhos do corpo técnico da empresa, Lopes se “politizou” em demasia, aproximou-se demais do ministro Blairo Maggi – Lopes, inclusive, esteve cotado para substituí-lo caso Maggi deixasse o cargo para disputar as eleições. As próprias medidas que vêm sendo adotadas pela atual diretoria são interpretadas como uma arrumação da casa para esvaziar a Embrapa e alinhar o terreno para a criação de uma EmprapaTec “geneticamente modificada”. Recentemente, a estatal reduziu suas áreas administrativas de 17 para seis e cortou quatro centros de pesquisa. Há ainda discussões em torno de um plano de demissões voluntárias. Aguardam-se as sementes dos próximos capítulos.

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30/07/18 9:04h

pereira silva

disse:

As decisões de fim de governo que impactam diretamente a vida das pessoas, deveriam ser mais discutidas com a sociedade e questionadas pela câmara, senado e judiciário a luz das vantagens e desvantagens reais para o Brasil.

03.11.17
ED. 5738

Safra de startups

A Embrapa está semeando parcerias com startups internacionais. Os acordos sobre a mesa vão da criação de tecnologias para a produção agrícola ao desenvolvimento de sementes. De certa forma, serve como um estepe diante da longa demora do Congresso em aprovar a implantação da Embrapatec, braço que permitiria à Embrapa fechar associações com grupos privados do setor.

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04.04.17
ED. 5592

Nova semente

Blairo Maggi tem se empenhado pessoalmente para que o Congresso aprove até junho o projeto que cria a Embrapatec. Bayer, Syngenta e outros grupos que pretendem se associar ao futuro braço comercial da Embrapa agradecem.

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20.07.16
ED. 5415

Blairo Maggi veste o figurino de vendedor da Embrapatec

 Entre os “produtos” agropecuários brasileiros que o ministro Blairo Maggi pretende vender em seu tour pelo exterior, previsto para os meses de julho e agosto, há um em especial: a Embrapatec, a futura subsidiária da Embrapa voltada à comercialização de biotecnologias desenvolvidas pela estatal. A missão de Maggi é atrair grandes grupos internacionais da área de agrociência para se associar à nova empresa. Na mira, grupos como Bayer, Basf e a suíça Syngenta. O governo ainda estuda o melhor modelo para o acasalamento entre a Embrapatec e o capital privado, mas, a princípio, a intenção é oferecer ao mercado uma participação superior a 51%. Até porque esta é uma das premissas para a criação da subsidiária: permitir a “privatização” da Embrapa, por meio do seu braço comercial, sem que seja necessária a privatização da Embrapa.  O ministro Blairo Maggi tem se empenhado pessoalmente para acelerar a votação do projeto de lei que autoriza a criação da Embrapatec, encaminhado ao Congresso no último mês de maio, ainda no governo de Dilma Rousseff. Maggi articula com os líderes da bancada ruralista, em especial o deputado gaúcho Luiz Carlos Heinze, a tramitação da proposta em caráter de urgência urgentíssima. Para o governo, o grande ganho não virá da privatização em si da Embrapatec, mas, sim, da expectativa de que a própria Embrapa dependa cada vez menos do orçamento federal. Estima-se que a abertura da subsidiária e a montagem de uma estrutura comercial no exterior sejam capazes, já no primeiro ano, de triplicar o faturamento da estatal com a venda de tecnologias. Hoje, a Embrapa tem uma receita própria de apenas R$ 120 milhões por ano, que não cobre sequer 5% do seu orçamento, em torno de R$ 3 bilhões.

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06.11.15
ED. 5242

Katia Abreu arranca a Embrapatec pela raiz

 Katia Abreu não admite mais rodeios: custe o que custar, a Embrapatec, braço de participações da Embrapa, vai sair do papel no início de 2016. A ministra da Agricultura identificou que o maior entrave ao projeto, que se arrasta há dois anos, está dentro da própria companhia. Caberá ao presidente da estatal, Mauricio Lopes, desarticular os feudos de resistência à iniciativa. Para cumprir a missão, terá de começar por ele próprio, que, na visão de Katia Abreu, jamais teria movido uma palha para consumar a criação da subsidiária. E, assim como ele, haveria muitos dentro da estatal, da diretoria à área técnica, “embrapianos” de carteirinha que enxergam na Embrapatec uma espécie de privatização camuflada da empresa de biotecnologia.  A Embrapatec é um estepe para a frustrada proposta de abertura de capital da Embrapa. A subsidiária de participações terá a prerrogativa de se associar a grandes grupos internacionais para desenvolver um determinado projeto. O projeto é flexível e permite que a estatal tenha participações minoritárias em joint ventures. É justamente aí que reside a maior bronca entre o corpo técnico da companhia.

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