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26.03.20

Turbulência

Efeitos da crise: a companhia aérea Boliviana Amazonas (BOA) já sinalizou à Embraer que vai cancelar a compra de dois aviões EMB 190, com entrega prevista para dezembro. Tamanho da perda para a fabricante brasileira: algo em torno de US$ 120 milhões.

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Continuará – e pode se intensificar perigosamente – a fritura do ministro Weintraub, caso seja mantida a decisão judicial que impede divulgação de resultados do Sisu, prevista originalmente para amanhã.

Atenção nesta terça para o crescimento do “fogo amigo”, inclusive com o surgimento de candidatos a ocupar a vaga no MEC – como o ministro da Casa Civil, Onyz Lorenzoni.

O coronavírus na economia

A disparada de casos do coronavírus na China, descoberta de falhas na prevenção ao contágio e mudança de posição da OMS, que agora elevou a avaliação de risco, continuarão a elevar a pressão em torno da doença.

Na economia, o dia ainda deve ser de incertezas. Acomodação mais nítida de expectativas – e de oscilações – deve demorar algum tempo, já que o cenário de contágio, o impacto comercial e na imagem da China mantêm-se totalmente em aberto e parece estar em curva francamente ascendente.

O Brasil sofrerá o impacto global, por um lado (hoje houve queda no Ibovespa e forte efeitos sobre as ações da Petrobras e da Vale) e, por outro, verá crescerem diariamente os questionamentos sobre a Anvisa e o Ministério da Saúde. Respostas até o momento têm sido bem recebidas, na área de saúde, mas paira no ar a possibilidade de um primeiro caso no Brasil, o que levaria a situação a um patamar totalmente diferente.

Resultados e visto para a Índia

Haverá, amanhã, balanço de resultados da viagem do presidente de Bolsonaro para a Índia, com análise dos efeitos concretos – e em qual prazo – para acordos formalizados. Há expectativa por confirmação, da parte do governo brasileiro, para isenção de vistos para indianos.

A reforma tributária como prioridade?

As reformas estarão em pauta amanhã e pode-se esperar início de temporada de especulações – e balões de ensaio –, como espécie de preparação para a retomada dos trabalhos do Congresso, no dia 2 de fevereiro.

A terça-feira será dia de novas movimentações e recados de parlamentares, que tendem a convergir para uma mensagem: no momento, o interesse é pautar, prioritariamente, a reforma tributária, que deve ganhar corpo como iniciativa do próprio Congresso.

Quanto às demais propostas, como a reforma administrativa e a PEC da emergência fiscal (esta última já enviada ao Congresso), “meninas dos olhos” de Guedes, a grande variável a ser observada, amanhã, será o grau de articulação com os presidentes das Casas legislativas, especialmente com Rodrigo Maia.

Na cultura, Regina perde lastro com artistas

Já a cultura viverá certo limbo amanhã à espera de decisão de Regina Duarte. No meio tempo, Duarte pode se aproximar de alas vistas como mais ideológicas do governo e continuará a perder um pouco da boa vontade inicial que angariava na classe artística e na mídia.

Moro move suas peças

Entrevista do ministro Moro hoje, salientando que o presidente assumiu o compromisso de unir a Justiça e a segurança pública ao chamá-lo para o Ministério e aventando indicação para o Supremo, será metabolizada pelo Planalto e pela mídia, amanhã, como recado a Bolsonaro. A questão é: Bolsonaro estenderá o embate ou manterá o recuo estratégico? Segunda hipótese é a mais provável.

O futuro da Embraer

Aprovação pelo Cade, sem restrições, da compra de parte da Embraer pela Boeing vai alimentar retomada de pauta sobre as consequências do negócio para o futuro da empresa brasileira, que viu suas ações caírem hoje na Bovespa.

A construção em 2020

Saem na segunda-feira a Sondagem da Construção e o Índice Nacional de Custos da Construção – Mercado (INCC-M) de janeiro, ambos da FGV. São os primeiros dados da Fundação para o setor em 2020 e projetarão expectativas para o primeiro semestre.

Custos apresentaram tendência de crescimento na mesma faixa (entre 0,14% e 0,15%) nos últimos dois meses de 2019. Vale atenção particular para o item de mão de obra, que ficou estável (0%) em novembro, mas acelerou para 0,23% em dezembro. Já no que se refere à Sondagem, interessa se confirma curva positiva de dezembro, após 2019 com muitas oscilações.

Ainda na segunda-feira será divulgado o Relatório Mensal da Dívida Pública de dezembro. O número tem subido (cresceu 0,4% em novembro, atingindo 77,7% do PIB), mas a aposta da equipe econômica é de desaceleração, com balanço final abaixo de 80% em 2019.

Bens duráveis e consumo nos EUA

Internacionalmente, destaque para os EUA, com o Pedido de Bens Duráveis em dezembro nos EUA, para o qual se espera crescimento da ordem de 0,3% após queda de 0,2% em novembro, e a Confiança do Consumidor (CB) de janeiro, que deve se ampliar de 126,5 para 128 pontos. Dados do consumidor não incluirão, ainda, preocupações geradas pelo coronavírus.

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13.01.20

Perda de altitude

Segundo um alto executivo da Embraer, todas as discussões sobre projetos conjuntos com a Boeing na aviação comercial teriam sido congeladas. A medida teria partido dos próprios norte-americanos, como consequência da gravíssima crise do grupo, que levou à demissão do CEO global, Dennis Muilenburg. Procurada, a Embraer nega atrasos nos projetos, assim como qualquer impacto da delicada situação financeira da Boeing sobre a fusão entre as duas empresas. Ressalte-se que o negócio ainda aguarda pela aprovação da União Europeia e do Cade. Aliás, depois de tudo que está acontecendo com a Boeing, cabe a pergunta: por que mesmo a operação continua de pé?

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18.12.19

Quebrando

Acredite se quiser: a Boeing está quebrando. Sem a ajuda do governo dos EUA, vai à falência. Deus é brasileiro! Foi antes de concluir a compra da Embraer.

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24.10.19

O novo pouso do KC 390

A Embraer estaria em tratativas com a Força Aérea da Áustria para a venda de um lote do cargueiro militar KC-390. A companhia já fechou um contrato de 827 milhões de euros com o governo de Portugal para a entrega de cinco aeronaves.

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21.08.19

BNDES ainda é o banco do desenvolvimento nacional?

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, deveria desviar sua mira dos empresários que compraram jatinhos com financiamentos do banco – afinal, quem compra jatinho são empresários – e colocar foco na produtora dos jatinhos. Bingo para quem falou Embraer. Aos neófitos vale o esclarecimento sobre a informação que Montezano se esmerou em deixar em terceiro plano: a linha de financiamento do BNDES para compra das aeronaves tem sido há vários anos um dos seus diferenciais de competitividade. Sem esses recursos, a Embraer perderia mercado para seus rivais, a exemplo da Bombardier, que teria condições de financiamento bem mais generosas para as três linhas que negocia no Brasil: Learjet, Challenger e Global. Certamente, a Embraer não teria chegado aonde chegou sem essa “parceria” com o banco. Todo mundo sabe disso no mercado de aviação executiva. E ao que consta, mesmo para o credo liberal, não é nenhum desatino uma agência de fomento financiar a comercialização dos produtos da companhia nacional – por enquanto – com o maior coeficiente tecnológico agregado. Essa história de caixa preta já está fazendo mal a todo mundo. Depois de empréstimo “não validado” à JBS, lá nos idos de 2005 – que todo mundo sabia, o TCU já tinha aprovado, e para o qual o banco já havia preparado sua argumentação considerando a operação lisa – agora surgem os jatos da Embraer como suspeita de comportamento inadequado. Fica um singelo conselho: melhor todo mundo começar a trabalhar e deixar essa “caixa malsinada” para quem não tem o que fazer a não ser ameaçar moinhos de vento.

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21/08/19 12:03h

G.A.Werlang

disse:

Voces arrependeram do comentario (de Vces ontem) sobre o financiamento ao Itau, provavelmente nesta linha, ou simplesmente o foco eh criticar por criticar... Fundamental uma linha de informacao absolutamente isenta... chega de Imprensa de Narrativas com “bias”.

21/08/19 12:03h

G.A.Werlang

disse:

Voces arrependeram do comentario (de Vces ontem) sobre o financiamento ao Itau, provavelmente nesta linha, ou simplesmente o foco eh criticar por criticar... Fundamental uma linha de informacao absolutamente isenta... chega de Imprensa de Narrativas com “bias”.

16.08.19

Neymar é uma festa

Neymar flerta com um novo modelo do Legacy, jatinho produzido pela Embraer. O brinquedinho custa em torno de US$ 28 milhões. O avião chegaria para preencher um vazio na vida do craque. Em abril, a Receita bloqueou um Cessna Citation 680, de propriedade de Neymar, além um helicóptero, como garantia de uma multa de R$ 69 milhões por sonegação fiscal.

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06.08.19

Antidiplomacia

Os generais do Palácio do Planalto defendem que a assinatura da venda de cinco cargueiros militares KC390, da Embraer, para Portugal, pede uma celebração especial, com a presença de Jair Bolsonaro. Trata-se da primeira encomenda do mercado europeu. O problema é convencer o Capitão a dividir os holofotes com o socialista António Costa, primeiro-ministro português.

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19.07.19

Internacional direitista

A Embraer estaria em negociações avançadas para a venda de um lote de cargueiros militares KC 390 para a Hungria. A se confirmar, já se pode prever uma grande celebração da direita internacional, com as presenças de Jair Bolsonaro e Viktor Orbán.

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21.05.19

“Embraer News”

Até o fim do mês, serão anunciados a estrutura de gestão e o nome da joint venture formada pela Embraer e pela Boeing exclusivamente para a fabricação do cargueiro militar KC-390. O batismo deverá ser celebrado com a venda de cinco aeronaves para as Forças Armadas de Portugal.

A “Boeing Embraer” bateu o martelo: José Serrador Neto ocupará o nevrálgico cargo de diretor de relações institucionais da nova companhia no Brasil. Nesse ramo, antiguidade é posto: há dez anos, Serrador é o vaso comunicante da Embraer com o Poder.

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