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21.08.19

BNDES ainda é o banco do desenvolvimento nacional?

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, deveria desviar sua mira dos empresários que compraram jatinhos com financiamentos do banco – afinal, quem compra jatinho são empresários – e colocar foco na produtora dos jatinhos. Bingo para quem falou Embraer. Aos neófitos vale o esclarecimento sobre a informação que Montezano se esmerou em deixar em terceiro plano: a linha de financiamento do BNDES para compra das aeronaves tem sido há vários anos um dos seus diferenciais de competitividade. Sem esses recursos, a Embraer perderia mercado para seus rivais, a exemplo da Bombardier, que teria condições de financiamento bem mais generosas para as três linhas que negocia no Brasil: Learjet, Challenger e Global. Certamente, a Embraer não teria chegado aonde chegou sem essa “parceria” com o banco. Todo mundo sabe disso no mercado de aviação executiva. E ao que consta, mesmo para o credo liberal, não é nenhum desatino uma agência de fomento financiar a comercialização dos produtos da companhia nacional – por enquanto – com o maior coeficiente tecnológico agregado. Essa história de caixa preta já está fazendo mal a todo mundo. Depois de empréstimo “não validado” à JBS, lá nos idos de 2005 – que todo mundo sabia, o TCU já tinha aprovado, e para o qual o banco já havia preparado sua argumentação considerando a operação lisa – agora surgem os jatos da Embraer como suspeita de comportamento inadequado. Fica um singelo conselho: melhor todo mundo começar a trabalhar e deixar essa “caixa malsinada” para quem não tem o que fazer a não ser ameaçar moinhos de vento.

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21/08/19 12:03h

G.A.Werlang

disse:

Voces arrependeram do comentario (de Vces ontem) sobre o financiamento ao Itau, provavelmente nesta linha, ou simplesmente o foco eh criticar por criticar... Fundamental uma linha de informacao absolutamente isenta... chega de Imprensa de Narrativas com “bias”.

21/08/19 12:03h

G.A.Werlang

disse:

Voces arrependeram do comentario (de Vces ontem) sobre o financiamento ao Itau, provavelmente nesta linha, ou simplesmente o foco eh criticar por criticar... Fundamental uma linha de informacao absolutamente isenta... chega de Imprensa de Narrativas com “bias”.

16.08.19

Neymar é uma festa

Neymar flerta com um novo modelo do Legacy, jatinho produzido pela Embraer. O brinquedinho custa em torno de US$ 28 milhões. O avião chegaria para preencher um vazio na vida do craque. Em abril, a Receita bloqueou um Cessna Citation 680, de propriedade de Neymar, além um helicóptero, como garantia de uma multa de R$ 69 milhões por sonegação fiscal.

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06.08.19

Antidiplomacia

Os generais do Palácio do Planalto defendem que a assinatura da venda de cinco cargueiros militares KC390, da Embraer, para Portugal, pede uma celebração especial, com a presença de Jair Bolsonaro. Trata-se da primeira encomenda do mercado europeu. O problema é convencer o Capitão a dividir os holofotes com o socialista António Costa, primeiro-ministro português.

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19.07.19

Internacional direitista

A Embraer estaria em negociações avançadas para a venda de um lote de cargueiros militares KC 390 para a Hungria. A se confirmar, já se pode prever uma grande celebração da direita internacional, com as presenças de Jair Bolsonaro e Viktor Orbán.

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21.05.19

“Embraer News”

Até o fim do mês, serão anunciados a estrutura de gestão e o nome da joint venture formada pela Embraer e pela Boeing exclusivamente para a fabricação do cargueiro militar KC-390. O batismo deverá ser celebrado com a venda de cinco aeronaves para as Forças Armadas de Portugal.

A “Boeing Embraer” bateu o martelo: José Serrador Neto ocupará o nevrálgico cargo de diretor de relações institucionais da nova companhia no Brasil. Nesse ramo, antiguidade é posto: há dez anos, Serrador é o vaso comunicante da Embraer com o Poder.

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15.05.19

Linkedin

Raul Calfat, que deixou a presidência do Conselho da Votorantim depois de 27 anos no grupo, estaria se juntando a outros investidores na montagem de um fundo de private equity. Calfat é conselheiro de empresas como Embraer e Duratex.

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10.01.19

Decolagem autorizada

Com a “ameaça Bolsonaro” debelada – o Capitão descartou brecar a fusão –, o RR apurou que a Embraer pretende realizar na primeira quinzena de março a assembleia extraordinária de acionistas que baterá o martelo sobre a fusão com a Boeing.

Antes, Embraer e Boeing vão fazer, digamos assim, diplomacia: estão organizandoa visita de uma comitiva de autoridades brasileiras aos headquarters de Chicago.

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17.08.18

Boeing e Airbus duelam por Neeleman

O empresário David Neeleman está no centro de uma das mais ferozes disputas comerciais do planeta. A Embraer/Boeing vem tentando invadir o espaço aéreo da Airbus/Bombardier e atravessar o acordo feito por esta última para a venda de 60 jatos à nova companhia de aviação que Neeleman está criando nos Estados Unidos. Esse jogo nervoso ganhou novos contornos com a venda da fabricante brasileira. Com a Embraer, a Boeing passa a ter uma posição privilegiada de negociação com Neeleman. A empresa de São José dos Campos tem praticamente cadeira cativa na frota da Azul. Recentemente, o próprio CEO da companhia, John Rodgerson, disse que “não existe a menor possibilidade de a Azul comprar um jato da Airbus/Bombardier”.

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26.07.18

Faltam 91 dias

A Boeing e a Embraer decidiram seguir “piano piano” o seu projeto. Está tudo pronto para a aquisição da companhia nacional. Mas é prudente atravessar o mês de outubro.

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11.07.18

Venda da Embraer é o epitáfio da golden share

O instituto da golden share está prestes a levar uma cutelada casuística do governo brasileiro. Trata-se de medida complexa, encomendada pelo ex-ministro da Fazenda e candidato do próprio ego à presidência Henrique Meirelles. A reunião do TCU sobre a venda das ações de classe especial, inicialmente marcada para hoje, foi adiada para semana que vem. Mas como negociar as golden share sem exterminar com a primazia do Estado e os direitos excepcionais carimbados no título? O assunto está quebrando a cabeça dos técnicos.

Até prova em contrário, a Lei no 8.031, de 1990, continua validando as ações especiais. Na dúvida, diriam confrades acacianos, liquide-se a Lei. Mas há outras interrogações. A regra será para todas as velhas golden share (Vale, IRB e Embraer) ou contemplará uma regulação exclusiva para as novas? Nesta última hipótese, as ações de controle da União passariam a ter um estatuto próprio, híbrido, caso a caso? Com relação à Embraer, imagina-se que o propósito seria negociar em mercado os títulos de classe especial referentes à “Embraer USA” (parte adquirida pela Boeing), pagando adicionalmente um capilé ao governo. Em tempo, não há modelo de precificação de golden share, até porque elas não existem para serem negociadas no mercado.

Do split da atual companhia surgiria a “Embraer do B”, que assumiria as áreas de defesa e aviação executiva. Esta nova empresa estaria submetida ao regime de golden share, mas não se sabe se seria mantido o estatuto da antiga Embraer, um novo com as exigências recauchutadas, ou criada uma geração de ações de classe especial, com licença para morrer desde o seu nascedouro. Qualquer que seja a solução, já existem duas certezas: a decisão é oportunista, pois atende às exigências do acordo de venda da Embraer, e traz contida uma posição de renúncia do Estado em relação à influência no destino dos ativos privatizados.

No novo ambiente institucional e jurídico, o conceito de empresa estratégica passa a constar do dicionário de letras mortas da República. Não só a Embraer, mas a Vale em especial será atingida com a medida. A mineradora tem restrições para a tomada de uma série de decisões, tais como a mudança do seu nome e a transferência da sede para outro país. A Vale, por sinal, foi o berço da discussão sobre a golden share no Brasil. Em pleno programa de privatizações do governo FHC, mesmo sendo candidato à compra da empresa, Antônio Ermírio de Moraes perfilava-se entre os favoráveis à causa.

A ideia de bater bumbo a favor das golden share junto aos setores que resistiam a uma possível desnacionalização da companhia nasceu de uma inusitada reunião, em discreto apartamento no início da Praia do Flamengo, entre o então presidente da mineradora, Eliezer Batista, e o prefeito Cesar Maia, ambos contrários à venda da empresa. A tentativa anterior de Eliezer para brecar ou pelo menos alterar a privatização tinha sido vazar na mídia – no Estado de S. Paulo – o patrimônio mineral da Docegeo, subsidiária da Vale do Rio Doce, um verdadeiro segredo de Estado, onde estavam pendurados os valiosos alvarás de pesquisa e lavra da companhia. Essa montanha de jazidas e áreas de pesquisa mineralógicas não foi inclusa no preço de venda da então chamada CVRD. O inimigo de primeira hora de Eliezer foi o BNDES privatista da gestão FHC, que identificou no silencioso tecnocrata um perigoso adversário.

Por outro lado, as Forças Armadas se tornariam imediatamente simpáticas àquela proposta, de certo modo intervencionista, de certo modo liberal – foi Margaret Thatcher quem criou as golden share como ações preferenciais resgatáveis, em 1979, para viabilizar o programa de privatização arrasa-quarteirão do Reino Unido. Se ontem fosse hoje, a Vale seria esquartejada, a exemplo da Embraer, e teria a sede do seu filé mignon transferida para a Austrália. A julgar pelo andamento da carruagem, a licença para morrer das golden share de última geração poderá ser utilizada logo mais à frente na privatização da Eletrobras, e muito mais. Tudo se tornou radicalmente possível.

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