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10.06.22

Prêmio de consolação

Jair Bolsonaro cogita indicar o almirante Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia, para o conselho da ENBpar (Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional), estatal que assumirá o controle da Eletronuclear e de Itaipu com a privatização da Eletrobras. Isso se der tempo.

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08.06.22

PT usa Eletrobras para animar sua torcida organizada

Na prática, a proposta do PT de reestatização da Eletrobras é uma pseudo-ameaça de expropriação, nacionalização ou algo do gênero que somente assusta o mercado. Como se daria essa mágica? Pela via da recompra das ações em bolsa é que não seria, devido aos custos absurdos que a operação teria para o erário. E não fosse isso, como impor ao Conselho de uma empresa privada que aprove a sua reestatização, ainda mais com a determinação vindo de um acionista minoritário? Só se Lula fosse resgatar o encampamento da Companhia de Energia Elétrica (CEE) do Rio Grande do Sul, então pertencente à americana Bond & Share, que tanto maculou a gestão do engenheiro Leonel Brizola em tempos de capa e espada. Se o PT não quiser apenas jogar para a arquibancada, pode discutir medidas factíveis para manter algum tipo de controle sobre a Eletrobras privatizada, notadamente no que diz respeito a políticas públicas. Um exemplo: bastaria dar mais poder de intervenção à Aneel para conter eventuais excessos de autonomia da empresa. A Agência, inclusive, poderia ser incluída na Constituição – a exemplo da ANP e da Anatel.

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01.06.22

Duelo de gigantes pela Eletrobras

A privatização da Eletrobras poderá se tornar um duelo de titãs: de um lado André Esteves; do outro, Jorge Paulo Lemann. Esteves entrou na lista de candidatos a uma posição de destaque entre os futuros acionistas da companhia. O banqueiro leva munição extra para a disputa: está carregado de moedas podres. Pretende, portanto, fazer algo parecido com o que Julio Bozano fez com a privatização da Embraer e os títulos da Sunaman. A briga vai ser boa. Há alguns anos, a 3G Radar – braço da 3G Capital, que reúne os investimentos do trio Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles – mantém uma posição cativa e privilegiada na Eletrobras. Sua fatia beira os 2% do capital total da empresa. Graças a esse cluster societário, Lemann acompanhou por dentro toda a elaboração do plano de capitalização da Eletrobras. Leva, portanto, um corpo de vantagem em relação a Esteves.

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12.05.22

Fio desencapado

O ministro Jorge Oliveira, “embaixador” do Palácio do Planalto no TCU, foi acionado pelo governo. Tem feito gestões junto ao colega Vital do Rêgo, tido como o principal oponente na Corte à privatização da Eletrobras.

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06.04.22

O nome da vez

O presidente da Eletrobras, Rodrigo Limp, é um nome em alta no Palácio do Planalto. Jair Bolsonaro já confidenciou a assessores mais próximos a intenção de manter o executivo no governo mesmo após a eventual privatização da companhia.

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25.03.22

Energia na fronteira

O RR tem informações de que o Ministério de Minas e Energia retomou conversações com o governo boliviano para a construção de até duas hidrelétricas binacionais, cada uma com capacidade de até 6 mil MW. As usinas seriam instaladas no Rio Madeira ou em afluentes. O problema é que, do lado brasileiro, os projetos estão indexados à Eletrobras. Nas contas do governo, parte do financiamento depende da venda da estatal.

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18.03.22

O nome de Bolsonaro para o Tribunal de Contas

Segundo informação filtrada do Palácio do Planalto, a deputada Bia Kicis (PL-SP) entrou no páreo por uma cadeira no TCU, na indicação que cabe à Câmara. A parlamentar tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro e do seu núcleo político, a começar pelos filhos Eduardo e Flavio Bolsonaro, para ocupar a vaga de Ana Arraes na Corte. O bolsonarismo perderia uma colaboradora combativa e fiel no Congresso; por outro lado, ganharia uma ministra leal no TCU, por onde passam questões nevrálgicas para o Palácio do Planalto – da privatização da Eletrobras ao programa de concessões de infraestrutura. A disputa, no entanto, é intricada. Até o momento, o nome mais forte para a vaga é o do deputado Jhonatan de Jesus, que tem o apoio de Artur Lira – ver RR de 24 de fevereiro. Ressalte-se que as articulações dentro da Câmara para a indicação do substituto de Ana Arraes no TCU ganharam um aditivo. Nos últimos dias, circula no Congresso a informação de que a ministra poderá antecipar para abril a sua aposentadoria do Tribunal de Contas, inicialmente programada para julho. Ana deverá disputar as eleições, provavelmente à Câmara ou ao Senado.

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18.02.22

Xodó de Bolsonaro

O rating do ministro Jorge Oliveira, braço de Jair Bolsonaro no TCU, subiu ainda mais no Palácio do Planalto. Em parte, Bolsonaro atribui a gestões internas de Oliveira a decisão do TCU de aprovar a privatização da Eletrobras, mesmo após os questionamentos ao valor de outorga da estatal.

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17.02.22

Preço da Eletrobras repete engodos das privatizações

Não é a primeira vez que os preços da privatização são subavaliados no Brasil. A desconsideração do valor econômico da potência instalada nas empresas da Eletrobras encontra similar nas desestatizações da CSN, no governo Itamar Franco, e da então Vale do Rio Doce, na gestão FHC. O motivo do “rouba montinho” da União foi a dificuldade de precificação de áreas mineralizadas e mineralizáveis de ambas as companhias.

No caso da CSN, a mina de Casa Pedra, um ativo considerado mais valioso do que a usina de Volta Redonda, passou quase batido no valuation. Em relação à Vale, a Docegeo – subsidiária da companhia onde estavam depositadas suas reservas prospectáveis – não foi computada no cálculo do valor de venda. Com isso, foi dada de graça uma fortuna incalculável em riquezas minerais. Em uma improvável dobradinha àquela altura, dois personagens lutaram como leões, nos bastidores, para que a comercialização da Vale a preço de banana não ocorresse: Eliezer Batista, ex-presidente da companhia, e o ex-prefeito do Rio, Césa Maia.

Hoje, inexistem personagens públicos com a mesma envergadura para tentar barrar a liquidação da Eletrobras. Segundo a decisão inicial do TCU, o cálculo da potência de geração futura da Eletrobras foi descartado, porque não é medível ou realizável para efeito de precificação. Ressalte- se que o relator Aroldo Cedraz ficou bastante incomodado com a decisão do colegiado. O veredito do TCU foi resultante de um tour de force do Ministério da Economia, para convencer o Tribunal.

Vale tudo para vender a estatal, inclusive sonegar a consulta a companhias especializadas em realizar a precificação correta. Paulo Guedes e cia. querem privatizar a toque de caixa, desprezando o valuation real para atender a agenda política. Portanto, sendo aprovado o atual preço de venda, o comprador levará um bônus muito além do valor fixado. O Ministério da Economia, de braços dados com o TCU, aproveita para, de lambuja, desmascarar o velho Marx, alterando a máxima de que a história se repete, primeiro como tragédia, depois como farsa. No Brasil, a fraude e a realidade são categorias indissociáveis. O engodo sobrevive ao tempo. Inalterável.

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03.02.22

Oráculo

Paulo Guedes, só para não variar, falou demais. A “revelação” de que o ministro do TCU Vital do Rego apoia a privatização da Eletrobras, feita por Guedes na semana passada, caiu muito mal dentro da Corte. Quem sabe, na próxima, ele não antecipa o voto de um ministro do STF?

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