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23.05.22

Eike Batista é um show

Eike Batista não perde a pose. O ex-megaempresário, cercado de quatro jovens, ministrava, uma pequena aula, em pé, para seus petizes, na última sexta-feira (dia 20), na esquina da Rua Farani, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Eike discorria sobre suas façanhas com a pose de um “Jean Paul Belmondo tupiniquim”, ressaltada pelo cachecol azul enrolado no pescoço esguio. O empresário, apesar do desastre nos seus empreendimentos e a confessa participação em tenebrosas negociações, continua pop. Todos que passavam, inclusive dirigindo automóveis, davam uma espiada em Eike. O RR viu e confirma. Nunca existirá um outro empresário com o aplomb de Mr. Batista.

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22.04.22

Uma ficha nem tão limpa assim na Petrobras

Eduardo Karrer, novo membro do Conselho de Administração da Petrobras, carrega algumas máculas dos tempos da EBX, do então onipresente Eike Batista. Quando era diretor de relações com investidores da MPX (rebatizada de Eneva), Karrer foi acusado, em processo na CVM (No RJ 2013/12595), de não ter divulgado fato relevante ao mercado, informando que o BTG Pactual iria retirar a garantia firme de colocação para um aumento de capital na companhia. Para encerrar a ação, o executivo firmou um termo de compromisso com a CVM e pagou R$ 250 mil – segundo informação disponibilizada pelo órgão regulador. O mesmo Karrer foi acusado em outro processo na CVM (No RJ 2013/10321), desta vez na condição de conselheiro da CCX, empresa colombiana de carvão de Eike. O motivo foi a não divulgação de fato relevante acerca dos estudos para uma oferta pública de aquisição das ações e consequente cancelamento de registro da empresa. O executivo acabou punido com uma advertência – informação também confirmada pela CVM.

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22.03.22

O estranho no ninho

Não há o que questionar em relação à primeira e à segunda colocação, respectivamente, do Bradesco e do Itaú no ranking da Pesquisa Merco de reputação no setor financeiro. Mas é de se estranhar o intruso Nubank na terceira posição. Sob certo aspecto, a fintech, ou seja lá que animal for, lembra um pouco a OGX, companhia de petróleo do empresário Eike Batista, que tinha muito marketing e valuation e pouco óleo. Sem qualquer comparação de ordem financeira, o Nubank também tem muito marketing e valuation, mas é pouco banco. Talvez seja o caso de aguardar a próxima Pesquisa Merco para conferir se a reputação do Nubank não vai repetir o que aconteceu com suas ações logo após o seu festejadíssimo IPO: caíram para o lugar que mereciam – 11 dias depois da abertura de capital, o papel já havia despencado 25%, achatando o valor de mercado da instituição em US$ 13,4 bilhões. De qualquer forma, o RR insiste: o Nubank pode ser até a nova fronteira do capital reputacional, mas banco não é.

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14.03.22

Os olhos de Eike Batista ainda brilham feito ouro

Ao contrário do seu estilo feérico, discretamente Eike Batista tem feito lobby junto a parlamentares em favor do projeto de lei que libera a mineração em áreas indígenas. Suas pretensões passam por um velho e reluzente conhecido: ouro. O PL 191 abre uma possibilidade de retorno do empresário ao setor onde praticamente tudo começou. Eike pode ser descrito com uma paráfrase do aforismo bíblico: “Do ouro viemos e ao ouro retornaremos”.

As operações em garimpos do metal na Amazônia estão na origem do que um dia chegou a ser a oitava maior fortuna do mundo. Entre tantos outros episódios, as peripécias amazônicas de Eike lhe custaram um tiro nas costas após discutir com um garimpeiro em Alta Floresta (MT). Em Brasília, tornou-se célebre a sua história de litígio com os indígenas na região de Pitinga, no Amazonas.

Nessa área havia uma das maiores jazidas de cassiterita do mundo, pertencente a Otavio Lacombe, então dono da Paranapanema e sócio de Eike em empreitadas auríferas. Nos idos dos governos do PT, Eike Batista tentou desmontar a legislação que protege as áreas indígenas, muito provavelmente com o seu então fiel escudeiro Rodolfo Landim a tiracolo. Agora, as circunstâncias são ainda mais favoráveis. A celeridade da votação do PL 191, que tramitará na Câmara em regime de urgência, e a corrida por jazidas em reservas indígenas estão ligadas à guerra entre Rússia e Ucrânia.

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12.08.21

Mubadala ao mar

O Mubadala tem interesse em participar dos leilões de concessões portuárias previstos para 2022, notadamente do Porto de Santos. Ressalte-se que o fundo árabe já tem negócios no setor no Brasil: é um dos acionistas do Porto do Sudeste,  participação herdada em troca de dívidas da MMX, de Eike Batista.

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19.07.21

Suspeita de manipulação de ações da MMX entra no radar da CVM

Eike Batista está no meio de mais um rolo. A CVM deverá abrir processo administrativo para investigar operações suspeitas com ações da MMX, que configurariam manipulação do mercado. Em março, quando as cotações registraram uma alta de mais de 100% em apenas cinco dias, a Associação Brasileira de Investidores (Abradin) chegou a protocolar no órgão regulador uma denúncia contra a empresa. De lá para cá, novas acusações foram encaminhadas à CVM por minoritários da própria MMX – segundo o RR apurou junto a um importante fundo de investimento acionista da empresa.

Consultada sobre a abertura do processo, a Comissão de Valores Mobiliários informou que “acompanha e analisa informações e movimentações envolvendo companhias abertas e o mercado de valores mobiliários, tomando as medidas cabíveis sempre que necessário. A autarquia não comenta casos específicos.”. O RR fez várias tentativas de contato com a MMX, mas não obteve retorno. Segundo a fonte do RR, os minoritários querem cruzar as investigações sobre possível manipulação do mercado com uma história muito mal contada: as supostas negociações com o fundo China Development Integration Limited (CDIL) para uma injeção de capital na MMX.

Em 25 de março, pouco antes da disparada das ações, a MMX comunicou ter assinado um acordo com a CDIL para um aporte de US$ 50 milhões por meio de uma emissão de debêntures. Na ocasião, em sua denúncia a CVM, a Abradin classificou o Fato Relevante (FR) divulgado pela companhia de “mentiroso e fantasioso” e com o “condão de manipular o mercado de capitais, lesando investidores”. Em 18 de maio, a mineradora soltou novo FR, dizendo ter firmado um aditivo ao contrato, por meio do qual os chineses mantinham sua oferta vinculante.

O que chama mais a atenção é a data deste segundo comunicado: na véspera do julgamento sobre o pedido de falência da MMX Mineração e Metálicos e da MMX Corumbá Mineração, que acabaria sendo confirmada pela 6a Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no dia 19 de maio – a empresa promete recorrer da decisão. Entre os minoritários, diz a mesma fonte, a percepção é que o acordo com a CDIL não teria passado de um balão de ensaio com dupla intenção: inflar as ações da MMX e, ao mesmo tempo, sensibilizar o Judiciário a reverter o pedido de falência.

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17.03.21

Eike

Eike Batista estaria montando uma empresa-semente com sócios buscados nas redes sociais.

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23.11.20

A bela, o marombeiro e o torrão de açúcar

Mesmo o “imortal” empresário Abílio Diniz começa a considerar que o seu tempo está passando mais depressa. Diniz tem conversado com seus filhos, especialmente Ana maria e João Paulo, sobre a sucessão no comando dos negócios da empresa, a holding Península Participações, que hoje abrange todos os ativos dos Diniz. Os outros filhos, Adriana e Pedro Paulo, estão fora do game. Adriana por nunca ter tido a menor vocação para empresária.

Já Pedro Paulo, que demonstrava tino empreendedor – chegou a discutir com Eike Batista, a criação de um hotel-boate em Angra dos Reis, em que a rave rolaria dia e noite, sem fim – deu uma “guinada odara” (apud Caetano Veloso) em sua vida. Partiu para viver em uma fazenda bucólica e plantar alimentos orgânicos. João Paulo lembra o pai no estilo bonapartista, e até na obsessão por esportes. Namorador, triatleta, com formação na London Business School, ficou marcado pela morte da modelo Fernanda, sua namorada, em um acidente de helicóptero, em Angra dos Reis. Realmente triste.

O primogênito, apesar de tentar imitar o pai em quase tudo, não é considerado por Abílio como o mais talhado para ocupar suas funções. Os filhos Miguel e Rafaela, do segundo casamento, são novos demais para entrar na disputa. Sobrou para belíssima Ana Maria, a mais perfeita tradução de Abílio, do ponto de vista do interesse nos negócios. Ana Maria também tem uma pegada corporativa de participar do terceiro setor, meio ambiente e educação. Entre os jovens Diniz, sempre foi a primeira alternativa para assumir o comando na visão do pai.

No Pão de Açúcar, trabalhou em marketing, RH e Operações. Noves fora, é mulher, o que conta ponto nos dias de hoje. Em um determinado momento, comentou-se que Abílio gostaria que Pedro Parente, ex-chairman da empresa BRF, um dos investimentos da Pensilvânia, fosse o coach da moça. Conversa fiada. Ana Maria está para lá de escolada. E quem seria um melhor coach do que o próprio pai, que a treinou por toda a vida. O fato é que Abílio permanece com a saúde de touro que sempre teve. Mas, não é nada, não é nada, está com 83 anos. A hora de fazer as escolhas é para ontem.

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14.02.20

Conquista

A delação premiada de Eike Batista vai trazer novamente para o pódio do noticiário o ex-presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, e a “conquista” da Olimpíada de 2016.

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07.02.20

Eike só assiste de longe a um projeto que já foi seu

Na sala de reunião do seu primeiro QG na Praia do Flamengo – o segundo seria o Hotel Serrador, na Cinelândia – Eike Batista olhava pelo vidro da janela o verde do Aterro com os olhos esgazeados. As palavras do seu interlocutor soavam como música. O assunto eram minérios, minérios e mais minérios. De repente, não mais que de repente, gritou pouco antes de chegar à porta da sala: “Flavio, manda ver essa Reserva Nacional do Cobre e as áreas indígenas. Temos que sair na frente”. O Flavio é também chamado de Godinho, seu sobrenome. O executivo constava na hierarquia de cargos, formalmente, como advogado de Batista, mas era o faz tudo do empresário.

A Reserva Nacional do Cobre é uma província metalogenética no Pará, mais ou menos similar à do sítio de Carajás. A região seria hospedeira de espetaculares jazidas de molibdênio, manganês, ferro, cobre, nióbio e anatásio entre outros, inclusive o grafito, que tanto encanta Jair Bolsonaro. A Reserva era de propriedade da União, considerada estratégica para o país e ficava pendurada em um estatal em franca decadência: a Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM). E os aborígenes, o que fazem nesse enredo? Pois bem, Batista, desde os seus tempos de garimpo era useiro e vezeiro na exploração de terras silvícolas.

São lendários seus rasantes de helicóptero sobre moradias indígenas, assim como uma descida atlética de paraquedas da aeronave que sobrevoava a região de Pitinga (PA), onde ele detinha uma joint venture com o empresário Otavio Lacombe para exploração de ouro e cassiterita. Durante parte dessa época, Batista somente beliscava os minérios contidos em área indígena, até porque a exploração estava vedada por Lei. Ele dizia que fincaria o pé nos dois mega-ativos, compraria a Vale – o que bem tentou –, consolidaria tudo e criaria a maior mineradora do mundo. Estamos no primeiro ano do segundo mandato de Dilma Rousseff. Com os pés quase na soleira da porta, ele berra novamente para Flávio Godinho: “Vai fundo porque eu tenho um bizu de que vão abrir tudo, e nós podemos ter a prioridade”.

Eram tempos em que Batista tinha preferencia em tudo. O medo do magnata era que a Vale saísse na frente na disputa. Sabia que moeda de troca era o controle ficar em mãos de grupos nacionais. Na área do ferro, por exemplo, a Vale consolidou todas as empresas não controladas por siderúrgicas. Durante meses teve reuniões com Dilma – e com Lula – para ultimar a liberação dos ativos minerais. As respostas eram a mesma: “Vai sair, aguarde, que tem a burocracia, o desembaraço com a CPRM, os grupos de interesse, os militares etc…”

Batista acabou desistindo e prosseguiu em sua saga de desastres. Hoje, enclausurado devido à prática de meliâncias, Eike Batista assiste a algumas reservas minerais serem colocadas na prateleira para venda e outras prestes a tomarem o mesmo rumo. A Reserva Nacional do Cobre já tem sua fila de interessados. E, na última quarta-feira, Bolsonaro enviou ao Congresso o projeto de lei que regulamenta a abertura de terras indígenas para exploração de minérios, petróleo e geração de energia. Se ameniza as dores do não feito, em alguma coisa, há indícios de que, pelo menos a Reserva do Cobre, não tem aquele manancial todo, durante décadas quase lendário. Mas Eike Batista não tem mais tempo, cabeça e dinheiro para pensar em um negócio desses.

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