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29.09.20

Saúde quer 200 mil postos de vacinação contra Covid-19

Quando, ainda não se sabe ao certo, mas o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e sua equipe já começam a desenhar a operação de guerra para a maior e mais complexa campanha de vacinação da história do Brasil. De acordo com informações filtradas da própria Pasta, o Ministério planeja utilizar até 200 mil pontos simultâneos de imunização contra a Covid-19 – além de hospitais (públicos e privados) e postos de saúde, escolas, clubes, igrejas e farmácias serão arregimentados para a tour de force. Para efeito de comparação, trata-se de cinco vezes o número de locais disponibilizados em março deste ano para a aplicação da vacina contra as gripes H1N1 e H3N2. A escala tem duas razões: evitar que os postos de vacinação se tornem lugares de grande aglomeração e, paradoxalmente, uma área de risco, e a necessidade de que a imunização se dê no menor tempo possível. Dentro do ecossistema militar do Ministério da Saúde, um personagem importante nessa operação é o tenente-coronel Marcelo Duarte, braço direito de Pazuello no Departamento de Logística da Pasta. Como não poderia deixar de ser, as Forças Armadas terão um papel central na operação, seja na cessão de mão de obra para auxiliar no atendimento à população seja no apoio logístico. De acordo com a mesma fonte, uma das hipóteses já aventadas é o uso de caminhões do Exército como postos ambulantes de vacinação.

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23.09.20

Pós-pandemia? Quanto otimismo

O ministro Eduardo Pazuello discute desde já com os secretários estaduais de Saúde o destino que será dado, no pós-pandemia, aos equipamentos hoje disponibilizados exclusivamente para o atendimento de pacientes de Covid-19. Os estados querem ficar com respiradores, monitores, sensores etc. Alguns secretários, inclusive, vislumbram a oportunidade de ampliar hospitais da rede pública com recursos do SUS para receber os equipamentos.

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O Centrão está à espreita, aguardando a possível saída do general Eduardo Pazuello do Ministério da Saúde. Já colocou até um nome sobre a mesa de Jair Bolsonaro: Gilberto Occhi, que ocupou o cargo no governo Temer.

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Como se não bastasse a controvérsia causada pela indicação da filha do general Braga Netto à ANS, um caso similar tem causado mal estar no Ministério da Saúde. Trata-se da nomeação da advogada Vitória Castro para a Secretaria de Atenção Especializada em Saúde
da Pasta. Vitória teve como um de seus padrinhos de casamento o ministro Eduardo Pazuello.

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20.07.20

Bolsonaro escreve suas promessas a lápis

A julgar pelo track records, a declaração de Jair Bolsonaro de que Ernesto Araújo, Eduardo Pazuello e Ricardo Salles permanecerão no governo não tem grande valia. Em 6 de abril, Bolsonaro bancou a manutenção de Henrique Mandetta na Saúde. Dez dias depois, Mandetta era demitido. Como Sergio Moro, o revés foi ainda mais célere. Entre a última fala de Bolsonaro garantindo a permanência de Moro na Justiça e sua saída do governo passaram-se não mais do que dois dias.

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