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09.07.20

Fake news

Ontem, no fim da tarde, deputados do PT e do PSOL já tentavam recolher assinaturas para a abertura de um processo contra Eduardo Bolsonaro no Conselho de Ética da Câmara. O motivo é a vinculação de contas bloqueadas pelo Facebook a funcionários do gabinete do parlamentar.

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A médica Nise Yamaguchi, que por pouco não assumiu o Ministério da Saúde, está cotada para colaborar com Eduardo Pazuello na coordenação de testes da vacina contra o coronavírus no Brasil. Sua indicação tem o aval de Eduardo e Carlos Bolsonaro e de Osmar Terra, um dos principais conselheiros de Jair Bolsonaro na área de saúde. Nise sempre foi uma das maiores defensores do uso da cloroquina no tratamento da Covid-19.

Nova missão para Augusto Aras: frear a pressão do Ministério Público Federal para que o TCU investigue a importação de matéria-prima para a produção de cloroquina. Hoje, com base no consumo do medicamento no país, estima-se que o laboratório do Exército tenha estoques para 18 anos.

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Carlos e Eduardo Bolsonaro tentam fazer a cabeça de Jair Bolsonaro para abrigar o psiquiatra Ítalo Marsili em uma das secretarias do Ministério da Saúde. Na verdade, o que os rebentos queriam mesmo era emplacar Marsili no comando da Pasta. Mas, por ora, o general Eduardo Pazuello é “imexível”.

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12.06.20

Interferência dos Bolsonaro na Imbel entra na mira do MPF

Caiu no colo do Ministério Público Federal mais um forte indício de intervenção do presidente Jair Bolsonaro e de seu filho Eduardo Bolsonaro no Exército: a iminente associação entre a estatal Imbel e a Sig Sauer, fabricante de armas de origem suíça – informação antecipada pelo RR na edição da última segunda-feira e confirmada pela Folha de S. Paulo no dia seguinte. Trata-se do segundo caso de suspeição de interferência do clã Bolsonaro na corporação no intervalo de apenas dois meses. Em abril, a procuradora Raquel Branquinho enviou representação à Procuradoria da República do Distrito Federal apontando que o presidente violou a Constituição ao determinar a revogação de três portarias do Comando Logístico do Exército (Colog) sobre o rastreamento de armas e munição.

Consultado, o MPF informou que, até o momento, não encontrou em seus sistemas nenhum procedimento referente ao caso da Imbel. Em relação às portarias do Colog, o órgão confirmou que a representação da procuradora Raquel Branquinho deu origem a Ação Civil Pública na 14a Vara Cível da Justiça Federal no DF. No caso da Sig Sauer, a trilha que leva aos Bolsonaro é visível. Eduardo trabalha a céu aberto pela entrada da empresa no país – vide suas postagens nas redes sociais. Um dos desafios do Ministério Público é descobrir onde termina Jair e começa Eduardo. Ou vice-versa.

Está cada vez difícil discernir o que é uma determinação do comandante em chefe das Forças Armadas ou uma interferência indireta do seu filho em assuntos relacionados ao Exército. No caso da controversa revogação das portarias, formalmente ela só poderia ter sido solicitada pelo presidente da República. Mas, no Exército, todos sabem que a reviravolta foi uma gestão de Eduardo junto ao pai. O “03” usa um duplo chapéu, de lobista e de filho do presidente, confundindo os papéis e a ordenança do próprio Bolsonaro.

Não por acaso, há um incômodo no Exército com as seguidas ingerências de Eduardo em temas referentes à corporação. Entre os próprios militares, o deputado é comparado à figura de Bob Sanford, o megalobista das armas nos Estados Unidos – com a importante diferença, a favor do norte-americano, de que seu pai jamais foi presidente. Essa intromissão de Eduardo tem deixado marcas difíceis de serem apagadas. O caso da revogação das portarias sobre o rastreamento de armas custou a exoneração do general de Brigada Eugênio Pacelli Vieira Mota, então diretor de Fiscalização de Produtos controlados do Exército e responsável pela elaboração das normas posteriormente anuladas por determinação do presidente Bolsonaro.

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08.06.20

O novo tiro de Eduardo Bolsonaro

O deputado Eduardo Bolsonaro tornou-se o embaixador da Sig Sauer no Brasil. O “03” estaria atuando com empenho para viabilizar o desembarque da indústria de armamentos de origem suíça no país. A porta de entrada seria uma joint venture com a Imbel, devidamente acompanhada por incentivos fiscais para a instalação de uma fábrica. Do ponto de vista tecnológico, a parceria talvez até faça sentido para a estatal brasileira, vinculada ao Exército.

É uma associação que carrega certas inconveniências: as duas empresas apresentam consideráveis problemas financeiros. Conforme ressaltado no próprio balanço da companhia em 2019, a Imbel vem apresentando prejuízos operacionais em sequência e depende de recursos provenientes do Orçamento federal para fechar suas contas e sobreviver. Somente no ano passado a União teve de desembolsar R$ 152,2 milhões para cobrir os custos da estatal. A Sig Sauer, por sua vez, também está longe de seus melhores dias, não obstante a tradição e a participação em mercados importantes, notadamente o norte-americano.

Na última quinta-feira, dia 4, o diretor-geral da empresa, Tim Castagne, comunicou aos funcionários o encerramento da produção na Alemanha, com o fechamento da fábrica localizada na cidade de Eckernförde. A combinação entre a pandemia e as restrições do governo alemão à venda de armas esportivas foi um tiro na femoral da empresa. Talvez seja a primeira vez que um parlamentar faça lobby pela indústria armamentista estrangeira.

Eduardo Bolsonaro nem se preocupa em esconder o affair: o namoro com a Sig Sauer é público. No YouTube há dois vídeos datados de 13 de março em que o deputado aparece no Clube de Tiro Camuflagem, de Brasília, treinando a pontaria com as pistolas P226 e P320, produzidas pela empresa. Não há ninguém mais indicado do que o “03” para abrir as portas à Sig Sauer tanto no Palácio do Planalto quanto junto às Forças Armadas.

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19.05.20

Risco de rebeliões acende alerta no Ministério da Justiça

Há uma alerta no Ministério da Justiça para que a Força Nacional de Segurança (FNS) fique de prontidão, devido à crescente ameaça de rebeliões em presídios. Segundo fonte do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), informações e relatórios recebidos pelo órgão e pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) mostram que a situação é particularmente preocupante no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (RR) e no Centro de Recuperação Regional de Altamira (PA). Não sem motivo.

Os três protagonizaram alguns dos maiores massacres carcerários na história recente do país. Entre 2017 e 2019, quase 200 presos foram assassinados em rebeliões nessas penitenciárias. Procurado pelo RR, o Ministério da Justiça não se pronunciou. O aumento do risco de combustão nos presídios, que já vivem habitualmente em altas temperaturas, é um efeito colateral da pandemia. Os relatos que chegam ao CNPCP e ao Depen de diversos estados alertam para um número cada vez maior de protestos de presos com a demora no isolamento de detentos diagnosticados com o coronavírus.

Outro ponto de tensão sensível é a suspensão das visitas de familiares e das entrevistas com advogados em boa parte das penitenciárias do país. Os detentos estão praticamente incomunicáveis desde meados de março. Ainda à frente do Ministério da Justiça, Sergio Moro chegou a mencionar que a Pasta compraria cerca de 600 tablets para permitir que detentos em presídios federais conversassem virtualmente com parentes uma vez por semana. Diante das pesadas críticas que recebeu – entre elas de Eduardo Bolsonaro, no Twitter (“Excelente prioridade, hein!”), recuou.
Foto: Getty Images

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15.05.20

Baú de loucuras

O deputado Marco Feliciano sonha com o apoio de Eduardo Bolsonaro para se lançar como o candidato “terrivelmente evangélico” do governo à presidência da Câmara em 2021.

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06.04.20

Os “coronafilhos” alertas e vigilantes

O deputado Eduardo Bolsonaro tem insistido com o pai para que o libere em uma ação diplomática junto aos Estados Unidos. A proposta é costurar um encontro com o governo norte-americano em Brasília. Os assuntos a serem tratados seriam uma colaboração entre os países para o combate da pandemia do novo coronavírus e soerguimento da economia. O verdadeiro objetivo, já que ninguém acredita na efetividade dessa troca de apoios, é reafirmar o alinhamento entre as duas nações.

Eduardo seria o embaixador excepcional do Brasil. O chanceler Eugênio Araújo permaneceria dormitando no Ministério das Relações Exteriores. Antes que alguém imagine o envolvimento direto de Donald Trump nessa história, o convite seria feito a uma autoridade do Departamento de Estado norte-americano. Quem vier, é jogo. Ainda com relação ao “03”, Eduardo fala permanentemente com Olavo de Carvalho, pedindo sugestões e prestando contas das estratégias do Palácio do Planalto.

Bolsonaro, seja lá por qual protocolo informal ou acordo feito com o filho, não conversa com o guru. É informado diretamente pelo caçula sobre as reflexões e dicas do Rasputin da Virgínia. Por essas e por outras, pode se dizer que Olavo está confinado virtualmente no epicentro do governo. É um ministro sem pasta, que responde unicamente ao filho do presidente. O ódio não tem, nem terá fim. O
presidente Jair Bolsonaro não aceita pressão para que o filho Carlos, o “02”, seja deslocado do Planalto, onde encontra-se lotado por sua própria vontade.

Carlos comanda um grupo de operadores de internet, chamado de “gabinete do ódio”. É quem está por trás das campanhas mais pestilentas destiladas nas redes sociais contra os adversários de Bolsonaro. O ministro chefe do GSI, general Augusto Heleno, considerado o “militar do Planalto” com maior influência sobre o presidente, tentou apeá-lo do Palácio pelo menos duas vezes. Em ambas, ouviu defesa radical da atual importância de “02” e da sua lealdade absoluta. Para quem não lembra, a influência de “Carluxo” pode ser medida pela presença no Rolls Royce que levou Bolsonaro ao Planalto, na posse do presidente.

Não há precedente para tamanha manifestação de prestígio. O filho Flavio Bolsonaro, o “01”, tem passado os seus dias bastante dividido. Flávio é o mais apavorado com a pandemia e, ao contrário do pai, não dá apertos de mão ou entabula conversas a menos de um metro de distância. Se, por um lado, o coronavírus lhe causa pavor, por outro colabora para esfriar os seus rolos no Judiciário. Flávio ganha tempo e acredita que a sociedade não voltará a ser a mesma depois que a epidemia passar. O senador quer ficar recluso um bom tempo ainda. É distanciamento social do STF, do Legislativo, Polícia Federal etc. Melhor em casa do que na prisão.

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27.03.20

O mel e o fel nas relações Brasil-China

Além de Eduardo Bolsonaro, há outro inusitado ferrão nas relações entre Brasil e China. Produtores nacionais de mel têm reivindicado à ministra da Agricultura, Teresa Cristina, rigor do governo no combate ao contrabando proveniente do país asiático. Guardadas as devidas proporções, a China está para o néctar; como o Paraguai para o cigarro. O produto clandestino chinês invadiu o país e já domina mais de 20% do mercado brasileiro.

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Com base na área técnica da Pasta da Ciência e Tecnologia, o ministro Marcos Pontes tem defendido dentro do governo que a infraestrutura do 5G seja dividida ao menos entre três grandes fornecedores de tecnologia. Trata-se de um vespeiro. Na mão contrária, está o poderoso lobby da Huawei, que tem como um de seus principais “embaixadores” o deputado Eduardo Bolsonaro. Os chineses buscam o monopólio da nova frequência.

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