Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
28.06.19
ED. 6145

Fogo muito mais do que amigo

Às vezes, até Eduardo Bolsonaro joga contra os interesses do governo. Foi o que ocorreu na última terça-feira. O “03”, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, foi um dos parlamentares que faltaram à sessão na qual seriam analisados os termos do acordo assinado entre Jair Bolsonaro e Donald Trump, em março, para o uso da Base de Alcântara (MA). Resultado: a reunião foi suspensa por falta de quórum. Eduardo viajou para o Japão com o pai e nem sinal de nova data para a análise do projeto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.06.19
ED. 6141

Direita, volver

Segundo informações filtradas do Itamaraty, a visita de Jair Bolsonaro à Hungria, de Viktor Orbán, deverá ocorrer em setembro. O Itamaraty costura ainda a escala em Varsóvia, para o encontro com o primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki. Bolsonaro, claro, terá a companhia do “ministro paralelo” das Relações Exteriores, Eduardo Bolsonaro, que já esteve com Orbán em abril. Consultado, o Itamaraty informou que “as viagens serão confirmadas oportunamente”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.05.19
ED. 6121

Direita busca a coesão em concílio digital

Os ativistas de direita que se tornaram ex-bolsonaristas ou bolsonaristas com dor de cotovelo planejam um encontro para alinhar posições e discutir uma estratégia comum. Umas das propostas, segundo apurou o RR, é que o evento seja a primeira convenção digital da direita. A iniciativa é atribuída ao cantor Lobão. A pauta dos debates é incandescente. Vai da cooptação do vice-presidente Hamilton Mourão à atitude em relação ao filósofo Olavo de Carvalho (“enfrentamento ou congelamento”) até um plano com medidas alternativas de governo.

Há personagens mais e menos revoltados com Jair Bolsonaro. O colunista Reinaldo Azevedo, por exemplo, tornou-se quase um petista raivoso. São ativistas magoados o jornalista Augusto Nunes, o líder do MBL, Kim Kataguiri, e o ator e deputado Alexandre Frota. O cantor Lobão é o principal agregador do grupo. Ele tem um site – o “Lobão oficial” – que virou um point digital da “direita”. O escritor Martin Vasques da Cunha, o economista Rodrigo Constantino e o jornalista Francisco Escorsin estão na linha de tiro dos bolsonaristas, mesmo sendo do time construtivo, que acredita em uma virada na direção do “bem”.

O assessor internacional do Palácio do Planalto, Filipe Martins, por sua vez, tem sido chamado de “jacobino olavista”. Está à beira do expurgo. O filósofo Luiz Felipe Pondé – que também usa seu programa de entrevistas na internet como bunker ideológico – é um dos cruzados direitistas mais light, que tem expectativa de arrumar a casa. Consultado pelo RR sobre a proposta de realização de uma convenção digital organizada por Lobão e outros expoentes da nova direita brasileira, Pondé disse: “Não fui contatado por eles ainda”.

Janaina Paschoal e Lobão oscilam entre o “pau puro” e a “volta para casa”. Janaina é a mais empolgada em criar um canal direto junto a Hamilton Mourão. É difícil, mas a ideia é que, pelo menos em relação a alguns pontos, todo esse pessoal fale a mesma língua. Mas há um consenso de que é preciso afinar os discursos. Nas palavras atribuídas a Lobão, “a direita não pode ser o lobo da direita”. Dividida a direita já está. Mas pode piorar. Seus líderes acreditam que o racha vai aumentar após as manifestações do próximo domingo.

A julgar pelas reações antagônicas que a convocação gerou dentro da base de apoio de Jair Bolsonaro, esse risco não é pequeno. No entanto, há quem pense o contrário e enxergue nos protestos uma oportunidade de conciliação e até uma forma de estímulo à militância. Que o diga Alexandre Frota, que até alguns dias trás vinha sendo considerado persona nom grata pelo clã dos Bolsonaro – Eduardo Bolsonaro chegou a chamá-lo de “caroneiro”.

Em conversa com o RR, o deputado se disse, com todas as letras, integrante da “tropa de choque do presidente Bolsonaro”: “Eu me considero um guerreiro e não temo a esquerda.” A lealdade, no entanto, não o impede de dar uma cutucada no Capitão: “Acho que ele não prestigia o PSL como faz com o DEM, partido detentor de muitos cargos no governo”. Já o economista Rodrigo Constantino não esconde seu incômodo com a ala bolsonarista, que “continua agindo como se estivesse em campanha eterna”. Constantino acredita que as divergências vão se acentuar: “É como se Bolsonaro tivesse sido eleito para imperador absolutista. Há claro desprezo pela democracia em si. Portanto, não vejo como essa divisão se aliviar, já que a ala jacobina deve dobrar a aposta em sua retórica autoritária, o que os liberais e conservadores jamais aceitarão.”

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

Luciana Gimenez quer agora reunir Eduardo, Carlos e Flavio Bolsonaro para um bate-papo família em seu programa. A entrevista chapa-branca com Jair Bolsonaro, na última semana, rendeu à apresentadora sua maior audiência em mais de um ano.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.05.19
ED. 6110

Horário nobre

Depois de José Luiz Datena e Silvio Santos, Jair Bolsonaro deverá bater ponto no programa de Mariana Godoy, na Rede TV. A família já é habitué: há cerca de 15 dias, Eduardo Bolsonaro deu uma entrevista à apresentadora.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

O ministro Sérgio Moro, ao que parece, quer distância de balbúrdia nas redes sociais. Cerca de um mês após entrar no Twitter, segue apenas 13 perfis, limitando-se à conta oficial de Jair Bolsonaro ou de Ministérios. Nada de Carlos ou Eduardo Bolsonaro, os agitadores-mor da República virtual.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.04.19
ED. 6089

O medo aterrorizante que a família Bolsonaro tem de Olavo de Carvalho

Considerado a eminência parda da gestão Bolsonaro, o filósofo Olavo de Carvalho tornou-se o embrião de uma crise política, com potencial de desmoralizar o governo. Carvalho achincalha aliados e adversários. Com suas centenas de milhares de seguidores, funciona como uma mídia autorizada pelo clã Bolsonaro. Os capítulos mais recentes do pesadelo são os seguintes:

  • O presidente deixa implícito seu temor em desautorizar Olavo Carvalho. O filósofo privou da intimidade de Bolsonaro. Sabe das coisas e é disparatado o suficiente para trazer essas informações às redes sociais.
  • A timidez do presidente Bolsonaro com o bruxo está levando o episódio às raias de uma crise com os militares, da ativa e da reserva. O filósofo emporcalha as Forças Armadas. O tempo de enquadrar Carvalho já passou.
  • Cada vez mais moderado na sua exposição pública, internamente o  vice-presidente Hamilton Mourão é o mais revoltado com as ofensas do ideólogo. Se ouvisse o que diz o general, Carvalho ia se esconder no Zimbábue ou no Tibete.
  • No entorno do presidente existem suspeições de que a imunidade de Olavo de Carvalho deve-se às suas relações especiais com o Departamento de Estado norte-americano. Parece uma teoria da conspiração. Mas, sabe-se lá?
  • Está decidido que o diplomata da família Bolsonaro junto a Carvalho será o deputado Eduardo Bolsonaro. Caberá a ele acalmar a fera. Eduardo tem uma deferência por Carvalho até maior do que os demais. Mas, devido aos laços de afetividade, é quem tem menos medo. É o cara ideal para convencer o filósofo a conter sua sanha, que pode aca- bar abortando um projeto comum liberal, conservador, antiglobalista e anticomunista.
  • Carvalho não topa escambos. Já recusou duas vezes cargos diplomáticos. Seu poder é o que sabe e como revela.
  • Há preocupação de que o filósofo use suas manifestações de paranoia – real ou teatral, não interessa – no Facebook para dizer- se ameaçado de morte, acusando o governo de ter se tornado uma “República Assassina”, e geran- do um fenômeno psicossocial de consequências imprevisíveis.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.01.19
ED. 6037

O guru é cruel

No YouTube, Olavo de Carvalho chamou de “palhaços” os parlamentares do PSL que viajaram à China. Fora do ar foi ainda mais cruel: chegou a recomendar a Eduardo Bolsonaro a expulsão de todos do partido. Como os Bolsonaro não vão rasgar voto no Congresso, vai ficar o dito pelo não dito.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.01.19
ED. 6036

As voltas que os Bolsonaro dão

A título de lembrança: no dia 9 de maio de 2017, Eduardo Bolsonaro declarou em seu Twitter ser a favor do fim do foro privilegiado. Talvez não seja exatamente o pensamento do irmão mais velho. Ao menos neste momento. Ontem, foi justamente em cima do entendimento de que a prerrogativa de foro já se aplica ao senador eleito que a defesa de Flavio Bolsonaro conseguiu suspender as investigações sobre o “caso Queiroz”, com a decisão do ministro Luiz Fux.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.12.18
ED. 6012

Itamaraty do B

Eduardo Bolsonaro já desponta como chanceler informal do governo de seu pai. Após a visita aos Estados Unidos, já articula uma viagem à Ásia logo no início de 2019 para uma rodada de encontros com investidores locais.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.12.18
ED. 6011

Ameaça vermelha

Como se não bastasse a refrega entre Eduardo Bolsonaro e Joice Hasselmann, uma questão aparentemente prosaica causa fissuras no PSL. Trata-se do convite do Partido Comunista Chinês a parlamentares brasileiros para uma visita a Pequim. O presidente do PSL, Luciano Bivar, defende a ida de uma comitiva da legenda. No entanto, boa parte da bancada, incluindo a própria Joice, rechaça a ideia de pisar “naquela terra de comunistas”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.11.18
ED. 5997

Balão de ensaio murcho

A proposta de Eduardo Bolsonaro de “criminalizar o comunismo” é tratada como algo despropositado dentro da própria bancada do PSL. Segundo o RR apurou, pelo menos 22 dos 52 deputados eleitos já se posicionaram contra a ideia. Entre eles, o próprio presidente do partido, Luciano Bivar.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

12.11.18
ED. 5992

Direita volver

O deputado Eduardo Bolsonaro articula a criação do que ele mesmo tem chamado de um “Foro de São Paulo da direita”. Sua intenção é reunir a nata do pensamento liberal em um grande evento, em São Paulo, logo no início do governo Bolsonaro. Do encontro brotaria a nova organização. Sua ideia é aproveitar a onda Bolsonaro para galvanizar a imagem do presidente eleito como o grande representante da direita no Brasil e até mesmo na América Latina.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.10.18
ED. 5966

Lobby inflamável

Promete ser quente a disputa pela presidência da Frente Parlamentar de Biocombustíveis para a próxima legislatura – o atual líder, o deputado Evandro Gussi (PV-SP), não concorre à reeleição. Os dois candidatos mais fortes são Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do Capitão, e Baleia Rossi (MDB-SP), unha e carne de Michel Temer e citado na delação premiada do marqueteiro Duda Mendonça. A Frente Parlamentar tem uma agenda para 2019 que, digamos assim, deve valorizar o papel de seus integrantes: aprovar na Câmara a autorização para que as próprias usinas sucroalcooleiras vendam etanol diretamente ao consumidor final, sem a necessidade de um distribuidor.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.