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01.11.19

Sopros de Olavo

A sugestão de um “novoAI-5” lançada por Eduardo Bolsonaro não saiu de sua cabeça. Foi calculadamente soprada ao ouvido do “03” por Olavo de Carvalho.

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31.10.19

Mobilização contra Eduardo Bolsonaro

Termômetro

Declaração de Eduardo Bolsonaro indicando possibilidade de novo AI 5 “caso esquerda radicalize” vai mobilizar tanto o Congresso quanto a mídia, amanhã. Há sinais de que o presidente Rodrigo Maia, apoiado pelo centrão, por partidos de oposição e por parte do próprio PSL, buscará iniciativa mais dura contra Eduardo. Há possibilidade de que se ponha na mesa processo de cassação do parlamentar, mesmo com pedido de desculpas, agora à noite.

Já a mídia tende, majoritariamente, ao repúdio veemente à declaração de Eduardo, por meio de matérias, analistas e espaços para manifestações institucionais – como as da OAB e de membros do STF. Tendência é de apoio à cassação ou de punição que imponha freio a manifestações consideradas antidemocráticas. Ao mesmo tempo, deve dissociar a questão da defesa das próximas reformas – administrativa e pacto federativo, visando controle de gastos públicos e aumento de repasses federais para estados e municípios.

Nesse sentido, delineia-se clivagem entre a ala política do Planalto e o ministro Paulo Guedes, visando blindá-lo. O mesmo vale para movimentações no Parlamento: qualquer ameaça às reformas gerada por desestabilização do ambiente político será condenada, ainda que responsabilidade seja atribuída a Eduardo e ao próprio presidente.

Bolsonaro, justamente, também será cobrado por posição mais contundente – e definitiva – sobre a declaração do filho. Condenação da fala de Eduardo, ainda que de maneira ríspida e ameaçando encerrar entrevista, teve recepção razoável, mas ainda assim já seria insuficiente. Cenário vai piorar se o presidente mantiver tentativa subsequente, alegando que declarações do filho foram mal interpretadas. Pode diminuir a pressão amanhã, ou aumentá-la. A conferir.

Por fim, vale atenção para outros três pontos:

1) Como o caso influirá em embate interno no PSL e na manutenção de Eduardo na liderança do partido na Câmara. Bem como no comando do diretório em São Paulo.

2) Reação de alas militares, dentro e fora do governo, que parecem cada vez mais divididas. O grupo mais próximo ao presidente, ao que parece, será representado pelo general Heleno. Momento é delicado até porque, junto à polêmica ligada ao AI 5, ganham força críticas internas de associações de suboficiais. Acusam o governo e a cúpula das Forças Armadas de privilegiarem oficiais de alta patente na reforma da previdência militar. Tema pode se imiscuir no debate, amanhã.

3) Apesar de perder força hoje, apuração ligada ao assassinato da vereadora Marielle Franco ainda terá desdobramentos. E ajudará a radicalizar o ambiente político.

Partido Novo afasta Salles

Ministro do Meio Ambiente voltará ao centro das atenções, nesta sexta, devido à iniciativa de seu próprio partido (Novo), que decidiu suspendê-lo, há pouco.

Tendências na indústria

Saem nesta sexta-feira alguns números importantes do setor industrial, nacionalmente:

1) A PIM Produção Física de setembro (IBGE). Espera-se resultado positivo, com novo crescimento (0,9%, após alta de 0,8% em agosto). A destacar também previsões de salto – entre 1,5% e 1,9% – sobre setembro de 2018. Número seria bastante significativo, já que reverteria tendência anual . Houve queda de 2,3% em agosto, 2,5% em julho e 5,9% em junho, sobre os mesmos meses de 2018.

2) Utilização da Capacidade de setembro (CNI). Interessante avaliar se os números corroboram momento positivo para o setor industrial. Em agosto já houve avanços, com aumento em horas trabalhadas, faturamento e Utilização da Capacidade Instalada (que superou 78%).

3) Venda de Veículos (Fenabrave) de outubro. Resultados de setembro foram positivos, com alta de 10,1%. Mas dados precisam ser pesados, também, em função de resultados de exportações. Trata-se de área na qual retração do mercado argentino tem forte impacto para o Brasil.

Nesse âmbito, previsões são negativas. Números da Balança Comercial de Outubro (MDIC), que serão divulgados amanhã, devem trazer superávit entre 1,2 e 1,7 bilhão, o que significaria forte recuo frente a setembro (2,25 bilhões).

Por fim, deve ter repercussão nesta sexta estudo da Firjan abordando a situação fiscal dos estados. O levantamento dará força à inclusão dos mesmos na reforma da Previdência, através da PEC Paralela. Isso porque dados apontarão para a mudança de situação crítica para em dificuldade em relação a 70% das unidades da Federação.

Trump e o Impeachment: democratas confiantes

Votação na Câmara de Deputados, dominada pelo Partido Democrata, basicamente oficializa o processo de impeachment nos EUA. Daqui para a frente, inquérito e audiências podem ser abertos ao público. Iniciativa será interpretada como sinal de confiança dos democratas na solidez das investigações. E deve aprofundar esgarçamento institucional, já que o presidente Trump indica que, mesmo com votação, manterá estratégia de deslegitimar o processo.

Emprego estável nos EUA

Serão divulgados amanhã o Relatório de Emprego de outubro e o Índice de Atividade dos Gerentes de Compras Industrial ISM de Outubro, nos Estados Unidos. Expectativa é de que a taxa de desemprego se mantenha baixa, praticamente estável (3,6% contra 3,5% em setembro). Salários também tendem para alta, em torno de 3%. De negativo, apenas a provável desaceleração na taxa de expansão da folha de pagamento. Já no que se refere ao Índice ISM, previsão é de avanço (49,0 frente a 47,8 em setembro), mas ainda abaixo de 50 pontos.

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29.10.19

Um figurino sob medida para Olavo

Eduardo Bolsonaro pode ter perdido o almejado cargo de embaixador em Washington. Mas o onipresente Olavo de Carvalho não só permanece como assessor do futuro titular da Embaixada como receberá um upgrade no título da sua função. Na companhia do “03”, Carvalho seria designado attaché ou adido diplomático, missão confirmada pelo próprio presidente Jair Bolsonaro e reiterada, é claro, por Eduardo. Com a mudança dos planos e a probabilíssima indicação para Washington de outro diplomata pertencente à seita olavista, o obscuro Nestor Forster Júnior, o filósofo assumiria com a denominação ainda mais respeitável de “Senior Adviser”. Os planos de assumir uma maior representação em Washington foram confidenciados pelo próprio Olavo Carvalho. A mudança do título é só um detalhe. O relevante é que o cargo formal na Embaixada do Brasil permitirá que as declarações do “Guru da Virgínia” possam ser interpretadas como posição oficial do governo. Trata-se de algo que se torna ainda mais assustador sabendo-se que o diplomata Nestor Forster Júnior é um “pau mandado” de Carvalho dentro do Itamaraty. No novo cargo, o guru de Bolsonaro vai se tornar a meca dos brasileiros poderosos com interesses nos Estados Unidos.

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29/10/19 22:30h

francescaawad1

disse:

That is a really good tip particularly to those fresh to the blogosphere. Simple but very accurate information… Thank you for sharing this one. A must read post!

O Major Olímpio contra-ataca: cogita pedir ao TSE investigação das contas eleitorais de Eduardo e Flavio Bolsonaro em 2018. Na pior das hipóteses, vai servir para fazer barulho.

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22.10.19

Previdência aprovada. E agora?

Termômetro

Confirmada aprovação em segundo turno da reforma da Previdência no Senado – em curso agora, a princípio sem maiores alterações –, grande questão amanhã serão os sinais acerca da PEC Paralela. Especialmente na Câmara, onde pode enfrentar resistência.

Prevista para entrar em pauta logo após Previdência, a PEC elevaria a economia do governo acima de R$ 1 trilhão.

Outra consequência, nesta quarta, serão especulações sobre calendário de novas reformas e medidas de largo escopo. Da parte do Congresso, devem ser postas na mesa as reformas administrativa e tributária. Já o governo ensaia iniciativas para estimular emprego, reestruturar o pacto federativo e abrir economia, inclusive com redução de tarifas no âmbito do Mercosul. Também é esperada pelo mercado uma indicação mais concreta sobre autonomia do Banco Central.

Ministro Guedes deve capitalizar aprovação da Previdência e aproveitar o momento para cacifar tais propostas – ou ao menos parte delas, com destaque para o Pacto Federativo.

De negativo, possível ampliação de debate, difícil, sobre projeto de reforma da Previdência dos militares.

Eduardo Bolsonaro e Fake News

Espera-se avanço de ala bolsonarista em embate interno do PSL, amanhã, apoiada por decisão judicial suspendendo processo que levaria à punição de 19 parlamentares do grupo. Também parece improvável, ao menos de imediato, que apoiadores de Luciano Bivar consigam retomar a liderança do governo na Câmara. Mas importante observar:

1) Se Eduardo Bolsonaro ganha ou não força como líder, nesta quarta. Deputado ainda atua como nome tampão e não descartou, pessoalmente, candidatura à Embaixada dos EUA. A conferir;

2) As movimentações de bastidores de Bivar, que tem larga experiência no controle do partido, e a atuação do senador Major Olímpio e da deputada Joice Hasselmann. Se Joice não recuar em revelações sobre a campanha que levou à eleição de Bolsonaro, pode abrir flanco perigoso para o governo no Congresso. Há grandes chances de que suas declarações alimentem novas movimentações da CPI das Fake News, amanhã.

Ministro do Turismo em foco

Efeito colateral do embate no PSL será a continuidade e provável aprofundamento de questionamentos ao ministro do Turismo, Álvaro Antônio, amanhã. Se bolsonaristas, fortalecidos, insistirem em apontar “falta de transparência” de Bivar estarão, involuntariamente, ajudando a fritar o ministro. Não será possível sustentar discurso de rigor e ética partidária e, ao mesmo tempo, manter Álvaro Antônio no cargo.

STF, de novo

Noticiário, amanhã, será novamente dominado pelo julgamento do SFT sobre prisão após condenação em segunda instância, iniciado na semana passada. Prognósticos são de que atual entendimento, favorável à prisão, seja revertido. O que – será essa a leitura central – beneficiaria o ex-presidente Lula. No entanto, nada garante que decisão final seja tomada nesta quarta. O alvo de maiores especulações, amanhã, será a ministra Rosa Weber, cujo voto pode decidir a questão.

Veias abertas da América Latina

Com iniciativas até agora tímidas, governo e o presidente Bolsonaro, pessoalmente, tendem a ser mais questionados sobre posicionamentos diante de crises sucessivas em países vizinhos. Após revoltas populares no Equador, estarão em pauta amanhã problemas na Bolívia e no Chile. No que se refere ao governo brasileiro, tumultos no Chile têm efeito direto. Isso porque: 1) O presidente Piñera é importante aliado; 2) O país, acerca do qual se apontam diversos problemas ligados à desigualdade social, é tratado como modelo pela equipe econômica do ministro Guedes.

Salles e o Exército

Quarta-feira pode marcar virada parcial em relação ao combate do vazamento de óleo no Nordeste. Base para tanto serão imagens de ação mais ampla das Forças Armadas para combater o problema – indicam mobilização. No entanto, com ausência do presidente Bolsonaro, abre-se flanco para ataques mais duros contra o Ministro Salles. Devem se aprofundar, vindos da oposição, de ambientalistas e da própria mídia.

Boletim macro

Está previsto para amanhã o boletim macro da FGV, publicação mensal com análise geral sobre a economia brasileira, a partir das diversas sondagens realizadas pela Fundação. Para além da compilação de dados, destaque para previsões de inflação em 2019 (deve vir em torno de 3,3%) e 2020 (na faixa de 3,7%).

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03.10.19

Internacional direitista

O Itamaraty deverá fechar nos próximos dias a visita de Jair Bolsonaro à Hungria, provavelmente na primeira semana de novembro. A pauta do encontro com Viktor Orbán? Aí já é competência do “chanceler” Eduardo Bolsonaro.

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20.09.19

Imprimatur às avessas

O pré-embaixador Eduardo Bolsonaro pretende fazer mais uma viagem a Washington antes da sua sabatina no Senado. Parece querer constranger os parlamentares de fora para dentro do Brasil.

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18.09.19

Virada de jogo

O Palácio do Planalto virou o jogo na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Nas contas do general Luiz Carlos Ramos, ministro da Secretaria de Governo, o placar está 11 votos a 8 a favor da nomeação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada de Washington.

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13.09.19

Vítima de si mesmo

O decorativo presidente do PSL, Luciano Bivar, tem falado tanto, mas tanto de mudanças no partido que os “bolsonaristas” puro-sangue, a começar pelo próprio Eduardo Bolsonaro, já começam a achar que a ideia é boa. Sobretudo se a tal mudança começar pela saída do próprio Bivar do comando da legenda.

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12.09.19

Capítulo automotivo

Na troca de interesses entre Donald Trump e Eduardo Bolsonaro há um capítulo automotivo.

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