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Em meio ao “novo normal” imposto pelo terrível ano de 2020, ao menos um ponto não mudou: o assinante do RR teve acesso irrestrito aos corredores do Poder. Em 20 de abril, um mês após Jair Bolsonaro decretar estado de calamidade pública, o RR foi o primeiro veículo a noticiar os estudos dentro do governo para a criação de uma espécie de “Plano Marshall” brasileiro, um amplo programa emergencial de geração de investimento e de empregos. Poucos dias depois, o ministro da Casa Civil, general Braga Netto, surgiria no noticiário confirmando os estudos e fazendo referência exatamente ao termo “Plano Marshall”. O RR antecipou o flerte entre Jair Bolsonaro e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Em 3 de julho, a newsletter informou que Marinho estava montando uma intensa agenda de viagens de Bolsonaro para inaugurar obras no Nordeste, o que de fato ocorreu nos meses seguintes.

O poder em marcha

Em 5 de maio, o RR descortinou o incômodo dentro das Forças Armadas diante da insistência do presidente Jair Bolsonaro em associar a corporação a um discurso de intimidação e de risco de ruptura institucional, tema que ganharia o noticiário nos dias seguintes. O RR também antecipou a importante missão que o general Hamilton Mourão passou a ter no governo: em 22 de julho, noticiou, em primeira mão, que o vice-presidente se tornaria uma espécie de “embaixador do meio ambiente” da gestão Bolsonaro. Em 20 de agosto, o RR publicou, também com exclusividade, que o governo estenderia a “Operação Verde Brasil 2”, prorrogando a presença de militares no combate aos incêndios na Amazônia até o fim do primeiro trimestre de 2021 – o que se confirmaria em novembro.

Militares x “olavistas”

Os assinantes da newsletter tiveram também informações exclusivas sobre a disputa de poder entre os generais palacianos e a ala olavista do governo. Em 12 de maio, o RR cravou que os militares se movimentavam para ter um número maior de assentos no Conselho Nacional de Educação (CNE), tradicional área de influência de Olavo de Carvalho desde o início da gestão Bolsonaro. Em 25 de setembro, o RR revelou articulações para a possível saída do “olavista” Ernesto Araújo do Ministério das Relações Exteriores. Desde então, o noticiário tem tratado da hipótese de substituição do chanceler. Na última semana, a mídia passou a abordar também a possibilidade de demissão do embaixador brasileiro em Washington, o igualmente “olavista” Nestor Forster, informação antecipada pelo RR em 7 de dezembro.

Laços de família

Em 7 de agosto, o RR revelou que, ao criar o Centro de Inteligência Nacional na Abin, o presidente Jair Bolsonaro estava instituindo um “Family office” dentro da agência, com o objetivo de usar o aparato de Inteligência do Estado em benefício de si próprio e dos seus. Em dezembro, estouraria a denúncia de que a Abin produziu relatórios para Flavio Bolsonaro. Em 8 de junho, o RR informou, com exclusividade, que o deputado federal Eduardo Bolsonaro estava trabalhando para viabilizar o desembarque no Brasil da Sig Sauer, fabricante de armamentos de origem suíça. Mais: a newsletter antecipou as articulações conduzidas com o auxílio do “03” para uma parceria entre a empresa e a Imbel. Três dias depois, o assunto estaria em toda a mídia.

Despedida antecipada

O leitor da newsletter acompanhou de muito perto o processo de sucessão do Itaú Unibanco. Em 9 de setembro, o RR informou que Marcio Schettini deixaria o banco caso não fosse o escolhido para suceder Candido Bracher na presidência. Dito e feito! No início de novembro, preterido em detrimento de Milton Maluhy Filho, Schettini, diretor geral de varejo, anunciou sua saída do Itaú. No dia 9 do mesmo mês, o RR voltou ao tema para detalhar os bastidores da escolha, conduzida pelo próprio Bracher, e o mal estar que ela causou junto aos acionistas do Itaú.

Em janeiro, o RR informou com exclusividade que a Petrobras lançaria um plano de redução de despesas da ordem de R$ 1 bilhão, o que se confirmaria pouco depois. Também em janeiro, a newsletter revelou que Embraer e Boeing haviam desmobilizado um grupo de trabalho que discutia o desenvolvimento conjunto de aeronaves comerciais, apontando a medida como um indício de iminentre rompimento da fusão. Três meses depois, a associação entre as duas companhias foi para o espaço. Ainda sobre a Embraer, em julho o RR antecipou que a empresa estava negociando um empréstimo do BNDES, operação oficialmente confirmada em dezembro.

Em março, o RR foi o primeiro a noticiar os estudos no BNDES para a compra de participações em companhias aéreas, como forma de reduzir os efeitos da pandemia sobre o setor. Menos de 15 dias depois, o projeto se tornaria público, ainda que, na prática, não tenha decolado. Outro furo que veio dos céus foi a notícia de que o empresário David Neeleman, fundador da Azul, venderia sua participação na portuguesa TAP, antecipada pelo RR em 12 de fevereiro. O RR antecipou também o que poderia ter sido uma das maiores operações de M&A do ano no país. Na edição de 26 de agosto, informamos que a Ser Educacional estava levantando recursos para fazer uma oferta de compra do controle dos ativos da Laureate no Brasil.

Menos de um mês depois, a proposta de R$ 4 bilhões estava sobre a mesa dos acionistas do grupo norte-americano. A Ser acabou perdendo a disputa empresarial para a Ânima Educação. Em 5 de novembro, mais um furo no noticiário corporativo: o RR antecipou que os principais acionistas da Qualicorp se movimentavam para comprar o restante da participação de José Seripieri Filho, fundador da operadora de planos de saúde, devido às denúncias de corrupção contra ele. Menos de um mês depois, os sócios da companhia e o empresário fecharam um acordo para a transferência das ações, quase no mesmo período em que o STF homologava a delação premiada de Seripieri.

Cortes no Ministério Público

No dia 8 de dezembro, a newsletter revelou os planos do procurador geral da República, Augusto Aras, para fechar escritórios de representação do MPF e reduzir custos operacionais devido à escassez orçamentária da instituição – informação que acabou confirmada pelo próprio Ministério Público.

Gol atrás de gol

Em 16 de março, o RR informou, com exclusividade, que o início do Campeonato Brasileiro seria adiado por conta da pandemia. Uma semana depois, a newsletter antecipou que os clubes haviam pedido ao governo a suspensão dos pagamentos do Profut, o programa de refinanciamento de dívidas das agremiações esportivas junto à União – medida que seria implantada pouco depois. Que 2021 seja um ano muito diferente em quase tudo, menos na capacidade do RR de entregar a seu assinante um conteúdo qualificado e exclusivo.

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No que depender de Eduardo e Carlos Bolsonaro, Sergio Lima, ex-marqueteiro do quase morto Aliança pelo Brasil, passará a ter cadeira cativa na comunicação do governo.

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17.12.20

Parece até coisa de inimigo

Circulava ontem na Câmara uma história sem pé nem cabeça: haveria uma articulação para lançar Eduardo Bolsonaro como candidato
à presidência da Casa. A ideia é atribuída a um grupo de deputados bolsonaristas puro-sangue, a exemplo de Carla Zambelli e Bia Kicis. O RR tentou contato com ambas, mas não obteve retorno. A essa altura, a proposta, ou seja lá que nome possa se dar a essa engenhoca, soa como uma ação aloprada. A candidatura de Eduardo traria mais constrangimento do que solução para o Palácio do Planalto. Até prova em contrário, Jair Bolsonaro está fechado com Arthur Lira, que tem visto suas possibilidades de eleição se reduzirem com a coalizão baleia que vem sendo montada por Rodrigo Maia. Além disso, por que Bolsonaro sacrificaria o “03”, jogando-o, de forma extravagante, numa eleição com baixíssima chance de vitória? É cada uma…

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03.11.20

Virgínia-Brasília

Eduardo Bolsonaro tem feito a caveira da Huawei dentro do governo. Em tradução livre: Olavo de Carvalho está trabalhando firme para tirar os chineses do 5G brasileiro.

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08.10.20

Cruz credo

A relação entre o clã Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia azedou de vez. Eduardo Bolsonaro tem feito fortes ataques ao líder religioso nos bastidores, desqualificando a lista tríplice de sugestões que ele apresentou para o STF. Não é a primeira vez que o “03” e Malafaia se estranham. O pastor já disse que Eduardo ajudaria mais o governo do pai se “parasse de falar asneiras”.

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29.09.20

Roletas no Brasil

O salvadorenho Mario Guardado, um dos maiores lobistas dos cassinos de Las Vegas, está jogando todas as suas fichas em Eduardo Bolsonaro.

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22.09.20

Laços de família

A nomeação de José Vicente Santini como assessor especial do ministro Ricardo Salles deve ser creditada diretamente na conta de Eduardo Bolsonaro, seu amigo de infância. Em janeiro, Santini foi demitido da Secretaria Executiva da Casa Civil após usar um avião da FAB para voar de Davos para a Índia.

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03.09.20

Operação tartaruga

João Doria já não conta mais com as verbas federais de R$ 2,2 milhões para a área de segurança previstas em três emendas parlamentares do deputado Eduardo Bolsonaro. Os pedidos de dotação orçamentária datam do início do ano, no pré-pandemia, antes, portanto, da relação entre Jair Bolsonaro e Doria azedar de vez. Desde então, o “03” não fez o menor esforço na Câmara para o empenho das verbas, última etapa antes da liberação efetiva do dinheiro. Menos mal para Doria que o valor não passa de uns trocados.

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De acordo com um cardeal do PP, fonte do RR, o senador Ciro Nogueira convidou Jair Bolsonaro a voltar às fileiras do partido. O
presidente até simpatiza com a ideia. O problema é Eduardo e Carlos Bolsonaro, que não abrem mão de criar o Aliança pelo Brasil.

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14.08.20

Conexão Olavo

Do seu doce exílio no Banco Mundial, em Washington, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub mantém interlocução assídua com Eduardo Bolsonaro. C ́est la même chose.

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