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10.03.20

Dúvida ou certeza?

Os credores da Editora Abril estão bastante apreensivos. Se o empresário Fabio Carvalho não deu jeito na Leader Magazine, vendida na semana passada por um valor simbólico de R$ 1 mil, conseguirá garantir a sobrevivência do grupo editorial, em situação bem mais complexa?

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13.12.19

Contraponto editorial

Observatório

Por Marcio Saldanha, empresário do setor editorial.

No início deste século, o mercado editorial impresso no Brasil era completamente diferente do quadro atual. A nossa malha de bancas somava 20.000 pontos. E, considerando os pontos “não cadastrados”, atingíamos cerca de 25.000 pontos de venda. Tínhamos mais de 250 editoras ativas, presentes nas bancas com um total superior a 2.000 títulos, entre jornais, revistas e fascículos colecionáveis. Hoje, a situação é outra. Os pontos de venda se reduziram para menos de 10.000 e a circulação das revistas e jornais caiu para níveis inimagináveis, com reduções de até 70% na tiragem impressa de alguns veículos.

Para manterem a circulação e a fidelização dos leitores, foi preciso combinar as tradicionais edições impressas com as indispensáveis edições online. As revistas de qualidade, com pautas analíticas, focando mercados em expansão e conteúdos relevantes sobre o segmento que abordam, permanecerão gerando interesse e conquistando novos leitores. Elas funcionarão como um elo gerando ativações e criando links com outras atividades no segmento que representam.   Em geral, as editoras ainda mantêm um editor-chefe para o produto impresso e outro para o produto online, usando a mesma pauta, mas com um enfoque dirigido às características específicas de cada mídia. Os grandes jornais diários tiveram um declínio de venda muito rápido nas bancas. E num futuro breve, os únicos leitores que ainda permanecerão no formato papel serão somente os assinantes tradicionais.

Assim, a tendência em diminuir ainda mais o número de bancas é cada vez maior. Hoje a maioria só sobrevive graças às centenas de produtos não editoriais que são comercializados há anos: sorvetes, refrigerantes, balas e chocolates, brinquedos, cartões de telefones, bilhetes… Essa tendência é mundial, se analisada de maneira macro. Mas no Brasil, essa crise nas bancas teve características bem mais marcantes e foi mais acelerada. Há 12 anos, quando o movimento das mídias online já crescia de forma acelerada, mas a circulação de publicações nas bancas ainda era expressiva, bem como o número de bancas, a empresa de logística mais tradicional do mercado brasileiro, a Fernando Chinaglia Distribuidora, independente, pioneira, com 65 anos de bons serviços, que distribuía para as bancas de todo o Brasil as publicações da maioria absoluta das editoras, foi comprada pela única concorrente do mercado: o Grupo Abril, dono da editora que leva o mesmo nome e dono da Dinap, a única alternativa de distribuição presente no território nacional.  Com a compra da Fernando Chinaglia pelo Grupo Abril, em outubro de 2007, criou-se um monopólio na distribuição nacional altamente perigoso para a saúde do mercado editorial.

E esta operação foi, surpreendentemente, aprovada pelo CADE! Uma situação inusitada, uma vez que não era nada adequado todos os produtos serem distribuídos pela mesma empresa proprietária dos seus concorrentes. E, em cada segmento importante, a Abril tinha lá o seu produto disputando mercado com os clientes da sua própria distribuidora. Algo inacreditável. Clientes e concorrentes! Para piorar o cenário, os produtos da Editora Abril tinham a sua circulação fortemente apoiada na carteira de assinantes.

A Veja, por exemplo, revista semanal líder absoluta, tinha 85% dos seus leitores na categoria assinantes. Ou seja, o Grupo não dependia tanto do Canal Banca como dependiam os seus concorrentes. Vale ressaltar, como ponto de defesa e de valorização dos produtos impressos, que a mídia digital ainda luta muito contra o fantasma crescente das fake news; por isso, o veículo impresso ainda oferece mais credibilidade junto ao público leitor.  Portanto, gerando conteúdo de qualidade e inovando constantemente, será possível manter viva, por muito tempo ainda, a versão impressa de alguns títulos tradicionais e consagrados no mercado editorial brasileiro. O fim dos jornais e revistas, ao contrário do que se diz, não é inevitável.

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31.01.19

Ao pé do ouvido

Os irmãos Moreira Salles até chegaram a trocar ideias quanto às suas possibilidades na Editora Abril. O clã tem intimidade com o setor. Fernando foi sócio da IstoÉ e João é dono da Piauí.

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14.09.18

Alto de página

O anúncio de que a Editora Abril desembolsará R$ 10 milhões para pagar parte das verbas rescisórias em atraso não aplacou a insatisfação dos demitidos. Ex-funcionários estão organizando um ato público para hoje, em frente à sede da empresa. Segundo o RR apurou, está prevista a divulgação de uma carta aberta à família Civita

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28.08.18

Buscapé

O fundo norte-americano Redpoint Venture teria aberto negociações para a comprado Buscapé. O site de buscas  ao grupo sul-africano Naspers, que, no Brasil, já foi sócio da Editora Abril.

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27.08.18

Inverno em Abril

A Rádio-Corredor da Editora Abril informa que os irmãos Giancarlo Civita e Victor Civita Neto viajaram para a Europa logo após o pedido de recuperação judicial, sem data estipulada para retornar ao Brasil.

Os ex-funcionários demitidos recentemente pela Editora Abril estão criando uma associação para o que promete ser uma longa batalha nos tribunais. Como a empresa não homologou as mais de 800 demissões antes do pedido de recuperação judicial, os trabalhadores não conseguiram sacar o FGTS ou sequer solicitar o seguro desemprego. O grupo pretende ainda fazer o que sabe de melhor, jornalismo, e criar um perfil nas redes sociais para noticiar o andamento dos processos contra a Abril.

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23.07.18

Editora Abril busca uma plataforma para o futuro

A Editora Abril caminha para um processo de recuperação judicial, segundo incontestável fonte do setor. A empresa tem problemas operacionais e financeiros agudos. A própria chegada da Alvarez & Marsal indica esta direção: não há outra justificativa para a contratação da consultoria, praticamente sinônimo do expediente. À primeira vista, a medida assusta, até porque é inevitável uma sangria no corpo de funcionários. Mas, em alguns casos, a recuperação pode ser literalmente a redenção.

A Abril, que, ao contrário da Globo, se atrasou em demasia na migração do conteúdo impresso para o meio digital, apostou suas fichas no papel e não se desenvolveu nas redes ou em novos modelos de negócios, como o streaming, está sendo obrigada a se reestruturar e virar a mesa de toda a operação. Está previsto o enxugamento da carteira de publicações. Com garantia de continuidade, somente os cavalos geradores de caixa: Exame, Claudia e Veja. A janela para o futuro passa pela adequação do parque gráfico, da distribuidora de publicações próprias e de terceiros, a mudança de perfil do profissional com cortes e vendas.

No melhor dos cenários, a Abril passaria a ser a primeira “editora de magazines digital puro sangue” do Brasil e quiçá das Américas. O conteúdo permaneceria com alta qualidade, mas as imagens passariam por uma verdadeira revolução, com a adoção da tecnologia de animação. Um exemplo: os álbuns de figurinha, que já foram uma tradição da Abril, poderiam ser adaptadas para a animação. As revistas em quadrinho – a Abril acabou com a linha Disney – poderiam retornar seguindo o mesmo caminho. Procurada pelo RR, a Editora Abril não quis se pronunciar. A Editora se tornaria disruptiva no mercado, mantendo-se como uma mídia influente e revalorizando o seu conteúdo. O segredo seria o uso do meio digital com movimento, animação, interatividade. O primeiro passo, e o mais difícil, é assumir que a Abril não é uma companhia de papel, não obstante tenha se preparado desde sempre para ser uma revisteira. Se não mudar vai dançar. A boa nova é que a metamorfose está em curso.

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