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05.07.19
ED. 6150

O “Fla-Flu” do Ministério Público

Um grupo de procuradores do Ministério Público Federal tem se reunido com o objetivo de preparar uma peça ainda mais contundente, solicitando a abertura de processo disciplinar contra Deltan Dellagnol. Trata-se de uma reação ao arquivamento do primeiro pedido por parte do corregedor do MPF, Orlando Rochadel Moreira. A decisão de Rochadel gerou forte insatisfação entre componentes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Uma ala do CNMP insiste na averiguação da conduta de Dellagnol e demais integrantes da força-tarefa da Lava Jato à luz das mensagens reveladas pelo The Intercept e outros veículos. Além do mérito, a forma como Orlando Rochadel conduziu a questão acirrou os ânimos. Segundo o RR apurou junto a um integrante do CNPM, os conselheiros tomaram conhecimento do arquivamento apenas pela imprensa. Pelo regimento interno, o corregedor tem a prerrogativa de deferir ou não pedidos de instauração de processos disciplinares. Na prática, contudo, casos mais complexos, como o de Dellagnol, costumam ser discutidos previamente com o CNMP. Além disso, a praxe é que os quatro conselheiros responsáveis pelo encaminhamento do pedido original fossem formalmente notificados da decisão, o que, segundo a fonte do RR, não ocorreu. Procurada, a Corregedoria do MPF não quis se pronunciar.

Em tempo: membros do Conselho Superior do Ministério Público Federal interpretaram o resultado da eleição para o colegiado, encerrada na semana passada, como mais uma evidência da divisão no MPF. As duas vagas no colegiado destinadas a subprocuradores da República serão ocupadas por representantes de grupos antagônicos. O vencedor, Alcides Martins (65% dos votos), é tido como de perfil independente e mantém uma relação institucional com a “República de Curitiba”. Já o segundo colocado, José Adonis Araújo (59%), é próximo de Deltan Dellagnol e cia. e se notabiliza por ser um defensor desabrido da Lava Jato.

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27.06.19
ED. 6144

A quem interessa uma sucessão em slow motion no CNMP?

Sem alarde, Jair Bolsonaro vai blindando a “República de Curitiba”. Pelo menos é o que se depreende da “operação tartaruga” que começa a se desenhar em torno da sucessão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O órgão é responsável por processos disciplinares contra procuradores, entre os quais o inquérito administrativo instaurado contra Deltan Dellagnol após o vazamento das mensagens trocadas com Sergio Moro. A estratégia do governo seria empurrar a indicação dos futuros integrantes do CNMP para outubro, após a definição do futuro Procurador Geral da República. Ressalte-se que todos os candidatos ao Conselho ainda têm de passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e posteriormente por votação no plenário do Congresso, o que pode empurrar o processo de escolha até o fim de outubro. Como o mandato de 11 dos 14 conselheiros termina em setembro, o CNMP ficaria engessado até a posse dos novos integrantes. Não haveria quórum suficiente para as sessões do Conselho e para o julgamento de processos.

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14.06.19
ED. 6136

As patologias digitais por trás do “Moro Leaks”

Não existe ainda uma psicologia da invasão virtual que permita identificar pelas digitais cibernéticas se um ataque é produto da ação de um hacker, de outro hacker ou de uma rede de hackers. Pode até ser que ele sofra da Síndrome de Sybil (múltiplas personalidades) ou da bipolaridade de Norman Bates, protagonista do filme Psicose. Mas, à primeira vista, o invasor que adentrou o telefone do procurador Marcelo Weitzel Rabello de Souza nesta semana não é o mesmo que monitorou as mensagens trocadas por Sergio Moro, Deltan Dellagnol e outros integrantes da “República de Curitiba”. A não ser que ele tenha uma identidade fracionada, o hacker frio e discreto que abasteceu o The Intercept nada tem a ver com o hacker traquinas que irrompeu no grupo de conversas do Telegram formado por integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público vangloriando-se dos seus feitos. A impressão que se tem da aparição é que foi uma demonstração de puro exibicionismo. Não se sabe se calculado. A pergunta que conecta todas as hipóteses: além dele próprio, quem mais se beneficiou das estripulias do hacker desinibido? É pouco provável que tenha sido o The Intercept.

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12.06.19
ED. 6134

“Capitã Moro”

Ontem, Joice Hasselmann fez uma blitzkrieg no Congresso, orientando parlamentares alinhados ao governo a dar declarações públicas de apoio a Sergio Moro e Deltan Dellagnol. Basicamente, a recomendação se aplica apenas aos novatos do PSL. Os veteranos do Congresso têm motivo de sobra para querer ver a “República de Curitiba” pelas costas.

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