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26.12.19

Conexão Messer

O caso do doleiro Dario Messer terá importantes desdobramentos nos próximos dias. Segundo o RR apurou, uma equipe de procuradores brasileiros desembarcou em Assunção na semana passada. De acordo com a mesma fonte, a Justiça do Brasil deverá pedir a extradição e a prisão de seis pessoas – entre doleiros e empresários locais – acusados de dar proteção ao ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes. Todos os nomes fazem parte de uma lista maior, de 19 nomes, ligados a Messer e investigados pelo Ministério Público dos dois países. A Justiça brasileira, não custa lembrar, já pediu a extradição do próprio Cartes, que sempre manteve uma relação figadal com Messer.

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13.12.19

O amigo de Dario Messer

A defesa do ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes vai entrar com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal. Será a segunda tentativa de evitar a extradição e prisão de Cartes pelas autoridades brasileiras, decretada pela Justiça do Rio de Janeiro. O TRF-2 já negou o habeas corpus. Investigado no Brasil no âmbito da Operação Patrón, Cartes é considerado um personagem relevante no esquema de lavagem de dinheiro capitaneado pelo doleiro Dario Messer na conexão Brasil-Paraguai.

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21.11.19

Brasil e Paraguai aumentam munição contra o crime organizado

O pedido de prisão do ex-presidente Horacio Cartes é apenas a primeira grande consequência do acordo de cooperação entre os Ministérios Públicos do Brasil e do Paraguai antecipado pelo RR na edição de 11 de outubro. A “joint venture” entre os dois países na área criminal irá além das investigações sobre o doleiro Dario Messer, que levaram a Cartes. Empossada na última segunda-feira, a nova ministra da Justiça do Paraguai, Cecilia Perez, deverá vir ao Brasil já na próxima semana para uma reunião com Sergio Moro. De acordo com a fonte do RR, em pauta a adoção de medidas conjuntas mais duras para combater e punir membros de organizações criminosas que atuam dos dois lados da fronteira.

Segundo informações filtradas do Ministério da Justiça, os dois países já acenam, de forma recíproca, com uma espécie de “fast track” para os processos de extradição de criminosos de parte a parte. Do lado brasileiro, a expectativa é que, no encontro, Cecília já formalize a transferência ao menos de três importantes traficantes brasileiros presos no Paraguai, a começar por Marcio Gayoso. Ele é apontado como o braço direito de Levi Felicio, considerado um dos maiores fornecedores de drogas e armas para braços do PCC e do Comando Vermelho (CV) do lado de lá da fronteira. Preso em outubro, Felicio já foi extraditado para o Brasil.

Procurado, o Ministério da Justiça não se pronunciou. Sergio Moro parece ter encontrado sua cara-metade no combate ao crime organizado no âmbito do Mercosul. Terceira ministra da Justiça do Paraguai em 15 meses, Cecilia assumiu pressionada a mostrar serviço o mais rapidamente possível. Seus dois antecessores caíram após apresentar fracos resultados no combate ao crime organizado. Um deles, Julio Javier Ríos, ficou marcado pela fuga de Jorge Samudio, um dos chefões do CV, de uma prisão paraguaia.

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11.10.19

Brasil e Paraguai abrem a caixa-preta de Dario Messer

O RR apurou, em primeiríssima mão, que um grupo de procuradores do Paraguai desembarcará no Rio, na próxima semana. Trazem informações sigilosas sobre Dario Messer para cruzar com seus pares do Ministério Público Federal. O material que carregam na bagagem é inflamável. Segundo a fonte do RR, as investigações envolvem uma lista de 36 clientes do doleiro, 20 deles brasileiros. A maior parte segue o PIB: é do eixo Rio-São Paulo. Uma curiosidade: entre os clientes restantes, a maioria seria do Maranhão. Os “dedo-duros” paraguaios que municiam as investigações são grã-finos habitué das festas de arromba que Messer organizava em Assunção, capazes de enrubescer os participantes dos bailes da pesada promovidos pelo doleiro em seu apartamento da Delfim Moreira, no Leblon. De acordo com informações filtradas do MPF, as movimentações financeiras ilegais poderiam alcançar US$ 200 milhões. O Paraguai, com todas as facilities de um paraíso fiscal, sempre foi o principal lócus de atuação do doleiro, o que justificaria as cifras superlativas. O Ministério Público paraguaio teria ainda mapeado imóveis e propriedades rurais em nome de “laranjas”, notadamente na região oriental do país.

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23.08.19

Investigação bilateral contra Messer

Dario Messer é uma pauta bilateral. O RR apurou que o Ministério Público do Paraguai requisitou a seu congênere brasileiro o teor da delação dos familiares do doleiro. Os procuradores paraguaios buscam pontas que levem à “clientela” de Messer naquele país. Há, inclusive, gestões para que os dois MPs formalizem uma espécie de força-tarefa conjunta no âmbito do tratado de cooperação na área penal entre os integrantes do Mercosul. A possível dobradinha abre um espectro ainda maior para o caso, pelo efeito retroalimentador que as investigações em um país poderão ter no outro. O Ministério Público brasileiro ganharia ainda mais munição para desbaratar novas conexões de Messer que ainda não estão reveladas. O Paraguai é um lócus obrigatório de investigações. Foi para lá que o doleiro despachou uma parcela razoável da fortuna que amealhou. Ressalte-se que o país vizinho é bastante receptivo a divisas externas: pessoas jurídicas, por exemplo, pagam um imposto único com alíquota média de 10%. Foi também no Paraguai que Messer construiu relações figadais com o Poder, como, por exemplo, com o ex-presidente da República Horacio Cartes, que já disse ser um “irmão de alma” do doleiro.

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02.08.19

Messer é do Brasil

O futuro – ou a falta dele – de Dario Messer está no Brasil. Segundo uma alta fonte da Polícia Federal, o presidente do Paraguai, Mario Abdo, cassou a cidadania de Messer. Com isso, por mais remota que fosse, não há possibilidade de deportação do doleiro para o país vizinho.

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01.07.19

Dario Messer tem o corpo fechado

Os procuradores do Ministério Público Federal que estão em Assunção no encalço de Dario Messer têm testemunhado de perto a forte rede de proteção ilegal montada pelo doleiro no Paraguai. Informações, ao que tudo indica, propositadamente plantadas para confundir os investigadores, pistas não batem, vestígios prontamente apagados da passagem de Messer por cidades do interior compõem o “firewall” erguido por ele no país vizinho. Os procuradores esperam ter melhor sorte com o pedido formalmente encaminhado à Justiça local para o confisco dos bens do doleiro no Paraguai. Ainda que seja muito difícil rastrear o patrimônio de Messer no país. A título de chiste: o MPF bem que poderia pedir auxílio ao jornalista Gleen Greenwald para achar o paradeiro de Messer.

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22.05.19

A volta de Messer

Ninguém sabe, ninguém viu, mas Dario Messer já está no Brasil. A Polícia Federal tem fortes indícios de que o doleiro, foragido há mais de um ano, retornou do Paraguai e circula entre cidades do Centro-Oeste. Espera o desfecho das negociações entre seus advogados e o Ministério Público para um acordo de delação – informação antecipada pelo RR na edição de 6 de maio.

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06.05.19

Câmbio do dia

Foragido há mais de um ano, o doleiro Dario Messer movimenta duas peças no tabuleiro. Ao mesmo tempo em que entrou com um pedido de habeas corpus junto ao ministro Gilmar Mendes, teria autorizado seus advogados a abrir tratativas com o Ministério Público Federal para um possível acordo de colaboração premiada. A delação do “doleiro dos doleiros” teria um impacto inimaginável. Sua lista de clientes é estelar.

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