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26.05.20

Contra a maré

Mesmo com a crise do coronavírus e o novo marco regulatório do saneamento emperrado no Congresso, o governo da Bahia decidiu acelerar os estudos para a abertura de capital da Embasa. A ideia seria ofertar em mercado até 49% da estatal. Projeções iniciais indicam um potencial de captação da ordem de R$ 4 bilhões. O governo baiano trabalha com o horizonte de realizar a operação no primeiro trimestre de 2021.

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26.05.20

Por água abaixo

Com a pandemia, o governo de Pernambuco está vendo afundar um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão: a licitação do segundo terminal de contêineres do Porto de Suape deve ficar para 2021. A chinesa CCCC era a principal interessada no negócio. Mas isso até o coronavírus surgir.

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22.05.20

Brasil está ameaçado de isolamento internacional

O Brasil corre o risco de sofrer um lockout internacional. Há indícios de que o país poderá ser colocado em isolamento pelas grandes nações e blocos econômicos. Por isolamento entenda-se a adoção de medidas restritivas, tanto na circulação de pessoas quanto de mercadorias. A quarentena englobaria, entre outras punições, a suspensão de voos provenientes do Brasil, a proibição do tráfego marítimo e o bloqueio à entrada de produtos brasileiros em importantes mercados, como Estados Unidos, China e União Europeia. As sanções seriam uma resposta à perversa combinação da escalada de casos de coronavírus no país com a desconexa política externa do governo Bolsonaro.

Entre diplomatas e especialistas em comércio exterior, corre, inclusive, a versão de que a decisão de Roberto Azevedo de renunciar à direção da OMC teria sido motivada pela incapacidade de domar os desvarios do governo brasileiro na área de relações exteriores e pela iminência de sanções contra o país. Na comunidade internacional, há um entendimento de que o país está se consolidando como o novo epicentro do coronavírus, percepção acentuada pelo desgoverno do presidente Jair Bolsonaro na gestão da pandemia. Cresce o temor de que o Brasil possa vir a ser o irradiador de uma segunda onda de contaminação em países que já deixaram para trás o pico da curva, sobretudo na Europa e na Ásia.

A insistência de Bolsonaro em confrontar a ciência e contrariar protocolos globais tem sido vista como um fator de risco a mais. Um dos sinais de que o país pode enfrentar uma quarentena internacional veio do “aliado” Donald Trump. Na última terça-feira, o presidente dos Estados  Unidos citou a possibilidade de proibir o transporte aéreo de passageiros entre os dois países – “Não gostaria dessas pessoas vindo contaminar os americanos”. Se os países estão isolando o próprio povo, por que não iriam isolar o povo alheio? Outra evidência de um possível isolamento do Brasil partiu da China. Desde a semana passada circula a informação de que o governo chinês sugeriu ao seu parque industrial antecipar as compras de soja e formar estoques.

Em certa medida, a preocupação global em frear o ir e vir do coronavírus transforma o Brasil na nova China. Um exemplo: somente as exportações brasileiras de café movimentam por ano cerca de 120 mil contêineres. Não há um estudo científico definitivo sobre o risco ou não de contaminação com o manuseio desses equipamentos. Mas, é importante lembrar, que, no pico da pandemia na China, mais de um terço dos contêineres de todo o mundo ficou retido no país asiático pelo receio de que eles espalhassem o coronavírus pelo mundo. A mesma preocupação se aplica a produtos agrícolas. Por quanto tempo o coronavírus sobrevive em um grão de café ou de soja? Não se sabe. No caso do setor cafeeiro, a ameaça é ainda maior devido ao calendário agrícola.

O Brasil está no meio da colheita de café. São mais de 800 mil trabalhadores no setor, a maioria esmagadora oriunda dos estratos mais baixos de renda e exposta a condições sanitárias de risco. Em algumas regiões produtoras do país, a colheita ainda é majoritariamente humana, aumentando o risco de eventual contaminação do café. No Espírito Santo, por exemplo, mais de 70% dos grãos passam pelas mãos dos trabalhadores. Nesse contexto, outro ponto preocupante é o enfraquecimento do Brasil no grande jogo das relações internacionais.

O país tem perdido representatividade nos organismos multilaterais. Com a saída de Roberto Azevedo da OMC, a rigor, o Brasil tem apenas uma posição de liderança entre entidades do primeiro time: José Sette, na direção da Organização Internacional do Café. No ano passado, José Graziano deixou a FAO. Da mesma forma, praticamente toda a geração de diplomas que acompanhou Rubens Ricúpero na Unctad já se aposentou. Some-se a isso o fato de que o Itamaraty, hoje, sob o comando de Ernesto Araújo, se notabiliza mais pela defesa do presidente Bolsonaro do que por sua capacidade de fazer diplomacia.

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Independentemente do nome do novo ministro, o general Oswaldo Ferreira deve ser o próximo militar a desembarcar na Pasta da Saúde. O general Ferreira carrega a experiência de comandar a Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), estatal que administra 40 hospitais universitários federais em todo o país.

Uma pequena amostra do jeito Bolsonaro de encarar a pandemia: na última quinta-feira, o presidente convocou às pressas um grupos de ministros e políticos da base aliada para fazer um “bate e volta” ao município de Floriano (PI), que liberou o uso da cloroquina para o tratamento da Covid-19. No espaço de não mais do que duas horas, o Palácio do Planalto confirmou e cancelou a viagem duas vezes. Mas não em definitivo. Bolsonaro ainda pretende visitar a “cidade-padrão” da saúde brasileira nesta semana.

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18.05.20

Haja semente da cura

Envolvido em recente polêmica, por vender a seus fiéis sementes de feijão que “curam” a Covid-19, o pastor Valdemiro Santiago tem deixado escapar que sua Igreja Mundial do Poder de Deus vive uma situação financeira delicada. Dirigentes da Igreja estariam, inclusive, procurando emissoras de TV para reduzir substancialmente os contratos de locação de horário. A pandemia e a suspensão de cultos atingiram duramente os negócios de Valdemiro e de seus pares.

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15.05.20

Ministro da Saúde de bolso

O deputado Osmar Terra costuma municiar o presidente Jair Bolsonaro, dia sim e outro também, com informações de procedência duvidosa, retiradas em sua maioria da internet, questionando a eficácia da quarentena no combate à Covid-19. Por essas e outras, é que a sombra de Terra paira sobre Nelson Teich.

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14.05.20

Fronteiras fechadas para máquinas e equipamentos

Parece haver uma distância entre o discurso de Paulo Guedes (“O que fará o Brasil voar é o investimento privado”) e certas práticas do Ministério da Economia, ao menos no que diz respeito à importação de bens de capital. Mais de uma centena de pedidos de enquadramento no Ex-Tarifário, que permite a aquisição de máquinas e equipamentos sem similar nacional com isenção tributária, estão empacados na Pasta. Estima-se que o estoque de solicitações corresponda a investimentos da ordem de US$ 3 bilhões – a essa altura, provavelmente, uma parcela dessas importações já foi infectada pela Covid-19. Conforme o RR antecipou em 13 de abril, o Ministério suspendeu as solicitações de adesão ao Ex-Tarifário, sob a alegação de que, por conta da quarentena, diversos fabricantes nacionais deram férias coletivas e não conseguiriam responder às consultas públicas para concessão ou não do benefício. Ocorre que o Ex-Tarifário já estava em “isolamento social” antes mesmo da pandemia, como com- prova uma consulta ao site da Pasta da Economia. O último parecer para um pedido de importação data de 7 de janeiro. Segundo o RR apurou, o Ministério vai reabrir as consultas no próximo dia 22 de maio. Mas ainda não haveria um prazo para análise dos pedidos engavetados.

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14.05.20

Passageiros da agonia

Número desolador antecipado ao RR pelo CEO de uma das maiores redes hoteleiras do país: o prejuízo do setor com a pandemia, já somada a projeção para maio, contabiliza cerca de R$ 3,5 bilhões. Vai piorar. De acordo com a mesma fonte, grandes resorts que previam a retomada gradativa de operação a partir de julho já empurraram essa data para novembro.

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14.05.20

“Candidato” a ministro da Saúde

O mais novo “conselheiro” dos Bolsonaro em relação à Covid-19 é Shiva Ayyadurai, biólogo indiano radicado nos EUA. O clã tem usado de publicações do cientista para justificar o fim do isolamento social. Ayyadurai costuma levar a direita americana ao delírio nas redes sociais com a defesa acalorada da tese de que o coronavírus é uma farsa. Entre outras controvérsias, o Dr. Shiva, como é chamado, garante ter sido o inventor do e-mail, com apenas 14 anos de idade. A proeza, no entanto, não é reconhecida pela indústria da tecnologia nos Estados Unidos.

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11.05.20

Raspa do tacho

Um retrato da penúria em que a vive a ciência no Brasil. A Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio) está infectada por aproximadamente R$ 300 milhões em dívidas. O passivo – um legado, sobretudo, dos governos Cabral e Pezão – atinge fornecedores, pesquisadores e projetos científicos. Em abril, não custa lembrar, o governador Wilson Witzel abriu uma linha de crédito emergencial de R$ 30 milhões por meio da Faperj para financiar estudos e pesquisas contra a Covid-19. Não dá nem para a saída.

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