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14.11.19

“Plano Lemann” de privatizações mira nos Correios e na Eletrobras

Jorge Paulo Lemann pretende fazer um arrastão nas privatizações do governo Bolsonaro. A investida sobre a Eletrobras já estava escrita nas estrelas, ou melhor, no RR, que antecipou na edição de 4 de janeiro deste ano a intenção do 3G Radar de participar do leilão da companhia – desde então, o fundo de Lemann já ampliou sua participação de 5% para 9,8%. Pois agora o 3G estaria debruçado também sobre os Correios. O plano de Lemann é transformá-los em uma grande companhia de logística, voltada ao e- commerce. A empresa se tornaria uma multiplataforma de distribuição, com a terceirização de sua megaestrutura de armazenagem e entrega para grupos que desejam entrar no varejo online no Brasil.

Os números são superlativos. Além de mais de 11 mil agências em 1.725 municípios, os Correios somam 115 centros de entrega, 49 centros logísticos integrados e 41 centros de transporte operacional. A compra dos Correios teria também, como plus, uma notória sinergia com a Americanas.com e demais operações de Lemann no varejo online, reunidas sob o guarda-chuva da B2W – Submarino, Shoptime e Sou Barato. Ao mesmo tempo, carregaria um componente de defesa do território. Seria um movimento profilático do 3G Radar para impedir que toda a estrutura da estatal caísse de bandeja nas mãos de um forasteiro, a exemplo de Amazon e Alibaba.

O grupo de Jeff Bezos já tem uma atuação razoavelmente significativa no país. O gigante chinês, por sua vez, mantém uma plataforma de varejo online em língua portuguesa e prepara seu desembarque no mercado brasileiro. Ambos são potenciais contratantes da nova empresa que Lemann idealiza para os Correios. Mais: o empresário teria uma valiosa moeda de troca para – por que não? – negociar mais à frente um M&A com a Amazon, o Alibaba ou outro grande grupo de e-commerce disposto a aportar por estas bandas. Ao melhor estilo Lemann, o roteiro poderia incluir ainda um IPO da nova companhia. Até lá, seria o tempo sufi ciente para o empresário arrumar a casa e moldar a estatal ao seu feitio. Nada que um Falconi da vida com seu kit tradicional – orçamento base zero, corte de 30% do pessoal etc – já não tenha feito inúmeras vezes a mando do próprio Lemann.

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24.10.19

Os dois “leilões” dos Correios

O governo enxerga não apenas uma, mas duas “privatizações” nos Correios. A segunda seria a terceirização da carteira do Postal Saúde. Por ora, ressalte-se, são estudos embrionários que envolvem a Secretaria de Desestatização e a direção da estatal. No entanto, a percepção é de que não faltariam empresas de medicina de grupo dispostas a assumir o plano de assistência médica dos trabalhadores dos Correios. Sobre a mesa um negócio com mais de 350 mil vidas – entre cem mil funcionários e seus dependentes –, R$ 650 milhões em ativos e uma receita de R$ 1,8 bilhão por ano. Uma algema de ouro garantiria o vínculo entre os Correios e o Postal Saúde mesmo após a eventual privatização da companhia. A ideia chegou a ser cogitada no governo Temer, mas sucumbiu à grave crise do Postal Saúde na ocasião. À época, o plano de saúde tinha um rombo que exigia um aporte de R$ 2 bilhões dos Correios. A cura caiu do céu com uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho, que autorizo a cobrança de mensalidades dos próprios trabalhadores.

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16.09.19

Correios podem ter uma privatização de meia-tigela

O governo estuda garantir uma reserva de mercado nas operações dos Correios com o setor público. A medida é contraditória com o ideário liberal da equipe econômica, que considera nociva a exclusão da concorrência. Mas os Correios são um negócio difícil de passar para frente mesmo que a valores bastante reduzidos. A bem da verdade, o governo vem trocando os pés pelas mãos quando se trata do marketing de venda dos seus ativos. Com os Correios, tem passado do limite. Um analista ouvido pelo RR afirma que o comprador da empresa está levando a longo prazo uma imobiliária, ou seja, imóveis e mais imóveis. A atividade de entrega de objetos e documentos tende a ser dizimada pela competição, tecnologicamente muito mais abalizada.

O próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, tem se esmerado em desqualificar os Correios. Já disse que a empresa “é um poço de corrupção” e que “ninguém mais vai escrever cartas”. Nenhuma palavra favorável ao ativo privatizável. É difícil mesmo elogiar a estatal. Nos últimos quatro anos, a companhia só deu prejuízos. É bem provável que Paulo Guedes e seus blue caps estejam no fundo querendo se livrar de um buraco orçamentário bem mais do que acrescentar um montinho na arrecadação com as privatizações. No caso, qualquer valor de outorga seria bem vindo. Habilitem-se os que quiserem disputar a aquisição. No portfólio ainda podem levar alguns telégrafos pertencentes ao centro cultural e o museu da entidade.

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02.07.19

“Olavocracia” é um golpe também nos militares

Uma fonte palaciana informou ao RR que Arthur Weintraub, irmão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, está cotado para a diretoria da Correios. Arthur, que hoje ocupa o cargo de Assessor-Chefe Adjunto da Presidência da República, seria uma espécie de “VP do PDV”. Caberia a ele cuidar do enxugamento do quadro de funcionários e do fechamento de agências com vistas a uma eventual
privatização. Sob certo ângulo, seria um personagem tão ou até mais forte do que o novo presidente dos Correios, o general Floriano Peixoto, que deixou o posto de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Prosaico, não? Seria simples assim se Arthur não fosse mais uma peça de encaixe em uma trama que combina loucura e poder.

Seu nome faz parte de um sistema de ocupação dos cargos do aparelho de Estado, pilotado com absolutismo pelo bruxo Olavo de Carvalho. Os “olavistas” no governo constituem uma verdadeira hidra que já preencheria cerca de 130 cargos relevantes na esfera do Executivo. São ex-alunos, que indicam ex-alunos e amigos de ex-alunos cujos pontosde interseção são o sectarismo e a fúria anti marxista, regidos por Olavo através da Internet. A tomada do Estado se daria através da sua infiltração pelos “olavistas”, combinada com a instrumentalização do ódio anticomunista nas redes sociais. Os irmãos Weintraub estão entre os elos dessa coalizão “Olavo bolsonarista”.

Ambos têm serviços prestados ao Capitão desde o período de transição, quando integraram a equipe que começou a discutir a reforma da Previdência. Abraham ganhou um afago público de Olavo ao assumir a Pasta da Educação. Na ocasião, o “filósofo” postou em seu Twitter que o novo ministro “conhece minhas ideias melhor do que as conhecia o seu antecessor”, em referência a Ricardo Vélez. Arthur, por sua vez, tem mantido razoável proximidade de Bolsonaro. Na semana passada, por exemplo, integrou a comitiva presidencial que viajou para a reunião do G-20, em Osaka.

A crescente participação de “olavistas” no governo descortina a escalada para um dogmatismo radical. São todos soldados com permanente disposição para o combate, vide o episódio protagonizado ontem por Carlos Bolsonaro. O vereador disparou publicamente contra o general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), insinuando que o principal colaborador do seu pai é um marxista disfarçado – disse que não aceita os seguranças oferecidos pelo GSI porque eles “estão subordinados a algo que não acredito”. Carlos não será repreendido assim como Olavo nunca foi desautorizado. Bolsonaro já deu demonstrações de que nutre as mesmas dúvidas que o “guru”, inclusive em relação às Forças Armadas, cujo simbolismo foi um dos seus principais, se não o principal cabo eleitoral. Tudo leva a crer que Heleno poderá ocupar o lugar que pertenceu ao general Santos Cruz como o inimigo a ser abatido.

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21.06.19

Telegrama

A turbulenta demissão do General Juarez Cunha da presidência dos Correios eclipsou outra recente mudança na diretoria da estatal. Carlos Fortner deixou a vicepresidência de Operações. Fortner ocupou a própria presidência dos Correios até novembro do ano passado, quando deu lugar a Cunha. Assim como o General, sempre foi um crítico do plano de privatização da empresa.

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26.04.19

Filme antigo

A recusa do ministro Marcos Pontes em privatizar os Correios pode ser tudo, menos uma surpresa para o Palácio do Planalto. Antes da posse, mais precisamente em dezembro, Pontes manifestou sua posição ao próprio Bolsonaro na primeira conversa que tiveram sobre o assunto.

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18.03.19

Parceria público-privada

Os Correios puxaram o gatilho e os grandes grupos internacionais de cargas expressas foram atrás. A partir desta semana, FedEx, DHL e congêneres começam a majorar seus preços com reajustes próximos ao da estatal, na casa dos 8%. Ou seja: os usuários intensivos deste serviço, a começar pelas redes varejistas, não terão para onde correr. Tá tudo dominado.

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18.02.19

Remake?

A joint venture entre os Correios e a Azul na área de transporte de cargas é vista com descrédito na própria estatal. Ainda está fresca na memória de executivos da empresa a parceria similar fechada com a Rio Linhas Aéreas em 2014. Na ocasião, os Correios compraram 49,99% da companhia aérea, mas o negócio sequer saiu do chão, entre outra razões devido a irregularidades apontadas pelo TCU.

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22.01.19

Carta-bomba

O vice-presidente dos Correios, Francisco Gutemberg de Araújo, está por um fio. Foi uma das nomeações feitas no afogadilho por Michel Temer em dezembro.

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21.08.18

Correios escreve uma carta de linhas tortas

O presidente dos Correios, Carlos Roberto Fortner, causou irritação  entre os funcionários da companhia. Na mesma semana em que Fortner apareceu de súbito no programa de Silvio Santos para falar sobre sua gestão e desfiar uma série de números – em uma ação publicitária camuflada de entrevista –, a estatal anunciou o fechamento de 41 agências no Brasil. E, pelo andar da carruagem, é só o começo.

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