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15.05.20

Terra infértil

O agronegócio está reivindicando do governo uma linha de crédito específica para a compra de fertilizantes. Alegam que o coronavírus e a alta de dólar formaram a tempestade perfeita. Além da disparada nos custos de importação do insumo, a pandemia vai atrasar projetos de expansão da oferta nacional. É o caso da Yara, que foi forçada a suspender temporariamente a ampliação de duas fábricas.

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12.05.20

Economia de morte

O INSS montou um sistema para cruzar os nomes das vítimas fatais do coronavírus com a sua base de dados. A mesma agilidade na suspensão imediata dos pagamentos poderia ser aplicada para reduzir a fila de pedidos de aposentadoria – são quase dois milhões de brasileiros à espera da resposta do Instituto.

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11.05.20

O impacto do coronavírus nos serviços em março

Termômetro

ECONOMIA

O impacto do coronavírus nos serviços em março

Sai amanhã a Pesquisa Mensal de Serviços de março (IBGE), que, estima-se, deve ser o primeiro dado oficial refletindo mais completamente os efeitos do coronavírus no setor – que já vem de queda de 1% em fevereiro.

Números de amanhã vão se somar ao crescimento de 22% nos pedidos de auxílio desemprego em abril (nos últimos dois meses 1,5 milhões de trabalhadores formais foram demitidos) e serão fundamentais para projetar os efeitos da pandemia (e o PIB 2020). Politicamente, vão influenciar tanto as cobranças por aceleração na injeção de recursos do governo na área quanto o discurso do presidente Bolsonaro contra o isolamento social.

Também nesta terça será divulgado o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola para abril – índices de março apresentaram algum recuo, mas ainda com projeções positivas (crescimento de 1,5% na safra de grãos) para o ano.

No exterior, tudo indica que o Índice de Preços ao Consumidor de abril nos EUA trará deflação – a segunda seguida -, a exemplo do que se verificou no Brasil, no final da semana passada.

Novos pacotes

Devem crescer, amanhã, especulações sobre o formato de pacote do governo federal voltado para companhias aéreas e para o setor de energia elétrica.

INSTITUCIONAL

Bolsonaro e a PF

Há grande expectativa por exposição, amanhã, em encontro fechado com a presença do ex ministro Moro e procuradores do MPF, do vídeo de reunião em que o presidente Bolsonaro teria pedido acesso a relatórios da PF.

O material pode ou não ser tornado público nesta terça pelo ministro Celso de Mello, responsável pelo caso do STF, mas, de toda forma, a reunião vai alimentar especulações – e prováveis vazamentos.

Aposta na reabertura econômica e no conflito institucional

Inclusão em decreto presidencial de academias, salões de beleza e barbearias provocará nova fonte de atrito entre o presidente Bolsonaro e governadores, amanhã – além de críticas na mídia e possivelmente de parlamentares. Iniciativa é mais um capítulo na ação política do presidente Bolsonaro para defender a reabertura do comércio.

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15.04.20

Os projetos de estímulo

Termômetro
ECONOMIA
 

Os projetos de estímulo

Pode ser aprovado ainda hoje no Senado o “Orçamento de Guerra”, que libera R$ 700 bilhões do orçamento de 2020 para gastos no combate ao coronavírus. Apesar de permitir a compra de créditos pelo Banco Central, senadores limitaram a autonomia do BC para esse tipo de operação. Em função dessa alteração, assim que aprovado o projeto voltará a Câmara – onde deve passar. Ao mesmo tempo em que vai ampliar capacidade de gastos federais, o orçamento de guerra dará forte poder de controle para o Congresso.
Em outro passo na disputa com o governo federal pela condução econômica durante a crise, estará em pauta na Câmara, nesta quinta, projeto que estende o benefício de R$ 600 a trabalhadores informais e intermitentes e prevê ainda o pagamento de três salários mínimos mensais a trabalhadores com carteira assinada, enquanto durar o estado de calamidade.

China, EUA e Alemanha

Nos Indicadores, destaque amanhã para a China, com expectativa pelos números do PIB Trimestral, de Vendas no Varejo (março) e da Produção Industrial (março). Queda deve ser generalizada, com forte tombo do PIB. Mas tudo indica que a atenção se voltará para os sinais positivos, com recuos bem menores que os de fevereiro (em torno de – 10% contra – 20,5% no varejo e de – 7,3% contra – 13,5% na produção industrial.
Já nos EUA, que puxaram mercados para baixo hoje, o índice de Atividade Industrial do FED da Filadélfia (abril), as Licenças para Constrição (março) e os Pedidos de Seguro Desemprego (balanço semanal) devem trazer novamente dados bastante negativos. O mesmo vale para o Índice Ifo de Clima de Negócios da Alemanha (abril), que deve apresentar recuo em torno de 10 pontos (de 86 para 77).
POLÍTICA

 

O nome para a saúde

Situação do ministro da saúde, em aberta divergência com o presidente, não terá como se sustentar, mas a grande questão, nesta quinta, serão os nomes aventados para substitui-lo. O jogo do presidente diminuiu a pressão dentro do governo e parte da mobilização social pela permanência de Mandetta, mas reação institucional – e no mercado – pode ganhar novo impulso a depender do caminho indicado. O nome do ex ministro Osmar Terra, por exemplo, seria desastroso.
Aposta, hoje, seria em escolha mais técnica, como o diretor-geral do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, Roberto Kalil Filho, ou o número dois do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis. Um ponto no entanto é certo: qualquer mudança causará turbulência política e tende a aumentar o desgaste do presidente, especialmente se os casos e mortes por coronavírus continuarem aumentando. Esse panorama será ainda alimentado por decisão no STF que dá a estados autonomia sobre medidas de isolamento social.

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03.04.20

Orçamento de guerra, autoridade presidencial e isolamento em abril

Termômetro

INSTITUCIONAL

Orçamento de guerra, autoridade presidencial e isolamento em abril

Votação do Orçamento de Guerra, prevista para hoje (mas que pode ocorrer no início da semana que vem) vai ampliar a quantidade e a liberdade para aplicação de recursos do governo federal no combate ao coronavírus. Ao mesmo tempo, deve aprofundar o protagonismo do Congresso e do presidente Rodrigo Maia.

A autoridade do presidente da República pode ainda sofrer um duro abalo, caso Bolsonaro leve à frente o decreto, que voltou a aventar nos últimos dias, determinando abertura imediata do comércio e de outras atividades não essenciais, no início da semana que vem. A medida não seria obedecida pela maioria dos governadores e, tudo indica, acabaria rapidamente revertida no STF. Ainda que servisse à estratégia de comunicação do presidente, geraria assim um processo agudo de perda de comando.

Paralelamente, haverá pressão sobre os estados para afrouxarem as regras de isolamento social, a partir da segunda quinzena de abril. A despeito do otimismo demonstrado por alguns setores do varejo, há grande probabilidade que o crescimento significativo de casos  e mortes  ligadas ao coronavírus na próxima semana inviabilizem iniciativas nesse sentido.

ECONOMIA

Produção industrial, timing do coronavoucher

Na economia, está previsto para segunda-feira o anúncio da produção de veículos em março (Anfavea), que deve trazer recuo, em linha com o já exposto nas vendas pela Fenabrave ontem (22%). Será medida importante para os efeitos  sentidos e projetados  da pandemia de coronavírus na indústria brasileira.

Em relação ao governo federal, continuarão em foco as medidas de apoio a empresas e trabalhadores, tratadas com sentido mais emergencial pelo Ministério da Economia. Ao mesmo tempo, será difícil que o governo consiga efetivar com rapidez o pagamento do voucher de R$ 600, tanto para os trabalhadores já incluídos no cadastro único (cujo site voltará a funcionar na segunda-feira, após passar por reformulação), quanto – muito mais – para os informais, que precisarão primeiro se inscreverem por meio de um app, conforme anunciado hoje pelo ministro Onix.

PSICOSSOCIAL

Explosão de casos nos EUA

Internacionalmente, a aceleração exponencial da contaminação, das mortes e da pressão sobre o sistema hospitalar nos EUA afetará a percepção sobre o risco  e o tempo de recuperação  gerado pelo coronavírus.

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31.03.20

O orçamento de guerra de Guedes e a relação com o Congresso

Termômetro

INSTITUCIONAL

O orçamento de guerra de Guedes e a relação com o Congresso

 

Em sua participação na coletiva de hoje, o recado mais importante do ministro Paulo Guedes foi: o governo gastará o que for necessário e ampliará o que já foi anunciado.

Ainda que haja uma série de questionamentos (os do setor de varejo se ampliarão, inclusive as reclamações sobre aumento de juros e retração de crédito bancário), Guedes começa a mostrar mudança definitiva de política, adotando, como se cobrava, a visão de “orçamento de guerra”. Essa abordagem deve se aprofundar nos próximos dias.

A questão ainda não equacionada é a velocidade dessa reação. O Congresso, sob a liderança de Rodrigo Maia, puxará por uma aceleração e ampliação rápida de gastos, a qual o ministro ainda resiste. Essa sintonia está longe de ser resolvida e pode gerar disputa de poder.

Um teste para isso, amanhã, será a negociação para PEC emergencial que determine fontes para os gastos sociais a serem implementados pelo governo federal. Outro virá da capacidade do ministério da economia em empenhar os valores em apoio aos trabalhadores informais.

POLÍTICA

Divórcio estratégico

 

Outro fator nessa equação virá de pronunciamento do presidente Bolsonaro, previsto para hoje à noite. 

Se ocorrer e confirmar a aposta em convocação à imediata retomada das atividades econômicas, sob a tese do isolamento vertical, definirá um divórcio – que cada vez mais parece proposital e parte de uma estratégia – entre as falas do presidente e as ações do seu próprio governo.

Na coletiva dos ministros hoje, por exemplo, Guedes e Moro deram declarações que contrariam o discurso do presidente ao mesmo tempo em que teceram elogios a ele – o mesmo fez o ministro Mandetta, cuja imagem continua a se fortalecer diante da opinião pública, mas sem os elogios.

A questão, no entanto, será a possibilidade de sustentar essa linha diante do aumento diário de casos e mortes na semana geradas pelo coronavírus. Hoje ambos os números trouxeram salto expressivo.

ECONOMIA

Começam a se multiplicar os indicadores pós coronavírus

 

Os indicadores previstos para amanhã podem ser divididos em dois grupos:

1) Os que, como a PNAD liberada hoje, darão a curva da economia brasileira pré coronavírus (a PNAD indicou que já era negativa no que toca ao desemprego), com destaque para a Produção Industrial de fevereiro (IBGE), para a qual se estima recuo importante.

2) Os que, referentes à março, mostrarão o impacto direto do vírus na economia: o Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br); a Balança Comercial e a Venda de Veículos (Fenabrave). Já se conta, no mercado, com retração geral, capitaneada pelos dados do setor automotivo. A questão amanhã será se o grau dessa queda estará dentro do que se imagina ou acima, como foi o caso, por exemplo, nos primeiros dados de emprego para março divulgados nos EUA. Ainda nesta quarta, virá o IPC-S fechado de março (FGV), que deve confirmar aceleração nos alimentos.

No exterior, justamente, novos números para o mês serão divulgados amanhã, com destaque para os Empregos Privados nos EUA, que deve apresentar forte recuo (estima-se na casa de -150 mil empregos, pelo menos). Ainda para os EUA, o PMI (Markit) e o Índice ISM, ambos para a indústria e ambos com retração (maior, provavelmente, no ISM).

Também nesta quarta, saem o PMI Industrial da zona do Euro, da Alemanha, da França e da Itália, de março (maiores recuos devem ser na França e na Itália) e a taxa de desemprego de fevereiro, para a zona do Euro, que pode não trazer, ainda, os efeitos do coronavírus.

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26.03.20

Coronavoucher, Congresso e injeção de recursos X Impactos econômicos

Termômetro

ECONOMIA

Coronavoucher, Congresso e injeção de recursos X Impactos econômicos

No Brasil, a novidade amanhã deve ser a entrada mais forte do governo em agenda de gastos sociais, puxada pelo Congresso, que deixou clara a intenção de elevar para R$ 500 o que agora vem sendo chamado de “coronavoucher”. Na esteira do processo, o presidente Bolsonaro indicou que vai concordar com valor ainda maior, de R$ 600.

Por um lado, é indicação de que o ministério de economia, diante dos enormes impactos econômicos previstos com o coronavírus, “abrirá os cofres”. O que terá forte contrapartida não apenas para trabalhadores formais e informais como para empresas, com provável ampliação da fatia de salários a serem pagos pelo governo federal e garantia de crédito, especialmente no setor de serviços – com destaque para hotéis, restaurantes e companhias aéreas. Também é sinal de que devem haver importantes medidas tributárias, como o adiamento por três meses do pagamento de impostos federais.

Por outro lado, aumenta a possibilidade de que se aceite ampliação da dívida pública e do déficit primário, mesmo que seja mantido o teto de gastos.

A mudança de atitude tem como motor não apenas a pressão do Congresso como os indícios de que o desemprego virá forte, evidenciados por números de pedido de auxílio desemprego nos EUA hoje, que superaram os 3 milhões na semana passada.

Para o mercado, os próximos dias serão dúbios. Trarão uma avalanche de recursos, cuja execução terá de ser mais detalhada – em torno de US$ 5 trilhões anunciados pelo G20; implementação do pacote de US$ 2 trilhões dos EUA – mas, também, os primeiros números indicando o impacto já auferido na economia global, em termos de empregos e recuos de atividades comerciais.

 

POLÍTICA

Beco ainda sem saída entre Bolsonaro e governadores

Na política, continuará a “guerra” entre governadores – aliados ao Congresso – e o presidente Bolsonaro, com uma espécie de mediação dos ministérios da saúde e da economia. Quarentenas e medidas para conter a circulação de pessoas serão mantidas, em maior ou menor medida e podem até ser endurecidas em São Paulo, diante de evidências de avanço do coronavírus. Os efeitos sobre o sistema de saúde tendem a se fazer sentir mais duramente nos próximos dias.

Já o presidente continuará a tentar disputar a opinião publica, mesmo sem conseguir impor medidas a governadores.

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ECONOMIA

Ampliação de gastos

 

A questão central amanhã – no Brasil e no mundo – será a ampliação dos investimentos para mitigar os brutais efeitos econômicos gerados pela pandemia do coronavírus.

No Brasil, parece inevitável que o governo passe da liberação antecipada de recursos, concessão de crédito e adiamento de dívidas, que têm sido a parte central de pacotes até agora anunciados, para o gasto direto, voltado tanto a médias e pequenas empresas quanto a trabalhadores – informais e formais.

É o que já se desenha, ainda que de forma incipiente, no acordo com estados e em nova MP (que trará complementação de 1/3 de salários pelo governo), ambos anunciados hoje, após a desastrada divulgação – e pronta revogação – de  medida que permitiria a suspensão total de pagamentos por 4 meses, sem demissões.

POLÍTICA

Protagonismo do Congresso

 

A defesa dessa mudança terá como protagonista o Congresso, com a liderança do presidente Rodrigo Maia.

Parlamentares serão polo menos agressivo na competição com o Planalto do que governadores, já que tentarão mostrar colaboração. Mas estarão de prontidão para assumir qualquer espaço deixado pelo presidente Bolsonaro. E devem propor ajustes em medidas que signifiquem cortes de salários/benefícios, caso não haja contrapartidas claras do governo.

Também nesse âmbito, após forte questionamento a sua liderança no combate ao coronavírus, estará no ar amanhã se Bolsonaro aprofundará o tom conciliatório adotado hoje em reunião com governadores do Nordeste ou se retomará linha de confronto.

Manter a conciliação implicará em concordância, mesmo que parcial, com medidas mais pesadas, que envolvam isolamento social e restrições ao comércio e circulação. O panorama, nesse caso, é incerto, já que o presidente fez aposta alta contra esse tipo de planejamento. Mas seu capital político estará em jogo.

PSICOSSOCIAL

Dias decisivos para a Saúde  e para a opinião pública

 

No âmbito da Saúde e da Infraestrutura, próximos dias serão marcados por medidas emergenciais para o rápido aumento na quantidade de testes realizados e para a ampliação de leitos de UTI e para a regulação do transporte de cargas e pessoas, diante da escalada na propagação do vírus. O número de casos, mas igualmente de internações e mortes, nessa semana, será chave para determinar o impacto no país – social, econômica e politicamente.

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20.03.20

O longo horizonte da crise

Termômetro

ECONOMIA

O longo horizonte da crise

 

O aumento da incerteza sobre a duração e a gravidade da crise gerada pelo coronavírus, no Brasil e no mundo, levará forte pressão aos mercados, na segunda feira. Por aqui, por exemplo, tudo indica que as percepções estarão muito mais em linha com as de estudo da FGV indicando queda de 4,2% do PIB em 2020 do que com a do governo, que aponta para crescimento de 0,02%. Pode-se esperar-se nova rodada de medidas econômicas e evolução das já anunciadas, tanto internamente, com o ministro Guedes de volta à cena, quanto nos EUA e Europa.

PSICOSSOCIAL

Liderança presidencial pode erodir

 

No Brasil, será central a definição inequívoca, da parte do governo federal, de qual a estratégia para enfrentar a crise. Incentivo ao máximo isolamento social e restrição de circulação, com ampliação das medidas para mitigar os efeitos econômicos, estratégia que vem se expandindo pelo mundo e hoje foi adotada pela Califórnia, nos EUA? Ou um meio termo, com isolamentos parciais e probabilidade de maior contágio? Esse processo envolverá uma ampla gama de decisões, no âmbito da saúde e da economia, mas também da infra-estrutura. E parece inadiável.

A mensagem do Planalto, no entanto, continua extremamente confusa. Em coletiva, à tarde, enquanto o ministro Mandetta falou em possibilidade de colapso do sistema de saúde em abril e de crescimento de casos até agosto, Bolsonaro chegou a tratar o vírus como “uma gripezinha”.

A percepção de falta de liderança – e direção – da parte do presidente levará a um novo risco de crise institucional, dessa vez mais grave, com os estados, particularmente Rio de Janeiro e São Paulo, que começam a pôr em prática políticas quase independentes de combate ao coronavírus. Avançando inclusive sobre prerrogativas federais, no caso do Rio, como o controle de estradas e aeroportos.

Em um cenário no qual o contágio e as mortes continuem aumentando e os prognósticos globais sejam nebulosos, o risco de erosão acelerada da liderança do presidente, com prejuízo à centralização das políticas públicas – excetuando-se parcialmente a economia – será cada vez mais real.

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20.03.20

A morte pode esperar

O novo coronavírus está contagiando uma licitação que estava redondinha. Trata-se da concessão dos 22 cemitérios da cidade de São Paulo – ao menos cinco delas poderiam sair antes do segundo semestre. Com o cenário de pandemia, a venda deverá esperar até 2021, pelo menos.

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