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14.02.20

Phylloxera

O coronavírus “atacou” o terroir brasileiro. Depois de cinco anos seguidos de alta, a indústria vinícola nacional já estima uma queda das exportações para a China na casa dos dois dígitos. O país é o maior mercado para o vinho e o espumante brasileiros na Ásia.

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Estão previstos para amanhã dois indicadores que terão forte impacto nas projeções econômicas em 2020: a PNAD Contínua Trimestral (IBGE) e o IBC-Br de dezembro (BC).

Dados da PNAD mostrando queda de 0,8 ponto no desemprego, no trimestre encerrado em dezembro (de 11,8% para 11%), em linha com números positivos do Caged (evidenciando pujança dos serviços e da construção), animaram o mercado e solidificaram a percepção de que a retomada econômica ganharia fôlego em 2020. O mesmo efeito – ainda que em menor medida – foi provocado pelo avanço de 0,18% no IBC-Br de novembro.

Essa visão enfrenta agora algumas reticências, em função sobretudo de números abaixo do esperado para o comércio no final de 2019. A PNAD e o IBC-Br de amanhã podem “repor os trilhos” ou aprofundar a preocupação. Em segundo plano, ainda nesta sexta, destaque para o IGP-10 de fevereiro (FGV), que iniciou o ano com alta de 1,07% contra 1,69% de dezembro, indicando desaceleração.

A reforma administrativa e o prestígio de Guedes

Na reforma administrativa, continuará o foco no presidente Bolsonaro. Hoje indicou apoio ao projeto da equipe econômica, mas ainda de forma vacilante, desidratando previamente a proposta. A questão promete se arrastar amanhã, transformando-se em embate diário entre alas do próprio governo.

Para além da própria reforma, estará em pauta, nesta sexta, a ascendência e prestígio do ministro Guedes junto ao presidente, após série de falas consideradas desastradas, que se somaram a ruído em avaliação sobre o aumento do dólar. Declarações de Guedes nesse campo alimentam desgaste do ministro, com imagem de que seus comentários favorecem volatilidade no mercado.

Articulações entre Câmara, Senado e governadores

Na reforma tributária, as indicações de lideranças partidárias para postos-chave tendem a travar a instalação de Comissão Mista da Câmara e do Senado, mas, ainda assim, trarão indicações importantes, amanhã, sobre:

1) O grau de apoio para a tramitação rápida do projeto nas duas Casas e a capacidade de articularem as diferentes propostas em debate;

2) A possibilidade de que o Congresso assuma inequivocamente o protagonismo do tema, diante da dificuldade do governo em mostrar direção clara para a reforma. Nesse sentido, são prováveis novas sinalizações de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, nesta sexta;

3) Particularmente no Senado, caminho de negociações aberto com governadores, cuja relação com o presidente da República, em termos gerais, é ruim.

A dança das cadeiras no ministério

A ida do general Braga Netto para a Casa Civil e a de Onix Lorenzoni para a Cidadania, confirmadas no fim da tarde de hoje pelo presidente, estarão no centro de análises amanhã. Na ordem do dia, o fortalecimento da ala militar; a perda de prestígio de Olavo de Carvalho e do próprio Onyx; o histórico e estilo de Braga Netto; e a gestão do Bolsa Família, agora sob o comando de Onyx.

Amizade com a Argentina

O tom do presidente Bolsonaro ao anunciar reunião com o presidente argentino, em março, favorecerá, amanhã, avaliações positivas sobre retomada de agenda conjunta no Mercosul e fortalecimento do pragmatismo nas relações exteriores.

Amazônia e meio ambiente em foco – novamente

Polêmicas ambientais terão destaque amanhã, com série de temas em torno do presidente Bolsonaro: possibilidade – vista negativamente pela mídia – de criação de ministério da Amazônia; ataques ao Greenpeace; funcionamento do Conselho da Amazônia.

A Embaixada nos EUA

Aprovação de Nestor Forster para a embaixada nos EUA, na Comissão de Relações Exteriores do Senado, vai gerar interesse, amanhã, sobre linha e questões a serem tratadas pelo novo embaixador – dentre elas a deportação de brasileiros; a exclusão do Brasil da lista de países em desenvolvimento por norte-americanos e o alinhamento de Forster com o presidente Bolsonaro e o ministro Ernesto Araújo. Nome do embaixador seguirá para aprovação – provável – em plenário.

MPF tenta intervir em acordo Boeing-Embraer

Recurso do MPF para que o Cade analise novamente a venda da divisão de aviação comercial da Embraer para a Boeing levantará ilações, amanhã, não apenas sobre teor do acordo mas também sobre os riscos gerados pela iniciativa. Representará breve percalço ou “cruzada” do MPF?

O cenário do coronavírus

No cenário global, sexta-feira será dia estratégico para avaliações sobre disseminação do coronavírus e medidas do governo chinês para contê-lo – fatores que estão no centro de flutuações na bolsa. Espera-se uma espécie de mediana entre otimismo de ontem, quando ganhou corpo percepção de que o vírus recuava, e susto de hoje, com mudança de método da China na avaliação da doença, que levou ao anúncio de pico de mortes.

Crescimento nos EUA e Europa

Internacionalmente, serão divulgados nesta sexta:1) Vendas no Varejo e Produção Industrial dos EUA em janeiro. Deve se manter trajetória sustentada de crescimento no varejo, repetindo-se os 3% de dezembro de 2019. Já na produção industrial estima-se o segundo recuo seguido, na faixa de 0,2%; 2) Quarta parcial do PIB 2019 da Zona do Euro e da Alemanha. Tendência é de que os números se mantenham na faixa de 0,1%, em ambos os casos.

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13.02.20

Os efeitos colaterais do coronavírus

O coronavírus começa a ter efeitos colaterais sobre o agronegócio brasileiro, mais precisamente a pecuária. Alguns produtores de gado já negociam contratos com frigoríficos a menos de R$ 210 a arroba, o sarrafo que parecia irremovível desde novembro do ano passado. É um indício de que os pecuaristas brasileiros já vislumbram o risco de queda das exportações para a China. Um cenário bem diferente do paraíso experimentado pelo setor nos últimos três meses. Além do boom nas exportações para o mercado chinês no fim de 2019, os pecuaristas foram abençoados com as chuvas de verão, que fizeram o pasto crescer mais rapidamente do que o esperado.

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13.02.20

Vai faltar iPhone?

A direção da Apple no Brasil teme atrasos na reposição de seus estoques. O Coronavírus obrigou a companhia a fechar fábricas na China, responsáveis por abastecer as Apple Store em centenas de cidades do mundo, inclusive Rio e São Paulo.

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07.02.20

A contaminação da reforma administrativa

Termômetro

Declarações do ministro Paulo Guedes, associando servidores a “parasitas” contaminará o debate sobre a reforma administrativa, amanhã – e transbordará para as demais.

A grande questão, já no final de semana, será avaliar o grau de reação de parlamentares e do mundo político em geral, bem como o quanto a mídia insistirá no tema. Fatores serão essenciais para delimitar:

1) O nível do desgaste e o impacto sobre negociações no Congresso;

2) O futuro da campanha de comunicação que o governo pretende implementar sobre a reforma administrativa.

Orçamento federal e medição de forças com o Congresso

O início da semana marcará também a retomada de medição de forças entre o Congresso e o governo federal. Se as pautas das reformas têm sido mais protegidas, em outras, parlamentares pretendem demonstrar força e impor derrotas ao Planalto.

É o que deve se verificar na análise de vetos impostos pelo presidente Jair Bolsonaro ao projeto determinando que a União pague todas as emendas parlamentares no ano corrente – que envolvem um total de R$ R$ 42,6 bilhões do Orçamento de 2020.

As primeiras crises na cultura

Demissão da secretária interina de Cultura, pastora Jane, levará a ilações sobre problemas e enfrentamentos internos pelos quais passará a futura titular da pasta, Regina Duarte. Mídia questionará Duarte e Bolsonaro, mas a tendência é de que ponham “panos quentes” nas dificuldades iniciais.

O Dólar e a China causam preocupação

Apesar de otimismo generalizado do mercado com a recuperação econômica, efeitos do coronavírus sobre a economia chinesa e alta recorde do dólar surgirão na mídia e entre analistas, amanhã, como fatores de preocupação.

O desgaste contínuo do MEC

Erro em lista de espera do Sisu recebida por universidades arrastará a crise no Ministério da Educação e a má vontade generalizada – da mídia e do meio acadêmico – com o ministro Weintraub.

Coronavírus: brasileiros repatriados

Com o início da vinda de brasileiros de Wuhan – chegam no domingo -,  aumentará a atenção para a estrutura montada em Anápolis para recebê-los. E, com um foco definido para cobranças, crescerá a pressão sobre o governo.

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05.02.20

Bolsonaro X Governadores: a guerra do ICMS

Termômetro

O novo capítulo do embate entre o presidente e grupo de governadores acerca de impostos que incidem sobre os combustíveis trará consequências delicadas – e com forte potencial negativo – amanhã:

1) Continuidade de troca de farpas – que já envolve governadores de São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, sem mencionar desgaste anterior com governadores do Nordeste – pode desaguar em declarações na mídia e articulações no Senado que contaminem a reforma tributária;

2) “Saia justa” entre o presidente e o ministro Paulo Guedes, já que a proposta de zerar impostos federais – mesmo que seja retórica – atropela o planejamento da equipe econômica;

3) Antecipação do cenário eleitoral, que já aparece na reação do governador João Dória.

Os efeitos do Copom

Decisão do Copom, ao baixar novamente a taxa de juros, agora para 4,25%, terá amplo impacto no noticiário econômico amanhã. Estarão em pauta: 1) A sinalização de fim do ciclo de cortes em 2020; 2) O significado da decisão no contexto da recuperação econômica; 3) O efeito sobre as projeções de inflação e do câmbio; 3) A relação com o cenário externo, visto pelo BC como instável – e que embute preocupação com efeitos do coronavírus; 5)Os reflexos nos investimentos e no mercado de crédito brasileiros.

Terras indígenas: nova polêmica internacional

Texto do governo para regulamentação de terras indígenas, entregue hoje ao Congresso, provocará polêmica amanhã, nacional e internacionalmente.

A abertura de espaço para a mineração e exploração de recursos levará a fortes ilações sobre desmonte de legislação ambiental e risco tanto de desmatamento quanto para as populações indígenas. Ainda mais em função da nomeação do ex-missionário e pastor evangélico Ricardo Lopes Dias para o cargo de coordenador-geral de Índios Isolados da Funai.

O combate ao coronavírus

Com aprovação na Câmara e no Senado de Projeto de Lei sobre quarentena, voltado para repatriados da China em função do coronavírus, haverá amplo destaque, amanhã: 1) Para a estrutura montada para recebê-los, em Anápolis; 2) Para o início de implantação de medidas anunciadas pelo Ministério da Saúde para enfrentar a entrada do vírus no país (material, novos leitos).

Tentáculos na PGR?

Podem-se esperar, amanhã, questionamentos da mídia e manifestação do Procurador Geral da República, Augusto Aras, sobre interrupção, decidida por ele, dos mandatos em exercício de 16 conselheiros e coordenadores de ensino da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU). Iniciativa é avaliada como tentativa de controlar a instituição.

Bolsonaro e Weintraub

Iniciativa de deputados pedindo o impeachment do ministro Weintraub chamará atenção, amanhã, para problemas no MEC, bem como para dificuldades na implantação de projeto – novo balão de ensaio da Pasta – de profundas mudanças no Enem. Mas tende a fortalecer a resolução do presidente em manter Weintraub, evitando, nesta quinta, sinais de enfraquecimento do ministro.

Do impeachment para a reeleição

Absolvição de Donald Trump em processo de impeachment deve levar a ofensiva política do presidente norte-americano amanhã. Trump tende agora a aprofundar o estilo agressivo de atuação frente ao partido Democrata, entrando definitivamente na disputa eleitoral.

Emprego e setor automotivo

Saem amanhã o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) e o Indicador Coincidente de Emprego (ICD) de janeiro, da FGV, e a produção total de veículos  de janeiro (Anfavea).

Números do emprego vem de curva positiva em dezembro, com a melhor leitura para o IAEmp desde abril de 2019 (crescimento de 1,5 ponto). O movimento indicava avanço nas perspectivas do mercado de trabalho, a ser confirmado amanhã.

Já no que se refere à Anfavea, números terão papel importante para projetar os resultados do setor automotivo no ano. A Anfavea estima aumento de 7,3% na produção e de 9,4% nas vendas no mercado interno, em 2020, mas a crise no mercado argentino, que levou à queda de 31,9% nas exportações em 2019, deve se manter como gargalo importante.

O desemprego nos EUA e a indústria alemã

No exterior, destaque para os Pedidos Iniciais de Auxílio Desemprego nos EUA em janeiro, que devem se manter estáveis, e para as Encomendas à Indústria na Alemanha, em dezembro, para a qual se prevê crescimento de 6%, após queda de 1,3% em novembro.

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05.02.20

Coronavírus provoca espirros nas projeções do PIB

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem uma preocupação adicional com o coronavírus. Guedes teme que a pandemia atinja as previsões das instituições financeiras já nas próximas rodadas do boletim Focus. O alvo mais visível seria o PIB, com o risco de sofrer quedas acentuadas. O ministro tem receio do que se chama na linguagem econômica de profecia autorrealizável.

No último Focus, divulgado na segunda-feira, dia 3, a previsão de crescimento do PIB caiu uma migalha, descendo de 2,31% para 2,30%. Desde então, durante os últimos dias, pipocaram informações de que as instituições financeiras estão mudando agressivamente suas estimativas. O Banco Itaú, tradicionalmente conservador em suas previsões, seria um dos que estaria cortando mais intensamente suas projeções do PIB. O banco suíço UBS já mostrou sua navalha: cortou sua previsão em 0,4 ponto percentual, baixando sua perspectiva de 2,5% para 2,1%.

O ex-economista chefe do Credit Suisse Nilson Teixeira, considerado um dos grandes conjunturalistas do país, também teria derrubado suas próprias projeções. A equipe econômica não tem dúvida de que o coronavírus fará algum estrago nas estimativas do PIB. Só não sabe o tamanho. De qualquer forma, mesmo com o esperado efeito sobre as expectativas, não há impedimento de que o PIB cresça na casa dos 2,3% projetados pelo Banco Central ou dos 2,2% esperados pelo Ministério da Economia. Ou, ainda, acima de ambos os índices. O surto pode simplesmente não se manifestar ou ser controlado ainda no nascedouro. Pelo menos é o que todos esperamos. Se depender de Paulo Guedes, a maior vacina contra os efeitos nocivos do coronavírus sobre o PIB são as reformas. De preferência em dose tripla. Ou seja: as reformas administrativa, tributária e o Pacto Federativo.

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04.02.20

Tour de force contra o Coronavírus

O Ministério da Saúde está mapeando junto ao Itamaraty e a entidades empresariais o roteiro de missões oficiais da China que visitaram o Brasil nos últimos dois meses. Há registros de viagens de delegações chinesas por São Paulo, Bahia, Goiás e Ceará. As Secretarias de Saúde desses estados já foram alertadas pelo governo federal.

Além do Acre, o governador do Amazonas, Wilson Miranda, também consultou o governo federal sobre a hipótese de fechamento da fronteira com o Peru, onde quatro possíveis casos de Coronavírus estão sob investigação. Por ora, a chance é zero.

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03.02.20

O Congresso e o STF abrem os trabalhos

Termômetro

Retomados os trabalhos do Legislativo e do Judiciário, hoje, em sessão esvaziada; pautas amanhã se voltarão para temas centrais nos dois Poderes:

1) Os “herdados” de 2019, como a disputa entre Fux e Toffoli em relação ao Juiz de Garantias e as PECs enviadas pelo governo ao Senado. Acerca das PECs, já se iniciaram – e continuarão amanhã – as movimentações, não apenas de Davi Alcolumbre mas também da ala lavajatista, que deve ser vocalizada pela senadora Simone Tebet.

2) As reformas administrativa e tributária. Após sinais favoráveis de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre a ambas, expectativa amanhã é pelo avanço de calendário conjunto no que se refere à reforma tributária. E, por outro lado, por posicionamento mais enfático do governo quanto ao teor, ao prazo para a apresentação e à campanha de comunicação que deve acompanhar a reforma administrativa – nos moldes do que foi feito com a da Previdência;

3) A proposta de mudança na forma de indicação de ministros do STF, posta como umas das 10 pautas prioritárias  de 2020 em lista distribuída hoje pela assessoria de Davi Alcolumbre;

4) Os sinais das lideranças da Câmara e do Senado sobre o protagonismo que o Legislativo buscará manter e mesmo aprofundar em 2020. Pode haver novos acenos, nesse sentido, à agenda de privatizações;

5) No STF, a divisão dos royalties do petróleo entre os estados; a presidência do ministro Fux, no segundo semestre, e o ressurgimento da candidatura de Moro para ocupar a cadeira do ministro Celso de Mello.

O ICMS e a reforma tributária

O Presidente Bolsonaro deve indicar, amanhã, se enviará unilateralmente ao Congresso projeto para que seja cobrado um valor fixo de ICMS sobre combustíveis ou se iniciará processo de negociação com os estados.

Após declaração conjunta hoje de 22 governadores, defendendo mudança na política de preços da Petrobrás e na cobrança de impostos federais, o tema se tornará teste importante para a reforma tributária. Mais até do que o Congresso, a articulação dos interesses regionais será decisiva para o sucesso da empreitada, no primeiro semestre.

Coronavírus: estado de emergência e quarentena

Enquanto não se confirma o primeiro caso de coronavírus e diante da paulatina absorção de efeitos da doença pelos mercados globais, o foco amanhã estará na iniciativa do governo brasileiro para repatriar grupo de brasileiros da China, bem como para estabelecer um sistema de quarentena no país. Nesse sentido, deve ser anunciado, amanhã, o estado de emergência e enviada medida provisória ou projeto de lei (como defende Rodrigo Maia) ao Congresso.

Bolsonaro e Skaf: começa a corrida eleitoral

“Dobradinha” de hoje do presidente Bolsonaro com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, abrirá, amanhã, a temporada de especulações eleitorais. Estará em foco tanto a atuação – e eventuais apoios – do presidente nos principais colégios do país quanto, particularmente, o cenário em São Paulo.

A outra consequência de movimentações de Bolsonaro será um novo capítulo, nesta terça, na fritura de ministros. Após “pausa” (momentânea) na dança das cadeiras envolvendo Onyx (queimado pelo presidente) e Weintraub (extremamente desgastado no Congresso), agora o alvo será o porta-voz da Presidência, o General Rêgo Barros.

Os números finais da indústria em 2019

Em termos de indicadores econômicos, o destaque amanhã será para a Produção Industrial de dezembro (IBGE), que, tudo indica, virá com queda na faixa 1% (0,6%, descontados os efeitos sazonais).

Confirmado o número, o setor terá recuado 1,1% no ano. O dado não será uma surpresa, mas alimentará percepção de que o setor tem muita dificuldade para engrenar e enfrenta problemas estruturais, a despeito de visão mais positiva sobre o conjunto da economia.

As primárias nos EUA: o favoritismo de Bernie Sanders

No cenário político internacional, destaque amanhã para a primeira rodada das eleições primárias do partido Democrata nos EUA, em Iowa. Vitória de Bernie Sanders – é o favorito, mas resultado está totalmente em aberto – pode ser impulso decisivo para sua candidatura.

China e EUA: serviços e indústria em janeiro

Saem nesta terça-feira o PMI Caixin de Serviços da China em janeiro, que deve manter equilíbrio na faixa de 52,5, e as Encomendas à Indústria dos EUA em dezembro, para as quais se prevê avanço de 0,9 a 1,2%, retração de 0,7% em novembro.

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31.01.20

O futuro de Onyx

Termômetro

O destino do ministro Onyx Lorenzoni será alvo de intensas especulações nos próximos dias, e a expectativa é que haja definição do presidente Bolsonaro entre amanhã e segunda-feira. O ministro está desgastado com o presidente – e entre seus apoiadores, no governo e nas redes sociais –, de modo que nenhum cenário pode ser descartado, inclusive a exoneração.

No entanto, se for deslocado para outro cargo (principal tendência hoje), o mais provável é que a medida envolva uma “dança das cadeiras” entre ministros, que pode envolver o ministério da Cidadania e do Desenvolvimento Regional. A Educação, diante de imagem negativa do ministro Weintraub na Pasta ou a liderança do governo na Câmara também estarão no radar, no entanto, em ambas encontrará mais resistências, seja na mídia seja no mundo político.

O Parlamento retoma os trabalhos

Com o fim do recesso parlamentar, a semana que vem se iniciará pautada pela agenda de reformas que o governo pretende aprovar ainda no primeiro semestre. Deve ganhar corpo, de amanhã até segunda-feira, um cronograma prioritário, já que será difícil votar todas as medidas aventadas, que incluiriam três PECs no Senado (do Pacto Federativo, da Emergência Fiscal e dos Fundos Públicos) e as reformas tributária e administrativa, na Câmara.

Os fiadores desse calendário, logo de quem se espera um “recado” na segunda, inclusive no que se refere ao grau de harmonia e articulação entras Casas, serão Rodrigo Maia, em primeiro plano, e Davi Alcolumbre, em segundo.

Coronavírus: consequências a médio prazo e estrutura no Brasil

Após forte volatilidade da bolsa causada por temores diante do coronavírus, que dominou o noticiário dos últimos dias, atenção se ampliará, amanhã:

1) Para, saindo do curto prazo, efeitos mais duradouros, seja em mercados, seja na economia mundial e na brasileira, com destaque para possível queda de exportações;

2) Medidas implementadas pelo Ministério de Saúde, particularmente para efetivar a ampliação, prevista para segunda-feira, de laboratórios capacitados para diagnosticar a doença e reagir diante de confirmação de casos no Brasil; estabelecer rede de leitos capaz de responder ao eventual contágio da doença; e garantir que não haverá falta de materiais/insumos necessários;

3) Capacidade de atuação da Anvisa, que, vista com lupa, já apresenta diversos gargalos, com diagnóstico de forte queda de investimentos (diminuíram quase pela metade entre 2018 e 2019) e falta de pessoal.

4) Possibilidade de que o governo repatrie brasileiros que estão na China – medida negada pelo presidente Bolsonaro, até o momento, em função, entre outros fatores, de dificuldades para estabelecer quarentena eficaz.

Um olhar para o Brexit

Com a oficialização do Brexit, no fim desta sexta-feira, vão proliferar, amanhã, análises sobre o significado do processo, não somente para a Europa e o Reino Unido, mas no bojo da ascensão de governos nacionalistas ao redor do mundo. As reais consequências, no entanto, tanto econômica quanto socialmente, só se darão após um período de transição de pelo menos 11 meses.

Impeachment negado

Tudo indica que a votação no Senado, ainda nesta sexta, decidirá contra a convocação de novas testemunhas e significará, assim, o fim do processo de impeachment do presidente Trump. Confirmado o resultado, o presidente norte americano capitalizará a vitória, amanhã.

A inflação e a venda de veículos em janeiro

Destaque na segunda para o IPC S da quarta quadrissemana de janeiro, fechando o primeiro mês do ano, e para os números de venda de veículos da Fenabrave, também para janeiro. No IPC S, houve aceleração na terceira semana do mês (de 0,08%), mas a expectativa é de que se mantenha tendência de queda frente a dezembro.

Já em relação à venda de veículos, 2019 fechou com alta acumulada de 10,48%, segundo a Fenabrave, que prevê manutenção de curva ascendente em 2020. O gargalo do setor, no entanto, vem das exportações, que afetaram duramente a produção. O problema não deve se alterar no ano corrente, em função de continuidade da crise na economia Argentina.

A indústria na China, Europa e EUA

Internacionalmente, será divulgado no domingo o PMI Industrial de janeiro da China (Caixin), com projeção de leve desaceleração (de 51,5 para 51 a 51,3) e, na segunda, dos EUA (ISM), que deve trazer avanço, ainda que abaixo dos 50 pontos (de 47,2 para 48,5), mesma tendência que prevalecerá para a Zona do Euro (Markit), de 46,3 para 47,8, e Alemanha (Markit), de 43,7 para 45,2.

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