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27.04.22

João Doria aposta no recall da pandemia

O candidato João Doria vai tentar explorar ao máximo o capital político que adquiriu com a Coronavac. Doria pretende incluir em seu programa de governo um plano para tornar o Brasil autossuficiente na produção de vacinas contra a Covid, como já acontece com uma série de outras enfermidades, a exemplo de sarampo, difteria, tétano, coqueluche, caxumba, hepatite B, meningite etc. Seu principal assessor na área é o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. Em tempo: antes, Doria terá de desenvolver um imunizante contra Eduardo Leite.

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17.01.22

Vacina tipo exportação

O Butantan poderia criar sua própria trading. O Instituto negocia com o governo do Paraguai a venda de um novo lote de Coronavac. O país vizinho já comprou 500 mil doses da vacina, que serão prioritariamente destinadas à imunização de crianças de 5 a 11 anos.

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29.10.21

Brasil se transforma em um pária da ciência

Os desencontros do Brasil com a ciência estão ganhando os palcos do mundo. O presidente Jair Bolsonaro afirmou que as vacinas contra a Covid 19 provocavam Aids. Gerou um rebuliço na comunidade científica mundial. Bolsonaro também colocou em dúvida a eficácia dos imunizantes em geral.

O resultado foram milhões de críticas nas redes sociais em todo o planeta. E mais: declarou que a contaminação seria um melhor imunizante do que as vacinas – e citou seu próprio exemplo. Ainda no seu balaio de barbaridades, afirmou que a vacina CoronaVac, fabricada pela farmacêutica Sinovac, não tinha comprovação científica. Bobagem! Ah, não se pode esquecer que o ministro da Ciência e Tecnologia, o astronauta Marcos Pontes, anunciou a criação de uma vacina 100% nacional.

Isto sem que qualquer laboratório fosse contatado para produzir o medicamento. A última atrocidade contra a ciência não vem de Bolsonaro, verdade seja dita, mas, indiretamente, da área da saúde, para não variar. Os testes com a substância química proxalutamida encontraram no Brasil um ambiente de desatinos em parte das investigações científicas, provocando críticas de outros centros de pesquisa mundiais – e por aqui mesmo. No caso brasileiro, trata-se do uso irresponsável, quase criminoso, do princípio ativo.

O médico Flavio Cadegiani foi responsável pela condução da pior pesquisa científica da história, marcada pela ausência de notificação às autoridades competentes da morte de 200 pessoas no Amazonas. Cadegiani não prestou as informações solicitadas pela Comissão de Ética em Pesquisa (Conep), que, por sua vez, suspendeu as investigações conduzidas por ele e encaminhou a denúncia para a Procuradoria Geral da República. Nos Estados Unidos e na China, por exemplo, a proxalutamida já foi testada sem que tivesse ocorrido qualquer denúncia. Por enquanto, a única certeza, além do “genocídio”, é que a proxalutamida entrou de gaiato na história, e o assunto ganhou os leads da internet. O Brasil agora é pária na ciência.

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15.10.21

Doria quer fazer do Butantan um grande player da área de saúde

A área de saúde tornou-se a principal vitrine de João Doria. No embalo da vacinação contra a Covid-19, assessores de Doria trabalham em um novo “experimento”: transformar o Instituto Butantan em um dos principais players do complexo industrial de saúde no Brasil, com uma atuação transversal na área biomédica. Segundo o RR apurou, o objetivo é que o órgão seja um catalisador de investimentos públicos e privados em pesquisa e desenvolvimento de imunizantes e remédios, além de um player com inserção no mercado internacional. No momento, o governo de São Paulo estuda como viabilizar esse audacioso projeto. Uma das fórmulas que estaria sendo testada nos tubos de ensaio do Palácio Bandeirantes seria a abertura de capital do Butantan.

Por ora, de acordo com a mesma fonte, trata-se de uma proposta que circula em um grupo seleto de colaboradores de Doria. A criação de uma golden share permitiria ao governo paulista manter poder de veto e de voto. Seria também uma forma de assegurar que o Instituto manteria seus compromissos com o setor público, independentemente da fatia do capital colocada em mercado. Procurado pelo RR, o Butantan informou que “no momento, não há previsão de qualquer mudança no atual modelo econômico do Instituto”. Está feito o registro.

O órgão confirma os planos de expansão internacional, por meio de parcerias. Além do acordo com a Sinovac Biotech para a fabricação da Coronavac, o Butantan se associou à francesa Valneva para a produção de uma vacina contra a Chikungunya. Uniu-se também à chinesa BravoBio e à norte-americana Exxel Bio para o desenvolvimento de um soro contra o rotavírus. O Instituto desenvolve ainda a Butanvac, primeira vacina nacional contra a Covid-19, que, segundo o próprio Butantan, “poderá ser comercializada a baixo custo para atender países pobres”.

Ganhando ou não ganhando as prévias do PSDB, em novembro, João Doria tem um cronograma. Os estudos em torno do Butantan deverão ser concluídos em dezembro e anunciados no início de 2022. A transformação do Instituto em um grande complexo da área de saúde ajudaria a consolidar a imagem de Doria como o “estadista da pandemia” – ver RR de 11 de maio. Nenhuma autoridade teve um papel tão marcante na gestão da crise sanitária. As medidas de isolamento e, sobretudo, o empenho para iniciar a vacinação reforçaram a reputação de gestor do presidenciável João Doria.

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Além do ex-chanceler Ernesto Araújo, a CPI da Covid pretende ouvir, por vídeo conferência, o embaixador do Brasil na China, Paulo Estivallet de Mesquita. O objetivo é mapear falhas do governo Bolsonaro que contribuíram para o atraso na compra da CoronaVac.

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11.03.21

Segunda dose

O ministro das Comunicações, Fabio Farias, tem sido um personagem relevante nas gestões junto ao embaixador da China no Brasil, Yang Wanming. Tem se aproveitado do bom trânsito junto ao diplomata para tentar agilizar o envio de doses da CoronaVac e da vacina da Sinopharm.

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10.02.21

Todos querem Yang

O embaixador da China, Yang Wanming, é o diplomata mais requisitado do Brasil. Um grupo de governadores solicitou uma reunião virtual com Wanming ainda nesta semana. Vai pedir o que todos estão pedindo: que o governo chinês acelere a liberação de matéria-prima para a produção da Coronavac.

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09.02.21

Um aceno diplomático à Argentina

A diplomacia bolsonarista parece viver um raro momento em que a ideologia abre brechas para o pragmatismo. Além dos acenos à China, motivados pela necessidade de importação da Coronavac, o governo brasileiro tem feito movimentos de aproximação com a Argentina. Há dois interesses prioritários sobre a mesa. O mais premente é garantir a continuidade do acordo de fornecimento de energia da Compañía Administradora del Mercado Mayorista Eléctrico (Cammesa) para o Brasil. Nos últimos dias, a Cammesa vem reduzido o suprimento do insumo para o lado de cá da fronteira por conta do aumento da demanda doméstica na Argentina. Em outro front, o governo brasileiro vislumbra espaço para a exportação de veículos militares blindados produzidos pela Iveco. No vácuo deixado por Ernesto Araújo, o chanceler invisível, quem vem ganhando espaço na interlocução com a Argentina é o almirante Flavio Rocha, secretário de Assuntos Estratégicos do Palácio do Planalto. Rocha esteve recentemente com o presidente Alberto Fernández. Tem mantido também contato regular com o embaixador argentino em Brasília, Daniel Sciol.

Em tempo: num sinal de boa vizinhança, nos últimos dias o governo brasileiro liberou a exportação para a Argentina de 1,5 milhão de doses do medicamento Midazolam, usado como indutor de sono em pacientes com Covid-19.

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08.02.21

Nova remessa

O RR apurou que o Instituto Butantan deverá receber, ainda neste mês, matéria-prima para a produção de mais 10 milhões de doses da CoronaVac. O novo carregamento vai se juntar aos 8,7 milhões de doses da unidades da vacina liberadas pelo governo chinês na semana passada.

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02.02.21

Doria 7 x 1 Bolsonaro

O governador João Doria pretende fazer, nos próximos dias, uma videoconferência com os presidentes da Bolívia, Luiz Arce, e do Peru, e Martín Vizcarra. Os dois países sinalizaram interesse em comprar a CoronaVac produzida pelo Instituto Butantan.

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