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08.08.18
ED. 5927

O 7×1 ainda cobra o seu preço no bolso da Viúva

A Copa do Mundo da Rússia já terminou e os cofres públicos brasileiros ainda pagam a conta da gastança de 2014. No quesito “imobiliário”, o Itaquerão e a Arena Pantanal despontam como os campeões de problemas. Segundo o RR apurou, uma nova tentativa de acordo entre o Corinthians e a Caixa Econômica naufragou.

O clube paulista não conseguiu renegociar o valor das parcelas e o prazo de financiamento feito pelo BNDES com recursos repassados pela CEF, responsável pela cobrança do crédito. O banco federal tem usado chuteiras com travas de alumínio nas negociações, até em função do tamanho da bola de neve. O passivo acumulado já estaria na casa de R$ 1,3 bilhão, quase três vezes o valor original do empréstimo (R$ 500 milhões).

Procurados, Corinthians e Caixa não se pronunciaram. Em outros gramados, o governo do Mato Grosso tenta dar um destino à Arena Pantanal. O governador Pedro Taques definiu o mês de novembro como o novo prazo para entregar o estádio a um operador privado. Que assim seja. No entanto, a concessão – a princípio, sob o regime de Parceria Público Privada (PPP) – já foi adiada duas vezes por falta de interessados.

Segundo o governo, uma empresa apresentou uma Manifestação de Interesse Privado (MIP) para a administração da Arena, mas a proposta ainda está em estudo. A Arena Pantanal parece ter sido erguida para dar errado. O Ministério Público investiga denúncias de propinas na construção; a Mendes Junior, responsável pelo empreendimento, abandonou os canteiros sem concluir as obras, e o estádio é um monumento ao desperdício de recursos públicos. Com poucos eventos no ano, o governo do Mato Grosso é obrigado a gastar R$ 300 mil por mês para cobrir os custos de manutenção.

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11.07.18
ED. 5907

A outra Copa da CBF

A CBF não saiu da Copa da Rússia de todo derrotada. Já entabulou entendimentos com potenciais patrocinadores para o ciclo até o Qatar 2022. É o caso da Emirates Airlines, que, neste caso, destronaria a Gol como a companhia aérea da seleção.

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10.07.18
ED. 5906

Fundos globais pressionam Fifa para voltar ao jogo

A grande jogada da Copa do Mundo não vem dos pés de Lukaku ou de Mbappé. Segundo informações filtradas junto à cúpula da CBF, grandes fundos globais têm feito uma marcação cerrada sobre o presidente da Fifa, Gianni Infantino. O objetivo é convencer a entidade a recuar em relação às regras para a propriedade de passes de jogadores, permitindo que investidores institucionais voltem a deter direitos econômicos de atletas. Foi assim até maio de 2015, quando a Fifa montou a retranca, banindo do futebol o que ela chama de “terceiros”.

A pressão vem, sobretudo, de potentados financeiros da China e do Oriente Médio, entre os quais o Mubadala, o fundo soberano de Abu Dhabi que administra mais de US$ 130 bilhões. As discussões envolveriam um esquema tático meio termo: a Fifa estipularia um teto para a participação de investidores nos direitos federativos, de forma a evitar que o jogador fosse retalhado em fatias entre diversos donos, como ocorria até 2015. Ou melhor, ainda ocorre: os contratos com “terceiros” assinados antes de 31 de dezembro de 2014 ainda serão considerados válidos até o fim de sua vigência. Pelo cálculo da entidade, a “higienização” completa do mercado levaria de três a quatro anos.

A título de exemplo: estima-se que ainda hoje mais de 70% dos jogadores brasileiros sejam esquartejados entre clubes e investidores. Não surpreende que a pressão maior sobre a Fifa venha da nova fronteira do futebol, a Ásia, onde espocam investidores sequiosos em fazer frente aos magnatas russos na disputa pela propriedade dos grandes clubes europeus e de suas estrelas. O interesse específico do Mubadala e de outros fundos do Oriente Médio está diretamente relacionado à realização da Copa do Qatar, em 2022.

É mais do que natural que os sheiks, emires e califas empenhem milhões de petrodólares ao longo dos próximos quatro anos com o intuito de atrair as atenções do mundo do futebol para a região. A possibilidade de voltar a investir nos direitos econômicos de atletas facilitaria a atração de grandes nomes para os clubes do Oriente Médio, com o fortalecimento dos campeonatos locais. Mas essa é apenas uma motivação pontual. O que realmente move os fundos é a possibilidade de voltar a transacionar um dos ativos mais valiosos do planeta. Entre 2013 e 2017, quando se transferiu para o PSG, Neymar teve uma valorização de mais de 300%. A Copa, lamentavelmente, freou essa escalada.

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02.07.18
ED. 5900

Curto circuito trabalhista

Nos corredores da Eletrobras corre a informação de uma nova greve logo após a Copa do Mundo – em junho, houve uma paralisação de advertência de 72 horas. O motivo principal é o impasse em torno do dissídio coletivo. Mote da greve anterior, ao que parece a campanha contra a privatização já não é mais tão necessária assim…

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25.06.18
ED. 5895

Patrocínio chinês

A fabricante de material esportivo chinesa 361o estaria aguardando o fim da Copa para fazer uma oferta de patrocínio à seleção brasileira. Trata-se de um lugar cativo da Nike desde 1996.

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15.06.18
ED. 5889

Canarinho Pistola

A dois dias da estreia do Brasil da Copa do Mundo, os assessores de Michel Temer ainda discutem o rito a ser seguido pelo presidente no próximo domingo. Há divergências, por exemplo, quanto à conveniência de se produzir imagens de Temer assistindo à partida com a camisa da seleção. Queira-se ou não, “amarelinha” em político virou símbolo de corrupto protestando contra o seu ofício

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15.06.18
ED. 5889

O presidente “fantasma” da CBF

A ordem para o staff de comunicação da CBF é “sumir” com o presidente da entidade, Coronel Antônio Nunes, durante a Copa do Mundo. Contatos com a imprensa estão vetados e até mesmo a presença nos locais de treino da seleção será revista. O cartola tem cometido gafes atrás de gafes – a mais notória votar no Marrocos como sede da Copa de 2026, quando a própria CBF apoiava a candidatura conjunta de Estados Unidos, Canadá e México. Entre os demais dirigentes da entidade, já existe, inclusive, um movimento para antecipar a posse do presidente eleito da CBF, Rogerio Caboclo. A sucessão está marcada apenas para abril de 2019. É tempo demais para manter o Coronel Nunes nas sombras.

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12.06.18
ED. 5886

Brasil e Espanha são as ações em alta na “Bolsa da Rússia”

Os “títulos” do Brasil e da Espanha estão em alta. Circulou ontem no mercado relatório produzido pela LCA Consultores apontando as duas seleções como favoritas para a conquista da Copa do Mundo. De acordo com o estudo, assinado por quatro economistas, o Brasil tem 28,17% de chances de ser campeão, contra 26,98% dos espanhóis. Em terceiro lugar, distante da dupla, surge a Alemanha, com 15,52%. A seleção canarinho tem ainda 61,08% de probabilidades de alcançar as semifinais e 43,81% de chegar à decisão.

Já a Espanha, de acordo com o estudo, tem até mais chances de ficar entre os quatro semifinalistas (63,49%), ainda que uma possibilidade menor de jogar a final (41,92%). Segundo o relatório, Alemanha (52,22%) e França (38,54%) completarão as semifinais. Aviso a Tite: de acordo com a predição, o caminho da seleção brasileira até o título terá México nas oitavas, Bélgica nas quartas, França na semifinal e Espanha na final. Oxalá! Ressalte-se que, em 2014, os oráculos da LCA falharam. O mesmo estudo indicou o Brasil como o mais forte candidato ao título, com 20% de probabilidades.

Ainda assim, justiça seja feita, o trackrecords é positivo. Em 2010, na África do Sul, o relatório cravou a Espanha como a favorita à conquista, o que, de fato, se consumou. E, na última Copa, mesmo errando o campeão, o estudo apontou três dos quatro semifinalistas – Brasil, Alemanha e Argentina. E o 7×1? Essa era absolutamente imprevisível. O modelo desenvolvido pelos economistas da LCA se baseia no vertiginoso cruzamento de dados de uma amostra de cerca de três mil jogos entre seleções desde a Copa de 2014. Em vez do ranking Fifa, o estudo utilizou o “Elo rating”, sistema desenvolvido por um físico de origem húngara para inferir de forma rápida a “habilidade” de jogadores de xadrez. O conceito, segundo os economistas, pode ser aplicado em qualquer jogo de soma zero, caso do futebol.

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04.06.18
ED. 5880

Desimportante

Michel Temer descartou a ideia de viajar à Rússia para a estreia da seleção na Copa. De tão desimportante, a missão de representar o governo cairá no colo do ministro do Esporte, Leandro Cruz.

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29.05.18
ED. 5877

A Copa de Temer é outra

Em meio à grave crise deflagrada pela paralisação dos caminhoneiros, o Palácio do Planalto se debruça sobre uma questão a esta altura absolutamente prosaica: a presença ou não de Michel  na estreia do Brasil na Copa, no dia 17 de junho, em Rostov. O marqueteiro Elsinho Mouco, que ainda age como se o presidente fosse disputar a eleição, defende sua viagem à Rússia. Eliseu Padilha e Romero Jucá acham a ideia um disparate. E Temer? Como de hábito, o mais provável é que reflita, reflita, reflita e nada decida, o que, neste caso, significará ficar onde está.

Por falar em Copa, as vendas de camisas da seleção brasileira estão acima das projeções da Nike. Até o momento, o total comercializado já equivale ao dobro das vendas acumuladas no fim de maio de 2014. Isso, ressalte-se, em um intervalo menor: a Nike lançou a linha 2018 apenas em março – no Mundial do Brasil, as vendas começaram no início do ano. A essa altura, a julgar pelo panelaço contra Michel Temer no domingo à noite, é possível que as novas camisas tenham outra serventia além da torcida pela seleção.

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27.11.17
ED. 5753

Amarelinha

Marco Polo Del Nero despachará quase toda a diretoria da CBF para o sorteio dos grupos da Copa do Mundo, no dia 1 de dezembro, em Moscou. Ele mesmo, no entanto, permanecerá no Brasil, longe do alcance do FBI e da Interpol. O
vexame maior está reservado para junho do ano que vem, quando provavelmente pela primeira vez na história o presidente da CBF não acompanhará a seleção numa Copa.

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