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18.03.20

Copom e coletiva: sentido de urgência

Termômetro

ECONOMIA

Copom e coletiva: sentido de urgência

A decisão do Copom de baixar em 0,5% (para 3,75%) a taxa de juros e a entrevista coletiva dada pelo presidente Bolsonaro, ao lado dos ministros da saúde, economia e infra-estrutura, transmitiram, pela primeira vez desde o início da crise do coronavírus, um sentido de urgência. A partir daí, se delineia uma agenda a ser apoiada pelo Congresso e a se desenvolver nos próximos dias, criando um polo de ação coordenada – e de “boas notícias” – a ser implementado ao longo da semana.

Destaques serão o auxílio a trabalhadores informais, apoio a companhias aéreas e a micro e pequenas empresas (que poderão ter parte dos salários pagos pelo governo), linha de crédito no Banco do Brasil e possibilidade de se reduzir jornada e salário de funcionários (mais controversa).

POLÍTICA E PSICOSSOCIAL

Calamidade pública e guerra política

Esse conjunto de medidas começará a ser implementado amanhã em um contexto político que envolverá, espera-se, a aprovação hoje à noite, pelo Congresso, do estado de calamidade pública, que vai liberar recursos para o governo federal. E mandar mensagem de que é possível uma ação coordenada entre o Planalto e o Parlamento. O movimento – de ambas as Casas – será alimentado pela notícia de que o presidente do senado, Davi Alcolumbre, está com coronavírus

Outro ponto muito importante é a mensagem mais enfática – de um ministro Guedes mais calmo – de que a cada 48 horas serão avaliadas novas medidas a serem tomadas, de acordo com o avanço da situação. Pode ser chave para dissipar a imagem de paralisia ou dificuldade de reagir à gravidade do momento.

A guerra política, no entanto, continuará – mesmo que em paralelo a algum tipo de colaboração. A questão será em qual grau. O presidente adotou tom menos agressivo, apesar de criticas a imprensa, procurou mostrar maior alinhamento com seu ministro da saúde e, sobretudo, fez acenos a Câmara e ao Senado. Tudo isso indica certa pacificação, só que, até o momento, apenas retórica. E a desconfiança entre os poderes é total.

Também ficou para ser definido se o governo federal adotará linha fortemente restritiva à circulação de pessoas, como vinha indicando o ministro Mandeta e estão implementando os estados, ou se tentará uma mitigação, sob a alegação de não paralisar a economia. Novas mortes, hoje, vão aumentar o medo da população e, consequentemente, a cobrança da mídia por iniciativas mais duras.

Essas duas questões – relação pratica com o Congresso e direção da política de sanitária – serão respondidas, parcialmente, nesta quinta, com movimentações da articulação política, do próprio presidente e do ministro da saúde. Bem como em reações de Rodrigo Maia e Alcolumbre.

Um ponto no entanto parece claro: os próximos passos de Bolsonaro serão fortemente influenciados pelo resultados de manifestações (“panelaços”) – contra e a favor – marcadas para hoje à noite.

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28.02.20

O novo patamar do coronavírus

Termômetro

O tema central dos próximos dias será, inevitavelmente, o coronavírus. O Ministério da Saúde, que vem ganhando pontos por comunicação transparente e antecipação de medidas, terá que sustentar resposta em novo patamar, com a multiplicação de casos sob análise, o avanço do temor de contágio no Brasil e as especulações crescentes – incluindo aí a disseminação de fake News – sobre o tema.

Estará em jogo a capacidade de diagnóstico, o apoio aos estados, o fornecimento de material e a comunicação junto à população, de forma a evitar clima de pânico.

Igualmente forte será o impacto sobre o noticiário – e as autoridades – da área econômica. Vão se ampliar os questionamentos e estimativas sobre o efeito da disseminação global do vírus e de sua chegada ao Brasil no crescimento do PIB. Haverá novas medidas de estímulo à economia? O Banco Central vai alterar a política para lidar com a alta do dólar? Mudará o timing das reformas, como espécie de “antídoto” para preocupações do mercado e maneira de estimular investimentos?

Por fim, crescerão análises sobre possibilidade real de retração econômica nos EUA e na Europa, e seus efeitos para o Brasil.

Manifestação e crise com o Congresso

Vão ganhar corpo amanhã negociações de bastidores, envolvendo o presidente e lideranças do Congresso, para tentar pacificar o ambiente de forte conflito institucional.

Há expectativa de alguma sinalização do presidente Bolsonaro em direção a Alcolumbre, Maia e ao STF, que teria como contrapartida negociações sobre o Orçamento, ampliando margem de manobra do governo federal.

Essa linha pode incluir ação do núcleo presidencial para diminuir a temperatura de manifestações previstas para o dia 15 de março. Mas está longe de ser uma certeza.

Ao mesmo tempo, a leitura de qualquer acordo tende a ser muito delicada. Imagem de que o Congresso foi “emparedado” pelo presidente teria repercussão muito negativa na mídia, alimentando percepção de autoritarismo e riscos aos pesos e contrapesos democráticos.

O Ceará e o embate com governadores

Ainda em relação a embates institucionais, aumentará amanhã a tensão entre Bolsonaro e governadores, capitaneados pelo Ceará. Renovação de decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no estado por 10 dias foi definida hoje, mas com reticências do presidente, o que alimentará imagem de que apoia – ou ao menos tende a tolerar, por razões políticas – ações de policiais em greve.

As pautas negativas na área ambiental

Demissão de autoridades do Ministério do Meio Ambiente, ligadas ao combate às mudanças climáticas, relançará críticas ao ministro Salles. Estará em pauta a possibilidade de perda de investimentos e consequências para o comércio exterior – em momento no qual o coronavírus já afeta o setor – e o desmonte de estrutura técnica da Pasta.

Paralelamente, a área ambiental sofrerá questionamentos em função de vazamento em navio carregado de minério, na costa do Maranhão.

As primárias nos EUA

Primárias do Partido Democrata, na Carolina do Sul, anteciparão tendências da Superterça. A grande questão será quem ganhará cacife para se tornar opção de centro ao hoje favorito Bernie Sanders.

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27.02.20

Crime de responsabilidade pessoal

Termômetro

Está pegando fogo no parquinho extremista. Os dois vídeos compartilhados pelo presidente Bolsonaro convocando ato anti-Congresso e STF para o próximo dia 15 vai continuar no foco dos noticiários e das discussões nos meios institucionais nos próximos dias. Ainda que o presidente defenda que os vídeos foram enviados por WhatsApp apenas para um grupo pequeno de amigos, na era do compartilhamento non sense ad infinitum, é de se esperar que ele chegue a muito mais pessoas do que o seu “pequeno” grupo.  A intenção, por trás do disparo, é angariar apoio popular para pressionar o Congresso a manter o veto presidencial que limita o controle parlamentar sobre o Orçamento.

Duramente criticado, o presidente minimizou a gravidade do que, juridicamente, é considerado crime de responsabilidade e orientou a equipe de governo a não endossar publicamente o protesto. No entanto, já circulam no serviço de mensageria e nas redes sociais várias manifestações de apoio a Bolsonaro e ao ato, algumas delas clamando pelo AI-5, o símbolo máximo da censura e repressão nos anos de chumbo.

A questão agora é como – e se – Bolsonaro vai se desculpar com os presidentes Rodrigo Maia, da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre, do Senado, e Dias Toffli, do Supremo Tribunal Federal. A postura de Bolsonaro nos próximos dias vai ditar o tom e a intensidade da resposta do Congresso Nacional.

Os riscos da tensão

O Ministro Paulo Guedes volta de férias na segunda-feira com mais um problema para contornar. Os projetos de autonomia do Banco Central e das PECs emergencial e dos fundos públicos, que já estavam bem encaminhadas no Congresso, podem sair da pauta de votação e dar lugar para pautas-bomba caso o governo não consiga contornar a crise deflagrada pelos vídeos compartilhados pelo presidente Jair Bolsonaro.

O coronavírus, o crescimento global e a balança comercial

Com a disseminação do coronavírus para a Europa e para a América Latina, a recuperação do comércio mundial esperada para este ano deve ser adiada. Há forte queda nas exportações mundiais da Coreia do Sul e da China, países asiáticos mais afetados pelo coronavírus. Países da América Latina também terão suas exportações para a China afetadas neste primeiro semestre, principalmente as de metais, em função da paralisação da produção chinesa.  Economistas preveem queda no preço das commodities (soja, minério de ferro, cobre e alumínio entre elas), que representam 80% das exportações latino-americanas para a China.

A desaceleração está fazendo com que investidores revisem as estimativas de crescimento mundial para este ano. No Brasil, que registrou o único caso latino-americano confirmado da doença até o momento, a previsão de crescimento caiu de 2% para 1,8%. Agora os analistas de mercado aguardam o comportamento do vírus em um país tropical para refazer revisar suas previsões.

O que já se sabe é que a propagação do coronavírus, combinada com a alta do dólar e com os efeitos do acordo comercial China-EUA, vai impactar negativamente o desempenho da balança comercial brasileira no primeiro semestre.

Viagens comprometidas

Outro setor que começa a sofrer com a disseminação do coronavírus é o de turismo. As agências de viagem constatam o aumento dos pedidos de cancelamento de viagens para a Europa e para o Japão, mas quem mais vem sentindo o impacto da disseminação da doença são as companhias aéreas. O preço das ações da Gol, da Latam e da Azul sofreu quedas entre 7% e 14,31% nas bolsas somente ontem, e as perdas devem continuar à medida que a doença for se alastrando pelos mercados europeu e latino-americano.

PNAD contínua

Os dados da PNAD Contínua que o IBGE vai divulgar amanhã deve confirmar a estabilidade na taxa de desemprego no país. Vale lembrar que os três primeiros meses do ano costumam registrar alta no desemprego, atingindo o pico em março.

Sondagens

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) divulga amanhã a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação e a Sondagem do Setor de Serviços, que mostram o estado geral e apontam as tendências no futuro próximo para os dois setores.

Indicador de incerteza

O FGV IBRE também divulga amanhã o indicador de incerteza de fevereiro. É esperada alta no índice, devido à possibilidade de o novo coronavírus se tornar uma pandemia, provocando um recuo ainda maior na recuperação da economia global, incluindo a brasileira, em 2020.

Tesouro Nacional

O órgão apresenta amanhã o Relatório Mensal da Dívida Pública (em bilhões) de janeiro, Resultado do Tesouro Nacional (em bilhões) de janeiro e Leilão Tradicional (LTN, LTF e NTN-F).

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19.02.20

No Congresso: reforma tributária e relação com o Planalto

Termômetro

Com a instalação de Comissão Mista da Câmara e Senado para a reforma tributária, ao final do dia de hoje, o tema deve avançar, amanhã.

A expectativa é que comecem a se delinear os termos de um texto que concilie as propostas que tramitam nas duas Casas, bem como abra espaço para articulação – já em curso – com governadores.

Confirmada a predisposição para o acordo, deve ser aprofundado, nesta quinta, o protagonismo do Congresso no tema – acima inclusive do que prevaleceu na reforma da Previdência. Bem como o clima de insatisfação com a falta de definição do governo, que ainda será alimentado, amanhã, por imagem de enfraquecimento do ministro Paulo Guedes.

O dia será fundamental para medir a temperatura da relação entre o presidente e o Parlamento. Entrevista de Alcolumbre hoje, ao lado do governador João Doria, e resposta de Maia ao general Heleno foram recados duros para o Planalto.

A grande questão amanhã será: o presidente Bolsonaro indicará diálogo com o Congresso e baixará o tom agressivo dos últimos dias, marcado por conflito com governadores e envolvimento direto em discussão sobre a morte do ex-PM Adriano da Nóbrega, na Bahia? Ou dobrará a aposta?

A fritura de Paulo Guedes?

Repercussão de adiamento no envio da reforma administrativa, somada a recados de bastidores do Planalto, vão gerar pela primeira vez, amanhã, clima de fritura em torno do ministro Paulo Guedes.

O presidente é dado a avanços e recuos – como já fez diversas vezes com o ministro Moro, de quem recentemente se reaproximou –, o que pode repetir nesta quinta. Mas sua preocupação eleitoral e a insatisfação do ministro, ambas cada vez mais claras, continuarão em pauta – e deixarão sequelas.

Cid Gomes baleado e ambiente de conflito

A notícia de que o senador Cid Gomes foi baleado – não é certo se com bala de borracha ou arma de fogo – ao tentar interromper protesto de policiais encapuzados, em Sobral, favorecerá, amanhã, especulações – diretas ou indiretas – sobre crise institucional no país. É possível que haja entrada mais forte de Ciro Gomes na cena nacional.

China e EUA

A expulsão de jornalistas do Wall Street Journal da China, em função de artigo sobre o coronavírus, pode se desdobrar em novo conflito entre os dois países amanhã – mas situação permanece em aberto.

Confiança do consumidor

Sai amanhã a Sondagem do Consumidor de fevereiro (FGV). O índice recuou 1,2 ponto em janeiro, capitaneado pelos setores de menos poder aquisitivo e ainda influenciado pela alta da carne. Números de amanhã já trarão um olhar mais voltado para as perspectivas de 2020.

Atividade economia e consumo nos EUA e Alemanha

Destaque nesta quarta para o Índice de Atividade Industrial do FED da Filadélfia, que contribui para uma visão geral do setor nos EUA, e a Confiança do Consumidor na Alemanha. Espera-se recuo no índice industrial norte-americano (de 17 para faixa entre 12/10), mas ainda em patamar considerado positivo, e equilíbrio na Alemanha, em 9,8.

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14.11.19

Bancada do Couro

Da costela da bancada do boi está surgindo um novo rebanho no Congresso: a Frente Parlamentar do setor coureiro calçadista. Primeira grande missão: conseguir o aumento da alíquota para as importações de calçados, notadamente da China.

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12.11.19

“Jurisprudência”

O senado deve engavetar o projeto de lei 101/2018 que oficializa a profissão de psicanalista. O significado da medida vai além do divã. Trata-se de um indício de que o Congresso passará a seguir o entendimento de constitucionalistas de que propostas para o reconhecimento de profissão têm de ser enviadas pelo Executivo ao Congresso.

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