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22.09.16
ED. 5460

Bertelsmann quer seu nome na capa da Companhia das Letras

 A Bertelsmann, um dos maiores conglomerados de mídia da Europa, está em conversações para comprar o controle da Companhia das Letras. A aquisição é peça-chave na estratégia do grupo alemão de montar uma operação integrada nas áreas de educação e editorial no Brasil. Mais uma vez, a Bertelsmann tem a seu lado a inglesa Pearson, também parceira na compra de universidades no país – ver RR edição de 19 de agosto. Segundo a fonte do RR, muita próxima dos britânicos, as tratativas com as famílias Schwarcz e Moreira Salles, controladoras da Companhia das Letras, começaram há pouco mais de um mês. Os alemães teriam apresentado uma oferta de compra de 10% do capital da editora, o que elevaria sua participação para 55%. A Bertelsmann e a Pearson são sócias da Companhia das Letras por intermédio da Penguin Random House. Pela proposta, o restante das ações permaneceria nas mãos da holding Schwarcz. Segundo a fonte do RR, está em jogo uma transação de R$ 50 milhões, com previsão de pagamento integral em dinheiro. Procurada, a Companhia das Letras nega a venda do controle.  Mas não é o valor presente o que mais tem atraído os Schwarcz e os Moreira Salles para o negócio. Pesa mais o interesse da Bertelsmann e da Pearson de integrar a Companhia das Letras na rede mundial da Penguin Random House. A empresa é a maior editora de livros do mundo, com 15 mil títulos publicados anualmente e faturamento de quatro bilhões de euros. No plano desenhado pelos alemães, a Companhia das Letras passará a ser uma empresa internacional, com presença em diversos mercados da América Latina, como Argentina, Chile e Honduras, incluindo aquisições de editoras locais. A expansão deverá triplicar para R$ 750 milhões em três anos o faturamento da empresa brasileira. Com esse resultado, a Companhia das Letras chegará perto da terceira colocada no ranking das editoras de livros, a Abril Educação , dona da Ática e Scipione . • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Bertelsmann.

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19.08.16
ED. 5437

Bertelsmann e Pearson fazem um dueto na área de educação

 Uma aliança anglo-saxônica, formada por dois gigantes globais da área de educação, promete chacoalhar ainda mais o mercado brasileiro. A alemã Bertelsmann e a britânica Pearson estão se unindo para a aquisição de universidades no país. De acordo com a fonte do Relatório Reservado, que conhece como poucos os movimentos dos ingleses no Brasil, a dupla deverá contar ainda com a luxuosa companhia da Bozano Investimentos, gestora de um fundo para a área de educação que tem os próprios alemães como principais cotistas. O objetivo da Bertelsmann e da Pearson é adquirir universidades de razoável porte que não podem mais ser incorporadas pelos grandes grupos do setor, a começar pela dobradinha Kroton/Estácio, porque fatalmente a operação esbarraria nos órgãos de defesa da concorrência. Enquadra-se nesse perfil a Unip, do empresário João Carlos Di Gênio, um dos ativos do setor mais cobiçados por investidores internacionais.  Alemães e britânicos têm um ponto em comum: por ora, não possuem ativos físicos na área de educação no Brasil. Tanto Bertelsmann quanto Pearson já compraram sistemas de ensino, mas se ressentem da falta de uma operação presencial que dê escala aos seus negócios no país. A operação tem como base financeira, além dos recursos de caixa da dupla, o fundo Bozano Educacional II, com R$ 800 milhões captados, sendo 40% da Bertelsmann. A proposta é que a Pearson compre cotas e amplie para R$ 1 bilhão os recursos disponíveis. Deverá ser ainda lançado outro fundo, desvinculado da Bozano e com estimativa de captação bem maior. No total, entre recursos próprios e do mercado financeiro, a Bertelsmann e a Pearson terão à disposição em torno de R$ 2 bilhões para o plano de aquisições de concorrentes de médio e grande portes.  As duas empresas já têm um ponto em comum no Brasil. São sócias da Companhia das Letras , com 45% da editora por meio da Penguin Random House. Os alemães e britânicos enxergam uma lição de sinergia entre os mercados editorial e de educação. As universidades compradas pela dupla formariam um mercado cativo para o material didático produzido por suas próprias editoras. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Bertelsmann e Pearson.

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