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A ministra Tereza Cristina e equipe discutem a possibilidade de um cavalo de pau na atual política do governo brasileiro de não formar estoques de grãos. A estratégia de deixar o mercado correr solto, sem interferência do Ministério da Agricultura por meio de leilões oficiais, tem se mostrado um tiro no pé. O alerta mais contundente vem do setor de soja. Com a escassez global do produto – devido à quebra de três milhões de toneladas da safra americana – tradings e cooperativas brasileiras têm sido forçadas a raspar o tacho e pagar caro para importar grãos e, assim, honrar contratos firmados. A falta de soja tem provocado um efeito cascata sobre os preços dos derivados. Por exemplo: nos últimos três meses, o valor médio do óleo premium subiu de R$ 9 para R$ 20 nas prateleiras dos supermercados.

… café de mais

Os produtores brasileiros de café vivem um momento de apreensão. Os negócios futuros com a commodity estão paralisados. Segundo o RR apurou junto a uma das maiores empresas do setor, grandes tradings internacionais, a exemplo de Louis Dreyfus e Cofco, vêm recebendo ordens para suspender operações de compra de café a futuro nos países produtores. O principal motivo é a crescente estiagem na oferta de crédito global para esta modalidade de negócio. Como consequência, os produtores brasileiros terão um carregamento de estoques na safra 2020/2021 bem acima do esperado, com custos de manutenção que não estavam no script. Estima-se que a queda das margens possa chegar a 30%.

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16.10.20

Cofco instala uma colônia de proteína no Brasil

O RR apurou que banco de investimentos recebeu mandato da chinesa Cofco para estudar diversas alternativas de negociação com a BRF, desde participação minoritária até uma joint venture com o controle da empresa. Maior demandante global de commodities brasileiras, a China passaria a ter uma posição privilegiada em uma empresa que figura entre as cinco maiores produtoras de carne de frango do mundo. A BRF soma aproximadamente 9% de todas as exportações globais de proteína animal.

É responsável por cerca de 12% de todos os embarques de carne de frango brasileira para o exterior, algo como 500 mil toneladas/ano. O apetite chinês pelo produto é considerável: a demanda do país asiático por frango brasileiro vem crescendo à média de 30% ao ano. Ressalte-se ainda o peso da BRF no mercado de suínos: a companhia concentra praticamente um terço das vendas brasileiras do produto para a China. A associação permitiria ainda à Cofco ampliar sua presença nos países árabes. As vendas para o chamado mercado halal (cerca de R$ 8  bilhões) representaram aproximadamente 25% da receita da BRF em 2019.

Se for considerado o valor de mercado da BRF, trata-se de um negócio sob medida para o tamanho da Cofco. A empresa brasileira está avaliada em Bolsa em R$ 15 bilhões. Para se ter uma ideia da diferença de peso entre uma e outra, a receita da Cofco é mais de 10 vezes superior à da BRF. No ano passado, o grupo chinês, que tem negócios em mais de 50 países, faturou quase US$ 80 bilhões, o equivalente, portanto, a mais de R$ 400 bilhões.

Já a receita da empresa brasileira em 2019 foi de R$ 34 bilhões. Qualquer tratativa envolvendo a BRF passa, ainda que indiretamente, pelo governo brasileiro. Os dois maiores acionistas individuais da companhia são Petros e Previ, respectivamente com 11,4% e 9,3%. A investida da Cofco poderia ser uma porta de saída para os dois fundos de pensão. Até porque os chineses não são muito afeitos a democratizar gestão e mando. Se bem que, se Donald Trump baixar em Jair Bolsonaro, é possível que a Cofco tenha problemas para avançar em suas pretensões. Guardadas as de- vidas proporções, do ponto de vista estratégico a cadeia da proteína está para o Brasil assim como a tecnologia para os Estados Unidos – não custa lembrar que Trump baniu a Huawei do país.

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25.08.20

Agronegócio brasileiro fica ainda mais dependente dos chineses

Um motivo a mais para Jair Bolsonaro rever sua postura belicosa em relação à China: a indexação do agronegócio brasileiro aos chineses tende a crescer consideravelmente nos próximos meses. A Ásia, de um modo geral, desponta como a única grande alternativa ao vazio que a Europa começa a deixar no mercado global de commodities agrícolas. Importantes bancos europeus, a exemplo do ABN
Amro, BNP Paribas e Société Generale, já anunciaram o fade out de seus financiamentos para contratos de compra e venda de açúcar, grãos, café, entre outros, tanto a futuro quanto à vista.

Essas instituições respeitarão acordos em vigor, mas não vão disponibilizar novas linhas de crédito. A decisão afeta, sobretudo, as principais tradings europeias, como Louis Dreyfus, Glencore e EDF Man, todas com significativa exposição no Brasil. ABN, BNP e Société respondem por quase 30% de todo o credit finance – o mecanismo que faz a roda do agronegócio global girar. O movimento dos europeus aumenta a sino-dependência do agronegócio brasileiro. Somente uma maior participação dos asiáticos, tanto na concessão de financiamentos quanto na ponta compradora, será capaz de amortecer o impacto da escassez de crédito europeu sobre a cadeia agrícola.

A expectativa no setor é que parte desse vazio venha a ser ocupada pela chinesa Cofco, que traz a reboque dinheiro a perder de vista de bancos conterrâneos e do próprio Estado chinês. O mesmo se aplica a outros mercados players asiáticos, que não apenas a China. É o caso da Olam, maior trading de commodities agrícolas de Cingapura, vinculada ao GIC, o fundo soberano daquele país. O recuo das instituições financeiras da Europa já começa a provocar soluções na liquidez do mercado de commodities agrícolas.

Na semana passada, a própria EDF Man recorreu à Justiça para refinanciar créditos da ordem de US$ 1 bilhão, alegando que seu plano de venda de ativos para reduzir o endividamento foi dizimado pela pandemia e pela consequente depreciação do valor de seu patrimônio. O grupo inglês opera no Brasil principalmente em contratos de açúcar e de café, neste último com a marca Volcafé. A cadeia cafeeira, por sinal, é um dos setores que mais deverá acusar o golpe do movimento feito pelas instituições financeiras europeias. O Brasil já estava vendendo contrato de café a futuro para o prazo de três anos. Esses prazos deverão encurtar drasticamente até o mercado global encaixar o novo cenário e recalibrar suas taxas de juros.

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21.07.20

Telhado de vidro

A chinesa Cofco, que anunciou com pompa e circunstância novas regras de compliance ambiental e o rastreamento de toda a soja comprada no Brasil, tem um passado com nódoas quando o assunto é responsabilidade sociocorporativa. Em 2017, a trading asiática foi multada por manter 31 lavradores em situação análoga à escravidão na cidade de Nova Maringá (MT). À época, o Ministério do Trabalho informou se tratar da maior operação de “resgate de trabalhadores” do país desde 2009.

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29.06.20

Grão e trilho

Uma das maiores tradings agrícolas do mundo, a chinesa Cofco estuda investir em ferrovias no Brasil. Só a longo prazo.

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12.03.20

Casa própria

A chinesa Cofco, gigante do agronegócio, tem interesse na compra dos armazéns da Conab que deverão ser privatizados pelo governo Bolsonaro.

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31.01.20

Troca de combustível

A promessa feita pelos dirigentes da Cofco à ministra Tereza Cristina, no último mês de outubro, em Pequim, deve ser cumprida pela metade. Das quatro usinas de etanol de açúcar inicialmente colocadas sobre a mesa, por ora os chineses pretendem instalar apenas duas, provavelmente no Centro-Oeste. Não chega a ser necessariamente uma má notícia para o Brasil: a decisão estaria ligada aos planos da Cofco de acelerar sua entrada na produção de etanol de milho no país. Por baixo, é projeto para mais de R$ 1 bilhão.

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22.01.20

Etanol chinês

A Henan Tinguan Group, um dos maiores grupos de biodiesel da China, tem feito estudos para produzir etanol de milho no Brasil. Emissários da empresa já buscam áreas para a instalação de uma usina no Mato Grosso ou no Mato Grosso do Sul. A Henan Tinguan é responsável por mais de 15% da produção chinesa de etanol de milho. O grupo seguiria, assim, os passos da conterrânea Cofco, que já anunciou planos de fabricar o combustível no país, possivelmente a partir de uma parceria com a Shell.

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07.11.19

China Railway engata na Ferrovia do Cerrado

A Ferrovia do Cerrado, um projeto de R$ 7 bilhões, começa a ganhar velocidade. Segundo o RR apurou, um grupo de investidores chineses abriu conversações com o governo do Mato Grosso para a construção e operação do empreendimento. À frente do comboio está a estatal China Railway Engineering Corporation (CREC). De acordo com a mesma fonte, a CREC teria a companhia da Cofco, trading de commodities agrícolas que já investiu mais de US$ 4 bilhões no Brasil e tem notórios interesses econômicos na região. Trata-se de um raro projeto do setor ferroviário conduzido na esfera estadual. Nesta prateleira, só fica atrás da Ferrovia do Pará (Fepasa), a cargo do governo paraense e orçada em R$ 14 bilhões. Com extensão de 680 quilômetros, a Ferrovia do Cerrado vai abrir um novo corredor logístico para a produção agrícola na região, a partir do Alto Araguaia (MT). A linha vai se conectar com a Ferrovia Centro-Atlântica, em Uberlândia.

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24.10.19

Dança das cadeiras

Luiz Pretti, que deixou o comando da Cargill no Brasil, está na mira de um concorrente dos norte-americanos: a chinesa Cofco. Seria o nome certo, na hora certa, para substituir o ex-no 1 da trading asiática no país, Valmor Schaffer.

By the way: o sucessor de Pretti na Cargill, Paulo Sousa, já recebeu sua primeira missão: encerrar a operação de etanol de cana do grupo no Brasil, com a venda da usina Cevasa. O negócio é um moedor de dinheiro.

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