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07.11.19

China Railway engata na Ferrovia do Cerrado

A Ferrovia do Cerrado, um projeto de R$ 7 bilhões, começa a ganhar velocidade. Segundo o RR apurou, um grupo de investidores chineses abriu conversações com o governo do Mato Grosso para a construção e operação do empreendimento. À frente do comboio está a estatal China Railway Engineering Corporation (CREC). De acordo com a mesma fonte, a CREC teria a companhia da Cofco, trading de commodities agrícolas que já investiu mais de US$ 4 bilhões no Brasil e tem notórios interesses econômicos na região. Trata-se de um raro projeto do setor ferroviário conduzido na esfera estadual. Nesta prateleira, só fica atrás da Ferrovia do Pará (Fepasa), a cargo do governo paraense e orçada em R$ 14 bilhões. Com extensão de 680 quilômetros, a Ferrovia do Cerrado vai abrir um novo corredor logístico para a produção agrícola na região, a partir do Alto Araguaia (MT). A linha vai se conectar com a Ferrovia Centro-Atlântica, em Uberlândia.

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24.10.19

Dança das cadeiras

Luiz Pretti, que deixou o comando da Cargill no Brasil, está na mira de um concorrente dos norte-americanos: a chinesa Cofco. Seria o nome certo, na hora certa, para substituir o ex-no 1 da trading asiática no país, Valmor Schaffer.

By the way: o sucessor de Pretti na Cargill, Paulo Sousa, já recebeu sua primeira missão: encerrar a operação de etanol de cana do grupo no Brasil, com a venda da usina Cevasa. O negócio é um moedor de dinheiro.

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16.10.19

Sem intermediários

A chinesa Cofco, que já atua no mercado brasileiro de grãos, prepara um movimento de peso no tabuleiro no agronegócio: a compra de frigoríficos no país.

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14.10.19

Sustentabilidade cada vez mais presente no campo

Observatório

Por Francisco Ourique, economista e especialista em comércio exterior

A dinâmica e futuro do agronegócio brasileiro vão continuar dependentes da produtividade do agricultor produzir ao menor custo possível, na esperança de que os preços internacionais, formados por mercados futuros, com a crescente dominância de investidores utilizando modelos algoritmos, gerem algum caixa. As mudanças em marcha no mercado mundial não sopram a favor da evolução do Brasil de mero fornecedor de matéria-prima para player capaz de capturar parcelas na cadeia de geração de valor.  

A concentração em marcha nos canais de comercialização, as chamadas “trading companies”, cujas margens de rentabilidade estão ladeira abaixo, vem sendo comandada pela aliança do sistema mundial de crédito com os industriais.

Os industriais passaram a comprar de seus fornecedores a prazo; e os bancos financiadores das empresas comerciais globais querem que seus clientes estejam fortemente instalados nos países produtores das respectivas matérias-primas. Novas linhas de crédito estão sendo negociadas nas principais praças mundiais, obrigando empresas globais de commodities agrícolas terem rastreabilidade de fornecedores, informações da cadeia de suprimento, infraestrutura própria, entre outras exigências. O não cumprimento dos termos acordados entre o agente financeiro e a companhia comercial implica penalidades de alguns pontos e a revisão da taxa de juros para mais, devidamente pactuado no contrato original. E tudo isso empacotado em projetos de sustentabilidade. 

Para aqueles não familiarizados com o conceito do ecologicamente correto, esse tema, em suas faces econômica, social e ambiental, vem ganhando poder desde que a “consciência” de consumidores, investidores e governos de países importadores, particularmente da Europa, Japão e além-mar, descobriram o potencial não tarifário da ferramenta. Mais recentemente os bancos globais embarcaram na mesma canoa, mas com objetivo bem distinto e com propósitos de concentrar as chamadas “trading companies”.  

Há poucas semanas atrás a empresa Cofco Internacional, operadora da Corporação Cofco chinesa, anunciou a obtenção de uma linha de crédito de U$ 2,1 bilhões para projetos sustentáveis na soja. A Mercon, com sede na Holanda, cerca de U$ 450 milhões; a suíça Sucafina S.A., outro pacote. 

A taxa de juros básica de cada projeto varia de 1,75% a 2,75% ao ano, com prazos variados, mas nenhum inferior a 18 meses, com renovação automática se o tomador executar o acordo de crédito nos quesitos de operações de originação sustentável da matéria-prima em questão. As empresas globais de commodities agrícolas não têm outra saída que a de aceitarem a regra do jogo dos agentes financeiros na busca de linhas e mais linhas de crédito para sustentar a ampliação da escala de suas transações comerciais de baixa margem. É correr para os bancos com suas ofertas e ampliarem sua presença física e estratégica nos países produtores, concretamente com os produtores propriamente.

As empresas comerciais agrícolas formadas em países exportadores, ainda confinadas em vendas para embarque em seus respectivos portos – sujeitas a segmento de crédito com altas taxas de juros, de 150% a 400% acima das concorrentes globais, e custos de entrega nos portos e de emissão de documentos que as congêneres globais nem sempre estão sujeitas – não têm futuro promissor à vista. 

Os principais clientes das exportadoras agrícolas brasileiras, ou as de qualquer outro país exportador de matéria-prima, são justamente as empresas globais. O fato de a raposa estar sendo empurrada para o galinheiro pelos bancos e pelos setores industriais de cada segmento de negócio poderia até ser considerado a eliminação de intermediários, o que em tese daria maior margem aos agentes comerciais globais de pagarem melhores preços diretamente aos fornecedores, milhares de produtores espalhados em uma penca de países. 

Lamentavelmente o objetivo e a evolução do agronegócio na comercialização têm sido na direção oposta. 

No caso brasileiro, as portas estão escancaradas.

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08.10.19

Comboio chinês

A chinesa Cofco, uma das maiores tradings agrícolas do mundo, com receita anual na casa dos US$ 50 bilhões, estuda sua participação na licitação da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), prevista para 2020. O grupo já teria engatilhado um financiamento doEximbank chinês para o projeto. O aporte estimado é da ordem de R$ 6,4 bilhões, que poderá chegar aos R$ 8 bilhões caso se confirme o trecho extra entre Caetité e Bom Jesus da Lapa (BA).

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25.07.19

Os milhões da Cofco

A trading chinesa Cofco, gigante do agronegócio global, está semeando US$ 200 milhões em novos investimentos para ampliar sua estrutura logística no Brasil.

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12.07.19

Entressafra no crédito rural

A trading chinesa Cofco deverá ceifar em aproximadamente 40% a oferta de financiamento agrícola para a próxima safra de grãos no Brasil. Os cortes atingiriam, notadamente, os empréstimos para os produtores de soja. Os chineses vão adotar uma política de crédito mais cautelosa por conta da onda de recuperações judiciais (RJ) entre pequenos e médios grupos do agronegócio. Neste ano, já houve mais de 50 pedidos de RJ no setor agrícola.

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10.05.19

Ferrovia chinesa

Uma das maiores tradings agrícolas do mundo, a chinesa Cofco desponta como interessada na licitação da Ferrogão, que cortará o Centro-Oeste até chegar ao Porto de Mirituba (PA). Da região sai boa parte da produção dos asiáticos no mercado brasileiro. A Cofco já exporta por ano mais de 12 milhões de toneladas de grãos no país.

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08.04.19

Cofco “toma” o Mato Grosso

A chinesa Cofco deverá investir cerca de R$ 500 milhões para ampliar sua rede de armazéns de grãos no Mato Grosso. Em dois anos,os chineses mais do que duplicaram suas exportações de soja a partir do estado. Já são quase oito milhões de toneladas.

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11.03.19

De grão em grão…

A Cofco, gigante chinês do agribusiness, está em conversações para a compra de uma das maiores tradings de grãos do Brasil ainda controlada por capital nacional. A presa em questão fatura cerca de R$ 5 bilhões por ano.

A Olam International, de Cingapura, uma das maiores produtoras de grãos do mundo, teria interesse em embarcar na Ferrogrão. A ferrovia está orçada em mais de R$ 12 bilhões.

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