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20.04.22

Pé na estrada

A chinesa Cofco, gigante global do agronegócio, planeja entrar na disputa por concessões rodoviárias no Brasil. Segundo a mesma fonte, um dos alvos seria a BR-158, entre Mato Grosso e Pará. O leilão está previsto para o último trimestre do ano.

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10.03.22

O Brasil está barato

A chinesa Cofco, gigante do agronegócio, pretende comprar terras no Brasil, mais especificamente no Centro-Oeste. O grupo, ressalte-se, já tem investimentos bilionários no país, na produção e no armazenamento de grãos.

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11.11.21

Dinheiro chinês 2

A chinesa Cofco, gigante do agribusiness, estaria semeando um novo pacote de investimentos no Brasil, mais precisamente em logística e armazenagem de grãos. O desembolso seria da ordem de US$ 200 milhões.

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22.09.21

O combustível da Cofco

O RR apurou que a chinesa Cofco tem planos de construir mais duas usinas de biodiesel no Brasil, provavelmente no Centro-Oeste. O investimento seria da ordem de R$ 400 milhões. Ressalte-se que o grupo tem ampliado seus aportes no setor. Recentemente, anunciou a construção de um duto de três quilômetros para levar biodiesel da sua usina em Rondonópolis (MT) a distribuidoras de combustíveis da região. Consultada pelo RR, a Cofco não se manifestou.

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18.06.21

De grão em grão

De primeira: a chinesa Cofco estaria embalando um novo pacote de investimentos na construção de armazéns agrícolas no Centro-Oeste. O valor seria da ordem de R$ 1 bilhão.

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27.01.21

Cofco sobre trilhos

A Cofco, gigante chinesa que já investiu mais de US$ 2 bilhões no agronegócio brasileiro, mira agora no setor de logística. Segundo informações filtradas do Ministério da Infraestrutura, os asiáticos já sinalizaram o interesse em participar do leilão da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), entre as cidades de Ilhéus e Caetité, na Bahia. Os investimentos previstos são da ordem de R$ 5 bilhões.

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A ministra Tereza Cristina e equipe discutem a possibilidade de um cavalo de pau na atual política do governo brasileiro de não formar estoques de grãos. A estratégia de deixar o mercado correr solto, sem interferência do Ministério da Agricultura por meio de leilões oficiais, tem se mostrado um tiro no pé. O alerta mais contundente vem do setor de soja. Com a escassez global do produto – devido à quebra de três milhões de toneladas da safra americana – tradings e cooperativas brasileiras têm sido forçadas a raspar o tacho e pagar caro para importar grãos e, assim, honrar contratos firmados. A falta de soja tem provocado um efeito cascata sobre os preços dos derivados. Por exemplo: nos últimos três meses, o valor médio do óleo premium subiu de R$ 9 para R$ 20 nas prateleiras dos supermercados.

… café de mais

Os produtores brasileiros de café vivem um momento de apreensão. Os negócios futuros com a commodity estão paralisados. Segundo o RR apurou junto a uma das maiores empresas do setor, grandes tradings internacionais, a exemplo de Louis Dreyfus e Cofco, vêm recebendo ordens para suspender operações de compra de café a futuro nos países produtores. O principal motivo é a crescente estiagem na oferta de crédito global para esta modalidade de negócio. Como consequência, os produtores brasileiros terão um carregamento de estoques na safra 2020/2021 bem acima do esperado, com custos de manutenção que não estavam no script. Estima-se que a queda das margens possa chegar a 30%.

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16.10.20

Cofco instala uma colônia de proteína no Brasil

O RR apurou que banco de investimentos recebeu mandato da chinesa Cofco para estudar diversas alternativas de negociação com a BRF, desde participação minoritária até uma joint venture com o controle da empresa. Maior demandante global de commodities brasileiras, a China passaria a ter uma posição privilegiada em uma empresa que figura entre as cinco maiores produtoras de carne de frango do mundo. A BRF soma aproximadamente 9% de todas as exportações globais de proteína animal.

É responsável por cerca de 12% de todos os embarques de carne de frango brasileira para o exterior, algo como 500 mil toneladas/ano. O apetite chinês pelo produto é considerável: a demanda do país asiático por frango brasileiro vem crescendo à média de 30% ao ano. Ressalte-se ainda o peso da BRF no mercado de suínos: a companhia concentra praticamente um terço das vendas brasileiras do produto para a China. A associação permitiria ainda à Cofco ampliar sua presença nos países árabes. As vendas para o chamado mercado halal (cerca de R$ 8  bilhões) representaram aproximadamente 25% da receita da BRF em 2019.

Se for considerado o valor de mercado da BRF, trata-se de um negócio sob medida para o tamanho da Cofco. A empresa brasileira está avaliada em Bolsa em R$ 15 bilhões. Para se ter uma ideia da diferença de peso entre uma e outra, a receita da Cofco é mais de 10 vezes superior à da BRF. No ano passado, o grupo chinês, que tem negócios em mais de 50 países, faturou quase US$ 80 bilhões, o equivalente, portanto, a mais de R$ 400 bilhões.

Já a receita da empresa brasileira em 2019 foi de R$ 34 bilhões. Qualquer tratativa envolvendo a BRF passa, ainda que indiretamente, pelo governo brasileiro. Os dois maiores acionistas individuais da companhia são Petros e Previ, respectivamente com 11,4% e 9,3%. A investida da Cofco poderia ser uma porta de saída para os dois fundos de pensão. Até porque os chineses não são muito afeitos a democratizar gestão e mando. Se bem que, se Donald Trump baixar em Jair Bolsonaro, é possível que a Cofco tenha problemas para avançar em suas pretensões. Guardadas as de- vidas proporções, do ponto de vista estratégico a cadeia da proteína está para o Brasil assim como a tecnologia para os Estados Unidos – não custa lembrar que Trump baniu a Huawei do país.

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25.08.20

Agronegócio brasileiro fica ainda mais dependente dos chineses

Um motivo a mais para Jair Bolsonaro rever sua postura belicosa em relação à China: a indexação do agronegócio brasileiro aos chineses tende a crescer consideravelmente nos próximos meses. A Ásia, de um modo geral, desponta como a única grande alternativa ao vazio que a Europa começa a deixar no mercado global de commodities agrícolas. Importantes bancos europeus, a exemplo do ABN
Amro, BNP Paribas e Société Generale, já anunciaram o fade out de seus financiamentos para contratos de compra e venda de açúcar, grãos, café, entre outros, tanto a futuro quanto à vista.

Essas instituições respeitarão acordos em vigor, mas não vão disponibilizar novas linhas de crédito. A decisão afeta, sobretudo, as principais tradings europeias, como Louis Dreyfus, Glencore e EDF Man, todas com significativa exposição no Brasil. ABN, BNP e Société respondem por quase 30% de todo o credit finance – o mecanismo que faz a roda do agronegócio global girar. O movimento dos europeus aumenta a sino-dependência do agronegócio brasileiro. Somente uma maior participação dos asiáticos, tanto na concessão de financiamentos quanto na ponta compradora, será capaz de amortecer o impacto da escassez de crédito europeu sobre a cadeia agrícola.

A expectativa no setor é que parte desse vazio venha a ser ocupada pela chinesa Cofco, que traz a reboque dinheiro a perder de vista de bancos conterrâneos e do próprio Estado chinês. O mesmo se aplica a outros mercados players asiáticos, que não apenas a China. É o caso da Olam, maior trading de commodities agrícolas de Cingapura, vinculada ao GIC, o fundo soberano daquele país. O recuo das instituições financeiras da Europa já começa a provocar soluções na liquidez do mercado de commodities agrícolas.

Na semana passada, a própria EDF Man recorreu à Justiça para refinanciar créditos da ordem de US$ 1 bilhão, alegando que seu plano de venda de ativos para reduzir o endividamento foi dizimado pela pandemia e pela consequente depreciação do valor de seu patrimônio. O grupo inglês opera no Brasil principalmente em contratos de açúcar e de café, neste último com a marca Volcafé. A cadeia cafeeira, por sinal, é um dos setores que mais deverá acusar o golpe do movimento feito pelas instituições financeiras europeias. O Brasil já estava vendendo contrato de café a futuro para o prazo de três anos. Esses prazos deverão encurtar drasticamente até o mercado global encaixar o novo cenário e recalibrar suas taxas de juros.

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21.07.20

Telhado de vidro

A chinesa Cofco, que anunciou com pompa e circunstância novas regras de compliance ambiental e o rastreamento de toda a soja comprada no Brasil, tem um passado com nódoas quando o assunto é responsabilidade sociocorporativa. Em 2017, a trading asiática foi multada por manter 31 lavradores em situação análoga à escravidão na cidade de Nova Maringá (MT). À época, o Ministério do Trabalho informou se tratar da maior operação de “resgate de trabalhadores” do país desde 2009.

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