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16.02.22

Balada do louco

O novo diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Abry Guillen, é tri-louco, como se diz no Sul. Guillen defende que a meta de inflação caia mais à frente para 2,5%. Ainda bem que o BC não tem maioria no CMN.

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01.07.21

Campos Neto vai precisar de muita autonomia

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, trabalha intensamente nos bastidores do Congresso com o objetivo de desbastar o caminho para que a autoridade monetária seja independente. Por enquanto, a lei da autonomia do BC está parada no STF, cujo julgamento, previsto para o último dia 25, foi adiado sine die. A preocupação de Campos Neto é que ele terá que brandir o chicote dos juros de forma mais violenta. Com as metas de inflação sendo fixadas cada vez mais para baixo pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), há um consenso de que o BC vai meter a ripa na política monetária. Para 2023, o CMN estabeleceu o target de 3,25%. Para chegar nesse ponto, com uma inflação beirando a casa dos 6,5% neste e no próximo ano, a Selic deve correr na faixa de 7%, no barato. Sem a aprovação da autonomia do BC, Campos Neto acha que a política de juros pode ser abortada pela política eleitoral. Em 2024, a meta da carestia é de 3%. Para que isso, gente? Nos EUA, ela é de 2%. O BC Europeu também pôs seu target em 2%, mas, na realidade, tem sua meta em 2,5%. Nas internas, sabe-se que Campos Neto ficou um tanto amuado com as decisões do CMN. Porém, como é muito político, deixou como está para ver como é que fica. Resta correr para blindar o BC.

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21.03.18

Redução da meta de inflação pode ser o grand finale de Henrique Meirelles na Fazenda

A reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), no próximo dia 31 de março, que caminhava para ser mais um encontro enfadonho, poderá ser tornar um assunto econômico de grande repercussão. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, vão discutir a redução das metas de inflação, incluindo o target deste ano. Em 29 de junho de 2017, o CMN fixou as metas em 4,5%, em 2018; 4,25%, em 2019; e 4%, em 2020.

Segundo fonte ligada à Fazenda, uma hipótese estudada é que esses números sejam alterados para 4,25%, neste ano; 4%, em 2019; e 3,75%, em 2020. Mas a probabilidade maior é que a redução se dê a partir do percentual de 2019. As bandas de tolerância seriam mantidas. A julgar pelo boletim Focus desta semana, as novas metas não seriam nenhum desafio de Hércules, pelo contrário. A previsão da inflação oficial, medida pelo IPCA, para 2018 é de 3,63%, caminhando para romper o limite de um ponto percentual de tolerância para baixo da meta.

Para 2019, a inflação projetada é de 4,20%, um pouco abaixo da meta de 4,25%. A inflação tem se comportado de forma surpreendentemente cadente até mesmo em relação ao esperado pela equipe econômica. Para Henrique Meirelles, a medida teria significado simbólico de forte apelo eleitoral. O ministro da Fazenda estaria participando de sua última reunião no CMN, caso se desincompatibilize no dia 7 de abril para disputar a Presidência da República – a próxima reunião do CMN será no dia 27 de abril. Esse seria o seu maior legado.

Há outros fatores favoráveis à redução do target inflacionário. Mesmo com a expectativa de que os juros Selic cairão de 6,75% para 6,50% na reunião do Copom que se encerra hoje, os preços permanecem ancorados em todas as projeções. O câmbio também segue comportadíssimo, com previsão do dólar a R$ 3,30 no final de 2018. Não bastasse o cenário macroeconômico favorável, o governo pretende aprovar no Congresso a autonomia do Banco Central, o que reforçaria sua autoridade para o cumprimento do objetivo inflacionário. A redução da meta estaria dada se o governo tivesse feito o dever de casa fiscal.

A não aprovação da reforma da Previdência fragiliza os instrumentos de política monetária e desperta o fantasma da dominância fiscal – cenário de desequilíbrio acentuado das contas públicas em que os juros têm de ficar elevados por mais tempo, sem que haja necessariamente eficácia na medida. O presidente do BC, Ilan Goldfajn, tem confidenciado que os eventuais solavancos preocupam, apesar de concordar que uma compressão das metas teria o efeito de forçar a aprovação das reformas estruturais. Tanto ele quanto o ministro da Fazenda têm reiterado que as metas serão cumpridas independentemente das reformas. Na atual circunstância, será difícil saber até que ponto a motivação política não se antepõe aos fundamentos técnicos exigidos para a queda sustentável da inflação.

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