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28.02.20

O novo patamar do coronavírus

Termômetro

O tema central dos próximos dias será, inevitavelmente, o coronavírus. O Ministério da Saúde, que vem ganhando pontos por comunicação transparente e antecipação de medidas, terá que sustentar resposta em novo patamar, com a multiplicação de casos sob análise, o avanço do temor de contágio no Brasil e as especulações crescentes – incluindo aí a disseminação de fake News – sobre o tema.

Estará em jogo a capacidade de diagnóstico, o apoio aos estados, o fornecimento de material e a comunicação junto à população, de forma a evitar clima de pânico.

Igualmente forte será o impacto sobre o noticiário – e as autoridades – da área econômica. Vão se ampliar os questionamentos e estimativas sobre o efeito da disseminação global do vírus e de sua chegada ao Brasil no crescimento do PIB. Haverá novas medidas de estímulo à economia? O Banco Central vai alterar a política para lidar com a alta do dólar? Mudará o timing das reformas, como espécie de “antídoto” para preocupações do mercado e maneira de estimular investimentos?

Por fim, crescerão análises sobre possibilidade real de retração econômica nos EUA e na Europa, e seus efeitos para o Brasil.

Manifestação e crise com o Congresso

Vão ganhar corpo amanhã negociações de bastidores, envolvendo o presidente e lideranças do Congresso, para tentar pacificar o ambiente de forte conflito institucional.

Há expectativa de alguma sinalização do presidente Bolsonaro em direção a Alcolumbre, Maia e ao STF, que teria como contrapartida negociações sobre o Orçamento, ampliando margem de manobra do governo federal.

Essa linha pode incluir ação do núcleo presidencial para diminuir a temperatura de manifestações previstas para o dia 15 de março. Mas está longe de ser uma certeza.

Ao mesmo tempo, a leitura de qualquer acordo tende a ser muito delicada. Imagem de que o Congresso foi “emparedado” pelo presidente teria repercussão muito negativa na mídia, alimentando percepção de autoritarismo e riscos aos pesos e contrapesos democráticos.

O Ceará e o embate com governadores

Ainda em relação a embates institucionais, aumentará amanhã a tensão entre Bolsonaro e governadores, capitaneados pelo Ceará. Renovação de decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no estado por 10 dias foi definida hoje, mas com reticências do presidente, o que alimentará imagem de que apoia – ou ao menos tende a tolerar, por razões políticas – ações de policiais em greve.

As pautas negativas na área ambiental

Demissão de autoridades do Ministério do Meio Ambiente, ligadas ao combate às mudanças climáticas, relançará críticas ao ministro Salles. Estará em pauta a possibilidade de perda de investimentos e consequências para o comércio exterior – em momento no qual o coronavírus já afeta o setor – e o desmonte de estrutura técnica da Pasta.

Paralelamente, a área ambiental sofrerá questionamentos em função de vazamento em navio carregado de minério, na costa do Maranhão.

As primárias nos EUA

Primárias do Partido Democrata, na Carolina do Sul, anteciparão tendências da Superterça. A grande questão será quem ganhará cacife para se tornar opção de centro ao hoje favorito Bernie Sanders.

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21.02.20

Motim no Ceará: reação terá impacto nacional

Termômetro

O início da reação do governo federal a motim de policiais no Ceará e articulação com o governador do estado, Camilo Santana – que é do PT – estarão em foco amanhã.

Os desdobramentos terão forte influência na contaminação ou não de outras unidades da federação, bem como na imagem do presidente. A grande questão será: o Palácio do Planalto apoiará – como parece indicar a ala militar do governo – punições duras contra os policiais amotinados, que sirvam como exemplo e contenham movimentos grevistas em outros estados?

O receio é de que qualquer sinal de tibieza – no nível estadual ou nacional – possa servir como estopim para revoltas em outros estados, durante o carnaval.

As reformas e a preocupação do presidente com o crescimento

Assinatura pelo presidente de projeto de reforma administrativa, que será enviada após o carnaval, pode, nos próximos dias, fortalecer o ministro Paulo Guedes, alvo de bombardeio interno recentemente, a depender da avaliação que se faça do teor e alcance da medida.

Ao mesmo tempo, tendem a crescer ilações sobre preocupação do presidente com baixo crescimento em 2020 e possibilidade de investir em medidas que permitam injeção de dinheiro na economia e aumento de gastos públicos. Entrará nessa análise, neste sábado, tanto o recuo no aperto fiscal dos estados, que pode ser proposto pelo ministro Paulo Guedes, quanto o anúncio de viagem de Bolsonaro aos EUA, em março, para tentar trazer a Tesla para o país.

O carnaval de Doria e Witzel

O carnaval pode marcar aproximação entre os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio, Wilson Witzel, dando a largada em projeto para se contraporem ao presidente Bolsonaro. A expectativa é de que agenda conjunta comece pelo turismo e seja delineada, de maneira incipiente, em encontro dos dois nos próximos dias, com repercussão pública.

Retração nos EUA?

O Carnaval trará “pausa” no mercado brasileiro, mas, globalmente, preocupação com possível retração da economia norte-americana, motivada por forte e inesperado recuo da atividade comercial nos EUA em fevereiro (para 49,4 frente a 53,4 em janeiro, segundo a IHS Markit), se somará a cenário negativo do coronavírus, com previsões de amplo impacto sobre o crescimento chinês.

O número mais significativo dos próximos dias – Confiança do Consumidor/Conference Board, que será liberado na segunda-feira –, no entanto, tem projeção positiva, de crescimento para a faixa de 132,0 pontos (diante de 131,6 em janeiro).

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