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26.04.21

Há vida pós-Ernesto Araújo

O chanceler Carlos Alberto França articula uma reunião com o embaixador norte-americano no Brasil, Todd Chapman. Será o primeiro encontro presencial entre ambos. No Itamaraty, a conversa é vista como uma antessala para uma possível audiência, em Washington, entre França e o secretário de Estado, Antony Blinken. Se confirmada, a viagem de França será revestida de forte valor simbólico, dada a recente Cúpula de Líderes sobre o Clima

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16.04.21

Melhor para o Brasil

O novo chanceler Carlos Alberto França e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, estão na maior sintonia.

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16.04.21

Água na fervura

O ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, está imbuído da missão de esfriar a temperatura das relações do Brasil com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), vinculada à ONU. A gestão Ernesto Araújo vinha fazendo pressão nos bastidores por mudanças na Comissão de Peritos da OIT. Na visão do ex-chanceler, o colegiado tentou interferir na soberania brasileira ao criticar as últimas mudanças na CLT.

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09.04.21

Embraer volta ao radar da diplomacia brasileira

A demissão de Ernesto Araújo do Ministério das Relações Exteriores reacendeu uma luz no painel da Embraer. Segundo informações auscultadas pelo RR no Itamaraty, o novo chanceler, Carlos Alberto França, está disposto a reabrir conversações no âmbito da OMC em torno da fixação de novas regras multilaterais para a concessão de subsídios do governo ao setor de aviação. O assunto é uma batalha aérea de parte a parte. Assim como a Embraer se queixa de subvenções para concorrentes, sobretudo a Bombardier, há um incômodo lá fora por conta das relações viscerais entre a empresa e o BNDES. O banco costuma financiar a venda de produtos da companhia, de jatinhos a aviões maiores. No início deste ano, por exemplo, o BNDES aprovou uma linha de crédito de R$ 450 milhões para a Embraer, mais precisamente para a exportação de aeronaves modelo E175 à norte-ame­ricana SkyWest Airlines. Por essas e outras, no exterior há quem veja a fabricante brasileira como uma “semiestatal”, com garantia de financiamento do governo – ainda que indiretamente – a taxas, no mínimo, competitivas.

Trata-se de uma questão complexa, dada a miríade de interesses comerciais cruzados, envolvendo países como França, China e Rússia. Além da Airbus – principal adversária da Embraer após assumir a divisão de jatos regionais da Bombardier -, a chinesa Comac e a russa Sukhoi despontam como ameaças emergentes à empresa brasileira. Ambas aditivadas com subsídios governamentais de alta octanagem. Ainda assim, cabe lembrar que existe um experimento diplomático razoavelmente bem-sucedido nessa área: o Entendimento Setorial sobre Aviação Civil (ASU), firmado na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2007, considerado um tento da diplomacia brasileira. Embora não seja membro da OCDE, o país participou do acordo, renovado quatro anos depois.

Por falar em Itamaraty: a primeira missão – ou embate – de Carlos Alberto França nas Relações Exteriores está prevista para a próxima segunda-feira. França levará para a reunião do Mercosul a proposta de redução da Tarifa Externa Comum (TEC) do bloco econômico. Segundo o RR apurou, mesmo com a resistência do Paraguai e, sobretudo, da Argentina, o governo brasileiro vai defender o corte da TEC entre 15% e 20%. O projeto está sendo alinhavado pelo Ministério da Economia, mais precisamente pela equipe do secretário especial de Comércio Exterior, Roberto Fendt.

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05.04.21

A lenta “higienização” do Itamaraty

O novo chanceler, Carlos Alberto França, parece empenhado em descontaminar o Itamaraty do “vírus” Ernesto Araújo. Além da iminente saída do embaixador Otávio Brandelli da Secretaria Geral das Relações Exteriores, França prepara mudanças importantes no chamado núcleo acadêmico e formulador do Ministério. Segundo o RR apurou, a ideia seria trocar o comando do Instituto Rio Branco, responsável pela formação dos diplomatas brasileiros, e da Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), o think thank do Itamaraty. Os cargos são ocupados, respectivamente pela embaixadora Maria Stela Pompeu Brasil Frota e pelo diplomata Roberto Goidanich, ambos indicados por Araújo. Procurado, o Ministério das Relações Exteriores não se pronunciou.

Ernesto Araújo já vinha sofrendo forte pressão interna por mudanças nos dois postos, especialmente na Funag. A gestão de Roberto Goidanich tem sido duramente criticada por diplomatas puro sangue. Goidanich é visto no Itamaraty como um robô teleguiado por Olavo de Carvalho, alguém que transformou a Funag em um bunker ideológico e um difusor das ideias do “guru da Virgínia”. Blogueiros e militantes “olavistas” tornaram-se presenças constantes em seminários e palestras da Funag.

O Palácio do Planalto tem encontrado dificuldades para definir o destino do Ernesto Araújo. A ideia inicial de Jair Bolsonaro era nomeá-lo para uma embaixada de destaque. Trata-se, inclusive, de uma tradição do Itamaraty: quando cai, o ex-chanceler costuma ser designado para um posto diplomático de primeiro nível. No entanto, dificilmente o nome de Araújo seria aprovado pelo Senado. Dessa forma, outra solução cogitada é a indicação para um organismo multilateral. Há cargos vagos da cota brasileira na OEA e a OMC. Neste caso, a nomeação não precisaria passar pelo Senado. Ainda assim, não vai ser simples: o filme de Araújo está bem queimado nessas entidades.

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