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26.06.20

General Mourão tem mais um “incêndio” para debelar na Amazônia

O general Hamilton Mourão é o homem certo no lugar certo. À frente do Conselho da Amazônia, Mourão desponta como a autoridade mais credenciada no governo para debelar o início de uma nova crise provocada pela aversão do presidente Jair Bolsonaro a tudo que se refira ao meio ambiente. Grandes tradings agrícolas e redes varejistas globais – a exemplo de Cargill, ADM, Carrefour, Walmart, Tesco, entre outros – articulam um boicote, suspendendo a compra de soja produzida na Região Amazônica. A decisão será tomada se o governo brasileiro não atender ao pleito de redução do cultivo do cereal em regiões desmatadas da Amazônia, que subiu 38% em 2018/2019 na comparação com a safra anterior.

Certamente a solução para o problema passa menos pelo gabinete do “ministro stand by” Ricardo Salles e mais pelo do vice -presidente da República. Como se não bastasse a já deteriorada imagem do Brasil no exterior – quando não é o coronavírus, são as queimadas –, o que está em jogo é uma fatia nada desprezível de aproximadamente 15% das exportações brasileiras da commodity. Esta é a proporção da produção nacional que cabe à Região Amazônica. Todos os líderes do possível boicote, ressalte-se, integram a chamada “Moratória da Soja”, acordo por meio do qual seus signatários se comprometem a não comprar o cereal cultivado em áreas de desmatamento.

Enquanto vão sendo discutidas as questões estruturais e mais complexas da política ambiental para a região, o general Mourão começa a impor seu estilo militar de gestão no Conselho da Amazônia e a implementar as primeiras ações capazes de amainar as cobranças da comunidade internacional. Sob a coordenação do general Mourão, a Operação Verde Brasil 2 vem apertando o cerco no combate ao desmatamento na região. Em dois meses, em ações conduzidas pelo Comando de Operações Terrestres do Exército (Coter), foram apreendidos cerca de 120 máquinas e tratores usados ilegalmente. Por decisão de Mourão, os equipamentos serão mantidos em local seguro, sob custódia do Exército. A ideia é que, posteriormente, possam servir como provas em processos criminais contra os acusados de desmatamento na Amazônia. Trata-se de uma mudança importante em relação à prática que vinha sendo feita pelo Ibama e pela Polícia Federal em suas operações contra crime ambiental. Por dificuldades logísticas, tratores e máquinas eram costumeiramente queimados no local de apreensão. De fogo na Amazônia, já basta o dos desmatadores.

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22.11.19

Cargill aumenta a aposta

Notícia que chega ao RR de fonte próxima à Cargill. A empresa deverá investir cerca de R$ 700 milhões no Brasil em 2020. O valor é quase 40% a mais do que os aportes realizados pelos norte-americanos no país neste ano.

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24.10.19

Dança das cadeiras

Luiz Pretti, que deixou o comando da Cargill no Brasil, está na mira de um concorrente dos norte-americanos: a chinesa Cofco. Seria o nome certo, na hora certa, para substituir o ex-no 1 da trading asiática no país, Valmor Schaffer.

By the way: o sucessor de Pretti na Cargill, Paulo Sousa, já recebeu sua primeira missão: encerrar a operação de etanol de cana do grupo no Brasil, com a venda da usina Cevasa. O negócio é um moedor de dinheiro.

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08.07.19

Cargill vs. agricultores do cerrado

As associações de produtores de soja do Piauí e do Maranhão estão liderando um boicote contra a Cargill. Trata-se de uma represália à decisão da trading norte-americana de investir US$ 30 milhões em um fundo antidesmatamento na região do Cerrado. As entidades do agronegócio alegam que a “boa ação” da companhia lança sobre os produtores da região a pecha de desmatadores. Mais do que um carimbo simbólico, o rótulo pode trazer prejuízos financeiros aos agricultores, uma vez que várias tradings internacionais têm se recusado a comprar grãos produzidos em áreas devastadas. Os produtores rurais, inclusive, acusam a Cargill de estar agindo deliberadamente com o objetivo de pressionar os preços da soja em benefício próprio. O assunto deverá chegar ao Congresso: a bancada ruralista já articula uma moção de repúdio à companhia norte-americana. Segundo informações filtradas da própria Cargill, os norte-americanos tratam a reação dos produtores como um blefe. A empresa aposta que eles não terão fôlego suficiente para sustentar o boicote.

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07.06.19

Estrada um pouco mais longa

Há um pleito de grandes tradings agrícolas, a exemplo de Maggi, ADM e Cargill, junto ao Ministério da Infraestrutura, para que o tempo de concessão da BR-163 seja pelo menos de 15 anos e não de dez, como é o plano original da Pasta. A rodovia deve ir a leilão em 2020.

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13.03.19

“Reforma” da Previdência chega ao campo

Empresas como Bunge, ADM, Cargill etc sofreram uma derrota inesperada na última segunda-feira, com uma decisão proferida por Edson Fachin. O ministro do STF declarou a Associação Brasileira dos Produtores de Soja e a União da Agroindústria Canavieira (Única) como “amicus curiae” na ação que discute a constitucionalidade da tributação previdenciária sobre exportações indiretas de produtos agrícolas. Na prática, os agricultores passaram a ser parte interessada no processo, não obstante o forte lobby das tradings na direção contrária. A decisão sugere uma reviravolta na ação, aumentando o risco de que, nesses casos, o pagamento do INSS de agricultores recaia sobre as tradings exportadoras de grãos. A conta pode chegar a R$ 10 bilhões por ano.

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04.12.18

Tem passageiro novo na Ferrogrão

Louis Dreyfus, Amaggi, ADM e Cargill abriram um canal de interlocução com a equipe de Jair Bolsonaro. As discussões envolvem o estudo de viabilidade para a Ferrogrão. O fato novo é a possibilidade de grandes agricultores do Centro-Oeste entrarem no comboio, financiando a construção da ferrovia. O projeto começou nos R$ 8 bilhões. No cálculo mais recente, a contagem já estava em quase R$ 13 bilhões.

Por falar em ferrovias, o futuro ministro dos Transportes, Tarcísio Gomes de Freitas, está com uma pulga atrás da orelha devido à inconsistência das informações que tem recebido sobre a Valec. Parece até que tem gente no atual governo trabalhando deliberadamente para evitar que a equipe de transição veja o que esse trem carrega. Ressalte-se que o futuro governo já revelou a disposição de extinguir a estatal.

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10.10.18

“Agrotech”

A Cargill está financiando um cinturão de startups no Brasil voltadas ao desenvolvimento de tecnologias para a produção de sementes e defensivos agrícolas. Os investimentos se concentram na Região Sul.

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10.09.18

Rota das crateras

Grandes tradings agrícolas, como Louis Dreyfus, Cargill, ADM, vão levar aos candidatos à Presidência um projeto para a licitação e consequente asfaltamento de toda a BR-163, por onde passa mais de metade de produção de soja do Centro-Oeste. A situação da rodovia é mais do que dramática.

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06.07.18

Grão em grão

A trading sul-coreana CJ CheilJedang, que disputa o mercado brasileiro de grãos com gigantes como Bunge e Cargill, está cultivando um investimento da ordem de US$ 200 milhões no país.

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