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07.03.22

Fertilizante vira tema estratégico da área de Defesa

O conflito entre Rússia e Ucrânia levou o Plano Nacional de Fertilizantes para o âmbito da segurança nacional. Segundo o RR apurou, o presidente Jair Bolsonaro tem sido aconselhado a tirar a elaboração do futuro programa da Casa Civil e levá-la para a Secretaria de Assuntos Estratégicos, a cargo do almirante Flavio Rocha, ou para o próprio Ministério da Defesa. A recomendação vem da ala militar do governo. A dependência brasileira dos fertilizantes importados, assunto que, durante décadas, foi conduzido com pouca atenção por seguidas gestões, passou a ser discutido nos Altos-Comandos das Forças Armadas, inteiramente debruçados sobre os impactos da guerra na Europa.

Cabe lembrar que o próprio ministro da Defesa, general Braga Netto, acompanhou Bolsonaro na recente visita à Rússia, principal fornecedor de adubo ao Brasil. Para muitos, o encontro com Putin não passou de marketing diplomático, um evento sem agenda específica. No entanto, naquele momento, a questão dos fertilizantes estava há algum tempo no radar das Forças Armadas.

A reunião com o presidente russo já tinha como objetivo a garantia de manutenção do suprimento dos nutrientes. Foram os militares e não os ministros Tereza Cristina, Paulo Guedes ou Carlos Alberto de França que fizeram o Palácio do Planalto mudar de rota e eleger o assunto como prioridade. A cada dia que passa, as preocupações dos Altos-Comandos mais se justificam. Na última sexta-feira, o governo russo determinou que os produtores de fertilizantes suspendam temporariamente as exportações devido aos problemas logísticos provocados pela guerra. No caso dos fertilizantes, o Brasil depende tanto ou mais dos russos quanto os chineses das proteínas brasileiras.

Não custa lembrar que o Plano Quinquienal da China prevê intensivo plantio de grãos em países como Indonésia, Tailândia e Vietnã, como forma de reduzir a necessidade de importação de grãos brasileiros. O Brasil precisa fazer o mesmo: diversificar suas fontes e aumentar expressivamente a produção interna de adubo, o que deve se dar através de estímulo ao capital estrangeiro, leia-se, por exemplo, a Mosaic ou mesmo a russa Eurochem. Além da atração de investimentos externos, a redução da dependência estrangeira passa também pela entrada ou retorno de grandes companhias ao setor de fertilizantes, casos de Petrobras, Bunge e Vale (ver RR de 21 de fevereiro).

Para os militares, o que está em jogo é uma questão de soberania. Quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, o Brasil importa o equivalente a 85% da demanda interna. Praticamente um quarto desse insumo vem da Rússia. Entre 2020 e 2021, as compras de nutrientes russos saltaram de US$ 1,8 bilhão para US$ 3,5 bilhões. Esse valor corresponde a mais de 60% das importações provenientes da Rússia. Ou seja: a depender da extensão dos combates com a Ucrânia e das consequências comerciais do conflito, o Brasil pode vir a ser duramente afetado na sua principal área de produção econômica, o agronegócio.

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03.05.21

Termômetro

O RR teve a informação de que a Cargill e a Bunge vêm aumentando a importação de milho da Argentina e do Paraguai. Sinal de que a escassez do produto no Brasil tende a se acentuar.

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13.03.19

“Reforma” da Previdência chega ao campo

Empresas como Bunge, ADM, Cargill etc sofreram uma derrota inesperada na última segunda-feira, com uma decisão proferida por Edson Fachin. O ministro do STF declarou a Associação Brasileira dos Produtores de Soja e a União da Agroindústria Canavieira (Única) como “amicus curiae” na ação que discute a constitucionalidade da tributação previdenciária sobre exportações indiretas de produtos agrícolas. Na prática, os agricultores passaram a ser parte interessada no processo, não obstante o forte lobby das tradings na direção contrária. A decisão sugere uma reviravolta na ação, aumentando o risco de que, nesses casos, o pagamento do INSS de agricultores recaia sobre as tradings exportadoras de grãos. A conta pode chegar a R$ 10 bilhões por ano.

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06.07.18

Grão em grão

A trading sul-coreana CJ CheilJedang, que disputa o mercado brasileiro de grãos com gigantes como Bunge e Cargill, está cultivando um investimento da ordem de US$ 200 milhões no país.

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04.06.18

A malha fina do Ibama

O Ibama está com o dedo no gatilho, prestes a disparar mais uma saraivada de multas por desmatamento ilegal, desta vez no Centro Oeste. Recentemente a autarquia puniu um grupo peso-pesado de empresas do agronegócio, entre os quais Bunge e Cargill, em mais de R$ 100 milhões pela devastação de terras nos estados do Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins.

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06.02.18

Bunge e ADM separam a soja do trigo

Para reflexão daqueles que ficaram mais ouriçados com a iminente fusão entre a ADM e a Bunge e seu impacto no Brasil:

Se alguém está pensando que o novo gigante global do agronegócio partirá para um projeto de consolidação no mercado brasileiro, pode tirar seu trator da chuva. O mais provável é que a ADM se desfaça de operações da Bunge que não estão no seu radar estratégico, a começar pelo setor de trigo, área em que não atua no país.

O modelo do mercado brasileiro acaba funcionando como uma barreira natural à demasiada expansão das multinacionais. Os grupos nacionais, notadamente as cooperativas, mantêm uma presença significativa, especialmente na comercialização de soja. Estima-se que cerca de 40% do mercado permaneçam nas mãos de empresas brasileiras. Juntas, ADM e Bunge passarão a ter cerca de 30% do setor, à frente da Cargill (17%).

A Bunge tem moinhos modernos, incluindo o parque de moagem da Pacífico, adquirida há pouco mais de dois anos. Os mais novos estão localizados em Duque de Caxias (RJ), próximo à BR-040, e em Recife. São ativos que poderiam interessar à M. Dias Branco, que precisará aumentar sua produção própria de trigo para abastecer as fábricas de biscoitos da recém-adquirida Piraquê.

Os números levam a crer que uma eventual associação entre ADM e Bunge passará sem maiores problemas pelo Cade. A sobreposição entre ambas é relativamente baixa no país. Há algum overlap mais significativo apenas na área de soja e em logística. Os dois grupos operam terminais nos portos de Santos, Paranaguá, São Francisco e Rio Grande.

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24.10.17

Bunge prepara o bote sobre a Embrapa

A gigantesca Bunge está usando todos seus tentáculos para convencer o governo a vender uma participação minoritária na Embrapa. A multi-nacional queria, é claro, ser controladora. Mas o “não” é tido como definitivo. Uma fonte do RR próxima à Secretaria Especial do PPI informa que a preferência é pela abertura do capital da Embrapa, com a manutenção do controle em mãos da União. Mas esse filme parece velho e rançoso.

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16.06.17

Fertilizante da Petrobras aduba os negócios da Yara no Brasil

Enquanto a joia da coroa, a BR, segue guardada na redoma, Pedro Parente está retomando a venda de ativos da Petrobras pelas peças de menor quilate. Parente reuniu-se, no fim de maio, com executivos da Yara para tratar da negociação da operação de fertilizantes nitrogenados da estatal. Segundo o RR apurou, as conversas envolvem a transferência, em um só pacote, dos três complexos industriais localizados na Bahia, em Sergipe e no Paraná.

Os valores sobre a mesa somam algo perto de US$ 1,5 bilhão. Do lado dos noruegueses, o sinal verde para as negociações foi dado em março, quando o chairman mundial da Yara, Leif Teksum, esteve no Brasil. Diga-se de passagem, nas reuniões com o presidente da subsidiária brasileira, Lair Hanzen, ele não tratou apenas de Petrobras. A companhia não esconde o interesse na unidade de nitrogenados da Vale em Cubatão (SP).

A Yara já detém uma respeitável operação no Brasil, com três fábricas de matérias-primas e 32 unidades misturadoras – boa parte herdada com a aquisição dos ativos da Bunge, em 2013. O faturamento, em torno de R$ 10 bilhões, representa quase 30% das vendas globais do grupo. Na Petrobras, o assunto é conduzido de forma muito cuidadosa.

O receio é que a Justiça atravesse novamente o caminho, como tem ocorrido na negociação de outros ativos. É bem verdade que a companhia teve uma vitória neste sentido na semana passada. A 1a Vara Federal de Três Lagoas (MS) suspendeu a ação civil pública que impedia a negociação da fábrica de fertilizantes na cidade.

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21.03.17

Tapa-buraco

Cargill, Bunge, Louis Dreyfus e Maggi discutem a criação de um consórcio para disputar a concessão da BR-163, prevista para o segundo semestre. As tradings já não suportam mais perder um caminhão de dinheiro a cada safra devido às péssimas condições da rodovia. Só no ano passado, o prejuízo foi de R$ 350 milhões.

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09.11.16

Cais do porto

Após ter recebido o sinal verde do Cade para a compra de 50% do Terminal Fronteira do Norte, o Grupo Amaggi – da família do ministro Blairo Maggi – vai deslanchar um pacote de investimentos da ordem de R$ 100 milhões no porto. Os outros 50% do terminal localizado em Barcarena (PA) pertencem à Bunge. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  Amaggi.

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