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14.09.18
ED. 5953

BRF sente um cheiro de carne queimada

A extensão por mais 20 dias do prazo para que a Polícia Federal conclua as investigações no âmbito da Operação Trapaça, uma das fatias da Carne Fraca, foi recebida com apreensão pela área jurídica da BRF. Há o temor de que a PF, na verdade, esteja abrindo alguma nova frente de apuração com base na delação de Daniel Gonçalves Filho, acusado de ser o chefe de um esquema de corrupção plantado dentro do Ministério da Agricultura

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16.08.18
ED. 5933

Promessa de curto prazo

As juras de permanência no capital da BRF feitas pelo presidente da Petros, Walter Mendes, têm data de validade. O fundo de pensão espera pelos efeitos da gestão Pedro Parente sobre as ações para pular fora do negócio até o início de 2019. O que não dá é para sair agora e realizar um doloroso prejuízo: a ação da BRF acumula uma perda de quase 50% no ano

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13.08.18
ED. 5930

Pratos separados

Os fundos de pensão e a Tarpon já deram sinal verde para a BRF vender o restante das ações da Minerva Foods que ainda estavam em seu poder. É o golpe de misericórdia nas negociações para a fusão entre as duas empresas, que uniam investidores como Rubens Ometto e o fundo árabe Salic.

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11.07.18
ED. 5907

Oriente Médio é o contraponto à carnificina da BRF

Surgiu um candidato a sócio da BRF no Oriente Médio. O Saudi Agricultural and Liverstock Investment (Salic), fundo ligado à família real da Arábia Saudita, estaria em negociações para a compra de um pedaço da OneFoods, braço da empresa para países muçulmanos. O Salic entraria na operação com o figurino de agente de Estado, financiando o aumento da produção de frangos na Arábia – onde a OneFoods já responde por mais de um terço das vendas. O trilhardário fundo árabe, ressalte-se, tem negócios no Brasil: é acionista da Minerva Foods. No início de 2017, a BRF chegou a contratar o Bank of America e o Morgan Stanley como advisers da abertura de capital da OneFoods. A subsidiária foi avaliada, à época, em mais de US$ 6 bilhões, mas o projeto foi deixado de lado diante da crise que já despontava no grupo. A OneFoods é um ativo estratégico, o passaporte da BRF para mercados muçulmanos. Em países como Kuwait e Emirados Árabes, a empresa domina mais de 40% das vendas de frangos. Essas circunstâncias justificam o empenho da gestão Pedro Parente em manter a operação no Oriente Médio em meio à carnificina global já anunciada pela empresa. A BRF vai vender ativos na Europa, Tailândia e Argentina, além de abater quase quatro mil postos de trabalho no Brasil.

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04.07.18
ED. 5902

O bipartidarismo da BRF

Luiz Fernando Furlan, conselheiro da BRF, é considerado pule de dez para assumir o comando do board no lugar de Pedro Parente, que ficará “apenas” com a presidência executiva. Ou seja: a “nova BRF” nascerá da parceria de um ex-ministro de FHC com um ex-ministro de Lula.

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26.06.18
ED. 5896

Minerva Foods

A fusão com a BRF é página virada. Os novos caminhos da Minerva Foods passam pelo aumento da participação do Saudi Agricultural and Liverstock Investment (Salic), fundo de investimento ligado à família real da Arábia Saudita. Donos de 20% do capital, os árabes têm interesse em assumir o controle do negócio e usar a Minerva como guarda-chuva para a compra de frigoríficos de menor porte no Brasil.

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21.06.18
ED. 5893

Cartão de visitas

Ao determinar a venda da participação da BRF na Minerva Foods, Pedro Parente desarmou as gestões que vinham sendo feitas para uma fusão entre as duas companhias. A prioridade de Parente é reduzir o nível de alavancagem da BRF: a relação dívida líquida/ebitda saiu de 3,7 para 4,4 vezes em 12 meses.

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11.06.18
ED. 5885

Um tempero árabe para BRF e Minerva

O RR apurou que o Saudi Agricultural and Liverstock Investment (Salic), acionista da Minerva Foods, é um dos principais artífices das negociações para a fusão da empresa com a BRF. O Salic, fundo ligado à família real da Arábia Saudita, quer ter uma posição relevante na nova companhia, transformando-a em ponta de lança para futuros investimentos na cadeia da proteína no Brasil. Além da aquisição de novos frigoríficos, o fundo vislumbra a possibilidade de entrar na produção de outras commodities agrícolas, como soja. Procurada, a Salic não se pronunciou. A BRF informou que “não recebeu nenhuma formalização por parte da Minerva ou de qualquer investidor estrangeiro ou nacional a respeito da operação mencionada”. O Minerva, por sua vez, disse que “não realizou qualquer proposta de investimento”, acrescentando que manterá “os acionistas informados acerca do andamento de qualquer assunto de interesse do mercado.” Para bom entendedor…

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18.05.18
ED. 5870

O embaixador da BRF

Além de apaziguador dos ânimos societários e conselheiro, Luiz Fernando Furlan terá outra missão na BRF: usar o prestígio de ex-ministro para garimpar novos mercados para a empresa, notadamente no Oriente Médio.

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04.05.18
ED. 5860

Curando a ressaca

No que depender de Abilio Diniz, José Aurelio Drummond, afastado da presidência da BRF por pressão dos fundos, vai curar a ressaca na diretoria do Carrefour Brasil.

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02.05.18
ED. 5858

Lenta reconstrução

Ao contrário da expectativa da Petros e da Previ, as mudanças na BRF não tiveram impacto positivo imediato junto aos investidores. A ação caiu 5,5% nos dois pregões posteriores à eleição do novo Conselho de Administração, sob o comando de Pedro Parente.

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26.04.18
ED. 5855

Carta fora do baralho

A nomeação de Pedro Parente como chairman da BRF virou pelo avesso o processo de sucessão na gestão executiva da companhia. Além de José Aurelio Drummond, que renunciou à presidência nesta semana, quem também deve deixar o cargo é Alexandre Martins de Almeida, vice-presidente Brasil. Almeida chegou a estar cotado entre os fundos de pensão para substituir o próprio Drummond. Com a chegada de Parente, a tendência é que o novo CEO seja contratado no mercado.

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23.04.18
ED. 5852

Pacificadores

A BRF tem dois “pacificadores”: à luz do dia, Luiz Fernando Furlan; nas sombras, Eliseu Padilha. O ministro entrou com tudo no assunto. Que o diga o presidente da Previ, Gueitiro Guenso.

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20.04.18
ED. 5851

Parente e Bendine, tão perto, tão longe

Parece haver um irresistível magnetismo entre a Petrobras e a BRF. Caso se confirme sua nomeação como chairman da empresa  de alimentos, curiosamente Pedro Parente seguirá os passos de seu antecessor, Aldemir Bendine, tornando-se o segundo presidente da estatal no board da companhia. A coincidência não poderia unir personagens tão distintos e de biografias tão díspares. Bendine dispensa comentários. Já Parente é, há muito, um dos mais bem cotados executivos do país. A julgar pelo seu histórico, ele levará a concórdia à BRF. Parente tem como tradição tocar a gestão de forma harmoniosa mesmo quando o cenário exige decisões mais contundentes, vide a própria Petrobras.

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17.04.18
ED. 5848

Marina Silva da BRF

O GIC, fundo soberano de Cingapura, é uma espécie de “Marina Silva da BRF“. Acionista da empresa, ora se mexe na direção de Previ e Petros; ora, balança para o lado de Abilio Diniz.

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11.04.18
ED. 5844

Munição extra para Abilio

Além de ter rompido o acordo com os fundos de pensão, Abilio Diniz voltou a comprar ações da BRF no mercado. Segundo o RR apurou, as maiores operações teriam sido feitas na última sexta-feira.

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09.04.18
ED. 5842

Petros em pílulas

A Petros está revirando suas vísceras e levantando dados que comprovariam o envolvimento de ex-dirigentes em operações irregulares e desvios de recursos do caixa da entidade. Segundo o RR apurou, a fundação enviou recentemente ao Ministério Público Federal relatórios internos que apontam para a participação de dois antigos executivos em fraudes relacionadas aos aportes na Sete Brasil.

Se pudesse, a direção da Petros instituía um circuit breaker para as ações da BRF. O derretimento do papel tem contribuído para afundar ainda mais a fundação no seu déficit atuarial. De janeiro para cá, a ação da BRF já caiu 39%. Signifi ca dizer que em pouco mais de três meses, a Petros, dona de 11% da empresa, já perdeu cerca de R$ 1,6 bilhão. É quase o dobro do prejuízo que o fundo de pensão teve com o investimento durante 2017 inteiro (R$ 900 milhões).

Por falar em déficit, mais de 40 beneficiários da Petros já entraram na Justiça para não pagar a contribuição extra fixada pela fundação para cobrir o rombo atuarial de R$ 27 bilhões.

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05.04.18
ED. 5840

Um pé fora da BRF

A posição da Tarpon Investimentos de não indicar representante para o novo Conselho da BRF tem por trás a decisão já tomada de deixar o negócio até o fim do ano.

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02.04.18
ED. 5837

Tempo de abate na BRF

O que não falta na BRF é tensão. Às vésperas da assembleia de acionistas que votará a deposição de Abilio Diniz do Conselho, os dirigentes da empresa consideram que a suspensão das atividades do abatedouro de Capinzal (SC) por 30 dias não será suficiente. A paralisação de outra unidade – em Mineiros (GO) – é vista como inevitável para reequilibrar a produção diante da suspensão das exportações de frangos para a União Europeia. Cerca de 600 funcionários da planta já estão em férias coletivas. Mas pode piorar: segundo o RR apurou, se as vendas para a Europa não forem retomadas até junho, em vez de frangos as unidades começarão a abater os próprios funcionários.

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20.03.18
ED. 5829

BlackRock zerou sua posição

Nos últimos dois dias, o norte-americano BlackRock praticamente zerou sua posição na BRF. A decisão se deveu menos pelas brigas societárias e mais pela Operação Carne Fraca.

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16.03.18
ED. 5827

Um negócio triunfal

Prestes a ser apeado do board da BRF, Abilio Diniz busca um negócio triunfal, a sua altura. Quem sabe a compra das operações do Cencosud no Brasil pelo Carrefour?

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07.03.18
ED. 5820

Embutidos

A briga societária da BRF chegou aos labirintos do Congresso. Ligado a Abilio Diniz, o CEO da empresa, José Aurelio Drummond, tem cumprido intensa agenda de contatos com lideranças da base aliada. Tenta frear o ímpeto dos fundos de pensão. Se bem que, a essa altura, com a Operação Carne Fraca nos seus calcanhares, este talvez tenha se tornado um problema “menor” para a BRF.

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06.03.18
ED. 5819

Munição reforçada

No mercado, corre a informação de que, além de Abilio Diniz, a Standard Aberdeen também estaria aumentando a sua posição no capital da BRF. A gestora britânica é aliada da Tarpon Investimentos, da Previ e da Petros contra o empresário.

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28.02.18
ED. 5815

Tyson Foods afia suas garras para depenar a BRF

A Tyson Foods, uma das maiores fabricantes de alimentos do mundo, prepara o bote sobre a BRF. A porta de entrada é a compra das participações da Previ, Petros, Standard Aberdeen e Tarpon Investimentos. A operação lhe daria 33% da companhia, um pedaço razoavelmente expressivo se levarmos em consideração que o controle da BRF é pulverizado em bolsa e nenhum acionista detém mais de 11%. As gestões são conduzidas pela Tarpon, que poderia ser enxergada como uma traidora não fosse o capital apátrida, covarde e desleal.

A gestora de recursos foi parceira de primeira hora de Abilio Diniz na tomada da gestão da BRF e no afastamento de seus antigos gestores. Hoje, é um dos artífices da destituição do empresário da presidência do Conselho, em consonância com os fundos de pensão que ela própria ajudou a apartear da administração da companhia. A operação junta a fome de comprar de uns com a vontade de vender de outros – notadamente o trio Previ, Petros e Tarpon.

Os fundos de pensão querem sair da BRF para fazer caixa e reduzir seus respectivos rombos atuariais. Por sua vez, a gestora de recursos enxerga na investida da Tyson Foods a possibilidade de uma saída honrosa da holding controladora das marcas Sadia e Perdigão. Assim como a gestão da Tarpon contaminou a BRF, a BRF também contaminou a Tarpon.

A empresa ainda representa mais de 40% da sua carteira. Mas, no intervalo de três anos, comeu aproximadamente 45% do total de ativos da Tarpon por conta da deterioração do seu valor de mercado. Uns vão, outros voltam. A entrada no capital da BRF significaria o retorno da Tyson Foods ao mercado brasileiro quatro anos após a venda de três unidades de abate de aves no país. Um gigante do setor – com receita de US$ 40 bilhões, valor de mercado de US$ 30 bilhões e mais de 130 mil funcionários –, o grupo norte-americano encontra-se diante de uma pechincha: a ação da BRF está no menor patamar em cinco anos.

Apenas em 2018, acumula queda superior a 20%. E Abilio Diniz? A fotografia de momento mostra o empresário como derrotado e virtualmente deposto do cargo de chairman da BRF. Mas, tratando-se de Abilio, qualquer conclusão é sempre precipitada. O empresário já saiu de corners tão ou até mais agudos, dobrando Carrefour, Casino e a própriafamília. Não seria prudente descartar uma reviravolta em um segundo momento, com a presença de Abilio como parceiro da própria Tyson na reestruturação societária da BRF. Até porque a saída dos fundos de pensão e da Tarpon terá um efeito de descompressão no ambiente societário.

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11.01.18
ED. 5784

Abilio Diniz esquenta a “guerra fria” na BRF

A mudança a fórceps na presidência da BRF – com o expurgo de Pedro Faria, ligado à Tarpon Investimentos – não foi suficiente para apaziguar os ânimos na companhia. Até porque é difícil distensionar um ambiente com a presença de Abilio Diniz. Por meio de fundos ligados à Península Participações, o empresário estaria adquirindo ações da BRF em bolsa. Diniz teria sido, por exemplo, um dos compradores dos papéis vendidos pelo GIC, fundo soberano de Cingapura, na primeira semana de dezembro. Consultadas pelo RR, tanto a Península quanto a BRF não quiseram se pronunciar; tampouco informaram a participação exata de Abilio na fabricante de alimentos.

O último dado divulgado na imprensa dava conta de uma fatia acionária de 3,99%. Pode ser um mero número de ilusionismo. A eventual pulverização da participação entre diversos fundos permitiria a Abilio ter uma fatia superior a 5% sem obrigatoriamente dar disclosure ao mercado. Tudo absolutamente legal, ressalte-se. A questão mais importante, contudo, talvez não seja quanto Abilio Diniz tem, mas o que o estaria movendo a ampliar lenta e gradualmente a sua participação na BRF?

O permanente estado de fricção societária e, sobretudo, a natureza de Abilio sugerem que o empresário estaria acumulando munição para dias de fúria e combate. É bem verdade que ele jamais precisou de supremacia acionária para mandar e desmandar na BRF: com menos de 4% do capital, dizimou a antiga gestão, derrubou Nildemar Secches, o pai da fusão Perdigão/Sadia, e criou um sistema de apartheid que praticamente alijou Petros e Previ da gestão – a despeito das duas fundações controlarem 22% do capital. Recentemente, impôs o nome de José Aurélio Drummond Jr. para o lugar de Pedro Faria, à revelia dos sócios.

O estilo de Abilio Diniz mais favorece a coalizão de adversários do que a atração de aliados. A própria Tarpon Investimentos é um exemplo. As sucessivas divergências na administração da BRF, potencializadas pelas manobras de Abilio que culminaram na demissão de Faria, sócio da gestora de recursos, funcionam como um teste de resistência para a aliança entre ambos. Hoje, o apoio da Tarpon ao empresário, que sempre fez uma razoável diferença na balança societária da BRF, é algo gelatinoso. Juntas, ressalte-se a gestora, a Previ e a Petros somam 30% da companhia. Numa guerra fria, é uma munição que não precisa ser necessariamente disparada, mas sempre lembrada.

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03.11.17
ED. 5738

Take over

Cotado para assumir a presidência da BRF, o nome do ex-Pão de Açúcar e ex-Carrefour Antonio Ramatis enfrenta forte resistência da Tarpon Investimentos. A gestora de recursos defende a indicação de um financista para o cargo. No fundo, o que a Tarpon não quer mesmo é entregar toda a gestão de bandeja para um “pau-mandado” de Abílio Diniz.

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24.10.17
ED. 5731

O início do fim

Há uma grande pressão de parte dos acionistas da Tarpon Investimentos para a venda da participação na BRF. O grupo é liderado por Eduardo Mufarej. A gestora de recursos tem acumulado seguidas perdas com a fabricante de alimentos. Para não falar das crescentes rusgas com Abilio Diniz.

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25.09.17
ED. 5711

Prato gelado

O conturbado processo de sucessão na BRF empacou o projeto de criação de uma terceira marca para se juntar a Sadia e Perdigão. Na empresa, o que se diz é que esse prato só será servido no segundo semestre de 2018.

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15.09.17
ED. 5705

Desvio de foco

Diria o Dr. Pangloss: o novo conflito de Abilio Diniz com o Casino veio em boa hora. Vai desviar o foco dos problemas que ele enfrenta na BRF.

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04.09.17
ED. 5697

O próximo capítulo da BRF

O expurgo de Pedro Faria da presidência da BRF já estava escrito nas estrelas – e no RR (edição de 27 de julho). O que mobiliza a companhia neste momento são as centelhas na relação entre Abilio Diniz e a Tarpon Investimentos.

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25.08.17
ED. 5691

Turquia se revela um território hostil para a BRF

Como se não bastassem os seguidos prejuízos e o estratosférico passivo, a BRF enfrenta problemas na sua grande aposta internacional, a Turquia. Um número crescente de produtores de frango tem se negado a fornecer para a Banvit, a maior produtora de aves local, adquirida em janeiro deste ano. O motivo é a resistência da companhia a reajustar os preços pagos pela matéria-prima – os avicultores pedem um aumento da ordem de 15%.

Outras empresas do setor já aceitaram reajustar os valores. Responsável pela aquisição de mais de 2o% da produção avícola local, a Banvit parece estar usando o seu peso para segurar os preços ou, ao menos, dar um aumento residual aos criadores. Até que o impasse seja equacionado, a empresa corre o risco de ter de reduzir a produção ou mesmo paralisar algumas atividades, de acordo com informes enviados à direção da BRF no Brasil.

A rigor, não é apenas pelos 15%. Consta que os produtores locais não digeriram bem a desnacionalização da grande compradora de matéria-prima do país e um dos símbolos da indústria de alimentos da Turquia. Há, inclusive, pressões dos avicultores para que autoridades locais interfiram na questão e cobrem da Banvit o aumento dos preços dos frangos. Procurada, a BRF não quis se pronunciar.

Do ponto de vista geoeconômico, a compra da Banvit foi um achado, fundamental na estratégia da BRF para o mercado halal – leia-se os países de religião muçulmana. Além da liderança em seu território, a empresa detém, em média, 45% das vendas de frango em nações como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait, Qatar e Omã. Ocorre que a Banvit carrega uma dívida crescente, que se misturou ao elevado endividamento da própria BRF, uma bola de neve que não para de crescer: de março para junho, a relação dívida líquida/ebitda saiu de 4,2 vezes para 4,9 vezes.

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02.08.17
ED. 5674

Agenda interditada na BRF

Aldemir Bendine é agenda interditada na BRF. Abilio Diniz torce para que o mundo se esqueça de que Bendine
passou pelo Conselho da companhia, quando ainda comandava a Petrobras.

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28.07.17
ED. 5671

A superação de Diniz

Ontem Abilio Diniz superou Abilio Diniz. O Carrefour Brasil atingiu valor de mercado da ordem de R$ 29 bilhões,
deixando para trás a BRF, que já caiu 21% no ano.

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27.07.17
ED. 5670

Cristal rachado

A relação entre Abilio Diniz e a Tarpon, que parecia inquebrantável, tem apresentado vários pontos de fissura. De acordo com informações filtradas junto à BRF, Abilio já rechaçou dois nomes indicados pela gestora para a vice-presidência de finanças da empresa – o cargo está vago há cinco meses. Ao mesmo tempo, frita o CEO da companhia, Pedro Faria, sócio da Tarpon. Na BRF, a iminente saída de Faria já é tratada como a gota d ́água que pode entornar de vez a sociedade.

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05.07.17
ED. 5654

Passaporte chinês

A BRF busca um sócio asiático para aumentar as calorias da sua operação local. A Cofco, da China, é forte candidato a dividir este prato. Ressalte-se que a BRF tem um pedacinho de uma subsidiária do grupo asiático, a Cofco Meat.

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12.06.17
ED. 5638

Aquecimento

Alexandre Almeida – que deixou a Itambé para assumir uma vice-presidência da BRF criada sob medida para ele – estaria sendo preparado para assumir o comando da empresa. Já há algum tempo a relação entre Abílio Diniz e o CEO, Pedro Faria, é um fio esgarçado, devido aos maus resultados da companhia.

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06.06.17
ED. 5634

Bye, bye, BRF

A Petros prepara a venda de sua participação de 11% na BRF. Tomando-se como base apenas a cotação em bolsa, seriam aproximadamente R$ 3,5 bilhões a mais para tapar o rombo atuarial da fundação – na casa dos R$ 16 bilhões.

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31.05.17
ED. 5630

Carne muito bem passada

No lado B da delação de Joesley Batista consta um negócio babilônico que estaria sendo urdido junto com Abílio Diniz e uniria a parte de alimentos industriais da JBS, notadamente de frango, e a BRF. O operador na montagem do “titã da proteína” seria o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine, que até março ocupava um assento no Conselho da BRF. Caberia a ele costurar tudo com a Previ e a Petros. Com o BNDES, como se sabe, não haveria problema.

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28.04.17
ED. 5608

Perda de caloria

O Milestones, uma espécie de “familly asset” dos controladores da Weg, estaria reduzindo sua participação na BRF. Por uma dessas coincidências da vida, o vice-presidente do Conselho da Weg é Nildemar Secches, ex-n° 1 da Perdigão, que foi defenestrado da BRF por Abilio Diniz.

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20.04.17
ED. 5603

Lactalis tira leite de pedra

A Lactalis está tirando o sono dos pecuaristas dos Pampas. Com o poder de quem capta 25% de toda a produção de leite do Rio Grande do Sul, o grupo francês tem achatado o preço de referência dos contratos para menos de R$ 1 por litro, patamar praticado no estado. Quem não aceita as imposições da companhia que tente vender para outro. Os produtores gaúchos esperam que seja apenas um interregno na lua de mel com os franceses. No ano passado, a Lactalis, que comprou os ativos da BRF na área de laticínios, transferiu a sede da sua subsidiária brasileira de São Paulo para Porto Alegre.

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19.04.17
ED. 5602

Não é coincidência

Desde março, o GIC, fundo soberano de Cingapura, estaria reduzindo gradativamente sua participação na BRF. Qualquer semelhança com a Carne Fraca não seria mera coincidência.

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18.04.17
ED. 5601

Carne Fraca adia venda de subsidiária da BRF

Os efeitos da desastrosa Operação Carne Fraca ainda ecoam entre as empresas do setor. A BRF se viu forçada a prorrogar o processo de venda de parte da One Foods, sua subsidiária no Oriente Médio. Sua intenção era fechar a operação no início de abril, mas os candidatos – entre eles o Saudi Agriculture & Livestock Investment e o fundo soberano do Catar – exigiram informações adicionais da companhia.

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10.04.17
ED. 5596

A dura fase da BRF

O fim das isenções fiscais sobre a folha de pagamento terá um impacto negativo sobre o Ebitda da BRF da ordem de R$ 250 milhões por ano. O valor equivale a 8% do Ebitda de 2016. Não é pouca coisa…

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31.03.17
ED. 5590

Junta médica

O consultor Claudio Galeazzi, uma espécie de cardiologista corporativo de Abilio Diniz, deverá reaparecer na BRF para ajudar a controlar a taquicardia da empresa. É mais um sinal da fragilidade do CEO da companhia, Pedro Faria.

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23.02.17
ED. 5567

BRF muda sua receita para a One Foods

O anunciado IPO da One Foods Holdings – braço da BRF no Oriente Médio – na Bolsa de Londres pode não ter passado de um conto das mil e uma noites. Segundo o RR apurou, o conselho de administração da companhia está reavaliando a estratégia de capitalização da controlada. No lugar da oferta pública de até US$ 1,5 bilhão, ganha corpo a ideia de uma subscrição privada de ações da One Foods.

A operação abriria espaço para a entrada de um sócio estratégico na companhia. De acordo com informações filtradas da própria BRF, a companhia já vem realizando reuniões com potenciais investidores internacionais para apresentar este segundo modelo. Os encontros são coordenados pelo Bank of America e pelo Morgan Stanley. O assunto também deverá ser abordado pela empresa na teleconferência com analistas marcada para amanhã, junto com a divulgação dos resultados de 2016.

A expectativa na companhia é que a nova proposta agrade mais ao paladar do mercado. Desde que o IPO da subsidiária foi anunciado, na primeira semana de janeiro, as ações da BRF acumulam queda de 18%. A One Foods, ex-Sadia Halal, é uma peça chave na estratégia de expansão da BRF no exterior. A companhia detém mais de 40% do mercado de frangos em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.

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06.02.17
ED. 5554

Uma porta para a Rússia

Após China e Turquia, Abilio Diniz procura uma porta de entrada para a BRF na Rússia.

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19.01.17
ED. 5542

Carne de segunda?

Os investidores não parecem muito empolgados com o frenético início de ano da BRF. Desde o dia 3 de janeiro, a ação acumula uma queda em torno de 6%. Nesse período, a empresa de Abilio Diniz anunciou a compra do frigorífico turco Bavit e o IPO da subsidiária OneFoods.

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28.12.16
ED. 5526

BRF no mundo 1

A BRF pretende anunciar nos primeiros dias de 2017 a entrada de um novo investidor no capital da Sadia Halal, seu braço no Oriente Médio. O valor da operação poderá passar dos US$ 400 milhões.

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28.12.16
ED. 5526

BRF no mundo 2

A propósito: a BRF vai replicar o modelo “subsidiária e sócio local” na China. Ressalte-se que a companhia já tem uma ligação com a Cofco, gigante do agronegócio. Recentemente, comprou uma participação minoritária na Cofco Meat, operação de suínos do grupo chinês.

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22.11.16
ED. 5500

BRF e Minerva são um prato só no cardápio de Abilio Diniz

Abilio Diniz está debruçado sobre mais uma grande operação de M&A: a fusão entre a BRF e a Minerva Foods. A ligação societária já existente entre as duas companhias é um combustível para os planos de Diniz. A BRF detém uma participação relevante na concorrente: 12% do capital votante. O empresário conta ainda com outro importante trunfo: o apoio do Saudi Agriculture and Livestock Investment (Salic), gestora de recursos da família real saudita que administra mais de US$ 180 bilhões em ativos. Em dezembro do ano passado, o Salic desembolsou cerca de R$ 740 milhões para ficar com 19,95% das ações ordinárias da Minerva. Ou seja: juntos, Diniz e o fundo árabe somam quase 32% das ONs, mais do que qualquer outro investidor isoladamente. Significa dizer que a família Vilela de Queiroz, fundadora da empresa e maior acionista individual por meio da holding VDQ, está imprensada entre o rochedo e o mar. Procuradas, BRF e Minerva não quiseram se manifestar.

 A fusão entre BRF e Minerva Foods daria origem a uma companhia integrada da cadeia de proteínas, com presença na produção de carne bovina, suína e no setor de laticínios. Tomandose como base os resultados do ano passado, a nova empresa nasceria com um faturamento superior a R$ 40 bilhões, um Ebitda combinado da ordem de R$ 6,7 bilhões e fábricas em mais de duas dezenas de países. Os dois grupos carregam ainda uma dívida líquida somada de aproximadamente R$ 15 bilhões – R$ 11,5 bilhões referentes à BRF. Curiosamente, ainda que a empresa de Abílio Diniz tenha um nível de alavancagem mais confortável, é a Minerva que apresenta uma curva de endividamento descendente. Nos últimos 12 meses, sua relação dívida líquida/Ebitda caiu de preocupantes 4,8 vezes para 3,2. No caso da BRF, tal proporção subiu de 1,4 para 2,3 no mesmo intervalo, por conta das seguidas aquisições feitas pela companhia no período.

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07.11.16
ED. 5490

Negócio da China

• Ao pagar US$ 20 milhões por 2% da Cofco Meat, Abilio Diniz está convicto de que a BRF assegurou o passaporte para a aquisição de frigoríficos no fechado mercado chinês.

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19.10.16
ED. 5478

Pri-vet

Abílio Diniz, czar da BRF , prepara uma grande operação no mercado russo.

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26.09.16
ED. 5462

BRF é o passaporte para o regresso da Tyson Foods

 A Tyson Foods, um dos maiores fabricantes de alimentos do mundo, fez uma oferta para se associar à BRF. Segundo uma fonte familiarizada com as negociações, a proposta envolve a compra de uma participação em torno de 20%. Tomando-se como base o atual valor de mercado da companhia – portanto, sem embutir qualquer prêmio – esta fração do capital equivale a aproximadamente R$ 9 bilhões. Ressalte-se que, em maio, Abílio Diniz e os fundos acionistas da BRF aprovaram uma mudança no estatuto da companhia alterando a cláusula da pílula de veneno. Até, então, qualquer investidor que atingisse exatamente o patamar de 20% seria automaticamente obrigado a lançar uma oferta pública pelo restante das ações. Com a alteração, este teto passou para 33%. Qualquer semelhança não é mera coincidência. As conversações entre a Tyson Foods e os sócios da BRF teriam se iniciado um mês antes, em abril. De lá para cá, segundo a fonte do RR, executivos do grupo norte-americano já vieram três vezes ao Brasil, para reuniões em São Paulo e visitas a fábricas da empresa. A mais recente destas viagens ocorreu no mês passado, quando os norte-americanos foram a instalações da Sadia e da Perdigão.  A Tyson Foods, que fatura mais de US$ 50 bilhões por ano e distribui seus produtos em 130 países, penou em sua primeira passagem pelo Brasil. O desconhecimento dos meandros do mercado brasileiro, associado a uma boa dose de empáfia, rendeu à Tyson problemas de relacionamento com pecuaristas e uma séria dificuldade de interlocução com o governo – tanto no âmbito federal quanto regional. A empresa tratou prefeituras do interior de Santa Catarina e do Paraná com um distanciamento pouco habitual no setor. Ao mesmo tempo, a estratégia de montar um negócio praticamente do zero, a partir de unidades de abate regionais, foi um tiro no pé. Quando deixou o Brasil, em 2014, a Tyson acumulava mais de US$ 200 milhões em perdas.  Por todas estas razões, os norte-americanos consideram imprescindível ter ao lado um parceiro local e, mais do que isso, desembarcar em uma grande operação já estrutura. Entrar na BRF significa se associar a uma empresa com mais de R$ 30 bilhões em vendas – metade deste valor obtida no mercado internacional. Antes, no entanto, será necessário aparar algumas arestas que, segundo o RR apurou, ainda separam a Tyson Foods da empresa brasileira. Além da questão do preço, falta definir o papel que os norte-americanos terão na gestão da BRF – um detalhe fundamental quando se tem do outro lado da mesa alguém tão espaçoso quanto Abílio Diniz. De acordo com a fonte do RR, a Tyson já fez seu hedge e teria até outro nome guardado no bolso para o caso de um fracasso nas negociações com a BRF: o Marfrig, de Marcos Molina. Cada coisa a seu tempo. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BRF e Marfrig.

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29.08.16
ED. 5443

Jardim de Alá

 A Tanmiah Food Group , um dos principais produtores de frango da Arábia Saudita, é o novo alvo da BRF no Oriente Médio. A empresa tem sete fábricas na região e fatura cerca de US$ 300 milhões por ano. Nos últimos dois anos, Abílio Diniz já comprou ativos em Omã, Emirados Árabes e Kuwait.

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 O sinal de alerta está aceso no Banco Itaú, Nike , Vivo, Samsung e demais patrocinadores da seleção brasileira. O motivo é a truculência com que a CBF vem tratando seus ex-parceiros. A entidade entrou na Justiça contra a BRF, com quem manteve contrato até o início deste ano. A justificativa é que a Sadia está fazendo “marketing de emboscada” em sua campanha publicitária para a Olimpíada ao vestir seu tradicional mascote com uma camisa verde e amarela. Ou seja: ao que tudo indica, Marco Polo Del Nero e cia. entendem que a CBF tem a primazia sobre as cores da bandeira. A BRF não está sozinha. Segundo o RR apurou, a Confederação também está abrindo um processo contra a Michelin, que patrocinava a seleção brasileira até fevereiro. A alegação é de que a empresa francesa não teria cumprido cláusulas do contrato relativas ao prazo e aos valores da rescisão. Procurada, a BRF confirmou o processo e disse lamentar a “postura da CBF”. Como apoiadora oficial da Rio 2016, a empresa afirma ter o direito contratual de usar os uniformes das equipes brasileiras, cujas cores “não são exclusivas da entidade”. A CBF não quis comentar o assunto. A Michelin também não se pronunciou.  Ao olhar para a BRF e a Michelin, os atuais patrocinadores da CBF temem o efeito do “eu sou você amanhã”. A percepção é de que a entidade iniciou uma caça às bruxas em represália aos ex-parceiros. E não são poucos. A escalação inclui ainda nomes como Gillette e Unimed. Não por coincidência, o turnover publicitário cresceu consideravelmente nos últimos dois anos, em meio aos seguidos escândalos envolvendo os ex e atuais cartolas da entidade. Ricardo Teixeira sumiu do mapa. O também ex-presidente José Maria Marin cumpre regime de prisão domiciliar em Nova York. Já Marco Polo Del Nero não sai do Brasil nem a decreto, temendo ter o mesmo destino de Marin, seu antecessor, preso na Suíça e extraditado para os Estados Unidos.

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01.07.16
ED. 5402

Nova fronteira

 A decisão da BRF de criar uma subsidiária para comercializar seus produtos nos mercados muçulmanos, anunciada ontem, é apenas o hors d’oeuvre. O prato principal da estratégia prevê que a Sadia Halal será a ponta de lança para a compra de ativos em paí- ses árabes, a começar pela Arábia Saudita.

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24.06.16
ED. 5397

Danone compra para saltar no ranking

 Depois de colecionar derrotas na disputa com a arquirrival Lactalis no Brasil –, a concorrente comprou a área de lácteos da BRF e fábricas da LBR –, o presidente da Danone, Dario Marchetti, recebeu da matriz a ordem que esperava ansiosamente: virar a mesa no mercado brasileiro. Marchetti ganhou licença para comprar de uma só tacada duas empresas. Para encurtar a distância das líderes em laticínios, o executivo tem na prancheta de aquisições a Aurora, de Santa Catarina, e a paulista Embaré. Juntas tirariam a Danone da humilhante nona posição no ranking do setor e catapultariam a empresa para a vice-liderança, ocupada justamente pela Lactalis. O grupo passaria a ter uma produção anual de 1,5 bilhão de litros de leite, mais de 300% acima do que captou no ano passado. Para não ser derrotado novamente, Marchetti não apenas tomou a dianteira das negociações com a Aurora e a Embaré, antes de qualquer movimento da Lactalis, como também fez uma oferta de compra com porteira fechada.  As transações são consideradas pela matriz e pelo presidente da Danone como vitais para sua permanência à frente da companhia. Afinal, após um longo ciclo de crescimento da empresa francesa, com a multiplicação por dois da receita a cada cinco anos desde 2004, a Danone está em um ritmo de velocidade baixíssima. Marchetti, já há dois anos e meio no cargo, sofreu com uma forte queda da produção da empresa em 2015. Nem pode alegar ao board que o mercado está ruim para todos. Dos 15 maiores fabricantes de laticínios do país, mais da metade conseguiu aumentar a captação de leite. As seguintes empresas não se pronunciaram:  Danone.

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10.05.16
ED. 5365

Será o Armínio?

 Dois nomes estão bem cotados para a presidência da Petrobras no governo Temer: o ex-BRF Nildemar Secches e o banqueiro de investimentos Armínio Fraga. Se Armínio quiser, ele leva.

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07.04.16
ED. 5343

Trapalhada de Bendine vai para a conta de Dilma

 Da CVM às tradings de petróleo, passando pelas instituições do mercado de capitais, por ex-conselheiros das estatais, analistas, petroleiros e desaguando no próprio Palácio do Planalto: todos, sem exceção, fizeram ácidas críticas à ausência de uma operação de comunicação decente de Aldemir Bendine enquanto a Petrobras ia sendo jantada nas bolsas e nas mídias. O vazamento sobre a improvável decisão de redução dos preços dos combustíveis, no último domingo, foi praticamente ignorado pela estatal durante quase todo o dia seguinte, abrindo espaço para uma insurreição do Conselho de Administração e um desabamento das cotações em bolsa. A ideia de reduzir os preços dos combustíveis sem dar pelota para o caixa futuro da companhia é politicamente tão desparafusada que não poderia passar sem um desmentido radical na primeira hora, sob pena da conta do disparate ser debitada a Dilma Rousseff. Ou seja: nessa versão mefistofélica, Dilma exigiria que a Petrobras, em um momento de corte de empregos e investimentos, abrisse mão da sua fonte maior de recursos só para a presidente dar uma boa notícia da redução dos preços da gasolina e nafta. Foi isso que a lerdeza da comunicação de Bendine deixou muita gente pensando. Na terça-feira, consumado o estrago, Aldemir Bendine soltou uma nota cheia de platitudes, dizendo que a Petrobras monitora permanentemente a composição dos preços e achou uma boa hora para discutir a elasticidade preço/venda. Para confirmar que a empresa opera em Marte e não no Brasil, Bendine concluiu a opereta não afirmando coisa alguma, ou seja, que não existia qualquer decisão sobre a medida. Tanta estultice acabou levando Dilma a falar. Para não dinamitar o presidente da Petrobras de imediato, ela reconheceu que existe discrepância entre os preços internos e externos e que a companhia tanto pode mudar quanto pode não mudar. Só para não variar, disse o óbvio.  A redução dos preços dos combustíveis não só afetaria o caixa como teria um impacto simbólico na mão contrária de todo o esforço de reconstrução da imagem da Petrobras, transformando-a em simulacro de uma companhia populista ao melhor estilo venezuelano.  Aldemir Bendine, por sua vez, demonstrou não ter condições técnicas e políticas de presidir a estatal. Dilma deveria retirá-lo imediatamente. Melhor deixá-lo ganhando uns bons trocados em conselhos de administração – como no caso da BRF – do que estragando a Petrobras, que não precisa de ninguém mais para piorar a sua vida.

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04.03.16
ED. 5320

Tira-gosto

  A decisão da Mondelez de encerrar a sociedade com a BRF para a produção do cream cheese Philadelphia é apenas o tira-gosto. A disposição dos norte-americanos é romper de vez a parceria com a empresa de Abilio Diniz, suspendendo o acordo de distribuição firmado em 2008. Para a Mondelez, a BRF pouco se esforça para aumentar a venda de suas marcas no Brasil. Segundo o RR apurou, o grupo norte-americano já procura um novo parceiro, o que é negado pela companhia.

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01.03.16
ED. 5317

Fila indiana

 A Samsung estuda romper o acordo de patrocínio com a CBF, juntando-se, assim, à BRF e à P&G . As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Samsung e CBF.

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15.12.15
ED. 5269

Deserção

 A BRF estuda a mudança da sua sede fiscal para o exterior. Mais uma que se vai, mais uma. Procurada, a BRF não comentou o assunto.

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16.10.15
ED. 5228

Há mais dúvidas do que carne no prato da Pif Paf

 Dono do Pif Paf, uma espécie de campeão do segundo grupo dos frigoríficos nacionais, Luiz Carlos Costa está parado em frente a uma bifurcação. A decisão que lhe cabe não é simples: de um lado, a opção de insistir na compra de pequenas indústrias regionais e, assim, seguir à frente do negócio fundado por seu pai há meio século; do outro, a tentação de colocar um caminhão de dinheiro no bolso com a venda da companhia. A pressão para que ele escolha este segundo caminho vem de fora e de dentro de casa. A BRF não sai da sua porta. Já teria oferecido mais de R$ 500 milhões pelo Pif Paf. Ao mesmo tempo, sua família faz força pelo negócio, temerosa de que Costa perca a oportunidade e, mais adiante, seja obrigado a se desfazer da empresa na bacia das almas.  Os fatos recentes alimentam a apreensão familiar. Com um faturamento de R$ 1,8 bilhão, o Pif Paf já viveu dias melhores. Os planos de expansão nacional e compra de frigoríficos fora de Minas Gerais foram abandonados há pouco mais de um ano. No mesmo período, Costa baixou a guarda e tentou atrair um investidor para o capital da empresa. Conversou com muitos fundos, daqui e de fora, mas divergências quanto à precificação do ativo brecaram o negócio. A BRF é o que Costa tem à mão neste momento.

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O coro da BRF anda muito bem ensaiado. Além do próprio Abilio Diniz, dois dos principais conselheiros da empresa, os ex-Sadia Luiz Fernando Furlan e Walter Fontana Filho, têm feito diversos elogios ao ministro Joaquim Levy e ao ajuste fiscal.

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12.08.15
ED. 5183

A nota técnica do Cade

A nota técnica do Cade que embasou o arquivamento do processo de concentração de mercado contra Abilio Diniz, Carrefour e BRF causou enorme estranheza no varejo. O texto diz que o empresário é apenas acionista minoritário da Península Participações – holding onde estão pendurados seus negócios. O Cade levou em consideração que a maior parte das ações da companhia, mais precisamente 57,68%, está nas mãos de outros seis indivíduos. Faltou dizer que os seis são filhos de Abilio. E faltou dizer mais ainda: que dois deles têm seis e nove anos de idade.

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17.07.15
ED. 5165

Leite A e leite B

A francesa Lactalis está gastando até 20% mais do que esperava no processo de integração dos ativos da Lácteos Brasil e da BRF, comprados no ano passado.

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30.06.15
ED. 5152

Quase pessoal

 Patrick Sauvageot, nº 1 da Lactalis na América Latina, parece ter um gosto especial por tripudiar de sua antiga casa. Ex-CEO da Danone, está prestes a cooptar para a Lactalis um dos maiores distribuidores da concorrente no Nordeste. Não custa lembrar que Sauvageot já havia derrotado a Danone na disputa pela LBR e pelos ativos lácteos da BRF.

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26.06.15
ED. 5150

Voto vencido

A Petros, que sempre ficou do lado oposto ao de Abilio Diniz na BRF, está com um pé fora da empresa. A fundação pretende vender sua participação de 12,5%. A saída está cantada em verso e prosa desde abril, quando a Petros abriu mão de indicar um nome para o Conselho da BRF.

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03.06.15
ED. 5134

Abilio Diniz

Abilio Diniz tem dito a uns e outros que o estouro do “Fifagate” seria um bom motivo para a BRF/ Sadia romper o contrato de patrocínio a  CBF.

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06.05.15
ED. 5114

Aurora se alimenta de seus associados

Não é por acaso que a Aurora Alimentos vem sendo chamada no setor de “Copersucar dos frangos”. Guardadas as devidas proporções, a companhia avícola tem adotado uma estratégia similar a  do grupo sucroalcooleiro, leia-se a incorporação de abatedouros com a embalagem de que está ganhando um novo associado. A também paranaense Coasul deverá ser a 14ª empresa abduzida pela cooperativa. Caso a negociação se confirme, a Aurora vai aumentar sua capacidade de abate em aproximadamente 160 mil aves/dia e seu faturamento anual em cerca de R$ 1 bilhão. Significa dizer que a receita da companhia baterá nos R$ 8 bilhões, valor que consolidaria a cooperativa como o terceiro maior player do setor, atrás apenas da JBS e da BRF.  Formalmente, a Aurora diz “desconhecer” as negociações com a Coasul. Mas, não custa lembrar, que o grupo tem enfileirado uma sequência de operações semelhantes. O caso mais recente foi a da Cocari, que, mediante a recente venda de um abatedouro no Paraná, tornou-se mais um cooperativado da Aurora. Por trás desta pescaria de ativos está Mário Lanznaster. Presidente da Aurora há sete anos, Lanznaster é o artífice da estratégia de expansão da malha de associados da companhia. Nesse período, o faturamento do grupo quase mais do que duplicou.

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31.03.15
ED. 5091

Copo duplo

Após comprar ativos da BRF, a francesa Lactalis mira na Laticínios Jussara, de São Paulo, com receita anual em torno de R$ 1 bilhão. Consultada, a empresa paulista negou a venda do controle.

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12.03.15
ED. 5078

Mesa farta

A compra de ativos da BRF e da Lácteos Brasil não saciou o apetite da Lactalis. Os franceses querem colocar na mesa do café da manhã as marcas Polly, de leite em caixa, e Cativa, de manteiga, pertencentes a  paranaense Confepar. No pacote, assumiriam também uma fábrica da cooperativa. Consultada pelo RR, a Confepar disse que não teve contatos com a Lactalis.

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03.02.15
ED. 5054

Leite derramado

 A francesa Lactalis, que comprou os ativos da BRF na área de laticínios, cogita fechar até três das 12 fábricas herdadas. Procurada, a empresa informou “ainda não ter informações concretas sobre o assunto”.

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20.01.15
ED. 5044

Carrefour

 No Carrefour, já se dá como certo que Roberto Mussnich deixará a presidência do Atacadão no máximo até junho para dar lugar a um executivo ungido por Abílio Diniz. Não custa lembrar que Claudio Galleazzi, integrante da “guarda suíça” de Abílio, está livre, leve e solto desde o fim de dezembro, quando deixou o comando da BRF.

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08.12.14
ED. 5017

Carlyle monta seus novos brinquedos no Brasil

 Após fisgar o controle das duas maiores varejistas do setor – PBKids e RiHappy -, para onde mais o Carlyle pode caminhar no mercado brasileiro de brinquedos? Neste jogo de tabuleiro, a carta que os norte-americanos levam a  mão parece dizer: “Avance duas casas e verticalize sua operação”. O fundo também pretende fincar sua bandeira em um grande fabricante nacional de brinquedos. Os dados estão rolando sobre a mesa, mas, desde já, dois nomes surgem no radar do Carlyle: Estrela e Grow. Além da possibilidade de adicionar ao seu portfólio uma marca forte, com expressivo índice de recall entre os consumidores, o que impulsiona os norte-americanos é o desejo de dominar o setor de ponta a ponta, garantindo condições mais vantajosas para suas duas redes varejistas. Ao todo, PBKids e RiHappy somam mais de 200 lojas no Brasil. O Carlyle, que administra cerca de US$ 200 bilhões em recursos, já investiu mais de US$ 500 milhões no mercado brasileiro de brinquedos – 80% desta cifra foram desembolsados na aquisição da RiHappy e da PBKids. Comparativamente, a compra de uma participação em um dos dois grandes fabricantes nacionais seria um investimento bem menos dispendioso. Noves fora um eventual prêmio de controle, atualmente o valor de mercado da Estrela, por exemplo, não passa dos R$ 130 milhões. A empresa, aliás, é vista pelos norte-americanos como uma presa até mais frágil do que a Grow, que sempre conseguiu manter um nicho de mercado – no segmento de jogos de tabuleiro – e, nos últimos anos, soube se reinventar com a digitalização de seus produtos mais famosos, como War, Perfil e Imagem & Ação. A entrada no capital de um fabricante de brinquedos poderia gerar um efeito colateral para o Carlyle e suas redes varejistas, com um eventual estremecimento das relações entre a PBKids e a RiHappy e outros grandes fornecedores. No entanto, os norte-americanos, ao que parece, não temem esse risco, assim como Abílio Diniz não temeu comprar uma participação na BRF quando ainda tinha um pé no Pão de Açúcar.

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02.12.14
ED. 5013

Pif Paf é mais uma presa na mira de Abílio Diniz

Abílio Diniz está com sua calibre 12 apontada para uma nova presa. Desta vez, o alvo a ser abatido atende pelo nome de Pif Paf Alimentos. Responsável por mais de 20% das vendas de frango no país por meio das marcas Sadia e Perdigão, a BRF enxerga a compra do frigorífico mineiro como um movimento fundamental para ampliar esta participação. A aquisição permitiria ao grupo aumentar em aproximadamente 10% a sua capacidade de produção – o Pif Paf abate cerca de 350 mil aves por dia. A BRF ainda adicionaria ao seu faturamento cerca de R$ 1,8 bilhão por ano. Herdaria também unidades em nove cidades mineiras e outras duas em Goiás, além de cinco fábricas de alimentos industrializados. Para a empresa comandada por Abílio Diniz há ainda uma razão estratégica tão importante quanto todos estes números. Ao comprar o Pif Paf, a BRF tiraria das gôndolas do mercado um dos poucos ativos de porte que escaparam da consolidação do setor. Ressalte-se que a investida sobre o Pif Paf se dá em um momento de mudanças nevrálgicas na gestão da BRF. No fim do ano, Claudio Galleazzi, lugar-tenente de Abílio Diniz, deixará a presidência da companhia. Será substituído por Pedro Faria, atual CEO da área internacional da empresa. Uma das missões de Faria é justamente revigorar a operação da BRF no segmento de aves. No ano passado, o volume de vendas de frangos in natura no mercado interno caiu 16%. As exportações, por sua vez, recuaram 3%. A BRF identifica no Pif Paf alguns sinais de fragilidade que podem facilitar sua caçada. As tentativas da empresa de atrair um sócio minoritário, leia-se um fundo de investimento, foram tiros n’água. Com isso, o plano de se fortalecer mediante a compra de um concorrente de maior porte – um dos alvos seria a Big Frango – ficou pelo caminho. O Pif Paf não tem demonstrado fôlego sequer para manter a política de aquisições de abatedouros de menor calibre que a caracterizou nos últimos anos.

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21.10.14
ED. 4983

Abílio Diniz avança sobre o frigorí­fico Minerva

 A obsessão de Abílio Diniz em se tornar o “Sr. Proteína” não tem limites. Circula no mercado a informação de que o empresário vem comprando ações do Minerva em bolsa. As aquisições mais expressivas, feitas na pessoa física, teriam ocorrido nos primeiros dias de outubro. Aonde Abílio pretende chegar? Analistas de mercado não têm muitas dúvidas em relação a s cenas dos próximos capítulos. Abílio está construindo um cenário mais do que propício para a montagem de um império dos alimentos. O domínio dos grupos Minerva e BRF colocaria o empresário na proa de um negócio com faturamento de R$ 40 bilhões ao ano e presença física em quase 30 países. Procurada pelo RR, a Península Participações, braço de investimentos de Abílio Diniz, negou que o empresário esteja comprando ações do Minerva. Está feito o registro. Ressalte-se, no entanto, que Abílio já tem um pé na companhia. No ano passado, ao transferir para o frigorífico sua operação de bovinos e duas unidades de abate nas cidades de Várzea Grande e Mirassol do Oeste (MT), a BRF recebeu como pagamento 16,5% do capital votante da empresa. Significa dizer que hoje, mesmo de forma indireta, Abílio já é o segundo maior acionista do Minerva, atrás apenas da família Queiroz, controladora da companhia. Abílio Diniz não está reinventando a roda. O script guarda semelhanças com o processo de conquista da BRF. Sucessivas aquisições do papel em Bolsa, combinadas ao apoio da Tarpon Investimentos e, posteriormente, dos fundos de pensão, permitiriam ao empresário tomar o poder da companhia. No caso do Minerva, é bem verdade, há uma diferença que não pode ser desprezada. O frigorífico não é a BRF – uma empresa de controle difuso na qual um acionista com apenas 11% do capital consegue mandar e desmandar. No entanto, os Queiroz não têm uma participação societária tão folgada, que lhes garanta uma blindagem ao avanço de terceiros. Depois do IPO da empresa, em 2007, e da nova oferta de ações realizada em 2012, a família ficou com apenas 28,7% das ordinárias. Abílio Diniz, portanto, nem precisaria adquirir uma montanha de títulos em Bolsa para ombrear com os acionistas controladores. Num exercício meramente hipotético, bastaria, por exemplo, a  BRF fazer uma composição com a dupla SulAmérica Investimentos e Fidelity Asset – as duas gestoras de recursos detêm 12,03% do frigorífico. Feito o acordo, Abílio passaria a carregar no coldre o equivalente a 28,53% da companhia, praticamente igualando-se a  família Queiroz. No momento certo, o empresário sacaria da cintura as ações compradas em bolsa para desempatar a disputa. Seria o voto de minerva, com o perdão do trocadilho. A partir daí, nem é preciso avançar nas conjecturas sobre o futuro do frigorífico. A biografia de Abílio Diniz e a própria BRF falam por si.

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01.10.14
ED. 4969

Coalhada

 Os primeiros meses de Dario Marchetti na presidência da Danone no Brasil têm sido um azedume só. O italiano é cobrado pela frustrada negociação para a compra da divisão de lácteos da BRF, que acabou nas mãos da grande rival Lactalis, também francesa. É pressionado ainda pelo achatamento das margens de lucro da empresa em 2014.

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27.08.14
ED. 4944

Sucessão na BRF se escreve com “S” de Sadia

A Sadia está morta! Viva a Sadia! A sucessão de Claudio Galeazzi na presidência da BRF pode selar definitivamente a “ressurreição” da antiga empresa, que partiu desta para pior após sofrer bilionárias perdas com derivativos cambiais e ser engolida pela Perdigão. Segundo informações filtradas do próprio grupo, três nomes já despontariam como fortes candidatos ao lugar de Galeazzi, que deixará o cargo em dezembro: Pedro de Andrade Faria, Sergio Mandin Fonseca e Walter Fontana Filho. Da trinca, apenas Faria não tem ligação direta com a Sadia. Atual CEO da área internacional da BRF, o executivo é um dos sócios fundadores da Tarpon Investimentos, fiel escudeira de Abílio Diniz e acionista da companhia. Já os outros dois postulantes ao cargo de Galeazzi levam um “S” tatuado na pele. Walter Fontana Filho dispensa apresentações: herdeiro da Sadia, comandou a empresa por 14 anos. Era o presidente do Conselho de Administração no fatídico ano de 2008, quando a companhia levou uma pancada cambial de mais de R$ 2,5 bilhões. Quem também estava por lá na ocasião era Sergio Mandin, então diretor de mercado interno e um dos principais colaboradores de Fontana. Por motivos mais do que óbvios, a Sadia sempre foi tratada como carne de segunda na BRF. Logo na partida, os principais cargos da nova empresa foram entregues a dirigentes saídos das fileiras da Perdigão, a começar pelos então todo poderosos Nildemar Secches e José Antonio Fay. O jogo começou a virar com a chegada do tsunami Abílio Diniz, que varreu para longe a dupla de executivos. Nos últimos meses, Abílio parece cada vez mais empenhado em redimir a antiga Sadia. Do fim do ano passado para cá, nomes egressos da empresa voltaram a  cena e pouco a pouco vêm ganhando espaço na gestão. É o caso do próprio Sergio Mandin, indicado em dezembro do ano passado para comandar a divisão Brasil do grupo. Logo depois, Augusto Ribeiro Jr., outro ex-Sadia, assumiu a diretoria financeira. Ao mesmo tempo, Walter Fontana Filho aproximou-se bastante de Abílio Diniz, tornando-se um dos principais interlocutores do empresário. Não há dúvidas de que a Sadia saiu do purgatório e voltou ao mundo dos vivos. A escolha de Mandin ou do próprio Fontana para o lugar de Galeazzi apenas consumaria a reencarnação. Com a palavra, Abílio Diniz.

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05.08.14
ED. 4928

Copo duplo

A Lactalis estaria se unindo a  canadense Saputo nas negociações para a compra da divisão de lácteos da BRF. A concorrência é dura. Estão no páreo a também francesa Danone e a mexicana Lala.

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