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01.11.19

BRF leva uma casca vazia para a Arábia

A instalação de uma fábrica de processados de frango na Arábia Saudita anunciada pela BRF está mais para uma obra cenográfica do que para um investimento real. Segundo o RR apurou, o projeto foi montado às pressas não necessariamente como uma decisão estratégica da companhia, mas para atender a uma encomenda do Palácio do Planalto. Foi a contrapartida apresentada por Jair Bolsonaro ao governo local na tentativa de liberar as exportações de frango brasileiro para os sauditas. Noves fora o valor divulgado, US$ 120 milhões, o projeto ainda não tem prazo de execução, volume de produção, estrutura de capital e sequer local escolhido. Em tempo: a “parceria” serviu para a BRF reconstruir pontes com o Poder – uma relação abalada pela Operação Carne Fraca e pela frustrada fusão com o Marfrig, negociada à revelia dos fundos de pensão.

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21.10.19

Método no arrependimento

Parece haver método no arrependimento da BRF. Todos os malfeitos que vêm sendo confessados pela empresa à PF se concentram na gestão do ex-CEO, Pedro Faria, um dos sócios da Tarpon.

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09.09.19

Legado Abílio

Ao vender sua participação na Sats Foods, de Cingapura, a BRF virou uma página de prejuízos escrita na gestão de Abílio Diniz. O empresário foi o grande entusiasta da entrada no país asiático. No entanto, o negócio se revelou uma carne de pescoço. Os US$ 15 milhões recebidos pela BRF na venda não cobrem os US$ 20 milhões aportados no negócio e muito menos os seguidos prejuízos.

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24.07.19

BRF News

Sem a fusão com o Marfrig, Abilio Diniz procura outra porta de saída da BRF. O caminho aventado é a oferta em bolsa da sua participação, hoje inferior a 3%.

A BRF estaria em conversações com o Salic, fundo ligado à família real saudita, para a venda de um pedaço da One Foods, sua subsidiária no Oriente Médio. Procurada, a empresa confirmou que avalia alternativas para seus investimentos na região, entre as quais “parcerias e venda de participações minoritárias”.

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01.07.19

BRF deixa credores no escuro

Os credores da BRF estão sendo tratados como carne de segunda. Em meio às gestões para a fusão com o Marfrig, a empresa congelou as negociações que vinha mantendo para a repactuação de suas dívidas a partir de janeiro de 2020. Ressalte-se que os recursos amealhados com a desmobilização de ativos cobrem apenas passivos com vencimento até dezembro. Ressalte-se que a relação dívida líquida/Ebitda da BRF bateu em 5,4 vezes em março, contra 4,44 no balanço do primeiro trimestre de 2018.

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04.06.19

Árabes avançam na Minerva Foods

Subiu a temperatura na indústria de proteína animal. Além da iminente fusão entre BRF e Marfrig, há tratativas para um novo aporte de capital do Salic na Minerva Foods. O valor seria da ordem de R$ 500 milhões. Em 2016, o fundo de investimento ligado à família real da Arábia Saudita injetou aproximadamente R$ 750 milhões na empresa, o que lhe deu uma participação acionária de 32%. A Minerva vive um período de azia financeira. No ano passado, amargou um prejuízo de mais de R$ 1,2 bilhão. A companhia tem feito um enorme esforço para reduzir sua alavancagem – hoje na casa de quatro vezes o Ebitda.

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03.06.19

Abílio Diniz pede a conta e sai da mesa da BRF e do Marfrig

Abílio Diniz confidenciou a uma fonte do RR que vai sair de vez da BRF. Abílio pretende aproveitar a fusão da companhia com o Marfrig para pular fora do barco e virar uma das páginas mais melancólicas da sua trajetória empresarial. Cacife para dobrar a aposta e garantir sua participação no negócio não lhe falta. No entanto, Abílio quer distância da nova empresa e da indústria de proteína animal. De talismã, a BRF tornou-se uma ave agourenta. Em 2013, Abilio Diniz assumiu o Conselho da BRF com o apoio irrestrito de Previ e Petros. Cinco anos depois era expurgado do cargo pelos fundos de pensão. Nesse período, o valor de mercado da empresa caiu praticamente à metade – de R$ 39 bilhões para R$ 20 bilhões. Nos dois últimos anos sob seu comando (2016 e 2017), a companhia acumulou perdas de R$ 1,4 bilhão. Como se não bastasse, a passagem de Abílio pela BRF deixa como legado a criminalização da empresa, investigada na Operação Trapaça. Procurado, o empresário não quis se pronunciar. Abílio Diniz não deve ser o único acionista da BRF a saltar do bonde. Previ e Petros também querem sair do negócio. O BNDES, sócio relevante do Marfrig, deverá seguir o mesmo caminho. O próprio governo Bolsonaro, por sinal, tem motivos de sobra para querer ver a nova empresa pelas costas. Há um DNA “lulo-dilmista” na operação. A fusão BRF-Marfrig remete à malfadada política dos cavalos vencedores dos governos petistas. Além disso, a companhia nasce contaminada por investigações do MPF e da Justiça e sob a regência de um empresário polêmico, Marcos Molina, dono do Marfrig. No ano passado, Molina fechou acordo no âmbito da Operação Greenfield e aceitou arcar com uma multa de R$ 100 milhões. Ele é acusado de ter pago propina para obter empréstimos na Caixa Econômica.

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09.04.19

Legado Pedro Parente

Pedro Parente deixará para o seu sucessor na presidência da BRF, Lorival Luz, um plano de abate da estrutura da companhia no Brasil. O projeto prevê o fechamento de cinco pontos de produção da companhia, entre eles a unidade de processamento de frangos de Carambeí (PR), fechada “temporariamente” na semana passada. Procurada, a BRF limitou-se a confirmar a interrupção temporária da unidade paranaense.

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15.03.19

Proteína financeira

O Marfrig estaria preparando uma grande emissão de títulos no exterior, com o objetivo de alongar o perfil da sua dívida. Nos últimos meses, o frigorífico de Marcos Molina fez aquisições de vulto, como ativos da BRF na Argentina e, sobretudo, a norte-americana National Beef, um negócio de quase US$ 1 bilhão.

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12.03.19

Escolha de Sofia

O assunto é doloroso para José Carlos Magalhães e Eduardo Mufarej, afinal são 17 anos de estrada. Mas, amizade à parte, está cada vez mais difícil para a dupla seguir com Pedro Faria ao seu lado na Tarpon Investimentos. A descoberta de que a BRF teve uma perda de R$ 200 milhões com derivativos de ações durante a gestão de Faria é mais um tiro que ricocheteia na reputação da própria gestora. Para não falar da criminalização da empresa, com a Operação Carne Fraca.

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