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Os olhares se voltarão, amanhã, para a pauta do ministro Paulo Guedes no Fórum Econômico Mundial, em Davos, no qual será o representante do governo brasileiro, após confirmação de que o presidente Bolsonaro não comparecerá. Ministro terá – e deve aproveitar – espaço para valorizar resultados de 2019 e detalhar objetivos para 2020, com ênfase na atração de investimentos estrangeiros.

De negativo, ainda que em termos pontuais, possíveis questionamentos sobre denúncia apresentada pelo MPF contra Esteves Colnago, assessor do ministro.

A indústria e uma nova rodada de balanços da economia

Paralelamente, o dia será marcado por nova leva de análises e projeções, após resultados abaixo do esperado para a produção industrial de dezembro. Em destaque a percepção de que o cenário externo apresenta dificuldades para o Brasil, particularmente no que se refere à crise na Argentina.

Autonomia do Banco Central em foco

Declarações do presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, hoje, expondo autonomia da instituição, com prioridade para o primeiro trimestre de 2020, causará efeito duplo, amanhã: a) Animará o mercado e parte dos analistas; b) Tende a movimentar o Parlamento, particularmente o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que já demonstrou interesse de ser “patrono” da medida, como foi da reforma da Previdência.

Nesse contexto, interessa monitorar, nesta sexta, manifestações da equipe econômica e do presidente Bolsonaro acerca do tema. Autonomia do BC pode se tornar pauta central para o governo, como maneira de mostrar compromisso com liberalização da economia em projeto de mais fácil aprovação do que reformas como a tributária e a administrativa.

Cobranças ao MEC

Serão repostas amanhã – e provavelmente aprofundadas – as cobranças ao ministro Weintraub sobre o planejamento para 2020. Entrevista coletiva de hoje não foi bem recebida, particularmente no que se refere à possibilidade de que o MEC retome do zero a tramitação no Congresso de proposta para o Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica.

Pressão por reajustes

Pode ganhar corpo, amanhã, com multiplicação de manifestações na mídia, a pressão de grupos de servidores públicos, particularmente na área de segurança – base de apoio do presidente Bolsonaro – por reajustes em 2020. Aceno do presidente para policiais do Distrito Federal e aumento concedido a policiais federais pelo Ministério da Justiça são estopins.

A lentidão no INSS

Dificuldades do governo para diminuir o tempo de resposta na concessão de benefícios do INSS se mantém no noticiário e causará desgaste ao governo, amanhã, ainda que sem impacto grave. Alimentará, no entanto, imagem de que equipe econômica estabelece metas muitas vezes de caráter mais retórico do que factível.

A PGR e o Juiz de Garantias

A proposta apresentada hoje pela Procuradoria Geral da República, defendendo que o Juiz de Garantias seja implantado apenas para casos futuros, conduzirá a o debate sobre o tema, amanhã.

A inflação em 2019

Destaque amanhã para o IPCA de dezembro, fechando a inflação de 2019. Apesar de trajetória recente de alta, índices para a última semana de dezembro (como o IPC S, da FGV), indicaram queda na curva inflacionária, com interrupção do forte crescimento nos preços da carne. A conferir, amanhã, não apenas os números fechados (que de toda forma ficarão abaixo da meta), mas tendência em curso e os prognósticos para 2020. E, especificamente, inflação para faixas de baixa renda e impacto na cesta básica, já discutido hoje.

Trump se fortalece, mas novos ataques não estão descartados

A cada dia que passa sem que o Irã realize ataque de impacto contra os EUA e seus aliados – com baixas humanas ou estruturais de largo escopo – se ampliará imagem de que Trump fortaleceu os EUA, geopoliticamente, e ganhou trunfo no processo eleitoral.

O país persa ainda pode sofrer duro golpe amanhã com hipótese, que parece cada vez mais provável após vídeo divulgado pelo New York Times, de que o avião comercial que caiu no início da semana tenha sido alvejado por míssil iraniano. Se o fato for confirmado, tende a ser encarado pelos EUA como um erro operacional e não como retaliação. Mas provocará condenação da comunidade internacional e enfraquecerá movimentações da oposição democrata. Reversão do cenário só ocorreria diante de ataque iraniano de maiores dimensões.

A realidade do Brexit

No cenário internacional, também terá destaque, amanhã, o panorama pós-Brexit. A saída do Reino Unido da União Europeia foi, finalmente, aprovada hoje por larga margem no Parlamento britânico. O primeiro ministro Boris Johnson sairá muito fortalecido.

Emprego nos EUA

No exterior, vale atenção para o Relatório de Emprego Não Agrícola e a Taxa de Desemprego nos EUA, em dezembro. Projeções de criação de 164 mil empregos ficam abaixo de números muito fortes de novembro (266 mil), mas mantém trajetória constante de alta na economia norte-americana. Já a taxa de desemprego deve continuar em patamar muito baixo, estável em 3,5% ou com leve oscilação, para 3,6%.

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Com a perda de tração do noticiário do Congresso e de fatos novos na economia no final de ano, haverá, nos próximos dias, início de balanço do primeiro ano do governo Bolsonaro. Nesse âmbito, estarão em foco:

1) Novo embate gerado por investigações – e pesadas acusações – contra o senador Flávio Bolsonaro. Linha adotada tanto pelo senador quanto pelo próprio presidente indicam que caminho adotado, a exemplo do que ocorreu em episódios anteriores, menos graves, será o confronto. Pode-se antecipar, nos próximos dias, novas críticas à Justiça, à Imprensa e ao governador Wilson Witzel

2) Paralelamente, tudo indica que se aprofundará o desgaste e a dissociação entre Flávio e o governo Bolsonaro, na visão de apoiadores. É o que já se percebe em redes sociais, sempre um importante termômetro para o atual governo. Explicação de PM afirmando não se lembrar de quando recebeu de volta R$ 16 mil reais de conta que pagou para o senador terá reflexos negativos, amanhã.

Indícios são de que Flávio não terá a mesma resiliência de imagem que o pai e enfrentará dificuldades para reagir, nos próximos dias. E não se pode descartar o aprofundamento de associação do senador com grupos ligados a milícias.

3) A pesquisa Ibope indicando separação crescente da curva de aprovação (29%) e desaprovação (38%) do governo vai alimentar ilações, amanhã. Retomarão fôlego as especulações sobre possíveis adversários no campo da direita ou centro-direita. Nesse sentido, o ministro Moro estará em foco – tanto como potencial concorrente quanto no que se refere à relação pessoal com o presidente. Mas haverá, também, avaliação de que força de Bolsonaro junto a um eleitorado fiel e muito mobilizado se mantém.

4) Assim como o ministro Moro, estará em alta o ministro Paulo Guedes, que tende a ser apontado como o grande fiador do apoio empresarial ao governo. Preço da carne, responsável pela rápida aceleração da inflação no final de ano, terá espaço amanhã, mas tendência predominante será de avaliações otimistas sobre a recuperação econômica.

Nesse sentido, é provável que proliferem, no final de semana, análises e antecipações sobre agenda da equipe econômica para 2020, que irão desde maior velocidade em privatizações a autonomia do Banco Central, passando por debate sobre novas reformas. Particularmente a tributária. Nesse campo, o Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, trará para si a valorização de projeto conjunto que começa a tomar forma, em parceria com a Câmara e o governo.

Mas novo imposto aventado pelo ministro Guedes, sobre transações digitais, deve ser abortado antes mesmo de qualquer apresentação formal, já nos próximos dias, dado a resistência do Congresso.

A taxação do aço

Haverá destaque – e questionamentos – amanhã para anúncio do presidente Bolsonaro, no final da tarde de hoje, de que os Estados Unidos não taxarão o aço e o alumínio brasileiros. Se houver confirmação do governo norte-americano, repercussão será positiva. Mas momento de pressão na mídia, em função de acusações a Flávio Bolsonaro e da própria reação agressiva do presidente, torna mais difícil que capitalize vitórias comerciais e econômicas.

A reeleição no Senado e na Câmara

Tende a aumentar a atenção, no final de semana, para movimentações do presidente do Senado – e, mais discretamente, do da Câmara – por emenda que permita a reeleição para o comando das Casas na mesma legislatura. Vale atenção para o grau de resistência que a proposta levantará na opinião pública e na mídia.

Meio ambiente: queimadas e vazamentos

Na área ambiental, devem estar em foco amanhã o indiciamento de brigadistas em Alter do Chão, vista negativamente pela mídia, por aparente falta de provas, e o forte aumento nos vazamentos de óleo em 2019 – volume foi superior ao acumulado dos últimos sete anos.

Pagamento do Bolsa Família

É improvável que governo não pague parcelas do Bolsa Família de dezembro, contudo, buraco de cerca de R$ 1 bilhão no orçamento do programa vai gerar cobranças, amanhã.

Finalmente, o Brexit

Aprovação da Lei de Acordo de Saída da União Europeia no Parlamento Britânico, que basicamente garante o Brexit, levará a mapeamento de consequências do processo, amanhã. Iniciativa se arrasta há tanto tempo que já foi precificada pelo mercado, mas ainda pode gerar alguma turbulência em mercados, na segunda-feira.

Estados Unidos e Argentina

No que se refere a indicadores internacionais, saem na próxima segunda feira: 1) O Núcleo de Pedidos de Bens Duráveis dos EUA em novembro, para o qual se projeta crescimento menor que o registrado em outubro (entre 0,1 e 0,2% contra 0,6%); 2) A Venda de Casas Novas dos EUA em novembro, com estimativas de nova queda significativa (–0,5% após –0,7% em outubro); 3) A Atividade Econômica da Argentina em outubro. Previsões indicam piora em cenário já negativo (retração de 3%, que se sobrepõe a recuo de 2,1% em setembro).

 

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Está prevista para amanhã o pagamento da quarta parcela do 13º do Bolsa Família, que será pago junto com o benefício de dezembro, conforme Medida Provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, segundo calendário anunciado pelo governo no final do ano passado. Os pagamentos encerram no dia 23.

O Planalto está cauteloso em anunciar para os próximos dias a reformulação do Bolsa Família, o que deve acontecer nos próximos dias, já que o programa social tem alto potencial político e eleitoral.

 

Superfaturamento de obras públicas com multa e reclusão de 4 a 12 anos

É esperado para amanhã manifestações sobre o PL 10.657/2018, que será analisada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, para combater fraudes em obras públicas. O PL prevê reclusão de 4 a 12 anos para funcionário público ou empresa que obtiver vantagem ilícita em prejuízo da administração pública por sobrepreço ou superfaturamento.

É mais uma das muitas iniciativas restritivas que se soma à reforma administrativa. O funcionalismo público promete protestar na Câmara e em outros pontos do país.

Blindagem política

Amanhã será mais um dia de movimentação intensa no Congresso. Líderes dos partidos de centro vão continuar as negociações com os demais partidos para votar um pacote de projetos que blindam a classe política. Em discussão, a quarentena para que procuradores, juízes, procuradores e policiais possam se candidatar e o fim do foro privilegiado. Diversos integrantes das forças de segurança estarão passeando pelos corredores da Casa.

 

Reforma tributária em recesso

Vai ficar para fevereiro de 2020 a discussão sobre a reforma tributária no Senado. O presidente da casa, David Alcolumbre (DEM-AP), afirmou que a comissão mista que analisará a proposta só vai ser instalada após o recesso parlamentar. Agora a dúvida é o tempo de duração da comissão – 90 ou 120 dias –, o que pode atrapalhar os planos do governo para a retomada da economia.

Duas propostas de reforma tributária que tramitam de forma paralela no Congresso trabalham com a simplificação e unificação de tributos, e o governo espera os resultados das discussões para apresentar sua própria proposta.

Lula, Moro e a segunda instância

Pode ficar para o ano que vem os debates sobre a prisão após julgamento em segunda instância, o que dará um fôlego para a defesa do ex-presidente Lula. A primeira reunião da comissão do Senado que vai discutir a emenda constitucional 199/2019 não aconteceu por falta de quórum e foi reagendada para 16/12. Alguns senadores, no entanto, estão apostando que vai dar W.O. novamente, e o assunto só voltará à pauta após o recesso parlamentar. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o ministro da Justiça Sergio Moro diz que a decisão do STF que levou à liberação do ex-presidente piorou a percepção da corrupção no país.

Educação esvaziada

A saída dada como certa de Abraham Weintraub do Ministério da Educação em 2020 continuará alimentando o noticiário nos próximos dias. A pasta vem sofrendo um esvaziamento de nomes importantes e Eduardo Bolsonaro anda sondando nomes para substituir o atual titular do MEC.

A equipe econômica do governo avalia que Weintraub não funciona, pois pensa em projetos que preveem a criação de fundos sem comunicar a área econômica. Além disso, o ministro continua dando declarações polêmicas que prejudicam o governo.

Weintraub sai de férias a partir de amanhã e emenda com o recesso de final de ano. Há quem aposte que ele não volta ao posto no próximo ano.

PIB dos municípios

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga amanhã o PIB dos Municípios de 2017. É esperada uma maior concentração da participação em pouco menos de 1,5% das 5.570 cidades brasileiras.

Também amanhã será divulgado o PIB dos Transportes. A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) prevê queda de 0,1% de janeiro a setembro de 2019 – resultado que ainda é reflexo da fraca demanda por bens e serviços que perdura no Brasil há quase três anos.

O Parlamento britânico e o Brexit

O resultado das eleições que definirá o Parlamento britânico vai dominar o noticiário internacional nesta sexta-feira. Caberá ao novo Parlamento apresentar uma resposta à questão mais complexa na história recente do país – o Brexit. Há três cenários possíveis para essas eleições:

  • Conservadores conquistam a maioria. O conservador primeiro-ministro Boris Johnson pode conquistar a maioria no Parlamento e governar sozinho, ratificando o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia para 31 de janeiro.
  • Trabalhistas vencem as eleições, mas sem a maioria. Boris Johnson permanece no comando de um governo minoritário e terá de encontrar aliados, o que reduz as chances de adoção do Brexit.
  • Trabalhistas conquistam a maioria no Parlamento. Nesse cenário, o atual líder da oposição, Jeremy Corbyn, conseguiria o cargo de primeiro-ministro caso forme uma coalisão com o Partido Nacional Escocês, que é contrário ao Brexit. O Partido trabalhista prometeu renegociar o acordo de Boris Johnson e submetê-lo a um novo referendo, com opção de permanecer na UE.

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18.10.19

Bolsonaros na berlinda

Termômetro

Com filhos do presidente no olho do furacão, disputa no PSL se bifurcará em quatro vertentes, no final de semana e na segunda-feira:

1) Partidária. Nesse âmbito, tendência é fortalecimento de Luciano Bivar, que ampliou domínio na executiva do PSL e deve consolidá-lo daqui para a frente. A próxima batalha é garantir que Eduardo e Flavio Bolsonaro percam definitivamente a liderança do partido em São Paulo e no Rio;

2) Parlamentar. A grande questão é se o delegado Waldir conseguirá ou não se manter na liderança do partido. Deputados bolsonaristas e o próprio presidente continuarão a tentar substituí-lo por Eduardo Bolsonaro. Mas, para isso, precisarão reverter posicionamento de parlamentares, que até agora dão maioria a Waldir. Medida se tornou mais difícil após a suspensão, pela executiva, da atividade partidária de 5 aliados do presidente.

Há, aqui, uma outra consequência: o enfraquecimento do governo em negociações no Congresso. Como líder do PSL, delegado Waldir pode dificultar e muito a tramitação de pautas do governo na Câmara, já nos próximos dias. Agenda econômica deve ficar de fora da disputa, ainda que o embate gere insegurança no mercado. Mas nos demais temas, tendência é que grupo que agora se opõe a Bolsonaro obstrua diversas iniciativas e questione outras.

3) Jurídica. Da parte de bolsonaristas, haverá tentativa de contestar na Justiça a suspensão da atividade partidária de 5 deputados aliados do presidente. E se aprofundarão ações para cobrar prestação de contas de Bivar e acusá-lo de manipular estrutura e contas do PSL.

4) Retórica. O tom subiu e ameaças podem se transformar em denúncias, veladas ou abertas. Parlamentares bivaristas, como o delegado Waldir, a ex-líder do governo Joice Hasselman e o Senador Major Olímpio já detectaram três pontos fracos do governo e devem explorá-los: o compromisso umbilical com os filhos, que já provocou críticas mesmo entre apoiadores do presidente nas redes sociais; a utilização de rede de robôs e fake news; a interferência em órgãos de controle, como a Receita Federal, o Coaf e a PF. Esse último tema, se aprofundado por setores da direita, pode criar flanco muito perigoso para o presidente, por opô-lo à Lava Jato.

O giro oriental do presidente

Enquanto o PSL parece se dissolver, presidente Bolsonaro estará em viagem de 12 dias, pelo Japão, China, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Catar. Trata-se de faca de dois gumes. Por um lado, Bolsonaro terá oportunidade, já no Japão, de aparecer como estadista, que busca atrair investimentos, distanciando-se do embate partidário. Por outro, declarações impensadas ou polêmicas terão dimensão internacional e contribuirão para enfraquecer sua posição. Nesse âmbito, questão ambiental continuará a ser fator de risco.

MPF’s do Nordeste cobram ação ambiental

Justamente, vazamento de óleo que continua a se expandir no litoral do Nordeste causará desgaste. Ação de MPF’s do Nordeste, cobrando do governo ação mais efetiva para combater vazamentos, reforçará imagem de inação ou falta de eficiência. A mesma que prevaleceu – e será lembrada internacionalmente – no caso da Amazônia.

MEC na ofensiva

Ministro da Educação partirá para ofensiva na mídia, valorizando desbloqueio do orçamento de Universidades Federais. E, a partir daí, defendendo o programa Future-se, peça-chave do planejamento para o setor. Desbloqueio será trunfo para o ministro, que se fortalecerá no cargo.

Estímulo ao emprego

Perdido em meio ao tiroteio do PSL, o Ministério da Economia deve buscar algum protagonismo nos próximos dias. Nesse âmbito, pode ganhar força o anúncio – ou a especulação – de medidas para estimular a criação de empregos. A dúvida é se haverá espaço para emplacar, com destaque, qualquer iniciativa.

Energia renovável

Outro trunfo que pode se mostrar interessante para o governo será o avanço na geração de energia eólica e solar, a partir de leilão realizado hoje – que também incluiu térmicas a gás. No total, foram contratados investimentos da ordem de R$ 11 bilhões.

Arrecadação Federal

Deve ser apresentada na segunda-feira a arrecadação federal para setembro. Estima-se número em torno de R$ 113 bilhões, o que significaria recuo frente a agosto (R$ 119,94 bilhões). Se confirmada, seria a pior desde maio, mas acima de setembro de 2018 e 2017.

O Dia D do Brexit

Parlamento britânico decidirá amanhã se aprova ou não acordo firmado entre o primeiro-ministro Boris Johnson e a União Europeia para garantir o Brexit. Estará em jogo, basicamente, a sobrevida de Johnson e a estabilidade político-econômica do Reino Unido, ao menos no curto prazo.

Juros na China e Balanço Orçamentário nos EUA

Está prevista para domingo a divulgação da Taxa de Juros do Banco Popular da China. O índice vem caindo de forma consistente ao longo de todo o ano. Já na segunda-feira, será liberado o Balanço Orçamentário federal dos EUA para setembro. Tendência continua a ser de déficit (foi de US$ 200 milhões em agosto)

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17.10.19

A Implosão do PSL em 10 capítulos

Termômetro

A luta por espaços no PSL promete um capítulo decisivo, amanhã. Vale destacar algumas questões que estarão no centro desse processo, nesta quinta:

1) Grupo de Luciano Bivar conseguirá consolidar os espaços conquistados hoje, com manutenção do delegado Waldir na liderança do governo e a destituição de Flávio e Eduardo Bolsonaro, respectivamente dos diretórios do Rio e de São Paulo? Haverá reação de dirigentes partidários, deputados e vereadores, em estados e municípios? Se espaços forem consolidados, primeiro passo para a construção de partido sem Bolsonaro estaria dado. Mas nada está garantido, muito pelo contrário.

2) Como evoluirá o posicionamento de parlamentares que, agora, se opõe à ação de Bolsonaro dentro do PSL? Até o momento vinham evitando ataques diretos ao presidente, mas situação se deteriorou a tal ponto que esse posicionamento é de difícil sustentação, agora;

3) Joyce Hasselman, que havia crescido como líder do governo e foi destituída do cargo, se fortalecerá no partido, garantindo candidatura à Prefeitura de São Paulo? Seria indicação de que o PSL pode investir em lideranças carismáticas mesmo afastando-se de Bolsonaro;

4) Se aprofundarão especulações sobre possibilidade de fusão de parte do PSL ligada à Bivar com o DEM? E, nesse âmbito, como se posicionará Rodrigo Maia e o Centrão, que podem ser os maiores beneficiários da implosão do PSL? Tudo indica que o presidente da Câmara age discretamente para enfraquecer o presidente.

5) Qual será a próxima cartada do presidente Bolsonaro? Se ficar claro que não terá o controle do PSL, radicalizará publicamente seu discurso? E para qual partido acenará? Principal aposta, no momento, seria partido pequeno, como o Patriotas.

6) A maior parte – se não todos – dos parlamentares do PSL apostaram em forte presença nas redes sociais. Nesse âmbito, como será a reação de eleitores de direita ao racha no partido? Pressionarão parlamentares dissidentes ou abrirão flanco, até agora muito pequeno, de críticas ao presidente Bolsonaro?

7) E filhos do presidente, vão operar nas redes? Como será utilizada a gravação de duros ataques do delegado Waldir ao presidente Bolsonaro, obtida por deputado infiltrado no grupo que apoia Bivar, mas leal ao presidente?

9) Qual será a influência da debacle do PSL no humor da Câmara e do Senado em relação ao governo? Não parece haver risco direto à aprovação da reforma da Previdência em segundo turno, mas movimentações de parlamentares, amanhã, trarão importantes sinais de estratégias partidárias, daqui para a frente. Uma coisa é quase certa: candidatura de Eduardo Bolsonaro à Embaixada dos EUA está virtualmente morta, após suspensão da indicação pelo Planalto, há pouco.

10) Ainda nesse sentido, surgirão questionamentos mais claros sobre perda de governabilidade? Mesmo que vença disputa interna, presidente Bolsonaro pode ficar praticamente sem base no Congresso, em situação possivelmente mais frágil até do que a do governo Collor. Ao mesmo tempo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem aumentado interlocução com a Câmara e o Senado, para estabelecer agenda de reformas. Há chance, assim, de que avance, nesta quinta, uma espécie de governo paralelo, com o comando do Parlamento, em diálogo com ministro da Economia e não com o presidente. A conferir.

STF e o julgamento sem fim

Com o já previsto adiamento do julgamento do STF acerca da prisão em segunda instância, sexta-feira será dia de novas especulações e movimentações políticas sobre o tema. No Judiciário, no mundo político e na mídia. Fundamental observar esse equilíbrio, diariamente, porque é dele que resultará, na verdade, a decisão final do Supremo.

Empregos invisíveis

A se observar o comportamento da mídia e do mercado, amanhã, diante de resultados do Caged para setembro, que vieram com forte viés de alta, capitaneados pelo setor de serviços. Ao todo, foram criadas 157.213 vagas. Apesar de crescimento ainda claudicante, a economia vive seu melhor momento no atual governo. E, além do Caged de hoje, resultados do índice de Confiança do Empresário Industrial (CNI) devem vir positivos, amanhã.

Questão é: instabilidade política apagará a repercussão de avanços econômicos? Seria prenúncio extremamente negativo para o governo, que sustenta na economia boa parte de seu apoio junto a formadores de opinião.

Desastre ambiental

Se manchas de óleo, que agora atingem santuários naturais na Bahia e em Alagoas, continuarem a avançar, podem evoluir da condição de acidente para a de desastre ambiental. O risco, para o governo, é que ganhe força imagem de que efeitos do vazamento serão duradouros e podem devastar áreas de proteção ambiental, além de afetar definitivamente áreas turísticas.

Brexit ou não Brexit, eis a questão?

Internacionalmente, a temática que mais afetará o mercado amanhã, salvo surpresas de última hora, serão prognósticos sobre aprovação ou não do Brexit pela Parlamento britânico. Votação ocorrerá no sábado. Hoje, aposta é em que o novo acordo fechado pelo primeiro-ministro Boris Johnson com a União Europeia não passará, mas cenário é fluido.

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