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13.11.19

BRICS: retórica ou resultados concretos?

Termômetro

Deve haver destaque, amanhã, para alguns aspectos da 11ª Cúpula dos BRICS, iniciada hoje:

1) Maior detalhamento acerca de acordos e de possibilidade de tratado de livre comércio com a China. Ruídos não estão descartados, mas a grande probabilidade é que a Cúpula se encerre com imagem de aproximação do Brasil com o gigante asiático. A grande questão, amanhã, será se o movimento parecerá retórico ou se governo capitalizará resultados concretos – como redução de barreiras tarifárias.

2) O mesmo ocorrerá – embora em menor medida – com os governos de Índia Rússia e África do Sul). Vale atenção particular para Rússia, amanhã, já que o país costuma ter o posicionamento mais incisivo em defesa do governo Maduro. E adota linha semelhante, ainda que com mobilização muito menor, no que se refere a Evo Morales, na Bolívia. Relação do Brasil com os dois vizinhos latino-americanos é, no mínimo, delicada, ainda mais com a invasão da embaixada venezuelana, hoje, por partidários de Juan Guaidó.

3) Qual entendimento emergirá em declarações finais da Cúpula. A China já mostrou que buscará inserir críticas ao que percebe como riscos ao multilateralismo. O que seria, na verdade, recado aos EUA.  Ao que tudo indica, o governo brasileiro tentará se equilibrar entre a garantia de boas relações com os chineses, principais parceiros comerciais do país, e o forte alinhamento com norte-americanos. A conferir.

A reação do PSL

No que se refere à saída do presidente Bolsonaro do PSL, quinta-feira deve marcar reação do presidente da legenda, Luciano Bivar, e de deputados decididos a permanecer no partido.

Apesar do otimismo que dominou anúncio, com ênfase na criação de nova agremiação (Aliança pelo Brasil) e migração de 30 deputados, há barreiras muito importantes a serem superadas e que ganharão espaço amanhã. Tais como: 1) Possibilidade de que parlamentares dissidentes do PSL percam o mandato; 2) Fato de que o novo partido de Bolsonaro, além da dificuldade para obter registro legal, não levaria nada do fundo partidário do PSL.; 3) Novos ataques ao presidente, seja de parlamentares atualmente no PSL ou dos que já saíram em função de enfrentamento com Bolsonaro – como foi o caso, hoje, do deputado Alexandre Frota.

O próprio presidente Bolsonaro criou, nesta terça, mais margem para atritos, com declarações críticas sobre o vice-presidente Mourão.

Cenário Internacional: Bolívia e Chile

Cenário internacional promete ser muito delicado, amanhã. E governo sofrerá pressão maior do que a usual para se posicionar ou comentar qualquer desdobramento, em função de exposição gerada pela 11ª Cúpula dos Brics. Principais questões tendem a ser:

1) Situação na Bolívia, após o Brasil ter reconhecido a senadora Jeanine Añez como nova presidente. Añez aparentemente conseguirá se firmar no âmbito da oposição e, por estar na linha sucessória, tem chances de se estabilizar no cargo. Desde que apresente rapidamente um plano para realização de novas eleições, sem excluir partidários do ex-presidente Evo Morales.

Um ponto fundamental a ser observado amanhã, nesse sentido, será o grau de movimentações populares em apoio a Evo. Se começarem a ganhar escala, crescerá a instabilidade no país. Caso contrário, aumentam as chances de transição capitaneada por Añez.

2) Avanço de protestos no Chile, com greve geral e ataques a quartéis. Projeto de nova constituição, anunciado pelo presidente Piñera, pode ganhar corpo amanhã e se tornar caminho para pacificação. No entanto, se impasse persistir, o risco, nesta terça, é de que se amplifiquem os efeitos na economia chilena, após forte desvalorização do peso frente ao dólar.

Mudanças na universidade

Dados do IBGE, divulgados hoje, indicando que estudantes negros se tornaram maioria em universidades púbicas terá repercussão nessa terça. Efeito será favorável à esquerda e ao ex-presidente Lula.

Percepção econômica e inflação

Saem amanhã os dados do Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (IACE) e do Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), além do Índice Geral de Preços -10 (IGP-10), para outubro, todos da FGV.

Quanto ao IACE e ao ICC, espera-se novo avanço em ambos, com base em percepção positiva da economia que vem se adensando nas últimas semanas. Já no que se refere ao IGP-10, expectativa é de desaceleração (0,27% contra 0,77% em outubro).

Efeitos da guerra comercial EUA X China

Não haverá qualquer posicionamento direto do Brasil sobre o tema. No entanto, sinais sobre impasse em negociações entre os dois países podem voltar a contaminar expectativas globais, amanhã. E há, ainda, o risco de alguma declaração mais forte do presidente Trump, que vive situação interna complicada com o início de audiências públicas do processo de impeachment.

Indústria e varejo na China, Alemanha e Zona do Euro

Estão previstos para esta quinta os números da produção industrial e das vendas no varejo na China para outubro e o PIB do terceiro trimestre da Alemanha e da Zona do Euro. Na China, espera-se crescimento em ritmo similar ao de setembro, na faixa de 7,8%, para o varejo, e recuo na indústria, com avanço em torno de 5,4%, frente a 5,8% de setembro.

Já na Alemanha e na Zona do Euro, estimativas estão em linha com o segundo trimestre – recuo de 0,1% e avanço de 0,2%, respectivamente. Se confirmados, resultados serão mal recebidos pelo mercado, em particular os da Alemanha.

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04.04.18

Temperatura subindo

No Brasil, faz 45 graus à sombra. As autoridades civis estão desidratando. A meteorologia anuncia o risco de uma tempestade. Antes, porém, as temperaturas ficarão ainda mais quentes.

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