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O pas de deux de Bolsonaro e Mandetta, no “divórcio consensualmente concordado”, foi coreografado nos detalhes pelo ministro Braga Netto. Os pronunciamentos em parte gentis em nada lembraram o pugilato que vinha predominando até a véspera.

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16.04.20

O xadrez da demissão de Mandetta

O ministro chefe da Casa Civil, Braga Netto, segundo apurou o RR, iniciou uma conversa com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, logo após a sua coletiva no Palácio do Planalto, para recomendar que ele abandone o cargo. Mandetta não quer deixar a função. Sua estratégia é ser “saído”. No Palácio, a leitura, inclusive, é que ele trabalha para precipitar os fatos e ser demitido antes da piora dos casos de Covid-19. Braga Netto leva a mensagem de que o afastamento do ministro pelo presidente seria ruim para todos. Hoje, é impossível que Bolsonaro não o demita. A decisão tem o apoio da área militar do Palácio, que é fiel à hierarquia e cuja influência cresceu muito sobre as decisões da Presidência da Republica. A questão de fundo agora é identificar o nome do novo ministro da Saúde. Missão difícil achar neste contexto alguém de reputação que compre a tese do presidente de que a ciência tem de ser relativizada em função das circunstâncias. A título de blague, talvez alguém com o perfil de Osmar Terra.

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14.02.20

O novo ministério: ideologia, Congresso e eleições

Termômetro

A nomeação do Almirante Rocha para a secretaria de assuntos estratégicos, um dia após a confirmação do general Braga Netto à frente da Casa Civil, vai aprofundar, amanhã, especulações sobre reorganização ministerial implementada pelo presidente Bolsonaro. Os principais vetores serão:

1) Ao se cercar de ministros militares, o presidente caminharia para substituir de maneira generalizada ministros “ideológicos”, que atraem fortes críticas de gestão – como o titular do MEC, Abraham Weintraub? Ou intenção seria blindar-se de influências eleitorais no ministério, indicando distância de negociações – e disputas – em pleitos municipais, ao menos em termos partidários?

2) Faria parte desse processo a anunciada reaproximação com bancadas temáticas – como ruralistas e evangélicos?

3) Qual o perfil dos ministros militares? Fazem parte do mesmo grupo, dentro das Forças Armadas? E representarão algum tipo de mudança estratégica nas políticas do governo? Uma questão central, nesse sentido, será o alinhamento automático com os EUA, parte importante da política externa de Bolsonaro, mas que é longe de ser unanimidade entre militares.

Os problemas no Bolsa Família

Os próximos dias trarão cobranças ao novo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, acerca de cortes e filas de espera para recebimento do Bolsa Família.

A pauta tem estado latente, com altos e baixos, mas entrada de Onyx pode ser estopim para onda de questionamentos similar a que se abate sobre o INSS. A começar neste final de semana, com balanços sobre problemas no programa.

Raio-X no crescimento e preocupação do mercado

Resultados dúbios da PNAD (diminuição do desemprego, mas nova alta da informalidade) e do IBC-Br (levando a projeção do PIB para 0,89% em 2019) vão repercutir amanhã: 1) Com raio-X dos motivos para o crescimento abaixo do esperado, desde o final de 2019, em cenário de preocupação que começa a crescer no mercado – alimentado, também, pelo coronavírus; 2) Com ampliação de cobranças por aceleração de reformas.

Ataques de Maduro

Exercícios militares do Exército venezuelano e ataques de Maduro ao presidente Bolsonaro, a quem acusou de fomentar conflito armado entre o Brasil e a Venezuela, vão acirrar os ânimos amanhã. Expectativa, no entanto, é que consequências fiquem no campo da retórica ou de movimentações diplomáticas.

Bolsonaro X Doria

Novo teste no horizonte, amanhã, para o embate entre o presidente Bolsonaro e o governador João Doria: o estado de São Paulo teria a intenção de pedir R$ 350 milhões ao governo federal, para enfrentar efeitos de temporais recentes.

A política para o setor aéreo

O setor aéreo estará em foco amanhã: 1) Com novo “balão de ensaio” do governo, indicando intenção de zerar, a partir de 2021, a incidência de PIS/Cofins sobre o combustível utilizado em aeronaves; 2) Com movimentações de parlamentares para rever cobrança extra por bagagens, iniciativa que atrairá críticas de boa parte da mídia, favorável à medida.

O sistema penitenciário e as marcas de gestão do ministro Moro

O Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias 2019, divulgado hoje, abrirá espaço amanhã: 1) Para conflito entre o ministro Moro e organizações da sociedade civil ligadas ao setor – bem como partidos de oposição. Moro relativizou o número de presos provisórios no Brasil, contrariando diagnósticos da maioria das instituições que analisam o tema; 2) Para fortalecimento da criação de novos presídios como marca da atual gestão do Ministério da Justiça.

A escolha de ministros do STF

Pode crescer, até segunda-feira, movimentação do Palácio do Planalto para atacar projeto que tramita no Senado, patrocinado por Davi Alcolumbre, que prevê mudança na forma de escolha de ministros do STF. Percepção do Planalto é de que a medida visa limitar escolhas do presidente Bolsonaro para o Tribunal e pode ser usada como “faca no pescoço”, em negociações futuras.

Indústria no Brasil e empréstimos na China

Sai na segunda o Panorama da Pequena Indústria (CNI). O setor apresentou crescimento no terceiro trimestre de 2019. A questão é se, acompanhando tendência de outros setores da economia, terá recuado no final do ano.

No exterior, destaque na segunda-feira para número de empréstimos concedidos por bancos chineses, que deve apresentar salto importante, atingindo a melhor marca desde janeiro de 2019.

 

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