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05.02.21

O doce sabor da vitória na Cidade de Deus

Candido Botelho Bracher se despediu da presidência do Itaú Unibanco, na terça-feira, dia 2, deixando como último legado uma dura derrota. Pela primeira vez desde 2008, quando da fusão do Itaú com o Unibanco, o Bradesco alcançou um lucro maior do que o do seu concorrente: R$ 19,458 bilhões contra R$ 18,536 bilhões em 2020. Mais do que um revés pontual, os números sugerem o esgotamento da estratégia adotada pelos Setúbal.

Há 13 anos, o clã empenhou mundos e fundos junto aos Moreira Salles para incorporar o Unibanco e ascender ao topo do setor bancário nacional. Ou seja: os Setúbal entregaram alguns anéis e dedos para o Itaú ser maior do que o Bradesco. Talvez tenham pagado um preço alto demais. Em 2008, o total de ativos combinados de Itaú e Unibanco era 40% maior do que o do Bradesco.

Mais de uma década depois, a diferença encurtou para 28%. Vale registrar que o crescimento de ativos do Bradesco foi orgânico. O banco da Cidade de Deus não comprou ninguém. Em relação à lucratividade, o Bradesco tirou a distância de forma ainda mais rápida. Em 2008, o lucro do Itaú foi 38% superior ao do concorrente (R$ 10,571 bilhões contra R$ 7,625 bilhões).

Ao longo dos anos seguintes, o banco dos Setúbal e dos Moreira Salles ainda manteria uma lucratividade, na média, em torno de 29% superior à do Bradesco. No entanto, os ventos começaram a mudar de direção nos últimos três anos. Balanço a balanço, o Itaú veio perdendo terreno. Em 2018, seus ganhos foram 19% superiores ao do Bradesco; no ano seguinte, essa diferença caiu para apenas 9%. Em 2020, veio a virada. O feito foi celebrado pelo alto escalão da casa bancária de Osasco. O presidente da instituição, Octavio de Lazari, reuniu cerca de 100 integrantes da diretoria e deu a palavra de ordem para enfrentar os desafios de 2021: humildade. É a cara do Bradesco.

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A julgar pelas ações compartilhadas no combate ao coronavírus ficou claro quem está na primeira e na segunda divisão da banca nacional. BTG e Safra sequer foram cogitados para participar das medidas conjuntas capitaneadas por Bradesco, Santander e Itaú.

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30.03.20

Banco de solidariedade

Os grandes bancos privados, capitaneados pelo Bradesco, assinaram uma página de humanidade em sua história. O banco da Cidade de Deus, o Itaú e o Santander vão ceder cinco milhões de testes rápidos de detecção do coronavírus, tomógrafos e respiradores. É uma iniciativa inédita que poderia se tornar frequente em um Brasil desigual, onde a miséria grassa e a saúde é uma dádiva de algumas minorias. Afinal, não dói nadinha, como está comprovando a banca. Palmas para todos eles.

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17.10.19

A despedida do “bancário” mais ilustre da Cidade de Deus

O RR conheceu o então presidente do Bradesco, Lázaro Brandão, o “Seu Brandão” conforme era chamado no banco, quando foi formado o consórcio de empresas para a disputa do leilão de privatização da Vale do Rio Doce. Pedimos uma conversa com Mário Teixeira, diretor do banco responsável pela participação da instituição nas privatizações. Quem nos recebeu na Cidade de Deus, em Osasco, sede do Bradesco, foi Romulo Lasmar, chefe de gabinete de toda a diretoria. Todas as vezes que o RR visitou a Cidade de Deus, ao término da conversa, Teixeira fazia o convite de praxe: “Vamos cumprimentar o Chefe”.

Era a senha para seguir, acompanhado de Lasmar, em direção à sala da diretoria, enorme, com uma fileira de mesas de lado a lado. Em frente à mesa central, aguardando sempre de pé, estava “Seu Brandão”. A pergunta era sempre a mesma: “Como vai o Relatório? De onde vocês tiram tantas informações?”. Arrematava a cena virando de lado, de forma a que pudéssemos observar o RR sob sua mesa com trechos marcados com caneta bicolor. Irresistível! Ele gostava de parafrasear uma observação de Mário Henrique Simonsen, muito amigo da casa, que, inclusive, usamos em peça publicitária da newsletter: “O RR não é para ser tomado ao pé da letra, mas como subsídio para analistas argutos”. Posteriormente, Teixeira e Lasmar se aposentaram, e “Seu Brandão” assumiu a presidência do Conselho Consultivo, acumulando-a com a presidência executiva – sem nunca um dia ter deixado de ser um “bancário”, conforme expressão usual na casa.

Para o seu cargo seguiu o então presidente da Bradesco Seguros, Luiz Carlos Trabuco, filósofo, humanista, personagem especialíssimo no sistema financeiro. Criou-se, então, uma saudável disputa entre qual daqueles homens era capaz de promover maior encantamento junto aos seus interlocutores. Com “Seu Brandão” em plena forma, a competição era injusta. Fala rápida, raciocínio idem, olhos pequenos, sempre vestido com cores fechadas, “Seu Brandão” combinava, curiosamente, um perfil vetusto com um espírito travesso. Em uma das visitas do RR, Eike Batista, acompanhado de André Esteves, quase na véspera, tinha se reunido com a cúpula do Bradesco e feito uma oferta de compra pela Vale. Todos os jornais publicaram a proposta. De frente a Zeus, em uma daquelas sessões de cumprimentos, sapecamos a pergunta: “Vai vender?”. Resposta ao seu melhor estilo: “Fala muito esse rapaz. Que coisa, né? Todos os jornais! Se já não sabíamos antes, sabemos menos agora.” Eliezer Batista, pai de Eike e amigo de geração de “Seu Brandão”, ficou com a missão de pedir as desculpas.

No final da vida, “Seu Brandão” publicou pela editora da Fundação Getúlio Vargas um opúsculo autobiográfico. Em um desses encontros papais com o presidente do Conselho do Bradesco, ele perguntou ao RR se havíamos lido o livro. Após a assertiva, ficou alguns segundos calado e, com os olhos miúdos cravados, metralhou: “Mas leram mesmo, né? Com certeza?” O sucessor de Amador Aguiar, que fez o milagre de se tornar tão emblemático quanto o ex-patrão, não conversava como os comuns. Ele entrevistava as pessoas. Para não dar espaço para questionamentos, “Seu Brandão” não os deixava respirar: cravava todos de perguntas. O RR passou por várias sabatinas. Em um outro mundo, Lázaro Brandão poderia ser repórter. Um apurador nato. Melhor do que todos aqueles que labutam no pequeno RR. Faria bem qualquer coisa. Pena que se foi!

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09.08.19

Uma união muito além das canções

Na contramão do marketing da beatitude disseminado pelo Itaú, o Bradesco buscou um tema terreno para a campanha motivacional junto aos seus funcionários. Não custa lembrar que, em maio, Candido Botelho Bracher estrelou uma peça publicitária que satanizava a concorrência e afirmava que o banco dos Setúbal tinha conexão com o céu. O Bradesco preferiu colocar os pés no chão. Usou a simplicidade como mote do filme protagonizado pelo presidente do Conselho de Administração, Luiz Carlos Trabuco, e pelo presidente do banco, Octavio de Lazari Junior. Ambos interpretam canções populares. A ideia é mostrar que as lideranças do Bradesco não diferem na essência dos seus comandados. Parafraseando Nietzsche, ficou demasiadamente humano assistir à dupla soltando a voz.

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28.02.18

Duas centenas

O total de fintechs compradas por BTG, Bradesco, Safra e Itaú já caminha para duas centenas. Qualquer hora rola um bazar de vendadas ativos que estão sobrando no portfólio…

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19.10.17

Setubal e Moreira Salles juntam suas pepitas na “Itaúpar”

Os clãs dos Setubal e dos Moreira Salles planejam trilhar o mesmo percurso feito pelo Bradesco há cerca de 20 anos. Pretendem montar uma empresa de participações com ativos parrudos, projeto que teria como ato seguinte a abertura do capital em bolsa. Quem viu o filme da Bradespar já conhece o enredo. O Bradesco comprou ações da Vale, CPFL e Net.

Aos poucos se desfez das duas últimas e manteve somente a mineradora em carteira. Os Setubal, por meio da Itaúsa, e os Moreira Salles, por intermédio da Cambuhy, já controlam a Alpargatas. Os dois clãs teriam interesse em ingressar no capital da Braskem. Se os Moreira Salles entrarem no monopólio dos Odebrecht, estariam fazendo um caminho em direção ao passado.

O patriarca, Walther Moreira Salles, foi um dos sócios da Petroquímica União. As duas famílias são detentoras também, separadamente, da Duratex e da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), esta última uma joia da coroa dos Moreira Salles. Procurada, a Cambuhy não quis se pronunciar. A Itaúsa negou o projeto. Está feito o registro. Não custa lembrar que o presidente da Itausa, Alfredo Setubal, já disse que a empresa atravessa um momento comprador. A dúvida é quais desses ativos seriam empacotados dentro da “Itaúpar”. Mas tudo indica que o interesse é firme.

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19.10.17

Fantasmas do passado despertam na BR

A abertura dos guardados da BR Distribuidora vai revelar pequenas e grandes pilantragens. Uma delas chega a ser divertida. Uma companhia aérea, a Pop Airlines, procurou a BR para obter querosene de aviação. A empresa foi devidamente analisada e seu pleito autorizado. A BR, então, aprovou uma linha de financiamento de R$ 10 milhões no Bradesco para a Pop. Passado um tempo verificou-se que a empresa aérea não existia. E os recursos liberados haviam sido sacados, sabe-se lá por quem. O processo ainda se encontra em aberto na BR. E a Pop deve andar voando por aí.

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11.10.17

O descanso de Zeus

O RR celebra o mítico Lázaro Brandão, que deixou a presidência do Conselho de Administração do Bradesco. Todas as vezes em que estivemos juntos, o RR não conseguiu entrevistá-lo. “Seu” Brandão invertia a ordem natural das coisas e nos entrevistava. E eram arguições longas e severas. Poderia ter sido jornalista não fosse o mais emblemático banqueiro dos nossos tempos.

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29.06.17

Muito além de um banco digital

O Bradesco vai lançar em agosto, com uma campanha publicitária na internet, o Next. A plataforma vai muito além de um banco digital. Será um hub de operações financeiras e aplicativos de serviço, com diversos mimos (brindes, descontos etc)

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