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25.05.20

Reforma patrimonialista pode ser o respirador da economia no pós-coronavírus

Há razões e mais razões para que o governo se dedique à montagem de uma reforma patrimonialista. O lançamento de um amplo programa de desmobilização de ativos da União seria o pé de apoio para a retomada econômica no pós-pandemia. A medida seria acompanhada de soluções engenhosas. O governo poderia criar um orçamento específico para investimentos, notadamente em infraestrutura, a partir do funding obtido com concessões, privatizações e venda de imóveis.

Os recursos ficariam circunscritos ao financiamento de projetos novos. Outro ponto importante seria a modelagem do plano, que ganha ainda mais relevância no momento em que o mercado pode até estar líquido, mas com pouco apetite e uma dose maior de aversão ao risco. O êxito do programa dependeria da utilização de sofisticados instrumentos financeiros, como recebíveis e debentures com garantias públicas, combinados com a garantia de participação nos leilões de agentes indutores ligados ao próprio Estado, como BNDESPar e os fundos de pensão.

Em algum momento, a ideia de uma reforma patrimonialista já transitou pelas cabeças da equipe econômica, mas, assim como o imposto sobre transações financeiras, ficou pra trás, em alguma esquina. A pandemia e a grave crise econômica colocam o assunto mais uma vez sobre a mesa, com novas possibilidades. A medida, vinculada a investimentos e geração de empregos, abriria caminho, por exemplo, para a venda de uma grande estatal, trazendo para o game empresas cuja simples menção nesse contexto já costuma ser um anátema. Não custa relembrar que, no início do governo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a mencionar estudos para a privatização do Banco do Brasil. O rompante de Guedes em relação ao BB, flagrado no vídeo da polêmica reunião ministerial do dia 22 de abril, deixa claro que seus planos em relação ao banco não mudaram.

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08.04.20

BNDES para todos

A indústria têxtil brasileira, que vive em “confinamento” há bem mais de uma década, está pleiteando ao ministro Paulo Guedes a entrada do BNDESPar em cena para salvar as empresas do setor. Melhor esperar na fila.

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25.03.20

O pouso de emergência da BNDESPar

A BNDESPar poderá ser convocada de novo, na contramão do que queriam o ministro Paulo Guedes e cia. A ideia é que o braço do BNDES compre ações de companhias aéreas, seguindo o modelo do Reino Unido. Seria um esforço para reduzir os efeitos econômicos e sociais da Covid-19 em um dos setores mais afetados pela pandemia. Ressalte-se que a aviação civil gera mais de 850 mil empregos diretos, somando-se apenas as empresas aéreas e as atividades de infraestrutura portuária – sem contar o impacto sobre toda a cadeia do turismo. O cenário atual é tenebroso para o segmento: os voos internacionais já foram reduzidos 85%; os domésticos, caíram à metade; 90% e 70%, respectivamente, das frotas da Gol e da Latam estão paradas.

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27.11.19

Acordo de paz entre Klabin e BNDES

Mais do que somente um movimento financeiro, a decisão da Klabin de antecipar o pagamento de R$ 2,4 bilhões em empréstimo ao BNDES teve um forte componente “político”. Com o gesto, os Klabin esperam ter celebrado, de vez, a pax societária com o banco. Em fevereiro deste ano, a BNDESPar, acionista da companhia, entrou com uma queixa na CVM questionando o acordo feito pela fabricante de papel e celulose com os seus próprios controladores. Na ocasião, a Klabin comprometeu-se a pagar aos Klabin R$ 344 milhões para encerrar um contrato de pagamento de royalties pelo uso do sobrenome/marca.

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06.11.19

Luz apagada

A BNDESPar cansou de esperar pela Cemig. Vai vender separadamente sua participação de 6% na Light.

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06.08.19

Oferta da CI&T

O Advent já prepara o IPO da CI&T. A oferta deve ocorrer, no mais tardar, no primeiro trimestre de 2020. A gestora norte-americana comprou recentemente a participação dos acionistas fundadores e da BNDESPar na empresa de TI, que fatura cerca de R$ 600 milhões por ano.

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30.07.19

Papel rasgado

A BNDESPar estaria se preparando para vender sua participação na Klabin, de 5,2% do capital total. No início deste ano, o banco e a família Klabin tiveram atritos por conta dos royalties pagos aos acionistas controladores.

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18.07.19

BNDESPar pula do trem

No que deve ser uma das primeiras operações da gestão Montezano, a BNDESPar vai vender sua participação na Odebrecht TransPort (OTP), por sua vez sócia minoritária da Supervia. Deverá ter a companhia do FI-FGTS, gerido pela Caixa.

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08.08.18

Fora da Tupy

A BNDESPar está preparando seu desembarque do capital da Fundição Tupy. A venda da participação de 28% se daria por meio de um leilão em bolsa.

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