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27.01.17

A longa espera pelo Cade

O presidente da BM&F Bovespa, Edemir Pinto, está perdendo as esperanças de que o Cade julgue a fusão da Bolsa com a Cetip no prazo estipulado de 240 dias, ou seja, até a última semana de fevereiro. O receio é que o órgão antitruste use a prerrogativa de estender o processo de análise da operação por mais 90 dias. Caso se confirme, a medida praticamente aniquilaria todo o planejamento feito pela BM&F para concluir ainda neste ano o complexo processo de integração dos sistemas operacionais das duas empresas. Isso tudo, claro, se a fusão for aprovada.

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16.08.16

Bilheteria fraca

  A T4F, de Fernando Alterio, tem um duplo problema. A Renault, às voltas com grandes problemas financeiros, e a Cetip, comprada pela BM&F, não deverão mais manter suas marcas em duas das cinco casas de espetáculo sob gestão da empresa no Brasil. As perdas se somarão à que foi provocada com a saída do Citibank, no Rio de Janeiro. • Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: T4F.

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19.04.16

Bovespa e Cetip levam monopólio às bolsas

 A fusão entre a BM&F e a Cetip, um negócio da ordem de R$ 12 bilhões, terá de enfrentar uma dura resistência no mercado de capitais. Agentes do setor – incluindo grandes corretoras de valores, traders autônomos e empresas e investidores dispostos a criar uma nova bolsa eletrônica – estão se mobilizando contra a operação. Segundo o RR apurou, a Ancord (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos) já protocolou um ofício na CVM e no BC, por conta do poder da nova empresa de tomar decisões unilaterais sobre o funcionamento do mercado. A pressão maior se dará no Cade. Juntas, BM& Bovespa e Cetip terão o monopólio no registro e negociação de ativos no mercado brasileiro de capitais. A dupla vai controlar 100% das operações, o que lhes permitirá arbitrar as taxas que quiser por serviços como custódia e liquidação de compra e venda de títulos mobiliários.  O objetivo das instituições do mercado é pressionar o Cade a só aprovar a operação mediante uma série de restrições. Neste caso, BM&F e Cetip seriam forçadas a manter alguns de seus serviços separadamente, como, por exemplo, a custódia dos contratos de compra e venda e atividade de central depositá- ria de títulos privados. O que corretoras e agentes autônomos querem evitar é o último capítulo da crônica do monopólio mais do que anunciado. A associação com a Cetip é a culminância de uma série de movimentos nesta direção, notadamente a compra da Bolsa do Rio pela de São Paulo e a posterior fusão entre a BM&F e a Bovespa. Procurada pelo Relatório Reservado, a BM&F Bovespa não comentou o assunto.

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10.03.16

Novela sem fim

  A BM&F Bovespa apresentará, até o fim do mês, uma nova proposta de compra da Cetip. Desta vez, irá com menos sede ao pote. Conforme o RR antecipou no dia 15 de janeiro, os sócios da Cetip rejeitaram a oferta pela totalidade de suas ações. Querem manter uma participação minoritária no negócio. Procurada pelo RR, a BM&F Bovespa não comentou o assunto.

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16.02.16

Copersucar colhe menos sócios e evapora investimento

 O presidente da Copersucar, Paulo Roberto de Souza, está rascunhando um plano de investimentos para o biênio 2016-2017 que deveria ser chamado de plano de desinvestimento. Não é para menos. O quadro de associadas não para de encolher, as vendas deverão crescer no máximo 5% neste ano e a companhia não consegue arrumar um sócio para a sua controlada Eco-Energy, trading com base nos Estados Unidos. Os aportes até o ano que vem, originalmente de R$ 400 milhões, não serão nem um terço do previsto. A companhia adiou por tempo indeterminado a construção de novos terminais portuários. Apenas serão instaladas as três unidades no mercado norte-americano que estão em fase adiantada de construção.  Para compensar a perda recorrente de associadas – saíram, entre outras, as plantas do Grupo Virgolino de Oliveira, além das usinas Batatais e Clealco – a Copersucar pretende mudar o seu perfil de comercializadora exclusiva e passar a também produzir açúcar e álcool com usinas próprias. A companhia usaria as unidades apenas como complemento de fornecimento e garantia de contratos de longo prazo. A abertura de capital na BM&F Bovespa, um projeto acalentado há anos pela cooperativa, continuará na gaveta, mas a Eco-Energy deverá fazer o seu IPO nos Estados Unidos. A venda de ações em Bolsa é a alternativa encontrada pela Copersucar para atrair novos investidores ao capital da trading norte-americana. As tentativas anteriores de venda de títulos foram um fracasso de público e a empresa se viu forçada a aumentar a sua participação de 65% para quase 80% como forma de garantir os aportes necessários. A EcoEnergy deverá comercializar oito bilhões de litros de etanol nos Estados Unidos, com crescimento de 10% em 2016. No Brasil, a Copersucar projeta vender cinco bilhões de litros de etanol. Procurada pelo RR, Copersucar não comentou o assunto.

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28.01.16

BM&F Bovespa

 Em meio ao enrosco nas negociações para a aquisição da Cetip – ver RR edição de 15 de janeiro –, a BM&F Bovespa tem um novo alvo: a compra de uma participação na Bolsa de Buenos Aires. Aliás, se depender da excitação reinante na BM&F, ela vai acabar comprando a Nyse .

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11.11.15

Previsão certeira

 A fusão com a BM&F foi uma derrota pessoal do presidente da Cetip, Gilson Finkelsztain. Ele teria trabalhado até o último momento para evitar a negociação com o argumento de que a empresa seria engolida pela BM&F e os executivos, defenestrados. Tem toda a razão, a começar por ele. Consultada sobre as articulações de Finkelsztain, a Cetip não se pronunciou a respeito.

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19.02.15

Bolsa na Bolsa

A BM&F Bovespa prepara uma oferta de ações ainda para este ano. É hora para isso? Bem, ninguém melhor do que ela própria para saber o timing correto da operação. Ao menos é o que se espera.

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