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17.09.21

Homem do campo

O ex-deputado Nilson Leitão está buscando o apoio de Jair Bolsonaro para disputar o governo do Mato Grosso no ano que vem. Handicap de Leitão: ser anti-petista de carteirinha. Problema de Leitão: ter o apoio de Blairo Maggi, hoje uma das vozes do agronegócio mais críticas ao presidente Bolsonaro.

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30.08.21

Apoio a Bolsonaro causa racha entre produtores de soja

A proximidade com Jair Bolsonaro começa a provocar cisões dentro do agronegócio, um de seus principais grupos de apoio. Segundo o RR apurou, conselheiros e associados de peso da Aprosoja Brasil (Associação Brasileira dos Produtores de Soja) estariam pressionando o presidente da entidade, Antonio Galvan, a se afastar do cargo. Trata-se do mesmo grupo de agricultores que teria arquitetado a nota oficial divulgada recentemente pela Aprosoja, desvinculando a instituição da convocação para atos antidemocráticos.

De acordo com a mesma fonte, um dos artífices do movimento seria o ex-ministro Blairo Maggi. A saída de Galvan da presidência é visto por muitos internamente como um gesto necessário para tirar o STF da soleira da Associação. Procurada pelo RR, a Aprosoja não se pronunciou.

Não é de hoje que o alinhamento de Antonio Galvan com Bolsonaro vem sendo questionado dentro da Aprosoja – ver RR de 6 de julho. Desta vez, no entanto, a questão é mais delicada. Ele foi alvo de uma operação de busca e apreensão por determinação do Supremo. Galvan é investigado por supostamente incitar a realização de atos violentos contra as instituições. Foi em uma casa de Brasília usada pela Associação que o cantor Sergio Reis convocou o agronegócio para manifestações no dia 7 de setembro contra o Senado e o Supremo.

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11.11.19

Blairo Maggi de volta ao game

Blairo Maggi confidenciou a um parlamentar fonte do RR: vai disputar a nova eleição para o Senado por Mato Grosso. A vaga parece estar caindo no colo de Maggi, que não concorreu no ano passado para permanecer no Ministério da Agricultura até o fim do governo Temer. A senadora Selma Arruda está na iminência de ser cassada por prática de caixa 2. A Procuradoria Geral da República já deu parecer favorável à nova eleição.

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15.10.19

Sob nova direção

O ex-ministro e empresário Blairo Maggi estaria contratando o criminalista Rodrigo Mudrovitsch. O maior dos seus enroscos está no STF. Segundo investigações da PF no âmbito da Operação Ararath, Maggi seria um dos líderes de um suposto esquema de compra e vendas de vagas no Tribunal de Contas do Mato Grosso durante o seu governo. Em tempo: os inimigos políticos de Blairo Maggi insinuam que a escolha do novo advogado teria se dado por indicação de Gilmar Mendes, também cliente de Mudrovitsch.

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20.08.19

Eduardo Bolsonaro leva carne brasileira na bagagem para os EUA

Uma missão que é proteína pura para a balança comercial brasileira aguarda por Eduardo Bolsonaro na Embaixada de Washington: negociar o fim do embargo norte-americano às exportações de carne in natura do Brasil. A proibição se arrasta desde 2017, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) determinou que o produto brasileiro não atende às suas normas sanitárias. Um carimbo negativo do USDA potencialmente fecha outros mercados para a carne brasileira.

Os produtores pressionam o Ministério da Agricultura e ouvem o mesmo discurso. Desde o início de 2018, ainda na gestão de Blairo Maggi, as autoridades garantem que a questão está prestes a ser resolvida. Nesse período, equipes do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar do USDA já fizeram três rodadas de inspeção em frigoríficos brasileiros, a mais recente em maio. Nada mudou. Trata-se de uma tarefa para Eduardo Bolsonaro. Os frigoríficos brasileiros jogam suas fichas no canal direto entre o “03” e Donald Trump.

A nomeação de Eduardo para o principal posto da diplomacia brasileira coincide com um momento razoavelmente preocupante para o Brasil no mapa global da carne. Gradativamente, a Argentina tem recuperado terreno. Em 2016, as exportações portenhas mal passaram das 200 mil toneladas. Neste ano, devem triscar na marca de um milhão de toneladas. A distância para o Brasil cai a passos largos – no ano passado, as vendas do país foram de 1,4 milhão de toneladas.

O Brasil tem sofrido sobressaltos recentes no mercado mundial de carne bovina. Entre junho e julho, o país teve de suspender por quase 30 dias os embarques para a China devido a um caso de encefalopatia espongiforme bovina, a popular “mal da vaca louca”, no Mato Grosso. De novembro de 2017 a novembro de 2018, o Brasil ficou impedido de exportar para a Rússia. Autoridades russas identificaram na carne brasileira a presença da ractopamina, aditivo alimentar proibido naquele país. A retomada do comércio com os Estados Unidos é fundamental para levantar o valor reputacional da carne made in Brazil.

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24.04.19

Jogada ensaiada

Os embargos da defesa de Blairo Maggi solicitando a permanência dos processos contra o ex-governador no STF são tiros em ricochete. Com a manobra, os advogados de Maggi tentam ganhar tempo para evitar a transferência das ações para a Justiça Federal de Mato Grosso. O tempo necessário para que os processos deslizem suavemente para o conforto da Justiça Eleitoral.

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15.08.18

Cartas marcadas na Embrapa

A sucessão na presidência da Embrapa deverá mostrar, mais uma vez, a permeabilidade da Lei das Estatais. À luz do sol, a companhia está seguindo a liturgia, com a abertura do processo seletivo interno, no qual qualquer funcionário poderá se inscrever. Na penumbra da noite, no entanto, o ministro Blairo Maggi e o deputado Luiz Carlos Heinze, líder da bancada ruralista, já discutem a escolha de um nome do agrado do agronegócio. O atual presidente, Mauricio Lopes, deixa o cargo em outubro.

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07.08.18

Me chama que eu vou

No PP, ninguém levado a sério a promessa do ministro Blairo Maggi de deixar a política ao fim do mandato do presidente Michel Temer, com a sua consequente saída da Pasta da Agricultura. O entorno de Maggi crava que ele aceitaria sem pestanejar um convite de Geraldo Alckmin, apoiado pelo PP, para permanecer à frente do Ministério em um eventual governo tucano. Um foro privilegiado nunca faz mal a ninguém

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30.07.18

Maggi aduba uma proposta de privatização “transgênica” para a Embrapa

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e a bancada ruralista se articulam com o objetivo de acelerar a votação do projeto de lei no 5243/2016, que prevê a criação da EmbrapaTec, subsidiária da Embrapa. Mas não exatamente a mesma proposta que hiberna no Congresso há dois anos. A semente que estaria sendo cultivada neste momento no solo fértil do Legislativo é um “projeto transgênico”. A mudança viria com a inclusão de uma emenda propondo a transferência de algumas das funções e ativos da empresa-mãe para a EmbrapaTec.

Originalmente concebida para ser um braço de comercialização da estatal e um istmo societário que permitiria acordos com grupos privados, a subsidiária ganharia uma dimensão ainda maior. Congressistas mais ousados falam até na possibilidade de migração para a nova empresa do banco genético da Embrapa, um de seus maiores patrimônios. Na prática, a manobra permitiria que, ao se associar à EmbrapaTec, um grande grupo internacional tivesse o bilhete para acessar o Fort Knox das pesquisas e projetos de melhoramento genético da estatal. Esse acervo da última fronteira da agrociência nacional é estimado em mais de US$ 1 bilhão, fora o seu valor intangível.

Procurada, a Embrapa nega esta possibilidade e afirma que “o projeto de lei tem como objetivo criar uma subsidiária que vai permitir mais agilidade comercial sem ferir princípios e compromissos de uma empresa pública”. Está feito o registro. No entanto, faltou combinar com os próprios funcionários. Nos corredores da própria estatal, o assunto está na ordem do dia. Sindicatos de trabalhadores da Embrapa se mobilizam contra o projeto da EmbrapaTec. Ao mesmo tempo, há internamente uma onda de insatisfação com a gestão de Mauricio Lopes, presidente da estatal.

Aos olhos do corpo técnico da empresa, Lopes se “politizou” em demasia, aproximou-se demais do ministro Blairo Maggi – Lopes, inclusive, esteve cotado para substituí-lo caso Maggi deixasse o cargo para disputar as eleições. As próprias medidas que vêm sendo adotadas pela atual diretoria são interpretadas como uma arrumação da casa para esvaziar a Embrapa e alinhar o terreno para a criação de uma EmprapaTec “geneticamente modificada”. Recentemente, a estatal reduziu suas áreas administrativas de 17 para seis e cortou quatro centros de pesquisa. Há ainda discussões em torno de um plano de demissões voluntárias. Aguardam-se as sementes dos próximos capítulos.

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30/07/18 9:04h

pereira silva

disse:

As decisões de fim de governo que impactam diretamente a vida das pessoas, deveriam ser mais discutidas com a sociedade e questionadas pela câmara, senado e judiciário a luz das vantagens e desvantagens reais para o Brasil.

30/07/18 9:04h

pereira silva

disse:

As decisões de fim de governo que impactam diretamente a vida das pessoas, deveriam ser mais discutidas com a sociedade e questionadas pela câmara, senado e judiciário a luz das vantagens e desvantagens reais para o Brasil.

11.05.18

Maggi tenta evitar um abate nas exportações de frango

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, deverá viajar à Arábia Saudita ainda neste mês na tentativa de desarmar uma bomba-relógio que ameaça o agronegócio e a balança comercial. A missão de Maggi é reverter as exigências do governo árabe para a importação de carne de frango do Brasil. A principal imposição é o fim do uso da técnica conhecida como insensibilização elétrica. Maggi seguirá munido de relatórios técnicos para comprovar que o processo não resulta na morte das aves – o que feriria os preceitos da religião muçulmana.

Segundo o RR apurou, as autoridades árabes já sinalizaram que poderão suspender as importações a partir de junho, o que provocaria um enorme baque no setor. A Arábia Saudita é a maior compradora mundial de frango brasileiro, respondendo por 16% dos embarques nacionais, ou algo em torno de US$ 1 bilhão. O Ministério da Agricultura trata o assunto como de alta gravidade. Em março, uma primeira missão liderada pelo secretário executivo da Pasta da Agricultura, Eumar Novacki, com a presença de representantes da indústria, foi a Riad negociar com autoridades árabes a flexibilização das exigências.

No entanto, não houve acordo. Há um temor no governo de que a interrupção dos embarques para Arábia Saudita gere uma onda de demissões nos frigoríficos brasileiros. A situação se torna ainda mais delicada devido ao embargo da União Europeia a 20 frigoríficos brasileiros. Esta conjunção de fatores tem provocado um perverso efeito dominó sobre a cadeia de produção. Só em abril o preço da carne de frango caiu 8%. A cotação do milho recuou 2,3%. Os frigoríficos, por sua vez, pisam no freio.

A BRF, por exemplo, vai reduzir seus abates de frango em mais de um milhão de toneladas ao longo de maio. Três unidades da companhia entrarão em férias coletivas. Outros grandes grupos, como a Aurora, vão pelo mesmo caminho. Entre as empresas de menor porte, como não poderia deixar de ser, a situação é ainda mais delicada. Frigoríficos do Sul já acenam com demissões a partir de junho.

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