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07.05.21

Minoritários no caminho da Americanas e da B2W

Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles terão de enfrentar alguns percalços para concluir a fusão entre a B2W e a Lojas Americanas. Minoritários pesos-pesados da Americanas, a exemplo do BlackRock – uma das maiores gestoras do mundo, com quase US$ 9 trilhões em ativos -, estariam se mobilizando para entrar com um recurso junto à CVM com questionamentos à operação. Segundo fonte de mercado, o ponto central da contestação seria a relação de troca das ações vis-à-vis o esvaziamento da empresa. Pelo acordo, para cada papel que detêm da Americanas, os atuais acionistas da companhia receberão 0,18 ação da B2W. O entendimento é que essa proporção não compensaria as perdas impostas pela transferência de todos os ativos da Americanas para a B2W – o chamado “acervo cindido”, no valor de R$ 6,2 bilhões. Na avaliação dos minoritários, também não se trata de uma relação de troca justa considerando-se a redução do capital social da rede varejista, de R$ 12,5 bilhões para R$ 7,3 bilhões. Bom mesmo só para o trio Lemann/Sicupira/Telles, que manterá o controle da B2W, inflada pelos ativos da Americanas, somando 53,4% entre participações diretas e indiretas.

Procurada pelo RR, a CVM comunicou que, “até o presente momento, não recebeu denúncia ou reclamação a respeito do tema”. E aos olhos do órgão regulador, a engenhosa arquitetura societária é prejudicial aos minoritários? A CVM diz que a operação “está sendo analisada no âmbito do processo 19957.003703/2021-51″. Também consultado, o BlackRock disse que não comenta sobre casos específicos. A Americanas não quis se pronunciar. Ressalte-se que a contestação ao órgão regulador poderá se estender aos Estados Unidos após a já anunciada listagem da nova companhia no mercado norte-americano.

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17.11.17

Burger King parte no encalço do McDonald’s

O trio Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles quer deixar o McDonald ́s comendo poeira no Brasil. Segundo o RR apurou, o plano de expansão do Burger King traçado com os sócios da operação local – à frente, a Vinci Partners, de Gilberto Sayão – tem como meta atingir a marca de mil restaurantes em dois anos. Hoje, são aproximadamente 640 lojas, contra pouco mais de 900 do McDonald ́s.

O ritmo em slow motion da concorrente favorece os planos do Burger King de assumir a dianteira do setor. Nos últimos dois anos, o McDonald ́s puxou o freio de mão e abriu, em média, apenas 17 restaurantes no Brasil. Mantida esta toada, a troca de liderança no mercado brasileiro de fast food se dará até o fim de 2019.

O condimento financeiro para o projeto de expansão do Burger King virá do IPO previsto para dezembro. De acordo com informações filtradas do Burger King, a expectativa dos acionistas é colocar em mercado todo o volume de papéis ofertado, alcançando pouco mais de R$ 4 bilhões. Em tempo: não obstante tantos números superlativos, os financistas que comandam a cozinha do Burger King ainda quebram a cabeça para colocar o negócio no azul. Provavelmente não será neste ano: a subsidiária brasileira acumulou um prejuízo de R$ 18 milhões entre janeiro e setembro.

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A São Carlos, incorporadora controlada pelos herdeiros de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles prepara uma oferta de ações para 2018.

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