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planos
04.07.19
ED. 6149

O orgulho falou mais alto

O ex-presidente do BC Gustavo Franco voltou atrás em sua desistência em assumir o comando do Conselho do BNDES, decisão antecipada pelo RR na edição de 19 de junho. Franco continua inelegível por diversos fatores, inclusive conflito de interesses. Uma das exigências, contudo, incomoda o pai do Plano Real por ser descabida: a cobrança de pagamentos atrasados à instituição. Franco considerou que abdicar da candidatura antes da burocracia terminar seu serviço faria com que a emenda se tornasse pior do que o soneto. A desistência evidenciaria o medo do resultado das averiguações. Portanto, Franco fica candidato até o fim. Se for o caso, pede para sair depois de tomar posse. Parece bem pensado.

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28.06.19
ED. 6145

Paulo Guedes apela aos remédios que sua medicina proíbe

O ministro Paulo Guedes decidiu seguir as lições do mundo e adotar estímulos monetários. Anunciou que aumentará a liquidez do mercado de crédito em R$ 100 bilhões, diminuindo a alíquota do recolhimento compulsório dos depósitos bancários. O próximo passo será a redução da taxa Selic na reunião do Copom, de julho, provavelmente em um ponto percentual – e não haverá BC autônomo que diga o contrário. Boas notícias? Sim e não.

As medidas são favoráveis pela ótica de que, sob severa austeridade fiscal, o caminho dos juros e do crédito é a alternativa restante para propiciar algum refresco na economia. O BC e o Ministério da Economia já trabalham, internamente, com a hipótese de uma recessão neste ano. O BC, que projetava quase 3% de crescimento do PIB, no início do ano, já despencou suas estimativas para 0,8%. No mercado, várias instituições projetam taxas na faixa de 0,5%. Nesse ritmo, cair para – 0,1%, digamos assim, é bastante crível. Detalhe: em todas as previsões sobre o PIB é tida como certa a aprovação da reforma da Previdência.

O relaxamento da liquidez, portanto, é uma receita padrão para a circunstância. Por outro lado, talvez não haja tantos tomadores assim para os recursos disponibilizados ao setor bancário. O principal motivo são os spreads escorchantes da ordem de 19,2 pontos percentuais, que subiram mais de dois pontos percentuais em relação a 2018, mesmo com a taxa básica de juros descendo a ladeira. A projeção da LC Consultores é de que o saldo total de crédito cresça 6,6% em 2019 para um aumento do PIB de 1%. É bom, mas é pouco. Na margem, a redução do compulsório ajuda. Mas o RR mantém a sua aposta de que Paulo Guedes “vai ter de aprovar algum gasto”. Ordens do andar de cima. É o que se diz nas internas.

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18.09.18
ED. 5955

Copom cenográfico

A diretoria do BC pode combinar de fazer um piquenique no Lago Sul ou bater uma bola no Brasília Tênis Clube, hoje e amanhã. Nessas datas ocorrerá a reunião do Copom, que o mercado está chamando de “não evento”. Em meio aos folguedos poderiam liberar mais uma fatia dos depósitos compulsórios para mitigar a inadimplência.

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12.04.18
ED. 5845

Inflação e desemprego

A queda do IPCA novamente abaixo do projetado, sinalizando que a recuperação da economia será lenta, resgatou a proposta de duas metas para um BC autônomo: inflação e desemprego.

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22.02.18
ED. 5811

Lembranças de um debate sem fim

Já se dobram os anos, quando em um drink ao cair da tarde, no bar do restaurante Alcaparra no Rio, o então presidente da Susep, Renê Garcia, e o ex-ministro Raphael de Almeira Magalhães travaram um ríspido debate sobre as diferenças entre o FED e o nosso BC ao levar em consideração a taxa de  desemprego para implementação da política monetária. Raphael diza que o FED explicitava a taxa de desemprego e lhe dava prioridade em relação aos preços. Garcia argumentava que não era bem assim e que o BC, de certa forma, também levava em consideração o desemprego, só que implícito. Defendia que em determinadas circunstâncias um objetivo poderia se sobrepor ao outro. Henrique Meirelles era presidente do BC. O tempo passou, Raphael de Almeida Magalhães se foi e Renê Garcia continua acalorando debates. O projeto de BC Independente que está sendo elaborado pelo Congresso prevê uma meta para o emprego. Meirelles não gosta da ideia. Hoje, longe e tão perto, os dois amigos concordariam que o relevante é se a medida é pra valer ou para o boi dormir. Nos governos Dilma II e Temer, o BBC tem tratado o emprego como Judas em dia de malhação.

 

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