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07.01.22

Guilhotina afiada

Nos corredores da Bayer, circula a informação de que a companhia prepara novas demissões em sua divisão farmacêutica no Brasil. Os cortes atingiriam a equipe de atendimento a grandes clientes. Recentemente, a multinacional acabou com a estrutura de varejo no país. Procurada, a empresa confirmou a demissão de 75 colaboradores da área de varejo. Perguntada especificamente sobre a possibilidade de novos cortes, a Bayer não se manifestou.

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17.03.21

Os gafanhotos do contrabando

Os maiores fabricantes de defensivos agrícolas do país – pesos -pesados como Bayer, Basf e Syngenta – estão sendo atacados pela praga do contrabando. Segundo o RR apurou, o volume de produtos ilegais apreendidos nas rodovias federais cresceu 90% em 2020. Nos bastidores, os players do setor jogam parte dessa conta sobre os ombros da Anvisa: as restrições impostas pela agência à compra e uso de defensivos seria um estímulo ao mercado negro.

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20.08.18

Bayer pisa em um campo minado com a compra da Monsanto

Ao incorporar a Monsanto, na maior operação de M&A da sua história, a Bayer levou para dentro de casa uma crise institucional de razoáveis proporções no Brasil. Trata-se do contencioso entre a fabricante de sementes e defensivos norte-americana e grandes produtores rurais. Segundo o RR apurou, agricultores do Sul do país e da região conhecida como Mapito (Maranhão, Piauí e Tocantins) estão se unindo à Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) na ação judicial contra a Monsanto.

Este cinturão de ruralistas contesta a legitimidade da patente da soja Intacta e, consequentemente, a bilionária cobrança de royalties pelo uso de sua semente. Para a Bayer, o que está em jogo é um negócio com receita estimada em mais de R$ 1,2 bilhão por safra – ou o equivalente a cerca de 7% do faturamento combinado da nova companhia no mercado brasileiro. A questão mobiliza não apenas a área jurídica da Bayer, mas também seu contingente de lobistas em Brasília.

Além dos tribunais, a erva daninha adquire contornos políticos e se espalha pelo Congresso. A bancada ruralista já identificou o contencioso como uma oportuna ocasião para comprar o barulho dos agricultores, se credenciar junto a sua base eleitoral e pressionar o grupo alemão, cobrando uma redução do valor cobrado pelos royalties da Intacta. Trata-se de um terreno fértil para os parlamentares cultivarem o que de melhor produzem: a venda de dificuldades para a posterior oferta das suas soluções.

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14.06.18

Bayer começa a arrancar as raízes da Monsanto no Brasil

A maior operação de M&A da história da Bayer vai deixar suas primeiras e dolorosas marcas no Brasil. O presidente da subsidiária, Theo van der Loo, recebeu sinal verde da Alemanha para iniciar o processo de integração com a Monsanto. Por integração, leia-se uma enxadada que deverá arrancar até 15% dos postos de trabalho da empresa no país.

Segundo o RR apurou, a Bayer estaria se preparando para ceifar cerca de 200 funcionários da Monsanto – marca, inclusive, que será extinta. Os cortes se dariam não só na esfera administrativa, mas também na nevrálgica área de pesquisa e desenvolvimento. De acordo com a fonte do RR, as primeiras demissões serão anunciadas em julho. Parte do processo deverá ser conduzida, curiosamente, por um egresso da Monsanto, o atual presidente da empresa na América do Sul, Rodrigo Santos, que assumirá a divisão de CropScience do grupo alemão na América Latina.

Procurada, a Bayer não quis se pronunciar. Anunciada em 2016, a aquisição mundial da Monsanto, ao valor de US$ 66 bilhões, só foi concluída na semana passada, após a complexa aprovação por órgãos antitruste em 29 países. O desfecho do deal coincide com um momento de estiagem da Bayer no Brasil. No ano passado, a empresa teve um de seus piores resultados no país, com um prejuízo de R$ 422 milhões, quase o triplo das perdas registradas em 2016 (R$ 147 milhões). Os funcionários da Monsanto vão pagar parte da conta.

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27.10.17

Quem paga o frete?

A bancada ruralista tem feito forte pressão sobre o Cade para brecar a venda da Monsanto para a Bayer. Depois, provavelmente, vai se oferecer para tirar o bode da sala.

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04.04.17

Nova semente

Blairo Maggi tem se empenhado pessoalmente para que o Congresso aprove até junho o projeto que cria a Embrapatec. Bayer, Syngenta e outros grupos que pretendem se associar ao futuro braço comercial da Embrapa agradecem.

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24.11.16

Capítulos finais

Enquanto a fusão entre Bayer e Monsanto não é aprovada pelos órgãos antitruste internacionais, as duas companhias protagonizam o último capítulo de uma renhida concorrência no agronegócio brasileiro. Os alemães apostam suas fichas no lançamento da soja transgênica Liberty Link. A meta da Bayer é alcançar um quinto do mercado na próxima safra, tirando participação, sobretudo, da semente Roundup, comercializada pela Monsanto. No fim das contas, ficará tudo na mesma casa. Procurada, a Bayer confirmou a meta de venda da Liberty Link e reforçou que, até o fechamento do negócio, seguirá operando de forma independente da Monsanto.

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24.08.16

Syngenta prepara o defensivo para se manter na pole position

 A Syngenta vai dobrar para R$ 200 milhões a média anual dos investimentos no período de 2016 a 2020. A estratégia foi anunciada diretamente pelo novo CEO mundial do grupo, Erik Fyrwald, ao alto comando da filial brasileira, em visita ao país. A operação brasileira será uma das primeiras a passar por mudanças após a alteração do controle da companhia, que foi comprada pela China National Chemical (ChemChina). O objetivo do plano é evitar a perda da histórica liderança da Syngenta no maior mercado da companhia e responsável por 15% da receita mundial. A empresa está no topo do ranking brasileiro desde 2005. A mudança de status ocorrerá com a fusão entre a Bayer e a Monsanto . Juntos, alemães e norte-americanos terão 22% de market share contra 20% da Syngenta. A receita de vendas será de US$ 2 bilhões, bem acima do US$ 1,6 bilhão da atual líder. Para completar, a Bayer e a Monsanto reunirão quase mil pontos de venda, com cobertura nacional e poder de barganha para negociarem preferências ou até exclusividades com lojas em função do portfólio com mais de 120 tipos de produtos.  O aporte total da Syngenta nos próximos cinco anos equivale a 10% de tudo o que o mercado de defensivos agrícolas vende ao ano no Brasil. Os recursos serão exclusivamente destinados ao greenfield. A companhia vai ampliar o parque fabril de Paulínia (SP), distribuir nos seis estados em que ainda não opera e assim completar a cobertura nacional da rede de revenda. O total de pontos de venda dobrará para mil unidades até 2017, número próximo do que têm juntas a Bayer e a Monsanto.  Não é para menos a preocupação da Syngenta com o gigante Bayer/Monsanto. O Brasil é o maior mercado global de agrotóxicos. Movimenta mais de um milhão de toneladas anualmente e cresce 10% ao ano, mesmo em período de crise econômica. Além disso, o Brasil caminha para fechar o ano com receita equivalente a 20% do que fatura a Syngenta no mundo. Quase três quartos das vendas no país saem da comercialização de defensivos agrícolas. A escalada do mega-player Bayer/Monsanto no mercado trará consequências negativas, tanto no relacionamento com pontos de venda quanto na comercialização dos produtos devido à perda no poder de barganha. A ironia do destino é que a Syngenta tomou a liderança justamente da Bayer há 11 anos oferecendo todo tipo de vantagem aos revendedores, inclusive ações da companhia na Bolsa de Zurique. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Syngenta .

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20.07.16

Blairo Maggi veste o figurino de vendedor da Embrapatec

 Entre os “produtos” agropecuários brasileiros que o ministro Blairo Maggi pretende vender em seu tour pelo exterior, previsto para os meses de julho e agosto, há um em especial: a Embrapatec, a futura subsidiária da Embrapa voltada à comercialização de biotecnologias desenvolvidas pela estatal. A missão de Maggi é atrair grandes grupos internacionais da área de agrociência para se associar à nova empresa. Na mira, grupos como Bayer, Basf e a suíça Syngenta. O governo ainda estuda o melhor modelo para o acasalamento entre a Embrapatec e o capital privado, mas, a princípio, a intenção é oferecer ao mercado uma participação superior a 51%. Até porque esta é uma das premissas para a criação da subsidiária: permitir a “privatização” da Embrapa, por meio do seu braço comercial, sem que seja necessária a privatização da Embrapa.  O ministro Blairo Maggi tem se empenhado pessoalmente para acelerar a votação do projeto de lei que autoriza a criação da Embrapatec, encaminhado ao Congresso no último mês de maio, ainda no governo de Dilma Rousseff. Maggi articula com os líderes da bancada ruralista, em especial o deputado gaúcho Luiz Carlos Heinze, a tramitação da proposta em caráter de urgência urgentíssima. Para o governo, o grande ganho não virá da privatização em si da Embrapatec, mas, sim, da expectativa de que a própria Embrapa dependa cada vez menos do orçamento federal. Estima-se que a abertura da subsidiária e a montagem de uma estrutura comercial no exterior sejam capazes, já no primeiro ano, de triplicar o faturamento da estatal com a venda de tecnologias. Hoje, a Embrapa tem uma receita própria de apenas R$ 120 milhões por ano, que não cobre sequer 5% do seu orçamento, em torno de R$ 3 bilhões.

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27.05.16

Estiagem

 A crise bateu na operação brasileira da Bayer CropScience, historicamente uma das mais rentáveis do grupo. No primeiro trimestre deste ano, a receita da subsidiária caiu 10% em relação ao mesmo período em 2015. Trata-se do pior desempenho nos últimos seis trimestres.

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