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08.01.21

Causa e efeito

É grande a torcida para que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, aguente as pressões e mantenha a taxa Selic na faixa de 2% pelo menos até meados do ano. A Selic mais baixa teve um papel importante na melhoria do ambiente de negócios e na redução da dívida interna bruta em relação ao PIB no ano de 2020. O índice ficou em 89% no mês de novembro e muito provavelmente fechará o ano de 2020 próximo dos 90%. Será, portanto, um indicador bem mais confortável dos que os 100% de dívida interna bruta sobre o PIB que vinham sendo projetados pelas casas bancárias. Se o PIB de 2021 crescer em torno de 5%, como projeta o economista Affonso Pastore, cai mais ainda.

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26.11.20

Uma espiada por dentro do Banco Central

Há uma torcida dentro de casa, ou seja, entre os próprios funcionários graduados do Banco Central, para que Roberto Campos Neto não ceda e mantenha a taxa de juros nos 2%. A premissa é que a inflação deste ano não passa de 4% e, nessas condições, com a Selic preservada, um bocado de dinheiro vai sair das aplicações para o consumo. A ver.

 Ainda por dentro do BC, segue o debate sobre a decisão do CMN de baixar a meta de inflação até 2023. Pelo Conselho saímos neste ano dos 4% para 3,75% (2021), 3,5% (2022) e 3,25% (2023). Há pouco ganho e mais risco com as medidas. Basta um repique da inflação e olha aí o BC sendo pressionado a aumentar os juros. Mas há tempo de sobra para recuar na medida.

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05.11.20

Banco Central cogita um PIX para transações internacionais

Nos corredores do Banco Central há quem defenda um PIX em camadas. O próximo passo seria a adoção do sistema de pagamentos eletrônicos na área de transações internacionais. A medida teria impacto positivo para o comércio exterior. Hoje, toda a movimentação financeira em torno das exportações é uma barafunda. Da emissão do “conhecimento de embarque”, documento feito pelo comandante do navio, até a cobrança e o pagamento internacional, a média é de quatro dias para companhias de navegação estrangeira. No caso de uma empresa brasileira, esse prazo pode chegar a 10 dias. Isso para não falar da burocracia e dos custos que ela traz a reboque. Um exemplo: um armador relatou ao RR a via crucis que teve de atravessar no mês passado, ao embarcar três contêineres para o Porto de Hamburgo. O Bill of Landing (BL) – o “conhecimento de embarque” emitido pelo transportador – só foi expedido um dia antes da chegada do navio à Alemanha. Resultado: o armador teve de arcar com um gasto extra de 700 euros para bancar a estadia da carga no terminal até que toda a documentação fosse liberada e o pagamento, concluído. Com o “PIX das transações internacionais”, toda a operação financeira poderia ser feita em questões de minutos, sem a necessidade de qualquer documento físico. O sistema poderia ainda reduzir os custos bancários que incidem sobre o comércio exterior. Essa despesa é debitada diretamente no valor da fatura do exportador. Chega a custar até 1% do valor da carga.

Por falar em comércio exterior: grandes exportadores brasileiros têm cobrado do ministro Paulo Guedes que o Ministério da Economia entre em campo para solucionar a lentidão do governo argentino na expedição de guias de importação para produtos brasileiros. Em alguns casos, um procedimento que levava menos de uma semana tem demorado cerca de um mês. O governo Alberto Fernández estaria conduzindo uma espécie de operação tartaruga na autorização das importações para frear a escassez de dólares no país.

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05.11.20

O dia do BC

A Câmara votará no dia 17 de novembro o projeto da autonomia do Banco Central, aprovado no Senado. Palavra do próprio Rodrigo Maia a uma fonte do RR em conversa ontem à tarde. Para que esse prazo seja cumprido, o provável é que a Câmara não altere o texto do Senado.

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25.09.20

Saudosismo monetário

São dois os diretores do Banco Central nostálgicos da meta de inflação de 4%, em 2020. Para eles, o Conselho Monetário Nacional bem que poderia ter mantido o target no mesmo percentual, sem sinalização de mudança sequer em 2021. Como se sabe, o CMN alterou as metas de inflação para 3,75%, em 2020, e 3,5%, em 2021. E mais: demarcou o centro da meta de 2023 em 3,25% ao ano. Segundo a fonte do RR, os dois auxiliares do presidente do BC, Roberto Campos Neto, consideram que a manutenção do target no mesmo nível de 2019 daria folga à autoridade monetária. Evitaria, assim, que um repique maior da inflação forçasse a elevação da taxa Selic, com a desmoralização do “forward guidance” – a sinalização do Copom é que manterá a taxa básica por um período prolongado. Ambos os diretores também julgam que não seria mau um pouquinho mais de inflação. Ajudaria na política fiscal. Agora já era.

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O empresário Carlos Wizard, que há pouco tempo quase assumiu um cargo no Ministério da Saúde, negocia a entrada de dois fundos internacionais no capital da fintech Hub. A empresa de Wizard acaba de ser autorizada pelo Banco Central para atuar como plataforma de pagamentos.

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21.08.20

BC passeia com o Tesouro por labirintos cambiais

O Banco Central propôs. Paulo Guedes adotou. O Tribunal de Contas da União aprovou. O Secretário do Tesouro Nacional vibrou. Tudo bem! Tudo ótimo! Mas não deixa de ser esquisito surgirem do nada R$ 520 bilhões aportados pela autoridade monetária no Tesouro Nacional para pagar o equivalente a 10% da dívida bruta interna. O RR aceita que “surgir do nada” é meia verdade.

O dinheiro surgiu do lucro obtido com as reservas cambiais devido à desvalorização do real. Uma estranha geringonça contábil que suportaria a seguinte extrapolação: uma boa maxidesvalorização do câmbio seria uma medida heterodoxa para pagar metade da dívida interna. Nesse momento, com a inflação mergulhando em queda livre, o BC poderia operar um aumento do câmbio que faria a festa dos exportadores e a alegria dos privatistas.

São conclusões incompletas de uma operação que já foi chamada no governo Temer de  “pedalada cambial”, uma insinuação ao passeio de recursos entre o Tesouro e o BNDES, que levou ao impeachment de Dilma Rousseff. O senador José Serra, um fiscalista de carteirinha, foi um dos que se levantaram para combater a contabilidade criativa da operação cambial. Como tudo no tempo muda, a começar pela pandemia e pela consistência técnica do presidente do BC, Roberto Campos Neto, foi achada uma nova ou não aparente função para as reservas cambiais. Que venham, então, novas desvalorizações.

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17.08.20

Santander Brasil pode ser o arrimo de família da matriz

O Banco Central acompanha com prudência o delicado momento do Santander. Segundo banco da Zona do Euro em valor de mercado, o grupo espanhol registrou entre março e junho o maior prejuízo trimestral da sua história, de aproximadamente 11 bilhões de euros. O rombo decorreu da baixa contábil de 12,6 bilhões de euros que o banco foi obrigado a lançar em balanço para cobrir possíveis perdas nos Estados Unidos, Espanha, Polônia e, principalmente Reino Unido.

O caso da Inglaterra é o mais grave, conforme destacado pela mídia especializada internacional: o Santander teve de fazer um impairment da ordem de 6 bilhões de euros. Junto com os resultados desabou também a confiança dos investidores. Desde o início do ano, o valor de mercado do Santander na bolsa de Londres despencou 45%, atingindo os níveis mais baixos em uma década. São números que levaram a presidente mundial do banco, Ana Botín, a dizer, consternada, que “os últimos seis meses estão entre os mais desafiadores da nossa história”.

A direção mundial do Santander garante que as perdas globais são não monetárias e não recorrentes, sem impacto sobre a liquidez ou as posições de risco de crédito. Ainda assim, o Banco Central monitora a possibilidade de efeitos colaterais sobre o Brasil. Antes que alguém faça ilações precipitadas, no BC não há preocupação de que algo similar ocorra com a operação brasileira. Neste caso, o “problema” é justamente o inverso: a notória saúde financeira da filial.

O receio é que o Santander Brasil seja convocado para cobrir perdas internacionais do grupo por meio de uma maior transfusão de lucros para a matriz, no limite sendo forçado até mesmo a reduzir sua exposure no país. Tomando-se como base o tamanho do banco no Brasil, essa cota de sacrifício seria absolutamente natural. A subsidiária brasileira é hoje a maior operação dos espanhóis no mundo, respondendo por mais de um terço dos ganhos globais do Santander. Não por acaso, sem qualquer modéstia, o próprio Sergio Rial, CEO do Santander no país, costuma dizer que já é o presidente mundial do grupo, tamanho o peso do Brasil no conglomerado. Nessa toada, talvez o próprio Rial seja uma das “remessas” da subsidiária brasileira para a matriz na tentativa de acertar os rumos do conglomerado financeiro.

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24.04.20

Aprenderam a lição

Ao contrário da crise financeira de 2008, quando grandes empresas, tais como a Sadia e a Aracruz, tomaram um tombo com o câmbio,
não consta que nenhuma big company tenha sido pega pelo pé, sem hedge cambial ou fazendo travessuras no mercado de derivativos. O Banco Central observa com lupa essas operações.

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15.04.20

Os projetos de estímulo

Termômetro
ECONOMIA
 

Os projetos de estímulo

Pode ser aprovado ainda hoje no Senado o “Orçamento de Guerra”, que libera R$ 700 bilhões do orçamento de 2020 para gastos no combate ao coronavírus. Apesar de permitir a compra de créditos pelo Banco Central, senadores limitaram a autonomia do BC para esse tipo de operação. Em função dessa alteração, assim que aprovado o projeto voltará a Câmara – onde deve passar. Ao mesmo tempo em que vai ampliar capacidade de gastos federais, o orçamento de guerra dará forte poder de controle para o Congresso.
Em outro passo na disputa com o governo federal pela condução econômica durante a crise, estará em pauta na Câmara, nesta quinta, projeto que estende o benefício de R$ 600 a trabalhadores informais e intermitentes e prevê ainda o pagamento de três salários mínimos mensais a trabalhadores com carteira assinada, enquanto durar o estado de calamidade.

China, EUA e Alemanha

Nos Indicadores, destaque amanhã para a China, com expectativa pelos números do PIB Trimestral, de Vendas no Varejo (março) e da Produção Industrial (março). Queda deve ser generalizada, com forte tombo do PIB. Mas tudo indica que a atenção se voltará para os sinais positivos, com recuos bem menores que os de fevereiro (em torno de – 10% contra – 20,5% no varejo e de – 7,3% contra – 13,5% na produção industrial.
Já nos EUA, que puxaram mercados para baixo hoje, o índice de Atividade Industrial do FED da Filadélfia (abril), as Licenças para Constrição (março) e os Pedidos de Seguro Desemprego (balanço semanal) devem trazer novamente dados bastante negativos. O mesmo vale para o Índice Ifo de Clima de Negócios da Alemanha (abril), que deve apresentar recuo em torno de 10 pontos (de 86 para 77).
POLÍTICA

 

O nome para a saúde

Situação do ministro da saúde, em aberta divergência com o presidente, não terá como se sustentar, mas a grande questão, nesta quinta, serão os nomes aventados para substitui-lo. O jogo do presidente diminuiu a pressão dentro do governo e parte da mobilização social pela permanência de Mandetta, mas reação institucional – e no mercado – pode ganhar novo impulso a depender do caminho indicado. O nome do ex ministro Osmar Terra, por exemplo, seria desastroso.
Aposta, hoje, seria em escolha mais técnica, como o diretor-geral do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, Roberto Kalil Filho, ou o número dois do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis. Um ponto no entanto é certo: qualquer mudança causará turbulência política e tende a aumentar o desgaste do presidente, especialmente se os casos e mortes por coronavírus continuarem aumentando. Esse panorama será ainda alimentado por decisão no STF que dá a estados autonomia sobre medidas de isolamento social.

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