fbpx

Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos

A declaração de Augusto Aras de que a Lava Jato tem uma caixa preta com dados de 38 mil pessoas ressuscitou a CPI da Lava Toga. Um grupo de senadores, à frente Alessandro Vieira (Cidadania-SE), trabalha junto a Davi Alcolumbre pela instauração da Comissão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

31.07.20

A desidratação da Operação Greenfield

Há um novo foco de embate dentro do Ministério Público. Simultaneamente ao desmonte da Lava Jato, procuradores do MPF apontam que Augusto Aras estaria agindo para desarticular também a Operação Greenfield, que investiga irregularidades nos fundos de pensão. A PGR tem ignorado os seguidos pedidos de locação de novos procuradores para o caso. A rigor, a força-tarefa da Greenfield hoje é o exército de um homem só, o procurador da República Anselmo Lopes, chefe de si próprio na equipe. O desmanche se dá justo no momento em que o MPF denunciou à Justiça 13 ex-dirigentes de Previ, Petros e Funcef, o que, na visão dos procuradores, poderá ensejar acordos de delação, denúncias e novas linhas de investigação. A PGR chegou a lançar um edital interno para selecionar colaboradores para a Greenfield, no entanto os desafetos de Aras no MPF dizem que a medida é apenas para inglês ver. Os procuradores sequer seriam cedidos de forma exclusiva para a Operação. Ou seja: formalmente ficariam alocados na força-tarefa, em Brasília, mas, na prática, seriam usados em outros casos.

A Lava Jato que interessa

Está por detalhes para a PGR fechar o acordo de delação de Rodrigo Tacla Duran. Trata-se de uma rara ponta da Lava Jato que Augusto Aras parece empenhado em levar adiante. Apontado como operador de empreiteiras, Tacla Duran se notabilizou por jogar foco sobre Sergio Moro. Ele acusou o advogado Carlos Zucolotto, amigo pessoal do ex-juiz, de ter cobrado US$ 5 milhões em troca de vantagens em um acordo de delação.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

Além do STF, há uma forte pressão dentro do próprio Ministério Público Federal para que Augusto Aras interpele Roberto Jefferson pelas ofensas e ataques de caráter sexual a ministros da Suprema Corte. Dessa vez, vai ser difícil o procurador-geral da República permanecer em cima do muro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.07.20

Augusto Aras vira o jogo contra a Lava Jato

O procurador-geral da República Augusto Aras está costurando um acordão dentro do Ministério Público para garantir a criação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado – tida pela “República de Curitiba” como a sentença de morte da Lava Jato. O novo órgão substituirá todas as forças-tarefas existentes no MPF, concentrado um poder que hoje está atomizado por pequenos “condomínios” de procuradores. Aras já teria o apoio de quatro dos demais nove membros do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) – o décimo integrante do colegiado é ele próprio.

Um personagem importante nesse enredo é o vice-procurador geral, Humberto Jacques de Medeiros. Braço direito de Aras, Medeiros vem tendo um papel relevante na articulação para a aprovação da proposta, de autoria de um grupo de subprocuradores, entre os quais Hindenburgo Chateaubriand Filho e José Adonis Sá. Consultada pelo RR, a Procuradoria Geral da República informou que “não há previsão para que o projeto seja discutido no CSMPF”. Augusto Aras é um cumpridor de missões – atributo que lhe garante a confiança do presidente Jair Bolsonaro.

Ainda que indiretamente, acabar com a Lava Jato é esvaziar o legado de Sergio Moro, assim como a importância do ex-ministro no aparelho de Justiça. Caso a implantação da Unidade Nacional se confirme, será uma demonstração de força de Aras até certo ponto surpreendente, dado o resultado recente das eleições para o Conselho Superior, quando os “independentes” se tornaram majoritários dentro do colegiado. Uma das moedas de troca de Aras nas negociações seria a indicação dos dois novos subprocuradores da República – a escolha sairá em agosto. Em outro front, em um gesto de trégua com opositores, o PGR manteve a promoção de Eliana Torelly a subprocuradora, colocando ponto final em um imbróglio que se arrastava no Conselho Nacional do Ministério Público desde março.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

O procurador geral da República Augusto Aras tem sido um importante conselheiro jurídico do clã Bolsonaro sobre o processo contra
Flavio Bolsonaro pelo suposto esquema da “rachadinha”. As palavras de Aras não são de muito otimismo, mesmo com a concessão de foro privilegiado para o “01”.

Rachadinha 2

A decisão do presidente do STJ, João Otávio de Noronha, de conceder prisão domiciliar a Fabricio Queiroz e sua mulher, Marcia Aguiar, causou forte constrangimento junto aos próprios colegas de Corte. Se a decisão monocrática for levada a plenário, Noronha deve sofrer uma derrota acachapante.

Rachadinha 3

Ainda que seus advogados não tenham requisitado proteção policial à Justiça, Fabricio Queiroz não está necessariamente entregue à própria sorte enquanto cumpre prisão domiciliar. Assim como Jair Bolsonaro tem sua “Abin particular”, Queiroz também contaria com uma espécie de “guarda suíça”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

Augusto-Aras
07.07.20

Mais uma derrota de Aras?

A proposta apresentada pelo vice-procurador geral da República, Humberto Jacques, de criação de uma Unidade Nacional de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Unac) enfrenta forte resistência dentro do Ministério Público Federal. Primeiro, porque a nova estrutura tiraria poderes das forças-tarefas, como a Lava Jato. Segundo, porque todos sabem que o verdadeiro pai do projeto é o PGR Augusto Aras, que amarga crescentes índices de reprovação entre os demais procuradores.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

A médica Nise Yamaguchi, que por pouco não assumiu o Ministério da Saúde, está cotada para colaborar com Eduardo Pazuello na coordenação de testes da vacina contra o coronavírus no Brasil. Sua indicação tem o aval de Eduardo e Carlos Bolsonaro e de Osmar Terra, um dos principais conselheiros de Jair Bolsonaro na área de saúde. Nise sempre foi uma das maiores defensores do uso da cloroquina no tratamento da Covid-19.

Nova missão para Augusto Aras: frear a pressão do Ministério Público Federal para que o TCU investigue a importação de matéria-prima para a produção de cloroquina. Hoje, com base no consumo do medicamento no país, estima-se que o laboratório do Exército tenha estoques para 18 anos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

30.06.20

O inimigo do meu inimigo

O RR apurou que o procurador-geral da República, Augusto Aras, vai pedir à Justiça a extradição do advogado Rodrigo Tacla Duran. Foragido na Espanha desde 2016, ele responde por quatro ações penais por lavagem de dinheiro e é acusado de ter sido operador de empreiteiras condenadas na Lava Jato. Paralelamente à extradição, a Procuradoria Geral da República negocia com a defesa de Duran um acordo de delação premiada. O duplo movimento da PGR chama a atenção pelo timing. O retorno de Duran ao Brasil tende a jogar foco sobre o ex-ministro Sergio Moro, agora desafeto do presidente Bolsonaro. Logo após fugir do Brasil, Duran acusou o advogado Carlos Zucolotto, amigo de Moro, de ter pedido US$ 5 milhões para intermediar sua delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. Desde então, ficou o dito pelo não dito.Procurada pelo RR, a PGR limitou-se a dizer que “não se pronuncia sobre acordo de delação premiada”.

Por falar na PGR, Augusto Aras passou o fim de semana pedindo votos para os procuradores Hildemburgo Chateaubriand e Maria Caetana, que disputam hoje as duas vagas restantes no Conselho Superior do Ministério Público. O principal opositor da dupla é José Bonifácio Andrada, que foi vice-procurador geral da República na gestão de Rodrigo Janot. Na última hora, Aras perdeu uma candidata de peso: sua aliada, a subprocuradora Lindora Araújo desistiu de concorrer depois de procuradores da Lava Jato em Curitiba afirmarem que ela teria tentado acessar material sigiloso da Operação.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

O Conselho Superior do Ministério Público (CSMPF) se reunirá em agosto para escolher dois novos procuradores regionais da República, em substituição a Hugo Gueiros e Deborah Duprat, que vão se aposentar. Ambos fazem parte da ala de oposição a Augusto Aras dentro do MPF. Trata-se, portanto, de uma oportunidade de ouro para o PGR emplacar dois aliados e compensar a dura derrota que sofreu com a eleição dos desafetos Nicolao Dino e Mario Bonsaglia para o CSMPF – conforme antecipou o RR na edição de 17 de junho.

O subprocurador Luis Augusto Lima é pule de dez para chefiar a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal. A divisão cuida das áreas de defesa do consumidor e da ordem econômica. É mais um movimento de Augusto Aras para moldar o MPF a sua imagem e semelhança. Ex-representante do Ministério Público Federal junto ao Cade, Lima é tido como alguém próximo do procurador geral da República

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.06.20

Um MPF à imagem e semelhança de Aras

No Ministério Público Federal já se dá como certo que Augusto Aras vai afastar o subprocurador Antonio Carlos Bigonha do comando da 6a Câmara de Coordenação e Revisão, responsável por temas relacionados a grupos indígenas, quilombolas, comunidades extrativistas, ciganos etc. Da ala mais progressista do Ministério Público, Bigonha integra o grupo de oposição a Aras.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.