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24.09.21

Seria André Esteves o Julio Bozano da vez?

A intenção do ministro Paulo Guedes de transformar parcela dos precatórios em moeda de privatização remonta aos primórdios das vendas das grandes estatais (Caraíba Metais, Vale). À época, foi autorizado o uso de “moedas podres” para aquisição das empresas, notoriamente a Embraer, que ainda não tinha virado o foguete da aviação internacional. Os privatistas de raiz, inclusive, diziam que a empresa ia acabar só produzindo bicicletas devido à defasagem tecnológica.

Era preciso passar o elefante branco voador sob pena dele ficar desmilinguido nas mãos dos Estado. Muita gente mordeu a língua, como se viu depois. A maior parte das “moedas podres” eram títulos da Sunaman. Foi, então, que o superbanqueiro de investimentos Julio Bozano raspou as moedas desconsideradas pelo mercado para trocá-las pelo orgulho da indústria aérea nacional. Sabe Deus o tamanho do deságio que Bozano conseguiu nos títulos da Sunaman.

Ao que se sabe, agora quem está carregado de “moedas podres” é o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, ex-sócio do ministro Paulo Guedes e que o teve como “mentor”. Com a sinalização para que os precatórios sirvam de moeda de privatização, não se sabe se serão abertas, no mesmo percurso, novas janelas para abatimento da dívida ativa ou mesmo títulos como os do Banco Econômico, quebrado e que ficou com sua carteira pendurada entre o BC e uma carcaça do próprio banco baiano. Esteves comprou um caminhão desses ativos podres do Econômico a deságios de fazer corar as maiores piranhas do mercado.

E, criou uma empresa só para adquirir os “títulos-Zumbi”, a Enforce. O RR não está sugerindo que Paulo Guedes tenha interesses ou qualquer conexão entre precatórios, moeda podre e privatizações. Mas, somente apresentando fatos. Aliás, como é fato que o último sócio de Guedes, antes de ingressar em sua aventura junto com Bolsonaro, foi exatamente o eterno banqueiro d’affaire, Julio Bozano. O que pode não dizer nada. Ou muito, dependendo qual for a solução com os precatórios.

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31.05.21

Afinal, qual é a do “banqueiro” André Esteves?

Para quem pensa que André Esteves está brincando de mídia, uma informação revela o quanto a sua investida no setor é para valer: segundo o RR apurou, o banqueiro teria sondado o ministro Fabio Faria para comandar as operações do BTG na área de comunicação. A fonte é a mesma que informou à newsletter sobre as conversações conduzidas por Esteves para a compra do SBT – ver edição de 6 de maio. Faria passaria a ser uma espécie de Walter Clark do conglomerado que o banqueiro pretende montar no segmento de mídia. Esteves, ressalte-se, já é dono da
revista Exame e negocia a aquisição da holding Universa, que, além da consultoria Empiricus, controla os portais de notícias MoneyTimes e Seu Dinheiro. Poderá ainda ampliar seu acervo de títulos na mídia impressa com a compra de outras publicações da Abril, a partir da conversão de créditos contra a editora. Mas a joia da coroa desse conglomerado de ativos de comunicação seria mesmo o SBT. Neste caso, Fabio Faria nem sequer precisaria se familiarizar com o negócio: ele é genro de Silvio Santos.

O banqueiro é uma águia. Com a eventual compra do SBT e a presença do atual ministro das Comunicações, Fabio Faria, ao seu lado, André Esteves reforçaria suas pontes com Jair Bolsonaro na hipótese de reeleição. E se der Lula? Nenhum problema. O banqueiro sempre esteve próximo do petista durante o seu governo, guiado pelo seu então parceiro Guido Mantega. Aliás, não custa lembrar que o presidente do Conselho do BTG, Nelson Jobim, foi o anfitrião da recente reunião entre Lula e FHC.

A forte presença na mídia seria um trunfo do conglomerado financeiro de André Esteves, encabeçado pelo BTG/Banco Pan, para fazer uma nova legião de clientes bancários. Todas as publicações e, sobretudo, o SBT seriam uma valiosa plataforma para a oferta de produtos financeiros. Ao mesmo tempo, Esteves também se aproveitaria do advento do open banking e das possibilidades que ele traz a reboque, a começar pela portabilidade das informações bancárias. Ressalte-se que, nos últimos meses, o BTG comprou a corretora Fator, a participação da Caixa no Pan, a Necton Investimentos, a fintech Kinvo, além de ter selado uma parceria com a Mosaico, dona dos sites Zoom, Buscapé e Bondfaro. O banco está ainda fechando uma joint venture com a Totvs na área de crédito – conforme foi publicado, ontem, na coluna de Lauro Jardim -, certamente com o objetivo de tornar a sua operação ainda mais tentacular. Na última quinta-feira, o RR enviou uma série de perguntas ao BTG sobre as informações tratadas na matéria. No entanto, o banco não se pronunciou até o fechamento desta edição.

Entre os planos de Esteves estaria também um projeto de bancarização online na Região Nordeste, que ainda carrega alto índice de pessoas fora do sistema financeiro. Algo que casa tanto com Lula quanto com Bolsonaro. Com mídias, bancos e inserção política, só falta Esteves querer ser ministro da Fazenda. E mais o RR não diz…

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06.05.21

André Esteves quer ser o novo “homem do Baú”

O RR apurou que o banqueiro André Esteves teria aberto conversações para a compra do SBT. De acordo com a fonte da newsletter, a empresa estaria avaliada entre R$ 3,5 bilhões e R$ 5 bilhões. A operação envolveria apenas a emissora de TV. A fabricante de cosméticos Jequiti e outros ativos da família permaneceriam nas mãos de Silvio Santos e de suas herdeiras. Seria uma solução para a sucessão do grupo, que ganhou um novo ritmo a partir de março do ano passado, quando Renata Abravanel, uma das filhas do empresário, assumiu a presidência executiva do conglomerado. Pelo acordo, Silvio Santos faria seu programa até quando quisesse – o apresentador ainda é responsável por boa parte da receita publicitária do SBT. Haveria ainda uma algema de ouro: o Homem do Baú não poderia ir para outra emissora. Consultado, o SBT disse que “não confirma a informação”. Também procurado pelo RR, por meio da assessoria do BTG, Esteves negou “veementemente” a negociação. Está feito o registro. Mas, no caso específico do banqueiro, não custa lembrar que, no dia 6 de dezembro de 2010, em teleconferência com jornalistas, Esteves negou qualquer tratativa para a aquisição do Banco PanAmericano. Exatos 56 dias depois, o BTG anunciava a compra do controle da instituição, curiosamente então pertencente ao próprio Silvio Santos.

O RR consultou uma fonte do mercado, que fez algumas ponderações sobre o negócio. Seria pouco provável que André Esteves entrasse sozinho no negócio. O mais lógico seria que ele desembarcasse na emissora com um parceiro. Ainda assim, trata-se de uma operação difícil de ser consumada, a começar pelo fato de que Silvio Santos e suas filhas estão em uma posição confortável. O SBT não tem maiores problemas financeiros. Com faturamento anual em torno de R$ 1,2 bilhão, a emissora se resolve bem com o seu modelo comercial, mesmo ainda vivendo muito em função da presença do próprio dono na programação. Muito embora essa “Silvio-dependência” esteja se reduzindo. Nos últimos meses, mesmo com os efeitos econômicos da pandemia sobre o setor, o SBT tem procurado diversificar sua grade de programação, a começar pelo investimento na compra dos direitos de transmissão da Libertadores, da Champions League e da Liga Europa.

André Esteves, ressalte-se, já tem um pé na mídia. Em 2019, comprou a revista Exame. A aquisição do SBT daria outra dimensão à sua investida no setor. Além de se tratar de um projeto de poder, há de se destacar a sinergia potencial entre os negócios do banqueiro e a emissora. Esteves ganharia uma importante plataforma conjugada para a venda de produtos financeiros – algo que, guardadas as devidas proporções, o próprio Silvio Santos descobriu lá atrás, ao transformar a TV no principal balcão do Baú da Felicidade. Seria também a volta do Banco Pan para a casa. A chegada do banqueiro e de seus eventuais parceiros daria também um gás extra para acelerar a operação de streaming do SBT, segundo o perfil de espectadores do canal. Seriam produções populares, ao melhor estilo novela mexicana.

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12.04.21

O déjà-vu de André Esteves

O presidente do BTG, André Esteves, tem participado de quase todos os encontros para apoiar a agenda econômica do governo, prestigiar Paulo Guedes e equipe ou buscar soluções de aperfeiçoamento das medidas em discussão. O dono do BTG é chapa de Guedes, que saiu do Banco Pactual antes da expulsão do seu fundador, Luiz Cesar Fernandes. Nunca brigaram. Esteves parece o banqueiro dos tempos do PT, quando era todo desenvolto, cheio de conversa e ideias e muito próximo de Guido Mantega.
Mas isso é coisa do passado.

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18.07.19

André Esteves minera o maior banco de blockchain do mundo

A volta de André Esteves ao comando do BTG promete ser cesarista. Os planos incluem a aposentadoria do modelo mais radical de partnership, que caracterizou o regime societário do banco desde os tempos em que se chamava Pactual. Esteves pretende ser controlador “mesmo”, no estilo dos Setúbal e dos Moreira Salles com o Banco Itaú, com um domínio societário absolutista dos negócios, algo que durante décadas ele considerou uma fórmula ultrapassada.

O BC já está avisado sobre seu mimetismo, assim como devidamente informado sobre o seu projeto de tornar o banco um gigante de criptomoedas e fundos ativos digitais. Na visão do mais ousado dos banqueiros de investimentos tupiniquim desde Jorge Paulo Lemann, do Banco Garantia, a arquitetura de blockchain permite que uma instituição financeira brasileira almeje o protagonismo internacional. Consultado pelo RR sobre os planos de André Esteves, o BTG negou o projeto de ser uma das maiores instituições do mundo em ativos digitais.

Nega também que esteja buscando parcerias em blockchain e afins. Curioso! Parece que o banco esqueceu que acaba de fechar um acordo com a Dalma Capital, de Dubai, para a emissão de US$ 1 bilhão em ativos “tokenizados” no exterior. A ideia de um BTG full cyber money, uma gigantesca fintech mineradora de moedas digitais, faz nexo e tem todo sentido. André Esteves sempre esteve mais para matemático do que para banqueiro. Ele acredita que o país tem vantagem na estruturação combinada de lastros não convencionais, tais como ativos da natureza e criptomoedas. Esteves não quer desacelerar de jeito nenhum. Vai virar a própria mesa. A jato.

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27.02.19

Amizade verdadeira

Há amizades que resistem a tufões, quiçá a uma Lava Jato. Guido Mantega e André Esteves, por exemplo, nunca se perderam de vista.

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11.02.19

Deep throat

André Esteves, há muito, não andava tão atuante em suas relações com a imprensa. O banqueiro é a fonte, em off the records, do contencioso entre o BTG e a XP, comunicando diretamente ou por meio de ventríloquos.

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12.03.18

Fake news?

O banqueiro André Esteves estaria estudando investir uns capilés em uma pequena editora de livros. Parece até fake news.

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29.06.17

Nem a Lava Jato desmata as florestas de André Esteves

André Esteves está acumulando um tesouro em recursos naturais, à espera que o Congresso Nacional aprove o projeto de lei que autoriza a venda de terras para o capital estrangeiro. Por meio da Timberland Investment Group (TIG), o BTG Pactual tem se mostrado um agressivo comprador de ativos florestais. Segundo o RR apurou, a Timberland entrou na disputa pelas reservas da Eldorado, a fabricante de celulose da J&F Investimentos – seus concorrentes são a chilena Arauco e a canadense Brookfield.

Em outro front, mantém negociações para a compra de bases florestais no país que somam mais de 200 mil hectares. Neste caso, contabilizando-se também a eventual aquisição dos ativos da Eldorado, o portfólio da Timberland no Brasil mais do que dobraria, pulando de 300 mil para aproximadamente 740 mil hectares. Consultado pelo RR, o BTG não quis se pronunciar sobre o assunto. Já a Eldorado informou que “não há qualquer discussão em andamento para a venda de florestas”. Está feito o registro.

Ao mesmo tempo, o BTG é comprador de terras em geral, notadamente áreas agrícolas, com negociações engatilhadas no Norte e Nordeste. A agressiva política de aquisições deixará o banco em uma posição privilegiada para negociar com os fundos internacionais que já aquecem as turbinas para desembarcar no Brasil. O projeto de lei no 2289/07, que permite a venda de terras e bases florestais para estrangeiros, deveria ter sido votado ainda no primeiro semestre. Esta era a expectativa do relator, o deputado Newton Cardoso Junior, e dos partidos aliados.

No entanto, a crise política e as reformas empurraram a questão. Enquanto a votação não ocorre, André Esteves vai adubando sua carteira de ativos florestais no país, que já estaria precificada em mais de US$ 1 bilhão. A Lava Jato não foi capaz de incinerar as árvores do BTG. Este é um dos raros negócios que passou incólume ao desmonte das participações societárias do banco após a prisão de André Esteves, em novembro de 2015.

Trata-se de uma operação que vai além das fronteiras brasileiras. A Timberland está ampliando seu cinturão de ativos florestais em todo o continente americano. Segundo o RR apurou, neste momento o fundo também está envolvido em negociações para a compra de áreas na América Central e, sobretudo, nos Estados Unidos, onde já tem quase 300 mil hectares. Recentemente, ao lado de outros investidores, o Timberland desembolsou cerca de US$ 400 milhões para comprar as reservas da norte-americana Weyerhaeuser no Uruguai. Foram mais de 300 mil hectares.

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05.06.17

Esteves ganha espaço

Com a deserção de sócios e a iminente saída de outros, a participação de André Esteves no BTG está aumentando. Já foi bem mais glamouroso ser partnership do banco.

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