Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
14.05.18
ED. 5866

O eclipse de Mercadante

O ex-ministro Aloizio Mercadante submergiu entre as próprias hostes petistas. Não tem participado de reuniões do partido, não atendeu ao chamado de Gleisi Hoffmann para visitar o acompanhamento Marisa Letícia, em Curitiba, e mantém distância regulamentar da mídia, recusando-se até mesmo a falar em off com velhos conhecidos da imprensa. Pessoas próximas a Mercadante garantem que a possível delação de Antonio Palocci o tem deixado ainda mais amuado.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.03.16
ED. 5322

Na moita

 Avesso a incêndios, o ministro Aloizio Mercadante guardou no cofre o projeto de cobrança de mensalidade em universidade pública.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

  Procura-se Wally. O vazamento da carta enviada por Michel Temer a Dilma Rousseff é um “crime” ainda sem cadáver. Até o início da noite de ontem, proliferavam suspeições de um lado e de outro, com farta dose de vazamentos sobre o vazamento. No Palácio Jaburu, o próprio Temer assistiu às mais variadas versões disseminadas pelo seu próprio partido. Como o teor da carta foi metralhado por parcela expressiva do PMDB, o vice-presidente eximiu-se da divulgação da missiva. Muito embora o envio da mensagem só fizesse sentido político se vinculado ao vazamento. Até aí morreu Neves. É nesse ponto que surgem os demais personagens da pantomima.  Ao longo do dia, Temer vazava que Jaques Wagner havia sido o vazador. Para “evitar polêmica”, o Planalto não se posicionou oficialmente em relação à carta do vice-presidente. Mas também tratou de vazar a sua lista de prováveis vazadores. A relação de suspeitos era encabeçada por Moreira Franco, por sinal citado na epístola como um “ministro brilhante”. Um pouco atrás, vinha o agora ex-ministro Eliseu Padilha, a exemplo de Moreira um histórico e fiel aliado de Temer. Colocado na roda, Padilha também tratou de encontrar o seu culpado. Vazou que o vazador poderia ser Leonardo Picciani. Em tempo: enquanto Temer vazava que Jaques Wagner vazava que Moreira Franco vazava que Eliseu Padilha vazava que Picciani vazava, Aloizio Mercadante passava o dia inconsolável. Ninguém cogitou seu nome como responsável pelo vazamento. Em outros tempos, seria uma aposta certa.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.11.15
ED. 5250

Tatuagem

 Os próprios colegas de Aloizio Mercadante na Esplanada dos Ministérios se perguntam: o que o titular da Pasta da Educação fazia ao lado de Dilma Rousseff na visita a Mariana? Inspecionar a escola da cidade é que não foi.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Aloizio Mercadante deverá tirar a azeitona da empada do grupo Eleva, de Jorge Paulo Lemann. Está em estudo no Ministério da Educação proposta para acabar com a farra do ranking do Enem. Hoje, basta ter 10 alunos e que 50% façam a prova para que a unidade seja pontuada. A ideia é subir o percentual para 70% e separar as escolas por tamanho. A Eleva é campeã no marketing do ranking, com salas repletas de “gênios” do Enem.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.10.15
ED. 5223

Três por quatro

 A foto oficial da cerimônia de posse dos novos ministros, na última segunda-feira, é reveladora. Aloizio Mercadante ficou próximo de Dilma Rousseff – entre ambos, apenas seu sucessor na Casa Civil, Jaques Wagner. Na foto de 1 de janeiro, quando Dilma deu a partida no segundo mandato, o então ministro da Educação, Cid Gomes, foi posto a léguas de distância da presidente.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

01.10.15
ED. 5218

Mercadante deixa um legado de vilania

Não se sabe quantos Otelos e Desdemonas desfilam na versão kitsch e palaciana da peça sobre o mouro de Veneza. Mas inexistem dúvidas de que só há um vilão, pusilânime e fofoqueiro, na dramaturgia do faroeste brasiliense. Até as cigarras, com seu canto estridente, sibilam que Aloizio Mercadante é o Iago do governo Dilma Rousseff. O “Bigode” encena com requintes de perfídia essa comédia de farsas que se desenrola no Gabinete Civil da Presidência da República. Como bom Iago que é, Mercadante não tem inimigos orgânicos. São seus adversários todos que cruzem a linha que demarca o poder. Joaquim Levy é um deles. Desde que ascendeu ao posto de ministro da Fazenda, Levy tem levado rasteiras seguidas do Iago dessa trama vulgar. Mercadante acicatou Nelson Barbosa contra Levy, o desmentiu em off na imprensa várias vezes e foi responsável por uma das ações mais ofídicas na curta saga “levyniana”: Iago, aliás, Mercadante desmentiu que o governo lançaria mão da CPMF – a mesma que será relançada agora – deixando o ministro da Fazenda defendendo- a sem saber o que tinha sido dito em Brasília. Em tempo: Mercadante somente se expôs em favor de Levy no momento de uma crise quase terminal. Instado pela presidente, acompanhou o ministro da Fazenda em uma entrevista coletiva, emprestando o apoio do governo. O Iago do Planalto tem se esmerado no seu repertório de traições. O episódio da tributação do “Sistema S” supera tudo que o bardo de Stratford-upon- Avon nos legou. A ideia foi de Mercadante, que garantiu ter capacidade de convencimento do empresariado. Ato contínuo, ligou para seu amigo Benjamin Steinbruch, vice-presidente da Fiesp, comunicando a decisão em primeira mão. O assunto foi logo levado a Skaf. Soou como a mais profunda traição. Mercadante, então, tirou o corpo fora e repassou a bola para a Fazenda. Pronto, o autor do crime passou a ser Levy. Mais recentemente, Mercadante foi informado do documento de crítica à política econômica produzido pela Fundação Perseu Abramo. O desfecho da trama nos recomenda a acreditar que ele calado ouviu, calado ficou. Ninguém mais do que Mercadante estaria autorizado a contestar um documento provindo da sua origem acadêmica, a Unicamp. Pois acredite que nosso Iago mais divulgou o posicionamento do que o contestou. Talvez Joaquim Levy seja o Cássio dessa história. Talvez não haja mocinhos. Em qualquer das hipóteses, Mercadante é quem assina o tratado do ciúme e da inveja. Já vai tarde.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.09.15
ED. 5215

Causa própria

Há tricilhões de opositores à presença de Aloizio Mercadante na Casa Civil. Mas ninguém espalha mais o boato sobre sua saída do que ele próprio. O “fofocadante” opera por uma lógica transversa: quanto maior a pressão externa para que saia do Ministério, mais blindado ele fica. Dilma não o tiraria em função do falatório geral. Seria como se ela estivesse sendo governada e não governando

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Graçola que circula nos corredores do Planalto: Dilma Rousseff vai entregar seu bambolê para Aloizio Mercadante. Dilma ganhou o brinquedo do ministro do Turismo, Henrique  Alves. A intenção de Alves, à época líder do PMDB, era melhorar o jogo de cintura da então ministra da Casa Civil. Periga o bambolê voltar para a dona mais quadrado do que já estava.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.09.15
ED. 5202

Eduardo Cunha resiste na base aliada na Caixa Econômica

Há um enigma na Caixa Econômica Federal, um mistério que atende pelo nome e sobrenome de Fabio Ferreira Cleto, vice-presidente de Governo e de Loterias da instituição. Seus próprios pares na diretoria da Caixa se perguntam: até quando Cleto, uma notória extensão de Eduardo Cunha, se manterá intocado no alto-comando do segundo maior banco público do país? Sai executivo, entra executivo e o tentáculo do presidente da Câmara dos Deputados segue com suas ventosas presas ao cobiçado cargo. Aliás, dois cobiçados cargos. Cleto tem assento também no conselho do FI-FGTS. É, portanto, uma das 11 vozes que decidem o destino dos mais de R$ 32 bilhões em recursos do Funde Investimento reservados para projetos de infraestrutura. Entredentes, seus pares no conselho do FI-FGTS se referem a Cleto como “o quinta coluna”. Em julho, quando as relações entre o nº 1 da Câmara dos Deputados e o Planalto já tinham avinagrado de vez, o vice-presidente da Caixa foi o único conselheiro a votar contra o repasse de R$ 10 bilhões do fundo para o BNDES. Perdeu por 10 a um, porém, mais uma vez, não desperdiçou a chance de demonstrar enorme fidelidade ao seu fiador. Na Caixa Econômica, havia a expectativa de que Fabio Cleto pudesse receber o bilhete azul há cerca de duas semanas, quando foram anunciadas novas mudanças na gestão do banco. No entanto, seu nome passou longe da canetada que, de uma só vez, exonerou três vice-presidentes – José Urbano Duarte, José Carlos Medaglia Filho e Sergio Pinheiro Rodrigues. Assim tem sido desde que o governo iniciou a dança das cadeiras no banco. Não é por falta de tentativas em contrário. A própria presidente da Caixa, Miriam Belchior, tratou diretamente da saída de Clero com o ministro Aloizio Mercadante, que tem centralizado as articulações políticas para a montagem da nova diretoria do banco. No entanto, por ora o executivo sobrevive ao troca-troca. Não se sabe se pela ação de forças ocultas, se por mais uma demonstração de inércia do próprio governo ou se, quando o assunto é Caixa Econômica, a prioridade de Mercadante é trabalhar pela permanência de Marcio Percival. Homem forte da área de finanças do banco, Percival foi indicado ao cargo pelo ministro da Casa Civil. * A Caixa não retornou ao contato do RR.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

O próximo alvo a ser desconstruído no governo Dilma Rousseff é o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Vão tentar tirá-lo do cargo de qualquer maneira. Mas quem quer afastar Tombini da autoridade monetária? A maior central de boatos do país opera ao lado da própria presidente. Tem nome, sobrenome e bigode.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.06.15
ED. 5139

Na esteira do novo plano

Na esteira do novo plano de concessões, o governo estuda lançar um programa de financiamento para a modernização da frota ferroviária nacional, um contingente composto por mais de 50 mil vagões e 1,5 mil locomotivas. O assunto está na mesa de Aloizio Mercadante, o que significa dizer que está na mesa de Dilma Rousseff. A concessão de crédito seria atrelada ao cumprimento de um índice de nacionalização na compra de equipamentos e na contratação de serviços da ordem de 60%.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.01.15
ED. 5040

Busca-se um animador de auditório para a economia

O ministro Aloizio Mercadante é defensor da tese de que o governo deve botar para quebrar, sacudir com ideias, projetos e proposições que transpareçam para a sociedade uma nova fase pulsante da administração pública. Ele chama para si uma parte da missão. Mas ele é só uma andorinha bigoduda e, sozinho, não faz verão. Na Fazenda, Joaquim “Mãos de Tesoura” Levy fará o seu arroz com feijão, que, na primeira hora, levará o governo a parecer refém de uma monocórdia bandinha de pífaros, por mais empoada que pareça ser a política de ajustamento ortodoxo. Da parte de Levy, portanto, é que não virá a tal energia novidadeira. Ele repetirá a velha, a temida e a, até então, recusada política oposicionista, que, no passado, era conhecida como “monetarismo dos Chigago Boys”. O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, tem espaço para exercer em parte o drive criativo reclamado. Mas sua função está mais para uma oficina de consertos do que para um centro de fomento e administração de ideias novas, cuja trajetória possa verticalizar do lançamento do balão de ensaio a  implementação das medidas. Não bastassem as demandas de sobra, Barbosa tomou um “chega para lá” de Dilma Rousseff quando falou uma vírgula a mais sobre assunto de sua área de competência. Melhor ficar um tempo dizendo tudo sem dizer nada. Mas, é preciso sacolejar, como diz Mercadante, envolver o empresariado com a consulta das suas ideias e resgatar no baú velhas novidades, que preveem maior interação societária entre capital e trabalho; ampliar a rentabilidade empresarial para atrair essa turma para PPPs e concessões – a volta aos investimentos vai exigir “cenouras gordas”; e implantar um programa plural de fundos garantidores juntando governos estaduais, prefeituras e União. Mercadante prega também um choque de transparência e prestação de contas em toda a administração pública, um plano para tornar proativa as relações internacionais do país, notadamente a participação da presidente. Ainda na visão do ministro mais próximo do gabinete presidencial, é fundamental envolver a Nação com o projeto de avanço educacional para que o slogan “Pátria Educadora” não soe como um mote vazio ou enganador do novo mandato de Dilma. Quem testemunhou Mercadante falar sobre o desafio tremeu de júbilo. “É isso mesmo, é isso mesmo”, repetiu. Mas, passado algum tempo, o incauto ouvinte caiu em si. O mesmo Mercadante frenético, defendendo uma usina propulsora de acontecimentos mobilizadores da economia e da sociedade, é a antítese personificada das suas intenções. Alegria de interlocutor do governo dura pouco. Se o papel de promoter não cabe em Mercadante, Levy, Barbosa e, muito menos, em Dilma Rousseff, quem será o catalisador/vendedor das inovações no governo? O animador do debate nacional não passará da idealização de governantes impotentes?

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.03.11
ED. 4114

Embrapa vira aríete contra sementes das multinacionais

 O governo trabalha em um projeto que pega pela raiz as grandes multinacionais da área de agrociência presentes no país, a começar por Monsanto, Bayer e Syngenta. Em jogo, a criação de uma empresa 100% nacional voltada ao desenvolvimento e a  produção de sementes, convencionais e transgênicas. O objetivo é criar uma alternativa ao oligopólio que as empresas internacionais estabeleceram no país. A companhia ficaria pendurada na Embrapa. Estão debruçados sobre o projeto o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. A proposta tem o apoio da bancada ruralista e de políticos ligados ao setor. Um dos principais interlocutores do governo tem sido o senador Blairo Maggi. O exgovernador do Mato Grosso se compromete a retomar no Congresso a antiga proposta do senador Delcídio do Amaral para a abertura de capital da Embrapa. A entrada de novos sócios, preferencialmente fundos de pensão e outros grandes investidores de capital nacional ? financiaria a criação da nova subsidiária.  Este é um daqueles projetos nos quais o governo só enxerga benefícios para todos os envolvidos. O principal objetivo é criar uma empresa capaz de concorrer e minar a primazia das multinacionais no desenvolvimento e venda de sementes, notadamente transgênicas. Hoje mais de 70% dos pedidos de patentes apreciadas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) são enviados por empresas internacionais. O maior beneficiado seriam os agricultores, que passariam a ter uma nova opção para a compra de sementes. Hoje, estão praticamente na mão de três ou quatro companhias estrangeiras que estabelecem os preços do insumo e impõem draconianos reajustes anuais. O caso mais emblemático é o da Monsanto, que vive a s turras com os agricultores, principalmente nos períodos de aumento dos royalties das sementes de soja geneticamente modificadas. Entidades representativas do setor, como a Aprosoja, regularmente acionam o Ministério da Agricultura por conta da truculência com que a Monsanto conduz as negociações.  A expectativa do governo é que a nova empresa passe a arbitrar os preços das sementes transgênicas, forçando as multinacionais do setor a rever o valor dos seus royalties. Além disso, o projeto daria um novo status a  própria Embrapa, que ganharia um braço de trader com musculatura suficiente para desenvolver e comercializar sementes em outros países da América do Sul

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.