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05.06.20

O melão que a China amassou

Seis meses após o governo chinês autorizar a compra de melão brasileiro, como resultado de demoradas negociações bilaterais, as exportações não decolaram. Primeiro teve a pandemia lá; depois, a pandemia, aqui. Trata-se de um motivo de razoável preocupação para os governos dos dois maiores estados produtores do país, Ceará e Rio Grande do Norte, onde o cultivo do melão tem forte peso especialmente na agricultura familiar.

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23.03.20

Seca é a “Covid-19” do agronegócio

A ministra Tereza Cristina tenta obter junto à equipe econômica recursos adicionais para o crédito rural, no âmbito do Plano Agrícola e Pecuário 2019/20. O objetivo é cobrir os prejuízos por conta da seca no Rio Grande do Sul, a pior em oito anos. Produtores de carne bovina, soja, leite e milho relatam perdas de 30%. Os agricultores têm outras reivindicações. Além de maior celeridade no pagamento do seguro agrícola – já acionado por cerca de 5 mil pessoas – querem rolar os empréstimos contratados em bancos públicos para a compra de sementes, defensivos e equipamentos. Vai ser difícil concorrer com a Covid-19 na disputa por verbas públicas.

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11.03.20

Café brasileiro deve desperdiçar o “melhor” do coronavírus

Ainda que por um motivo nada desejável, a indústria brasileira do café tinha tudo para ser um raro setor da economia beneficiado pelo coronavírus. No entanto, os produtores nacionais correm o risco de perder milhões de dólares devido à bactéria do Custo Brasil e das limitações logísticas do país. Os agricultores já projetam para os próximos meses um repique na demanda pelo produto, notadamente da Europa.

O impulso virá das mudanças de hábito dos consumidores impostas pela disseminação da doença. A tendência é que as pessoas passem a evitar cada vez mais locais públicos e permaneçam um tempo maior em casa – na Itália, por exemplo, 16 milhões de pessoas estão proibidas de saírem de suas cidades. Há uma curiosa racionalidade técnica: estatísticas mostram que, no preparo doméstico de um cafezinho, o consumidor esbanja, em média, 20% a mais do que a quantidade necessária de pó. Algo que não ocorre em estabelecimentos comerciais, que, em sua maioria, utilizam cápsulas com a dosagem certa.

Ocorre que os próprios cafeicultores nacionais temem não ter como atender a esse aumento da demanda fora da curva por conta do custo do frete e da falta de contêineres. O Brasil utiliza por ano cerca de 110 mil dessas unidades de armazenamento, mas os transportadores não estão conseguindo contratá-las tanto interna quanto externamente. O país depende excessivamente da chegada de contêineres do exterior. Milhares deles estão parados em terminais chineses e norte-americanos, impedidos de sair de lá por conta da interrupção das atividades operacionais em diversos portos.

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03.12.19

Trigo pode virar pimenta nas relações entre Brasil e Argentina

Pode ser até coincidência… Mas no momento em que os “comunistas” Alberto Fernández e Cristina Kirchner estão prestes a assumir o Poder na Argentina, o governo Bolsonaro planeja facilitar o aumento da participação de outros países nas importações brasileiras de trigo – quase um mercado cativo dos hermanos. O primeiro da lista são os Estados Unidos. Segundo fonte do Ministério da Agricultura, a cota de 750 mil toneladas isenta de taxação oferecida aos norte-americanos é apenas o hors d’oeuvres. A ideia é aumentar gradativamente esse volume a partir de 2020, independentemente de contrapartidas. De Trump para Putin, a Rússia é outro país que poderá ser paulatinamente beneficiado por cortes nas barreiras alfandegárias. Competitividade para isso não lhe falta. Nos últimos três meses, o trigo russo tem chegado aos portos brasileiros a um preço médio de US$ 252 a tonelada, contra US$ 260 do argentino. O movimento do governo brasileiro pode acicatar as relações bilaterais, na esteira do seu efeito potencial sobre a balança comercial argentina. O trigo da Argentina é quase hegemônico entre as importações do cereal. Do volume total que chega ao Brasil, 83% vêm dos vizinhos – de janeiro a setembro, foram 5,1 milhões de toneladas.

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26.02.18

Agronegócio está prestes a receber uma supersafra de investimentos estrangeiros

O Brasil-potência já era. Mas o Brasil líder absoluto do agronegócio está próximo de se consumar. A rota é saltar das supersafras seguidas para se tornar o megaceleiro do mundo. O adubo viria de um upgrade na legislação para venda de terras a estrangeiros. A proposta deixaria de ser um projeto de aquisição pura e simples para se transformar em um bilionário estímulo à produção. Na nova concepção, as vendas de terras ao estrangeiro estarão subordinadas ao investimento no agrobusiness.

À frente dessa cruzada estaria a deputada federal Teresa Cristina (DEM-MT), que assumiu na semana passada o comando da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), com mais de 220 parlamentares. Cristina conhece profundamente a questão rural e toca de ouvido com o deputado Rodrigo Maia. A probabilidade de a lei ser aprovada nunca foi tão grande. A verdade é que proliferaram projetos no Congresso para a venda das terras aos gringos, e diversos deles tinham motivos de sobra para serem questionados.

Uma parte, portanto, satanizou a totalidade. Um exemplo desses interesses individuais que se travestiram de razão pública foi a movimentação do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, contrária à aprovação da lei. Ao que parece, o empresário falou mais alto do que o ministro de Estado. Maggi tinha interesses na aquisição de terras e evitar a aprovação do projeto, coincidência ou não, estava em sintonia com a sua disposição de comprar hectares e mais hectares na baixa. Com a aprovação da venda aos estrangeiros, os preços subiriam. Maggi depois ficou a favor, desde que as compras não fossem de terras produtoras de grãos e soja, “pois o Brasil perderia a autonomia para os concorrentes externos”.

O Grupo Amaggi, da família do ministro Blairo Maggi, aproveitou para comprar na bacia das almas a Fazenda Itamarati, que pertenceu ao folclórico empresário Olacyr de Moraes. São 100 mil hectares de terras. Agora que está abarrotado, Maggi provavelmente reverá sua posição em relação às terras de grãos e soja. O ministro permanecerá no governo até o fim. Vai continuar viajando e fazendo contato com os maiores players mundiais do agronegócio, além de articulações de alto nível com as autoridades do setor dos principais países produtores. É bom ser um ministro-fazendeiro.

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28.11.16

Compensação

No momento em que o câmbio dá uma leve repicada, os fabricantes de máquinas agrícolas estão salvando um pouquinho da lavoura. As exportações neste mês devem ficar 10% acima das registradas em novembro do ano passado, índice quase igual ao registrado em outubro.

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