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07.06.19

Estrada um pouco mais longa

Há um pleito de grandes tradings agrícolas, a exemplo de Maggi, ADM e Cargill, junto ao Ministério da Infraestrutura, para que o tempo de concessão da BR-163 seja pelo menos de 15 anos e não de dez, como é o plano original da Pasta. A rodovia deve ir a leilão em 2020.

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13.03.19

“Reforma” da Previdência chega ao campo

Empresas como Bunge, ADM, Cargill etc sofreram uma derrota inesperada na última segunda-feira, com uma decisão proferida por Edson Fachin. O ministro do STF declarou a Associação Brasileira dos Produtores de Soja e a União da Agroindústria Canavieira (Única) como “amicus curiae” na ação que discute a constitucionalidade da tributação previdenciária sobre exportações indiretas de produtos agrícolas. Na prática, os agricultores passaram a ser parte interessada no processo, não obstante o forte lobby das tradings na direção contrária. A decisão sugere uma reviravolta na ação, aumentando o risco de que, nesses casos, o pagamento do INSS de agricultores recaia sobre as tradings exportadoras de grãos. A conta pode chegar a R$ 10 bilhões por ano.

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10.09.18

Rota das crateras

Grandes tradings agrícolas, como Louis Dreyfus, Cargill, ADM, vão levar aos candidatos à Presidência um projeto para a licitação e consequente asfaltamento de toda a BR-163, por onde passa mais de metade de produção de soja do Centro-Oeste. A situação da rodovia é mais do que dramática.

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30.08.18

Safra de credores

A ADM, que comprou toda a operação agrícola do Grupo Algar, já abriu conversações com os credores da empresa para renegociar os passivos e os prazos de pagamento. São bancos, fornecedores de insumo e produtores rurais a quem a Algar Agro deve pouco mais de R$ 900 milhões.

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06.02.18

Bunge e ADM separam a soja do trigo

Para reflexão daqueles que ficaram mais ouriçados com a iminente fusão entre a ADM e a Bunge e seu impacto no Brasil:

Se alguém está pensando que o novo gigante global do agronegócio partirá para um projeto de consolidação no mercado brasileiro, pode tirar seu trator da chuva. O mais provável é que a ADM se desfaça de operações da Bunge que não estão no seu radar estratégico, a começar pelo setor de trigo, área em que não atua no país.

O modelo do mercado brasileiro acaba funcionando como uma barreira natural à demasiada expansão das multinacionais. Os grupos nacionais, notadamente as cooperativas, mantêm uma presença significativa, especialmente na comercialização de soja. Estima-se que cerca de 40% do mercado permaneçam nas mãos de empresas brasileiras. Juntas, ADM e Bunge passarão a ter cerca de 30% do setor, à frente da Cargill (17%).

A Bunge tem moinhos modernos, incluindo o parque de moagem da Pacífico, adquirida há pouco mais de dois anos. Os mais novos estão localizados em Duque de Caxias (RJ), próximo à BR-040, e em Recife. São ativos que poderiam interessar à M. Dias Branco, que precisará aumentar sua produção própria de trigo para abastecer as fábricas de biscoitos da recém-adquirida Piraquê.

Os números levam a crer que uma eventual associação entre ADM e Bunge passará sem maiores problemas pelo Cade. A sobreposição entre ambas é relativamente baixa no país. Há algum overlap mais significativo apenas na área de soja e em logística. Os dois grupos operam terminais nos portos de Santos, Paranaguá, São Francisco e Rio Grande.

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24.10.17

Ferrogrão

O governo vai divulgar até o fim desta semana a minuta do modelo de licitação da Ferrogrão, projeto de quase R$ 13 bilhões. A tendência é que o Ministério dos Transportes confirme o prazo de concessão por 65 anos, atendendo à exigência das tradings agrícolas interessadas no projeto – de ADM à Louis Dreyfus.

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02.10.17

Macri volta ao Brasil entre as brumas do passado

O Grupo Macri – conglomerado de empresas da família do presidente argentino Mauricio Macri – prepara seu retorno ao Brasil. Executivos da companhia têm circulado pelo Centro-Oeste em busca de terras para a produção de soja. Os planos passam também pela área de logística. Segundo o RR apurou, o Macri sondou a ADM e a Louis Dreyfus, tradings agrícolas interessadas na privatização da Ferrogrão, prevista para 2018. O grupo tem negócios em logística ferroviária na Argentina. Caso o retorno ao Brasil se confirme, um dos desafios do Grupo Macri será apagar a péssima imagem que deixou em sua primeira encarnação no país. O episódio mais notório foi o da Chapecó – os argentinos abandonaram a empresa, largando para trás cinco mil desempregados e uma dívida de R$ 600 milhões com o BNDES. Houve outros casos menos badalados, como o da Qualix Serviços Ambientais, de coleta de lixo. A Qualix entrou em recuperação judicial e mudou seu nome para Sustentare Serviços Ambientais. O rolo é tão grande que, no setor, há quem diga que até hoje a família Macri tem um pedacinho da empresa – a Sustentare nega.

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26.09.17

O bonde da Ferrogrão

O comboio de tradings agrícolas montado para disputar a concessão da Ferrogrão – à frente ADM, Cargill, Louis Dreyfus e Amaggi – abriu as portas do trem para fabricantes de equipamentos ferroviários. Estaria em conversações com GE, Alstom e ABB. Apesar de pilotar o consórcio, a turma do agribusiness quer ter, no máximo, 40% do capital.

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 Executivos da chinesa Cofco Agri procuraram o secretário de PPI, Moreira Franco, e o ministro dos Transportes, Mauricio Quintella, para manifestar o interesse do grupo em disputar a licitação da “Ferrogrão”. A companhia não virá sozinha. A Cofco terá o apoio do China Development Bank, a maior agência de fomento do país asiático. O comboio deverá incluir ainda a China Railway Construction Corporation (CRCC), que seria o operador da ferrovia. Orçada em mais de R$ 12 bilhões, a “Ferrogrão” será uma espécie de aorta no sistema circulatório da produção nacional de grãos. Com 933 quilômetros de extensão entre as cidades de Sinop (MT) a Miritituba (PA), a nova linha férrea será a maior e mais importante artéria de escoamento de soja e congêneres do Centro-Oeste.  A julgar pelo número e pelo porte dos pretendentes, a “Ferrogrão” tem tudo para ser a locomotiva da primeira leva de concessões do governo Temer. Bunge , ADM e Cargill são tratados em Brasília como nomes certos na licitação. A Amaggi, controlada pela família do ministro Blairo Maggi, também estuda sua participação no leilão. Assim como todos estes grupos, o interesse da Cofco pelo empreendimento caminha pari passu às suas operações na área de grãos no Brasil. Nos próximos dois anos, os chineses deverão investir mais de US$ 1,2 bilhão no país na produção de soja e derivados. O Brasil, aliás, foi escolhido para ser o centro das operações globais da Cofco International, o braço agrícola do conglomerado chinês – ver RR edição de 29 de setembro. A seguintes empresa não retornaram ou não comentaram o assunto: Cofco Agri.

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13.09.16

A nova jornada de Antonio Cabrera

„ Livre da sociedade que mantinha com a norte-americana ADM na usina de etanol de Limeira do Oeste (MG), Antonio Cabrera decidiu por uma trajetória independente no setor sucroalcooleiro, Vai retomar por conta própria a construção de duas usinas, projeto que foi cancelado pela ADM quando eram sócios. Cabreira, ministro da Agricultura no governo Collor, vai pisar nas pegadas dos yankees. Pretende comprar uma participação no capital da usina do grupo FIP Marseille. Adivinhem quem vendeu a planta industrial ao FIP Marseille? Adivinhão quem cravou a ADM . • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Grupo Cabrera.

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