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01.07.22

Funcionários e direção da Petrobras em pé de guerra

Parece que foram desferidas sobre a Petrobras as sete pragas do Egito. Não bastassem as interferências do governo Bolsonaro na gestão da companhia, agora os funcionários entraram em rota de colisão com o comando da estatal. Segundo o RR apurou, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) pretende ingressar na Justiça pedindo o afastamento do novo presidente da empresa, Caio Paes de Andrade. Além da falta de comprovação de experiência técnica para o cargo, a entidade alega conflito de interesses.

A ex-mulher do executivo, Margot Greenman, é sócia da Captalys, controladora da iDrust. Esta, por sua vez, é gestora do Finanfor, plataforma de operações de crédito para parceiros e fornecedores da companhia. A FNP reúne, entre outros sindicatos da Petrobras, o forte Sindipetro-RJ. O embate entre funcionários e a direção da Petrobras se dá também em outro front. De acordo com informações apuradas junto a líderes sindicais, é grande a possibilidade de uma greve já na primeira quinzena de julho.

O motivo é a indignação dos colaboradores com a contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela empresa. Na última quarta-feira, em assembleia realizada na entrada do Edifício Senado (Edisen), no Centro do Rio – atual sede administrativa da companhia -, os funcionários rejeitaram o ACT por unanimidade. Também de forma unânime, aprovaram a proposta de estado de greve e assembleia permanente – ou seja, a paralisação pode ser deflagrada a qualquer momento. Entre os termos que provocaram mais insatisfação estão o reajuste salarial médio de 5% – ou seja, apenas metade do IPCA de 2021 (10,06%) -, o fim da gratificação para trabalhadores de campos terrestres e o aumento da contribuição dos empregados para o plano de saúde.

Todos passariam a pagar o mesmo índice, de 50% – hoje, a menor faixa é de 7%. Em contato com o RR, a Petrobras informou que “foi realizada uma reunião no dia 20 entre a companhia e representantes das entidades sindicais”. Segundo a estatal, “neste momento os sindicatos estão realizando as assembleias com os empregados para apreciação e deliberação da proposta apresentada pela companhia.”.Consultada especificamente sobre o pedido de afastamento de Caio Paes de Andrade, a empresa não quis se manifestar.

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22.06.22

A “reforma trabalhista” da Vale

No que depender da Vale, o novo Acordo Coletivo de Trabalho vai achatar os benefícios concedidos aos colaboradores. O RR apurou que a empresa abriu tratativas com os sindicatos para antecipar a renovação do Acordo atualmente em vigor que vence apenas em 2023. Uma das medidas seria a redução no reembolso dos gasto com educação de 80% para 70%. Outra proposta que será colocada sobre a mesa é um corte no pagamento de horas extra. Hoje, a empresa paga um adicional de até 120% sobre o valor de referência da hora trabalhada. O novo teto passaria a ser de 100%. Em tempo: por si só, a renegociação antecipada do Acordo Coletivo chama a atenção. Nos últimos anos, a mineradora tem deixado essa revisão mais para a reta final. Seria um hedge contra a eleição de Lula e uma eventual revisão da reforma trabalhista?

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