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30.09.19

Abengoa recebe alta hospitalar

A espanhola Abengoa finalmente conseguiu vender sua participação de 60% no Hospital da Zona da Norte, em Manaus. Um grupo de investidores liderado pela SH Engenharia pagou R$ 50 milhões pelo ativo, bem abaixo dos R$ 140 milhões que os ibéricos pediam há mais de um ano e meio. Procurada, a SH confirmou o negócio. O hospital era um estranho no ninho de ativos da Abengoa no Brasil. Com negócios em transmissão de energia, o grupo entrou em recuperação judicial.

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26.03.18

“Risco Abengoa” afugenta candidatos a leilão de transmissão

Como se não bastasse a Eletrobras, o ministro e pré-candidato ao governo de Pernambuco Fernando Coelho Filho deixará outro conturbado processo de privatização para o seu sucessor na Pasta de Minas e Energia. Segundo o RR apurou, a franco-belga Engie e a chinesa State Grid, entre outros grandes grupos, ameaçam ficar de fora do leilão de 24 linhas de transmissão marcado para 28 de junho. Na semana passada, representantes das empresas tiveram uma tensa conversa com o ministro Coelho Filho.

O motivo é o alto risco jurisdicional que cerca a licitação, risco este que atende pelo nome de Abengoa. O grupo espanhol briga na Justiça para retomar as nove concessões de transmissão cassadas pela Aneel no ano passado, três das quais incluídas no leilão de junho. Os ibéricos se movimentam nos tribunais para suspender a concorrência e forçar a Aneel e excluir as três concessões do pacote. Mesmo que a licitação ocorra, os investidores que arrematarem as três antigas licenças da Abengoa correm sério risco de ganhar, mas não levar, sendo posteriormente arrastados para um contencioso que, a princípio, não lhes pertence.

O grupo espanhol entra nesta história como franco-atirador. A esta altura, não tem muito a perder. Em recuperação judicial e com uma dívida de mais de R$ 3 bilhões, qualquer futuro acordo com o governo seria uma expressiva vitória. Do lado da Aneel e do Ministério de Minas e Energia, a solução profilática mais conservadora seria a retirada do leilão das três concessões, estancando assim o risco de judicialização do certame. Por sinal, as próprias empresas, notadamente a State Grid, pressionam o governo neste sentido.

No entanto, seja por uma convicção de vitória na Justiça, seja por alguma dose de teimosia, tanto a agência reguladora quanto o Ministério insistem em manter as antigas licenças da Abengoa no bolo que será ofertado ao mercado em junho. A posição pode custar caro, no limite até mesmo o adiamento de todo o leilão, o que significaria postergar investimentos de R$ 9 bilhões e um pacote de obras com potencial para gerar cerca de 20 mil postos de trabalho.

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22.02.18

Um passivo a menos para a Eletrobras

O RR apurou que a Chesf vai abrir mão do direito de preferência sobre a participação da Abengoa na Manaus Transmissão, responsável pelo linhão de 600 km entre Amazonas e Pará. A Eletrobras quer distância dos espanhóis e dos seus papagaios financeiros. A estatal considera altíssimo o risco de ter de assumir dívidas das concessões dos espanhóis, que somam mais de R$ 1 bilhão. Consultada, a Chesf diz que ainda tem 60 dias para decidir se fica ou não na Manaus Transmissão. A Eletronorte, também acionista da empresa, já repassou seus diretos societários para a Eletrobras. Recentemente, a própria Eletronorte, por determinação da diretoria da Eletrobras, desistiu de ficar com 51% da Abengoa em outra concessionária, a Norte Brasil. Os minoritários da holding, já obrigados a engolir R$ 20 bilhões em dívidas das distribuidoras federalizadas, agradecem.

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31.01.18

TPG se enrosca nas linhas da Taesa

O fundo norte-americano Texas Pacific Group (TPG) parece disposto a enfileirar ativos de transmissão no Brasil. Após comprar sete concessões da Abengoa por R$ 480 milhões, o private equity estaria em conversações para adquirir uma fatia da participação da Cemig na Taesa. As tratativas envolveriam a transferência de até 20% da companhia de transmissão. A Cemig ainda permaneceria com 16% da empresa. Caso feche negócio, o TPG passaria a ter um colar de participações que, somadas, chegariam à marca de 15 mil quilômetros em linhas. Não é pouca coisa: trata-se de algo equivalente a 20% do tamanho da Eletrobras no setor.

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08.01.18

Conveniente litígio

No que depender da Abengoa, a briga jurídica com o governo federal está só começando. Os espanhóis já estudam um pedido de indenização de quase R$ 2 bilhões por conta da decisão da Aneel, que decretou a caducidade de nova linhas de transmissão do grupo. O ressarcimento cairia como uma luva. Seria praticamente uma apólice que pagaria com sobras a dívida de R$ 1,5 bilhão da Abengoa, que entrou em recuperação judicial.

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06.11.17

Contencioso com Abengoa põe em risco leilões de transmissão

Depois da conturbada privatização das quatro hidrelétricas da Cemig, o governo federal está às portas de um novo contencioso, desta vez referente ao leilão de linhas de transmissão programado para o dia 15 de dezembro. Segundo o RR apurou, a Abengoa prepara-se para entrar na Justiça com o objetivo de brecar o certame e evitar a relicitação de suas concessões recentemente retomadas pelo Ministério de Minas e Energia. No total, nove licenças tiveram sua caducidade decretada por atrasos na execução das obras.

Os lotes 2, 4 e 5 do leilão de dezembro já contemplam projetos em substituição às linhas que pertenciam aos espanhóis, notadamente para a distribuição de energia da hidrelétrica de Belo Monte para o Nordeste. Os espanhóis alegam que o Ministério de Minas e Energia só poderia ter concluído o processo de caducidade após o julgamento do mérito na ação em curso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o que ainda não ocorreu. O imbróglio entre o governo e a Abengoa se arrasta há mais de um ano.

Agora, no entanto, a disputa ganha uma nova proporção e ameaça não apenas o leilão de dezembro, mas também a primeira licitação de 2018. Ainda sem data definida, a princípio, também deverá incluir antigos projetos do grupo espanhol. A disposição litigante da Abengoa para retomar suas licenças lança uma insegurança jurídica sobre os próximos leilões de transmissão da Aneel.

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10.10.17

Rubens Ometto e Shell se alimentam do bagaço alheio

A Raízen tem se aproveitado como nenhum outro grupo da crise do setor sucroalcooleiro, que atingiu o número recorde de 81 empresas em recuperação judicial ou em processo de falência. A companhia, que, em julho, comprou duas usinas da encalacrada Tonon por R$ 820 milhões, avança agora sobre a Abengoa Bioenergia. O alvo seriam as unidades de Pirassununga e São João da Boa Vista, duas das três usinas dos espanhóis no interior de São Paulo.

Mais uma vez, a Raízen aposta na fragilidade da presa. A Abengoa Bioenergia entrou em recuperação judicial, com uma dívida superior a R$ 800 milhões. As investidas da Raízen sobre as enfermas do setor têm seguido um mesmo roteiro. Ele passa pela conquista do apoio dos credores – na prática, em um setor com oito dezenas de empresas à beira do precipício quem manda mesmo são os bancos. Assim foi na Tonon, assim deve ser no caso da Abengoa Bioenergia. Entre os credores da companhia espanhola no Brasil está o conterrâneo Santander, que, em julho, chegou a pedir a falência do grupo.

A Raízen mira também na operação da indiana Shree Renuka, que entrou em recuperação judicial no Brasil com uma dívida em torno de R$ 3 bilhões. São duas usinas em São Paulo, Madhu e Revati. Desde 2010, o grupo asiático fez significativos investimentos e ampliou a capacidade de ambas para mais de dez milhões de toneladas. Ainda assim tem sofrido para vendê-las. Os dois leilões foram suspensos a pedido do BNDES. Tanto em um quanto em outro, a Raízen fez que entraria na disputa, mas, na hora H, saiu do páreo. Segundo a fonte do RR, na paralela a empresa estaria tentando angariar o apoio dos credores – entre os quais figuram Itaú, Votorantim e Bank of America – para assumir os ativos da Renuka no Brasil. Procuradas pelo RR, Raízen, Abengoa Bioenergia e Shree Renuka não se pronunciaram.

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03.10.17

Espanhóis deixam vários fios soltos

Depois da Abengoa, é a vez da conterrânea Isolux cair em desgraça na Aneel. Além da ameaça de suspender a empresa de novas licitações por até dois anos, a agência estuda retomar concessões dos espanhóis no país. Na mira, as licenças para a construção de uma rede de 436 quilômetros interligada à usina de Belo Monte e um linhão de mais de 300 quilômetros em Rondônia. Os dois projetos estão atrasados. A Isolux tenta uma solução meio-termo: obter a autorização para transferir o controle das concessões, o que lhe permitiria colocar algum dinheiro no bolso. Por ora, a ideia tem encontrado pouca ou nenhuma simpatia da parte do órgão regulador.

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20.09.17

Aneel corta os fios da Abengoa

O plano de recuperação judicial da Abengoa no Brasil, apresentado há pouco mais de um mês, corre sério risco de ser eletrocutado pela Aneel. As gestões feitas pelo grupo espanhol para encerrar as pendências com o órgão regulador e manter sob o seu guarda-chuva nove licenças de transmissão ricochetearam contra uma parede de concreto. A Aneel já teria, inclusive, formalizado ao Ministério de Minas e Energia o pedido de caducidade das concessões. A partir de agora, a companhia só tem dois caminhos: brigar na Justiça, tendo contra si a Aneel e um governo ávido por revogar e relicitar tudo o que é concessão possível, ou ver escapar entre seus dedos um pacote de ativos fundamental para a quitação do seu passivo, da ordem de R$ 3,4 bilhões. A Abengoa diz já ter recebido uma oferta de R$ 1,8 bilhão do fundo Texas Pacific Group por outras sete linhas de transmissão, estas em operação. Ainda assim, a conta não fecha. Os espanhóis dependem da venda das concessões que a Aneel quer retomar. Dependem ainda da negociação de ativos menores, também uma seara na qual sobram faíscas. A companhia quer vender um hospital em Manaus ao valor de R$ 143 milhões. No entanto, o governo do Amazonas estaria se recusando a autorizar a transferência do empreendimento, construído por meio de uma PPP com o estado.

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10.08.17

Aneel quer Abengoa fora da jogada ainda neste ano

No que depender da Aneel, a Abengoa não terá direito nem a respirar. A agência articula com o Ministério de Minas e Energia para que a cassação das nove linhas de transmissão da empresa espanhola seja consumada ainda neste ano. Este prazo permitiria à Aneel relicitar as concessões no primeiro leilão de transmissão de 2018, no primeiro trimestre. A punição à Abengoa é decorrência do descumprimento dos prazos do edital: dos nove projetos, apenas um saiu do papel, na Bahia – ainda assim, nem um terço da obra está concluído. São mais de seis mil km em linhas e investimentos pendentes de R$ 7 bilhões.

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