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Com o final do ano parlamentar se aproximando, acumulam-se pautas importantes – e polêmicas – na Câmara e no Senado, com desdobramentos amanhã:

1) Está em aberto o projeto de lei que reestabelece a prisão após condenação em segunda instância. Aprovação na CCJ do Senado ontem seria terminativa, mas formou-se hoje articulação para que o tema seja votado no plenário da Casa.

Pode-se esperar, amanhã, tanto uma definição da questão como um panorama mais claro sobre grupos que se movimentam em torno dela. De um lado, a ala lavajatista, que busca encerrar a votação na CCJ; de outro não somente a oposição como o próprio presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e o líder do governo no Senado, que atuam para levar o tema ao plenário.

2) Tudo indica que será votado ainda hoje no Senado, com ampla repercussão amanhã, o pacote anticrime – sem alterações em relação ao texto aprovado na Câmara. Confirmada a aprovação, ilações amanhã se voltarão para o posicionamento do ministro Moro, que demonstrou insatisfação com a supressão de diversos pontos da proposta original, e possíveis vetos do presidente Bolsonaro.

3) Ainda se espera a votação do marco legal do saneamento básico, que abriria o setor para a iniciativa privada, até amanhã. Geraria bons dividendos de imagem tanto para o parlamento quanto para o governo, pela expectativa de atrair investimentos em infraestrutura.

4) Com menos destaque, mas efeitos consideráveis, deve ser aprovada ainda hoje a “PEC das Emendas”, que facilita a liberação de emendas parlamentares e seu repasse para estados e municípios. A questão, amanhã, será a leitura do projeto: pode tanto ser avaliado como uma flexibilização orçamentária, positiva, ou como ação meramente política de parlamentares para se fortalecerem em suas bases.

A saúde do Presidente Bolsonaro

Vai gerar questionamentos e especulações, amanhã, informação de que o presidente Bolsonaro passou por exame para averiguar a possibilidade de estar com um câncer de pele.

O novo PSL

Batalha interna no PSL continuará amanhã. A deputada Joice Hasselman assumiu hoje a liderança do partido na Câmara, declarando intenção de pacificar os ânimos e, ao mesmo tempo, salientando maior distanciamento em relação ao governo. No entanto, à tarde, Justiça suspendeu, em caráter liminar, a punição imposta a deputados do PSL – entre eles Eduardo Bolsonaro – o que pode mudar novamente a correlação de forças dentro da agremiação.

Desgaste com radares, aposentadoria e cultura

Três temas vão gerar algum desgaste para o governo amanhã: 1) Decisão judicial determinando o reestabelecimento de radares em rodovias federais; 2) Determinação do STJ, permitindo que sejam incluídas contribuições anteriores a 1994 no cálculo de aposentadorias do INSS; 3) Novo embate na área de cultura, agora entre o secretário Roberto Alvim e a ex-secretária do Audiovisual, Katiane Gouvêa, exonerada por ele.

As eleições no Reino Unido

No cenário da política internacional, continuará amanhã a tramitação do impeachment do presidente Trump na Câmara, mas o tema central serão as eleições no Reino Unido. O premier Boris Johnson mantém o favoritismo, mas pesquisas apontam para redução significativa da vantagem sobre o Partido Trabalhista. Resultados podem ser mais apertados do que se imaginava inicialmente.

Prévia do PIB (BC) e serviços

Estão previstos para amanhã o IBC-Br (BC) e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS/IBGE), ambos de outubro. No que tange o IBC-Br estimativas apresentam divergências, mas há indicações de que variação deve ser na margem, após avanço em setembro (0,4%). Já em relação à PMS, projeta-se curva similar a do comércio, com taxa de pequena para moderada de expansão (na casa de 0,3%) após crescimento importante no mês anterior (1,1%).

Juros e inflação: EUA, zona do Euro e Argentina

No exterior, destaque amanhã para resultados da reunião do Banco Central Europeu (BCE) e para a produção industrial de outubro na zona do Euro. Não há sinais de que o BCE pretenda alterar as atuais taxas de juros. No que se refere à produção industrial, espera-se número bastante negativo, com recuo em torno de 0,5% (frente a crescimento de 0,1% no mês anterior).

Ainda nesta quinta serão divulgados os Índices de Preços ao Consumidor na Alemanha e na Argentina e o Índice de Preços ao Produtor (IPP) nos EUA, todos para outubro. Prevê-se recuo de até 0,8% na inflação alemã, o que seria indicação de retração econômica, e aceleração na Argentina (em torno de 4% frente a 3,3% em outubro). Nos Estados Unidos, estimativas indicam número na casa de 0,2%, após alta de 0,4% em setembro.

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22.02.19

Caso Kraft Heinz pode contaminar a 3G Capital

A notícia da investigação da SEC sobre políticas contábeis suspeitas na Kraft Heinz, publicada ontem à noite no site norte-americano CNBC, traz uma miríade de questões que podem alterar a imagem olímpica do mítico trio de investidores Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira – reunidos na empresa de private equity 3G Capital. O inquérito foi divulgado depois de uma entrevista atípica dada há três dias, ao Financial Times, pelo CEO da Kraft Heinz, Bernardo Hees. O executivo traça uma estratégia de um otimismo incomum. Saberia Hees do que estava por vir? Nesta semana circulou também a notícia de que Marcel Telles pediu para sair do board da Kraft Heinz. Os fatos estão relacionados? Warren Buffett, parceiro fiel de Lemann, deixou o Conselho da empresa no ano passado sem maiores explicações. Há conexão entre a saída de Buffett e o problema identificado pela SEC – as investigações podem vir de longe? A trama contábil pode se estender à Anheuser-Busch? Desde o episódio da compra do títulos da dívida russa que levou à quebra do Banco Garantia, o trio de sócios-amigos nunca sofreu um revés tão grande. Para Lemann o incidente é um machucado maior. Interfere no seu legado. A Eleva Educação, criada pelo empresário, está assentada em um discurso ético rigoroso. É um projeto lindo. O RR torce para que tudo seja esclarecido e não haja contaminação.

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01.09.17

Eletrobras reluz aos olhos de Jorge Paulo Lemann

Não é novidade nos corredores da Eletrobras o interesse da trinca Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira na privatização da companhia. Trata-se de um casamento de interesses quase perfeito, a despeito do mérito da venda da empresa e do modelo a ser escolhido. Lemann está para a Eletrobras assim como um ketchup para um hambúrguer. A holding de energia elétrica seria um monopólio sob medida para os seus atributos e sua consagração como empresário do setor real da economia.

A gestora 3G Radar, associada da 3G Capital, do trio Lemann/Telles/ Sicupira, já é acionista minoritária da Eletrobras. Ela está vasculhando informações sobre a estatal, produzindo relatórios e colaborando informalmente com a modelagem da operação. Um dos quadros da 3G Radar é um interlocutor constante do Ministério de Minas e Energia.

Para o governo, a atração de Jorge Paulo Lemann vai ao encontro do seu cronograma prioritário: a privatização da Eletrobras tem de sair em 2018. O megaempresário traz a grife do sucesso internacional, carrega a bandeira verde amarela, é altamente capitalizado, tem crédito no mercado, é um gerador de ebitda, tem uma tradição de reestruturação de custos e ganhos de eficiência e será bem precificado pelas bolsas. Para Lemann, quanto maior for a barafunda nos passivos, contingências, contratos etc., mais atrativo torna-se o negócio.

A contradição em termos explica-se pela assimetria de competências: o que é um problema para uns é a oportunidade para o notório desbravador de complicados M&As. E a política? E a exposição da Eletrobras nesse universo de interesses locais? Não seria nada do outro mundo.

A Ambev deu a Jorge Paulo Lemann a experiência de lidar com as bancadas regionais de parlamentares do Brasil inteiro. E a disposição do governo em criar uma corporation com controle pulverizado? Moleza para Lemann montar uma engenharia que lhe permita ter o “controle sem ter o controle”. Basta lembrar do nascimento da Imbev, a associação entre a Ambev e a belga Interbrew.

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07.08.17

Será que Lemann volta aos trilhos?

A 3G Capital, de Jorge Paulo Leman, Beto Sicupira e Marcel Telles, tem sido cortejada por fundos internacionais para parcerias em concessões de infraestrutura no Brasil. As consultas chegam por meio de Bernardo Hess e Paulo Basílio, sócios da gestora e ambos com passagem pela direção da antiga América Latina Logística (ALL). Na época, o próprio Lemann e cia. estavam no bloco de controle da empresa. De lá para cá, no entanto, o trio se distanciou da área de infraestrutura para vender suas cervejas, catchups e hambúrgueres.

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05.07.16

Lemann digital

 A incursão digital de Jorge Paulo Lemann não ficará restrita ao Snapchat, rede com 150 milhões de usuários. Por meio da 3G Capital, Lemann tem interesse em se associar à Instaby, que junta o Instagram, de compartilhamento de imagens, ao e-commerce. Consultada, a 3G não se pronunciou, mas a fonte do RR é um parceiro da companhia na área digital. Já Rafael Bluvol, um dos donos da Instaby, disse ao RR que ainda não foi procurado, mas, se Lemann aparecer, será recebido com tapete vermelho.

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 Novo passatempo de Jorge Paulo Lemann e cia.: a 3G Capital está criando uma venture capital para financiar startups brasileiras especializadas em tecnologias para meios digitais, notadamente aplicativos para smartphones.

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Das salas de aula para os balcões de padaria, e destes para as prateleiras de biscoito e as bandejas de esfihas pode ser apenas um passo. A parceria entre Jorge Paulo Lemann e Abilio Diniz está somente esquentando os motores. Os dois maiores empreendedores da área de consumo do país pretendem transformar negócios e setores aparentemente prosaicos em mega operações. As palavras-chave são escala e marca. Esse é o perfil das aquisições estudadas. Quem pensou em nomes como Piraquê e Habib’s não estará de todo errado. Aliás, não estará nada errado. As duas empresas atiçam o apetite de Lemann e Abilio. São brands conhecidos – começar do zero não é do estilo nem de um nem de outro –, estão em todas as esquinas e vendem milhões e milhões de unidades. A fabricante de biscoitos fatura R$ 800 milhões por ano e está presente em mais de 60 mil pontos de venda só no estado do Rio. O Habib’s, por sua vez, reúne quase 400 restaurantes e soma uma receita de R$ 1 bilhão. As duas companhias têm ainda outro ponto em comum que as transforma em potenciais presas: não foram abduzidas pelo processo de consolidação em seus respectivos mercados. Ambas ainda estão nas mãos de seus fundadores, leia-se a família Colombo (Piraquê) e Alberto Saraiva (Habib’s). Jorge Paulo Lemann e Abilio Diniz são empresários da mesma espécie. Passam ao largo da área de concessões, da infraestrutura, da indústria pesada e, sobretudo, de negócios que tenham qualquer tipo de imbricamento com o setor público. Os dois nasceram também para consolidar. Assim será nos novos mercados em que ingressarão, na recém-descoberta área de panificação, com a compra da rede de padarias Benjamin Abrahão, ou no segmento de ensino. Os investimentos comuns neste setor devem ser creditados a Ana Maria Diniz, que deu os primeiros passos da associação – Lemann e seu sócio Beto Sicupira têm especial empatia pela filha de Abilio, que há anos milita na área de educação. Boa parte do ervanário está reservada exatamente para este mercado: os dois empresários pretendem avançar na compra de instituições de ensino médio e transformá-las em academias de excelência. Guardadas as devidas proporções, Abilio poderá se tornar uma espécie de Warren Buffett em versão doméstica, acompanhando Lemann em diversos negócios no país. Não poderia haver momento mais propício para o encontro entre estes dois potentados. Ambos sabem que o Brasil está barato e o que não falta na prateleira são ativos depreciados, ambiência sob medida para uma dupla tão líquida como essa – só na Península Abilio tem mais de R$ 10 bilhões. Consultada sobre novas aquisições, a Península limita-se a dizer que comprou a Benjamin Abrahão para expandir suas operações. Já a 3G, de Lemann, não se pronunciou. Lemann e Abilio enxergam também uma oportunidade de ouro para consolidar uma posição de liderança entre o empresariado nacional. A hora sorri para esta combinação entre a frieza de um e a vaidade de outro. Os investimentos da dupla seriam acompanhados de um discurso motivacional, elevado ao nível do marketing cívico corporativo. Lemann conhece bem do assunto, pois usou a receita com a Ambev. Seria uma sonora demonstração de confiança no Brasil no momento em que a maior parte dos empreendedores está reclusa. Ou seja: além do impacto econômico, tal injeção de ânimo teria também um bônus psicossocial.

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24.08.15

Clube dos cem

Uma medida do império de Jorge Paulo Lemann e cia: todas as empresas reunidas sob o teto da 3G Capital deverão romper neste ano a barreira dos US$ 100 bilhões em faturamento.

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31.07.15

Dilma em foco

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vai gastar seu latim em Parati. Seu nome é dado como certo na reunião anual da 3G Capital – o private de equity de Jorge Paulo Lemann et caterva – que ocorre neste fim de semana na cidade fluminense. FHC será o palestrante do evento. O RR fez vários contatos com o Instituto FHC, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

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