07.05.19
ED. 6108

As boas e más notícias do plano de investimentos da Volkswagen

A Volkswagen está calibrando o seu novo plano de investimentos para o Brasil. De acordo com informações filtradas da montadora, o pacote para 2021-2025 deve chegar a R$ 9 bilhões. A cifra representa um acréscimo de aproximadamente R$ 2 bilhões em relação ao valor programado o período 2016-2020. Ao contrário do que possa sugerir, esse aumento não é necessariamente promessa de dias melhores para os funcionários da companhia. De um lado, o plano estratégico da Volkswagen prevê a produção de seis novos modelos, sendo duas SUV´s; do outro, uma parcela desses recursos será destinada a custear novas demissões no país.

A operação brasileira responderá por uma cota significativa da sangria de empregos já anunciada pelo CEO mundial, Herbert Diess. Os números ainda estão guardados a sete chaves. Mas, de acordo com informações filtradas da própria Volkswagen, os alemães consideram que há um excedente de 1,5 mil a dois mil funcionários no Brasil. Os cortes atingiriam, sobretudo, a fábrica de São Bernardo do Campo. Investimentos não têm sido necessariamente sinônimo de bonança na Volkswagen no Brasil. O ciclo anterior, que começou em 2016 e vai até 2020, soma cerca de R$ 7 bilhões.

Ainda assim, até o momento o período tem sido caracterizado por cortes de produção e demissões. Nos últimos três anos, a Volkswagen promoveu três grandes PDVs nas fábricas de São Bernardo e Taubaté, que terminaram com a saída de mais 2,5 mil empregados. Em 2016 e 2017, o total de automóveis produzidos pela empresa no país caiu 28% – somente em 2018, surgiram sinais de recuperação. Foi mais do que o dobro da queda da produção da indústria automobilística brasileira no mesmo período (12,5%). Nesse intervalo, a companhia deu fim à fabricação do modelo Tiguan e acabou com a montagem do Gol em São Bernardo do Campo, restringindo-a a Taubaté.

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