30.05.17
ED. 5629

Ainda o BNDES…

Só para virar de vez essa página: o Planalto já sabia desde início da semana passada que Maria Silvia Bastos Marques deixaria a presidência do BNDES; só não sabia quando. Quem definiu o timing da demissão foi a própria Maria Silvia.

Quanto a Paulo Rabello de Castro, é maldade dizer que ele não está à altura do cargo. Rabello de Castro é um economista de formação ultraliberal, que passou meio escondido as últimas décadas, dividindo-se entre conselhos de entidades de companhias paulistas (esse detalhe é importante) e a sua empresa, a SR Rating. Nos anos 80 e 90, foi os quindins do professor Octávio Gouveia de Bulhões quando exercia a função de redator da revista Conjuntura Econômica. É capaz de manjar mais da indústria do que Maria Silvia. Era um dos quadros destacados entre os economistas jovens da FGV. Rabello de Castro, junto como o economista Paulo Guedes, era devoto de Roberto Campos. Quando perguntado sobre o que achava de ambos, o ex-ministro destilava seu fino humor: “Tanto faz um quanto o outro. A ordem dos Paulos não altera o produto”. Ao contrário da antecessora, o novo presidente do BNDES prefere adular a ser adulado. O corpo de funcionários vai gostar mais de Rabello de Castro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.