30.05.19
ED. 6125

A BR Pharma tem remédio?

A BR Pharma, que chegou a ser um dos maiores grupos do varejo farmacêutico do país, passa por novo solavanco. Bancos credores e fundos de investimento se mobilizam para barrar na Justiça a recente emissão de debêntures e o próprio plano de recuperação judicial da companhia. A alegação é que o processo estaria sendo conduzido para beneficiar prioritariamente o BTG, ex-controlador e maior credor da empresa, em detrimento das demais instituições financeiras, fornecedores e funcionários. A gota d´água veio no início do mês, quando a Leste Credit Gestão de Recursos subscreveu integralmente as debêntures emitidas pela BR Pharma. A gestora pertence a Emmanuel Hermann, ex-sócio do próprio BTG. Entre os demais credores, há suspeitas de que Hermann teria entrado em cena como uma espécie de “BTG do B”. Em março, esse mesmo grupo de credores já havia obtido uma liminar para suspender a recuperação judicial sob a alegação de que o banco de André Esteves cometeu abuso de poder na aprovação do plano. Consultada sobre o contencioso e o pedido de cancelamento da emissão de debêntures, a Leste Credit informou que “nosso conhecimento se limita às notícias veiculadas”. A gestora negou qualquer vínculo com o BTG. Este, por sua vez, não quis se pronunciar.

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