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47  resultados para Suzano

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Notícias encontradas

14.03.19
ED. 6072

Miragens da Bastilha no apocalipse social do país

A Escola Superior de Guerra deve estar debruçada sobre análises relacionadas ao ambiente psicos-social do país. A ESG tem tradição de tratar com especial atenção esse caldo de sentimentos mórbidos que leva ao desequilíbrio nacional, impactando na forma como a sociedade reage e interage diante de situações aparentemente fora de controle. A ampliação dos dominios das milícias, a expansão dos tentáculos das facções criminosas, assassinatos políticos como o da vereadora Marielle Franco, ameaças de morte a parlamentares – a exemplo do deputado federal Marcelo Freixo – aumento dos homicídios mais violentos e casos crescentes de feminicídios têm tido uma divulgação impulsionada pelas redes que provoca uma sensação de desamparo, repulsa e ódio.

O mais recente e trágico episódio que adensa esse cenário de uma sociedade partida foi o genocídio de 10 adolescentes na cidade de Suzano, uma dizimação humana no ambiente escolar nunca dantes vista no país. Sem dúvida são assuntos distintos. Mas são todos interligados no imaginário da população. A combinação de insegurança com repulsa é o que faz subir a temperatura no termômetro psicossocial.

Tradicionalmente, a ESG e os militares da área de informações têm suas atenções voltadas para agitações sindicais, revolta da comunidade indígena, movimentos sociais como o MST, garimpo e afins. Não há registro de período onde a chaga social estivesse sangrando como em nosso tempo. O governo precisa tratar de cada uma dessas feridas. Mas também entender que a soma delas pode levar a um estado de conturbação descontrolado. A história mostra que nessas situações surgem jacobinos e incendiários para fazer do descalabro e das mortes combustível para ação política. É tudo o que não se deseja para o Brasil.

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06.09.18
ED. 5948

Uma “chapa” puro-sangue do empresariado nacional

Há uma boa nova no mercado eleitoral. Um grupo seleto de empresários, reunidos em torno do movimento “Você muda o Brasil”, ingressou na arena política disposto a apoiar um candidato à Presidência da República e participar do seu governo, caso o ungido assim o queira. É difícil não querer. Os poderosos são a fina flor do setor privado, predominantemente da indústria e com militância no Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI). Pelo menos três deles fariam bonito no ministério de qualquer um dos presidenciáveis: Pedro Wongtschowski (Grupo Ultra), Pedro Passos (Natura) e Walter Schalka (Suzano). Os empresários acreditam em política industrial, mas acham que a intervenção do Estado é demasiada e defendem a qualidade dos quadros da gestão como uma das variáveis determinantes para a escolha do candidato a ser apoiado. A priori, o presidenciável não deve conduzir o país para uma polarização. Não chega a ser nenhum anagrama. Pelo contrário, é meio caminho andado para identificar os nomes prediletos dessa nata do empresariado.

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25.07.18
ED. 5917

Procura-se uma floresta

A perda da disputa pelos ativos florestais da Duratex, comprados pela Suzano, deixou um problema para a indonésia Royal Golden Eagle (RGE). O grupo corre atrás de florestas de eucalipto em São Paulo para não comprometer o plano de expansão da Lwarcel – produtora de celulose adquirida pela RGE em maio. Os asiáticos precisam, ao menos, de 20 mil hectares.

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28.06.18
ED. 5898

Rumo trafega em trilhos kafkianos

O empresário Rubens Ometto, controlador da Rumo Logística, é o protagonista de um enredo kafkaniano. O “processo” em questão envolve a renovação da licença da Malha Paulista e um investimento da ordem de R$4,5 bilhões. Em abril, a ANTT acenou que em até 45 dias bateria o martelo quanto ao pedido de extensão da licença. No entanto, o prazo já foi para as calendas e, até agora, nem previsão quanto à possível análise do pleito da companhia. Nem mesmo o notório poder de influência de Ometto junto ao governo tem ajudado a tirar esse trem do lugar. A própria direção da Rumo já considera difícil que a autorização saia efetivamente neste ano: além da decisão da ANTT, é necessário ainda o imprimatur do TCU. A burocracia está jogando por terra um dos raros investimentos em infraestrutura ferroviária de maior monta de que se tem notícia. A expansão da Malha Paulista está condicionada à renovação da concessão – o contrato atual vence em 2028. A Rumo não está sozinha na pressão sobre a agência reguladora. Grandes companhias que dependem da Malha Paulista fazem coro à operadora logística. É o caso da Suzano/Fibria, que usa a ferrovia para escoar a produção da sua fábrica de celulose no Mato Grosso do Sul.

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10.05.18
ED. 5864

Página (quase) virada

A Suzano tem até o fim de junho para decidir se exerce ou não a opção de compra das florestas da Duratex no interior de São Paulo, negócio estimado em R$ 1 bilhão. Por conta da fusão com a Fibria, o mais provável é que não.

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10.05.18
ED. 5864

Ponto final

Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Banco Votorantim, BNDES, Marfrig e Suzano.

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29.03.18
ED. 5836

Sinal amarelo

Paulo Hartung tem cobrado da Fibria a garantia de que o projeto de construção de uma fábrica de bio-óleo no município capixaba de Serra será mantido mesmo após a associação com a Suzano. O governador nem imagina a hipótese de perder um investimento da ordem de R$ 500 milhões em plena campanha à reeleição.

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22.03.18
ED. 5831

Papel passado

Em um determinado momento da gestão Murilo Ferreira, na Vale, a compra ou associação com a Suzano foi aventada no Conselho de Administração da companhia. O projeto tinha como alvo a posterior aquisição da Eldorado. A história, como se sabe, conduziu os participantes para direções distintas. No entanto, a compra da Fibria pela Suzano é uma prova de que o destino escreveu certo por linhas tortas.

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02.03.18
ED. 5817

Safra flerta com um déjà vu na celulose

A eventual fusão da Suzano com a Fibria poderá trazer um gostinho de passado ao futuro da indústria brasileira de celulose. O Banco Safra estaria assessorando a empresa dos Feffer nas conversas com o Grupo Votorantim. Mais do que isso: para além da função de adviser, o banco de Joseph Safra já teria demonstrado interesse em vestir também o figurino de sócio na operação, com uma participação minoritária na nova companhia. Seria um tonitruante retorno ao setor. O Safra era sócio dos Ermírio de Moraes e do empresário Erling Lorentzen na antiga Aracruz, que posteriormente foi incorporada pela Votorantim Celulose e Papel para dar origem à Fibria. A Aracruz não terminou bem, mas essa é outra história.

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02.03.18
ED. 5817

Ponto final

As seguintes empresas não comentaram o assunto: Votorantim, Suzano, Safra, Cosan e Raízen.

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31.10.17
ED. 5736

O alvo é a Suzano

Uma grande companhia, grande mesmo, que está cortando substancialmente sua dívida e ficará com um índice de alavancagem sequinho, elegeu a Suzano Papel e Celulose como objeto de consumo. A corporação em questão não é do setor, mas conhece do ramo. A operação daria aos Feffer, controladores da Suzano, porta de saída de uma empresa que já não tem condições de empatar os investimentos necessários para se manter no game.

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04.10.17
ED. 5718

“Comendador da Ordem do Plástico”

Procura-se de um lado, procura-se de outro, e não se vê nenhuma pista de eventual articulação para a sucessão na presidência da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). O atual presidente, José Ricardo Roriz Coelho, que tem mandato garantido até 2019, já afirmou na entidade que sua missão não se conclui antes de 2023. Mas há indícios de que a gestão de Coelho, que começou em 2010, pode ser eterna. A começar pelo apoio dos principais players da indústria do setor, aqueles que mandam na Abiplast. Explica-se tamanho amor: reza a lenda que Coelho, quando estava do lado do produtor, comportava-se como quem vestia o chapéu do consumidor, ou seja, facilitando a vida dos transformadores de termoplástico, associados da Abiplast. Talvez pelo comportamento demasiadamente afável para um negociador, Coelho não tenha deixado boas recordações nas produtoras de resinas petroquímicas. Os Feffer, da antiga Suzano Petroquímica, são um exemplo. O então copresidente da Suzano, João Pinheiro Nogueira – que dividia o comando da empresa com Coelho – teria mordazes histórias para contar. Versão ou fato, a realidade é que José Roriz Coelho é o mais querido personagem da indústria do plástico.

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14.08.17
ED. 5682

Preços regulados

Da boca para fora, as paradas simultâneas para manutenção de diversas fábricas brasileiras de celulose e o aumento do preço da matéria-prima engatilhado por Suzano, Fibria, entre outros, não têm nada a ver um com o outro. Tá bom… Os reajustes, em torno de 5%, devem sair em setembro. A parada muy estratégica vai retirar do mercado global até 400 mil toneladas de celulose. A Fibria confirma o aumento; a Suzano diz que ainda “analisa as condições de mercado”.

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26.05.17
ED. 5627

Aécio Neves “vendeu” a Vale que não tinha

Em sua primeira reunião com o Conselho de Administração da Vale, na quarta feira (24), por volta de 9h30, na sede da companhia, Fabio Schvartsman, despiu-se dos constrangimentos que o acometeram no decorrer dos últimos oito dias, e disse, firme, a que veio. As diretrizes da sua gestão são: desempenho, estratégia, governança e sustentabilidade. Também não houve meias palavras em relação às prioridades.

Elas são duas: integridade das barragens e transformação da empresa em uma public company. Schvartsman foi atingido por um estilhaço da delinquência de Aécio Neves. Para alguém que, nos últimos cinco anos, esteve nos rankings dos 20 melhores executivos do país, frequentou todas as listas dos mais bem sucedidos dirigentes empresariais, conforme a avaliação da nata dos head hunters, e somente deu sete entrevistas no período (quase uma por ano), é possível imaginar a violência do impacto da notícia. A serena explanação de Schvartsman no Conselho é um ponto de partida para que o RR relate mais um capítulo da criminosa tentativa do ex-governador de Minas de usar a Vale como uma de suas falsas moedas de troca.

As primeiras conversas sobre a substituição de Murilo Ferreira da presidência da Vale começaram entre os acionistas-chave da companhia, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli. O assunto nunca foi tratado com Michel Temer, mas com o seu “entorno” no Palácio do Planalto. As “pressões” sempre se resumiram a assuntar como o processo estava sendo conduzido. As menções a influências de políticos mineiros, Aécio à frente, vinham de meados de 2016, antes da decisão de Ferreira de abdicar do cargo, antecipando-se, inclusive, ao próprio Conselho.

Em ordem decrescente de grandeza, o deputado Fabio Ramalho (o popular “Fabinho Liderança”), o deputado Newton Cardoso Jr., e Aécio fizeram chegar aos acionistas o interesse da “mineirada” que a solução para a presidência da Vale passasse pelo estado. Até então, Aécio falava com o “entorno do Planalto” e por meio da imprensa. Com a ampliação da Lava Jato e o aumento de operações da Polícia Federal, todos os sócios da Vale (os supracitados, mais BNDESPAR e Mitsui) entenderam que a nomeação do novo presidente deveria ser inteiramente blindada. A decisão foi levada ao “entorno do Planalto” há pouco mais de 60 dias.

O gabinete do Palácio, então, “autorizou” que fosse formado um comitê, presidido por Caffarelli, para definir a sucessão. Foi escolhida a Spencer Stuart, por consenso entre os sócios. A empresa de head hunter foi encarregada de apresentar diversas opções com um perfil desejado. A Spencer levantou 20 nomes. A lista, posteriormente, foi afunilada para cinco candidatos, entre os quais o presidente da Suzano Papel e Celulose, Walter Schalka, e o presidente da Nissan, Carlos Ghosn. O nome de preferência de Joesley Batista, o ex-presidente da Petrobras e do BB, Aldemir Bendine, sequer constou da relação inicial de 20 executivos.

A escolha de Schvartsman foi feita  por unanimidade entre os acionistas. O processo estava sacramentado, por assim dizer, em 22 de março. No dia 23 de março, Aécio procurou os acionistas da Vale, pedindo uma reunião urgente, tendo em vista a “importância da decisão para Minas”. O encontro foi marcado para o dia seguinte. Na sexta-feira, 24 de março, às 10 horas, o senador foi ao encontro de Trabuco e Caffarelli, nasede do Banco do Brasil, no quarto andar do prédio localizado na Av. Paulista, n° 1.200.

A reunião durou pouco mais de uma hora. Aécio somente queria assuntar como estava o processo da sucessão na Vale. Não arriscou qualquer sugestão de nome. Sabia que os dados já tinham sido jogados. De lá seguiu para o Hotel Unique, onde foi gravado por Joesley Batista, bravateando que “tinha feito o presidente da Vale”. Levou os R$ 2 milhões que queria sem entregar a moeda que não tinha. No dia 27 de março foi anunciada a escolha de Fabio Schvartsman para a presidência e, ao que tudo indica, o bem da Vale.

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03.04.17
ED. 5591

Um contencioso de alta voltagem

O governo entrou em rota de colisão com grandes grupos industriais intensivos em energia elétrica. Votorantim, Gerdau, Suzano e ArcelorMittal, entre outras, pressionam o Ministério de Minas e Energia a, ao menos, reduzir o repasse para o consumidor final do reajuste das tarifas realizado para viabilizar o pagamento da RBSE (Rede Básica do Sistema Existente), uma espécie de indenização paga às empresas de transmissão. Segundo estimativas preliminares da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriai de Energia (Abrace), o novo reajuste vai representar um aumento médio de 20% a 30% para a indústria. A tendência é que a Abrace leve o caso à Justiça caso as tratativas com o governo fracassem. O pagamento da RBSE foi uma exigência dos investidores da área de transmissão de energia para aderirem ao plano de renovação antecipada das concessões. No entanto, os grandes consumidores industriais alegam que a indenização não tem fundamento, uma vez que as licenças de transmissão nunca expiraram. Por esta razão, o reembolso de bens não depreciados não teria amparo legal.

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10.03.17
ED. 5575

Papel-moeda

A Suzano está prestes a tirar do forno uma emissão de bônus no mercado internacional no valor de até US$ 500 milhões. Será um bom termômetro da confiança dos investidores em relação ao Brasil no longo prazo: os papéis terão vencimento de 30 anos. Boa parte dos recursos será aplicada pela Suzano no segmento de tissue.

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10.03.17
ED. 5575

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Suzano, Advent, Teuto, Brazcarnes.

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09.11.16
ED. 5492

Suzano

 Com os estoques de celulose acima do previsto, a Suzano vai paralisar a linha de produção da fábrica de Mucuri (BA) até março. Procurada, a empresa confirma a “parada programada da unidade”. No terceiro trimestre deste ano, o volume de vendas da companhia foi 15% inferior ao do mesmo período em 2015.

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17.06.16
ED. 5392

Projeto novo

 Além da já anunciada usina de biomassa em Suzanópolis (SP), a francesa Albioma e a colombiana Pantaleon têm um projeto similar para o Centro-Oeste.

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14.04.16
ED. 5348

Sócio de raiz

 A Eco Brasil Florestas, dona de reservas de eucaliptos controlada pela família Zogbi, estaria em negociações para a venda de parte do seu capital a um fundo de origem asiática. Esta seria uma operação fundamental para a empresa levar adiante o projeto de entrar na produção de celulose. Ressalte-se que, no início do ano, a Eco Brasil já vendeu parte de suas florestas para a Suzano. Procurada pelo RR, a Eco Brasil não comentou o assunto.

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19.12.14
ED. 5026

Longe de se duvidar da palavra dos Feffer

Longe de se duvidar da palavra dos Feffer. Mas o mercado questiona se, num ambiente de crise global e queda dos preços da celulose, a Suzano terá mesmo estômago para investir R$ 1,5 bilhão em 2015, pouco menos do que o desembolso deste ano, de R$ 1,7 bilhão. Aliás, muitos gostariam de entender melhor algumas rubricas que ajudaram a inflar o plano de investimentos do grupo para o próximo ano, como os tais R$ 390 milhões que serão aplicados em “programas de competitividade”.

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12.11.14
ED. 4999

Má notícia para Fibria, Klabin, Suzano e cia

Má notícia para Fibria, Klabin, Suzano e cia. A Montes del Plata, joint venture entre a Stora Enso e a chilena Arauco, pretende antecipar para o próximo ano a ampliação de sua fábrica no Uruguai, originalmente prevista para 2016. No fim das contas, um acréscimo de 1,5 milhão de toneladas no mercado, pressionando ainda mais as cotações da celulose.

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11.08.14
ED. 4932

Suzano

Após comprar a Vale Florestal, a Suzano estaria negociando a aquisição de plantações de eucalipto da Stora Enso na Bahia.

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03.12.13
ED. 4790

As sístoles e diástoles do Grupo Suzano

A Suzano tornou-se uma empresa que dorme no lusco e acorda no fusco. E viceversa. O grupo tem alternado momentos de luminosas decisões estratégicas com outros de opacidade administrativa. Na primeira categoria, entram, por exemplo, a providencial saída do setor petroquímico e o consequente foco na área de celulose, que se revelaram acertos históricos dos Feffer. Em contrapartida, a Suzano acumula alguns apagões, como a perda do executivo Antonio Maciel Neto, que conferia ao grupo senioridade gerencial e uma densidade estratégica, e a desalentadora performance da Suzano Papel e Celulose, uma empresa que insiste em não entregar o tanto que promete. Aliás, o mais recente negrume do grupo vem justamente da subsidiária. A nova fábrica de celulose de Imperatriz (MA) nem sequer entrou em operação e já rendeu o primeiro grande dissabor aos Feffer. Na semana passada, durante testes operacionais, houve um acidente envolvendo a caldeira de recuperação da futura planta industrial. Segundo fontes próximas a  Suzano, o problema praticamente jogou por terra as pretensões do grupo de inaugurar a fábrica ainda neste ano. A Suzano confirma que houve um ?desvio no processo de comissionamento da caldeira da unidade de Imperatriz? ? os filólogos talvez dissessem que o uso da palavra ?acidente? evitaria o desperdício de vocábulos. A companhia nega impactos no cronograma e afirma que o início da operação está confirmado para dezembro. Tomara! No entanto, segundo a fonte do RR, o conserto do equipamento deve durar três semanas, o que empurraria a inauguração apenas para o fim de janeiro. Caso se confirme, o atraso vai doer fundo no bolso dos Feffer. Basta fazer as contas. Seriam 21 dias a menos de receita. Como a capacidade de produção da nova fábrica é de quatro mil toneladas por dia e a tonelada da celulose está na casa dos US$ 700, o prejuízo da Suzano chegará perto dos US$ 60 milhões. Prejuízo, aliás, é uma palavra que tem feito parte da rotina da Suzano Papel e Celulose. São tempos de breu pelas bandas da empresa. Nos nove primeiros meses do ano, a companhia acumulou perdas de R$ 162 milhões. Pelo andar da carruagem, tem tudo para superar o prejuízo de 2012, de R$ 182 milhões. Os resultados contrastam com o destino que parecia traçado para a empresa. Quando a Fibria veio ao mundo, carregando em seu estômago as bilionárias perdas com derivativos da Aracruz, a Suzano Papel e Celulose parecia estar anos-luz a  frente da rival. No entanto, esta percepção está desaparecendo em meio ao eclipse da companhia. Recentemente, o grupo cancelou o projeto de construção de outra fábrica de celulose no Piauí. Com isso, a fábrica de Imperatriz tornou-se o grande projeto em curso na Suzano, ao custo total de US$ 3 bilhões. A aposta dos Feffer no negócio é tão grande que os empurrou a  iminente compra das florestas da Vale no Pará, operação avaliada em mais de R$ 500 milhões. O objetivo da aquisição é justamente aumentar o suprimento de matéria- prima para a futura planta maranhense. Mas, nos momentos de maior escuridão, sempre há o risco de se topar com uma caldeira de recuperação no meio do caminho.

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18.10.13
ED. 4759

Fibria e Suzano encenam um teatro de papel no BNDES

A recente coalizão entre os Ermírio de Moraes e os Feffer não passa de cenografia. a€ luz da manhã, Fibria e Suzano posam de aliados e lideram um tour de force para “ordenar” a implantação de novas fábricas de celulose no Brasil e evitar uma superoferta do produto; na penumbra da noite, protagonizam uma renhida disputa em que o único objetivo, de parte a parte, é puxar o tapete do outro. Conter a produção de celulose no Brasil? Só se for a do concorrente. A Suzano teria iniciado conversas com o banco em busca de financiamento para a instalação de uma fábrica no Piauí – o empreendimento, orçado em US$ 2,5 bilhões, já foi confirmado e adiado sucessivas vezes. Oficialmente, o projeto está suspenso, diz o próprio grupo. Mas, com o apoio do BNDES, tudo mudaria de figura. Do seu lado, a Fibria tenta arrancar da agência de fomento um empréstimo para a construção da segunda linha de celulose na fábrica de Três Lagoas (MS), ao custo de US$ 2 bilhões. Até aí, nada demais: a porta do BNDES está repleta de empresas em busca de financiamento – e nem poderia ser diferente. No entanto, há uma particularidade neste episódio que acentua a polarização e o clima de duelo entre Suzano e Fibria. Por conta exatamente do risco de excesso de oferta de celulose e também pela postura mais cautelosa da agência de fomento, as próprias empresas estão convictas de que dificilmente o BNDES apoiará simultaneamente a construção de duas novas linhas de produção. Um empreendimento automaticamente excluiria o outro. Ou seja: para Suzano e Fibria, é bola ou búrica. Diante do estreito funil, a disputa entre os dois “aliados” vem registrando golpes abaixo da linha de cintura. Executivos das duas empresas estariam protagonizando um jogo de intrigas nos bastidores do banco, tentando desqualificar o projeto da concorrente. “A fábrica de Três Lagoas tem problemas incontornáveis de logística que afetam a competitividade da operação”, diria a tropa da Suzano. “A unidade do Piauí é um descalabro do ponto de vista ambiental”, rebateriam representantes da Fibria. Enquanto os Feffer e os Ermírio de Moraes se digladiam pela preferência do BNDES, a família chilena Matte passou pela Avenida Chile sem fazer qualquer barulho. Com o luxuoso auxílio do governador Tarso Genro, a CMPC conseguiu um financiamento de R$ 2,5 bilhões para ampliar a capacidade da controlada Celulose Riograndense. Procurada, a Fibria não se pronunciou, alegando estar em período de silêncio. Já a Suzano afirmou que já manifestou, “em eventos recentes do setor”, sua posição em relação a  regulação de novos projetos para a produção de celulose. Disse ainda que não há qualquer aliança com a Fibria. Para todos os efeitos, não era o que parecia.

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06.09.13
ED. 4729

CMPC

O empresário chileno Eliodoro Matte, dono da CMPC, tornou-se persona non grata entre os Ermírio de Moraes, os Feffer e os Klabin. Controlador da Celulose Riograndense, Matte não apenas se recusou a aderir a  proposta de contenção da produção da commodity feita pelo trio como vem tentando convencer outros fabricantes, como Cenibra e Bahia Pulp, a seguir o mesmo caminho. Recentemente, Fibria, Suzano e Klabin sugeriram a criação de um grupo para discutir com o BNDES um “reordenamento” dos empréstimos ao setor para frear o aumento da produção e a consequente queda dos preços.

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22.03.13
ED. 4612

Suzano

Nem energia e muito menos renovável. Em meio a uma temporada de cancelamento de projetos, os Feffer estão em dúvida se vale a pena manter o braço do Grupo Suzano na área de geração.

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06.03.13
ED. 4600

Cheque dividido

Pouco mais de dois anos após desembolsar cerca de R$ 1,5 bilhão e comprar o restante das ações da Conpacel em poder da Fibria, a Suzano estaria em busca de um sócio para a empresa.

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21.02.13
ED. 4591

Conglomerado

A BR Partners vai avançar mais algumas jardas na área financeira. Após criar um banco, pretende montar uma corretora de valores e um braço na área de seguros. A empresa é uma espécie de country club, que reúne a  beira da piscina tarimbados executivos do mercado financeiro e recursos de empresários como João Alves de Queiroz Filho, dono da Hypermarcas, e os irmãos Feffer, da Suzano.

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09.01.13
ED. 4563

Cabeça premiada

O ex-Ford Antonio Maciel, que deixou recentemente a presidência da Suzano Papel e Celulose e foi para o board do grupo, não sai do hit parade dos head hunters. Foi procurado para assumir a operação brasileira de uma montadora asiática que está se instalando no país. Se as relações com os Feffer falarem mais alto, aí, então, é que ele vai mesmo.

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05.11.12
ED. 4521

Pilha fraca

Os Feffer recuam, recuam e recuam. A Suzano Energia Renovável já cogita postergar para 2015 a construção das três fábricas de pellets de madeira, matéria-prima para térmicas. Se confirmado, será o segundo adiamento. No início do ano, a Suzano já havia empurrado para 2015 a conclusão de, pelo menos, uma das plantas fabris. Consultada, a Suzano não comentou o assunto.

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28.09.12
ED. 4497

Roriz Coelho é um plástico derretido

A trajetória de José Ricardo Roriz Coelho na indústria petroquímica praticamente chegou ao fim. Esta é o vaticínio dos seus próprios pares no setor. Roriz Coelho foi o protagonista de um episódio que, a um só tempo, lhe valeu a ira eterna dos acionistas e diretores da Vitopel, sua última empregadora, a antipatia generalizada das empresas da área petroquímica e o status de persona non grata no governo. No dia 16 de setembro, Roriz Coelho, ex-presidente da Suzano e da própria Vitopel, assinou um artigo na Folha de S. Paulo com severas críticas ao governo por conta das novas restrições a  importação de resinas plásticas. O executivo fez da Braskem o seu alvo dizendo que a decisão da Camex beneficiaria uma concentração de mercado. Além do crachá de presidente da Abiplast, Roriz Coelho assinou o artigo como conselheiro da Vitopel – cargo que existe apenas no pretérito do seu currículo vitae. No próprio dia 16, em sua versão online, a Folha corrigiu a informação, dizendo que ele não fazia mais parte do Conselho da empresa. Mas, a essa altura, o estrago já estava feito. A reação da companhia foi proporcional ao estado de cólera com que seus executivos receberam o artigo. Três dias depois, a Vitopel soltou um comunicado constrangedor, arrasador, negando que Roriz Coelho faça parte de seu Conselho de Administração e desautorizando-o a emitir qualquer opinião na imprensa usando o nome da empresa. Na fabricante de plásticos, a percepção é que ele utilizouse deliberadamente do antigo posto e da marca da Vitopel para dar credibilidade a  sua operação de lobby.

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25.09.12
ED. 4494

Suzano

Os Feffer querem entrar para o primeiro time das empresas de gestão ambiental. A Cepemar, controlada pela Suzano, entrou no páreo para comprar a paulista Estre, controlada pelo empresário Wilson Quintella Filho. Procurada, a Cepemar não retornou.

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02.08.12
ED. 4457

Suzano

Antonio Maciel, presidente da Suzano Papel e Celulose, confidenciou a amigos um certo desânimo em relação ao seu futuro na empresa. Fez menção a  falta de estímulo e desgaste na relação com os Feffer. De repente, foi só um desabafo. Ou não.

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05.03.12
ED. 4362

Suzano

Além da sul-africana Mondi, a chilena CPMC está interessada na compra de 50% da fábrica de celulose que a Suzano pretende construir no Maranhão. O grupo, no entanto, só deve desembarcar no negócio se os Feffer reduzirem consideravelmente o custo do empreendimento, que já beira os US$ 3 bilhões.

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04.07.11
ED. 4194

Suzano e Helbor erguem quatro parede sólidas

O mercado imobiliário tornou-se a menina dos olhos da família Feffer. Por meio da Alden, associação com a construtora Helbor, o Grupo Suzano decidiu dobrar sua aposta no setor. O projeto é audacioso: transformar a joint venture em uma das cinco maiores incorporadoras de São Paulo em até dois anos. Os investimentos da dupla até 2013 vão passar dos R$ 400 milhões. A Alden está negociando a compra de cinco terrenos na capital paulista. Todos serão voltados a  construção de empreendimentos residenciais, com Valor Geral de Vendas (VGV) previsto para mais de R$ 4 bilhões. Os Feffer e a Helbor também querem estender seus tentáculos para a Região do ABC e o interior do estado. De olho nas classes C e D, a Alden já grudou na Caixa Econômica Federal. Pretende construir conjuntos residenciais no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. Uma das ideias da empresa é formar parcerias com construtoras regionais focadas em imóveis populares. Entre os Feffer, o principal entusiasta dos investimentos no setor é David Feffer, presidente do Conselho de Administração do grupo e nº 1 da IPLF Holding, braço imobiliário da família. Entre as operações já acertadas entre a Suzano e a Helbor, está a construção de dois prédios residenciais em São Paulo, com valor de venda de R$ 1,5 bilhão. A Alden também vai erguer um complexo de edifícios de apartamentos e de escritórios em um terreno de 11 milhões de metros quadrados em Mogi das Cruzes.

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02.03.11
ED. 4112

Papel carbono

A Fibria não está sozinha. A Suzano Papel e Celulose também prepara uma emissão de títulos no exterior. O principal objetivo é a repactuação da dívida de longo prazo que, nos últimos 12 meses, subiu aproximadamente 40% ? ver RR – Negócios & Finanças nº 4.050.

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25.01.11
ED. 4086

Dívida mancha a celulose da Suzano

Os Feffer fecharam 2010 festejando a compra da Conpacel e o anúncio de investimentos de quase US$ 5 bilhões na construção de duas fábricas de celulose. No entanto, a celebração externa contrasta com o clima de preocupação dentro da Suzano Papel e Celulose. O motivo é o crescente endividamento do grupo, que atingiu níveis incômodos no fim de 2010. A área financeira já estuda algumas medidas para promover o alongamento do perfil da dívida ? a preferência recai por uma emissão de títulos no exterior. Nos últimos 12 meses, o endividamento de longo prazo passou de R$ 6,2 bilhões para mais de R$ 8,7 bilhões, um aumento de 40%. Não obstante o patrimônio líquido ter crescido de R$ 4,4 bilhões para cerca de R$ 8 bilhões no mesmo período, o salto do passivo tornou-se um fator de apreensão para os Feffer, nem tanto pelo presente, mas, sim, pelo futuro. A alta do passivo pode ser um empecilho aos planos de expansão da Suzano. Além de ainda ter de digerir a aquisição do controle da Conpacel, comprada em dezembro último a  Fibria, o grupo ainda precisará levantar boa parte dos recursos necessários para a construção das fábricas de celulose no Maranhão e no Piauí. Sim, os Feffer garantem que os projetos, anunciados e adiados há três anos, vão, enfim, sair do papel. A empresa terá ainda de arcar com a montagem de uma base florestal nos dois estados que dê suporte a s futuras fábricas.

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09.12.10
ED. 4065

Piracicaba é um peso de papel para a Fibria

Após a venda de 50% da Conpacel para a Suzano, uma interrogação ainda cerca a Fibria: quem vai ficar com a fábrica de Piracicaba, a raspa do tacho dos negócios dos Ermírio de Moraes no segmento de papéis? Pelo calendário da companhia, a operação já deveria estar selada e sacramentada, mas, até agora, o que houve foi muita conversa por nada. Candidatos não faltam; o problema é o preço. A japonesa Oji Paper, uma das acionistas da Cenibra, e a chilena CMPC já apresentaram propostas as negociações são conduzidas pela Goldman Sachs. A norte-americana International Paper também teria sido procurada pela Fibria. Nenhuma delas, no entanto, chegou perto dos US$ 400 milhões pedidos pelos Ermírio de Moraes. A fábrica de Piracicaba produz aproximadamente 160 mil toneladas por ano de papéis térmicos e da linha couché. A demora na venda pegou a Fibria no contrapé. A operação é uma peça importante na engrenagem financeira que a empresa montou para repactuar sua dívida, inflada pela incorporação da Aracruz e de seus papagaios cambiais. O principal pilar desta reestruturação é a venda dos ativos na área de papéis e a concentração dos negócios na produção de celulose.

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06.12.10
ED. 4062

Cenibra é o Rashomon da celulose

Assim como em Rashomon, uma das obras de referência de Akira Kurosawa, há formas diferentes de se contar a história da expansão da Cenibra. A versão oficial é que, após sucessivos adiamentos, o projeto de duplicação da fábrica de celulose de Belo Oriente (MG) foi retomado. No entanto, entre os próprios acionistas da companhia uma miríade de investidores japoneses há quem diga que o empreendimento não sai do papel em menos de cinco ou seis anos. O motivo seriam as discordâncias entre os acionistas da Cenibra reunidos no consócio Japan Brazil Paper and Pulp Resources Development (JBP) em relação ao custo do projeto. Após tantas idas e vindas, o valor total já está na casa de US$ 1,5 bilhão. Também não estará de todo errado quem contar esta história pela ótica das limitações da companhia em relação a  matéria-prima. A Cenibra não dispõe de ativos florestais suficientes para dar suporte ao aumento da produção de 900 mil para mais de 1,9 milhão de toneladas de celulose por ano. Há ainda a versão de que os japoneses estão com um pé atrás devido a s oscilações do preço da commodity no mercado internacional e ao exagerado aumento da oferta do produto. Só no Brasil, por exemplo, existem outros cinco grandes projetos de aumento da produção de celulose, a cargo de Suzano, Fibria e a chilena CMPC. A ampliação da fábrica de Belo Oriente é conhecida como uma das maiores novelas da indústria de celulose no Brasil. O ex-presidente da Cenibra, Fernando Henrique da Fonseca, anunciou o projeto duas ou três vezes. Seu sucessor, Paulo Eduardo Brant, chegou ao cargo em abril fazendo a mesma promessa.

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22.11.10
ED. 4052

Mesma língua

Os Feffer olham além- mar, um pouco para Portugal, um pouco para a africa. A Suzano e a Portucel têm conversado sobre uma parceria para a construção de duas fábricas de celulose, uma em Angola e outra em Moçambique.

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29.10.10
ED. 4038

Terra dos Feffer

Os Feffer estão se unindo a investidores internacionais na montagem de uma empresa especializada na compra de propriedades agrícolas. Tem toda a liga com a Suzano Papel e Celulose.

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28.09.10
ED. 4016

Vice-rei do gado

Antonio Maciel Neto encarnou Ivan Zurita. O presidente da Suzano Papel e Celulose tornou-se um dos principais criadores de gado do interior de São Paulo e tem realizado leilões cada vez mais concorridos.

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05.08.10
ED. 3979

Papel Passado

A chilena CMPC, que adquiriu uma fábrica de celulose dos Ermírio de Moraes no Rio Grande do Sul, está bem cotada para comprar também os 50% da Votorantim na Conpacel. Joint venture com a Suzano, a empresa engloba as operações da antiga Ripasa.

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21.07.10
ED. 3968

MDS aposta nos seguros massificados

Maior corretora de seguros do país, com prêmios anuais na casa dos R$ 600 milhões, a MDS quer estar onde o povo está. Controlada pela portuguesa Sonae e pelo grupo Suzano, a empresa prepara uma investida no segmento de seguros massificados, voltados a s classes C e D. Na MDS, expansão é sinônimo de compra de ativos. A companhia, que fez sete aquisições nos últimos oito anos, duas delas em 2009, saiu em busca de corretoras com forte presença neste mercado. A lista é encabeçada pela paulista Classic, que faturou cerca de R$ 60 milhões no ano passado. Metade da carteira é composta pela venda de seguros massificados para clientes corporativos. Um dos principais trunfos da Classic é o seu colar de parcerias com grandes redes varejistas, como a Lojas Riachuelo. Procurada pelo RR – Negócios & Finanças, a MDS não se manifestou até o fechamento desta edição. Já o presidente da Classic, Rubens Nogueira, disse desconhecer o interesse da MDS. A MDS apostas sua fichas na forte expectativa de crescimento das vendas de seguros massificados, que engloba de apólices para produtos de varejo, como óculos e eletroeletrônicos, a  cobertura de compras no crediário e empréstimos bancários em caso de desemprego do titular. Apenas para este ano, a projeção do setor é de um aumento de 30%. A investida da MDS coincide com um momento de reestruturação societária. Recentemente, a Suzano reduziu sua participação no capital de 55% para 51%, ao passo que a Sonae passou a ter 49%.

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11.02.10
ED. 3892

Goteira

O presidente da Sabesp, Gesner de Oliveira, está toureando uma rebelião. Cerca de 20 municípios de médio porte de São Paulo, cujos contratos com a empresa vencem até o próximo ano, já sinalizaram que não pretendem renovar os acordos. Eles próprios vão assumir a concessão de saneamento. Uma das prefeituras mais decididas é a de Suzano, na Grande São Paulo.

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25.01.10
ED. 3879

Baía Blanca é uma luva nas mãos da "Nova Braskem"

A aquisição do complexo petroquímico de Baía Blanca pela “Nova Braskem” é mais do que uma mera conjectura. Trata-se de um movimento absolutamente natural para uma empresa que já nasce com a pretensão de ser a grande potência petroquímica da América Latina. Aos olhos da Petrobras e da Odebrecht, a compra dos ativos da Dow Chemical em Baía Blanca seria fundamental para transformar a “Nova Braskem” em uma operação geopolítica de relevância no continente. Ressalte-se que uma eventual investida sobre a central de matérias-primas argentina ainda está no plano das intenções. É um fruto que, para nascer, ainda depende de que a árvore seja plantada. O caule, neste caso, é a concretização da própria “Nova Braskem”. Diante da sua importância no tabuleiro petroquímico e, sobretudo, político da América Latina, esta é uma investida que vai além de uma simples negociação de empresa para empresa. É um assunto de Estado, jogo para ser jogado de governo para governo. Não obstante a complexidade política da operação, a aquisição dos ativos da Dow em Baía Blanca é um sonho que já foi compartilhado, em outras épocas, por diversos players da indústria petroquímica brasileira ? a começar pela própria Petrobras. Agora que a estatal voltou a ter uma posição de destaque no setor petroquímico, o negócio faz ainda mais nexo. Até porque, do outro lado da fronteira, há sinais cada vez mais fortes de que a Dow pretende deixar a operação. A participação na central de matérias-primas argentina sempre foi uma espécie de pé sem perna na anatomia corporativa do grupo norte-americano. Nunca houve muita sinergia entre o complexo de Baía Blanca e os demais ativos petroquímicos da Dow na América Latina, leia-se, principalmente, Camaçari. Ao englobar os polos de Triunfo, Camaçari e São Paulo, além das antigas operações da Suzano e da Ipiranga, a “Nova Braskem” se consolidará como um dos gigantes da petroquímica mundial. Logo na partida, assumirá a 11ª posição no ranking dos produtores globais de eteno, com capacidade em torno de 3,7 milhões de toneladas ao ano, segundo estudo divulgado recentemente pela consultoria Maxiquim. Levando-se em consideração projetos em andamento na Braskem, como a construção de um complexo petroquímico no México, a instalação de duas plantas na Venezuela e a compra de ativos nos Estados Unidos, a empresa poderá atingir a casa de cinco milhões de toneladas/ano. Fisgando a participação da Dow na central petroquímica de Baía Blanca, a “Nova Braskem” alcançaria a marca de seis milhões de toneladas de eteno por ano. Passaria a ser a quinta maior produtora do mundo, bem perto da quarta colocada, a Shell, com capacidade em torno de 6,5 milhões de toneladas. Como diria o presidente Lula, nunca na história desse país… A “Nova Braskem”/Baía Blanca deve, inclusive, anteceder a incorporação do Comperj. Com um projeto cada vez mais ajustado para o pré-sal, o polo de Itaboraí parece não ter limites. Sem sair da prancheta, já teve expansão atrás de expansão. O próprio diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, mencionou na semana passada a possibilidade de novo aumento na capacidade projetada do empreendimento.

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