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59  resultados para Sky

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22.10.18

Fora do ar

A inesperada saída do todo-poderoso Luiz Eduardo Baptista da presidência da Sky no Brasil estaria ligada a desentendimentos com a controladora AT&T/Time Warner devido à suspensão do IPO da empresa. Procurada, a empresa confirmou a saída de Baptista para “se dedicar a projetos pessoais”.

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02.10.18

Pressão contra Disney e Fox

As operadoras de TV por assinatura, à frente NET/Claro e Sky, fazem pressão sobre o Cade para que ele vete a compra dos canais Fox, incluindo Fox Sports, pela Disney no Brasil. O grupo norte-americano já é dono da ESPN.

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21.08.18

Um candidato passageiro na sala de espera

Com seu proeminente rosto plastificado e a energia de um jovem púbere, o senador Álvaro Dias, presidenciável do Podemos, circulava entre executivos e endinheirados no último sábado (dia 18), no hangar 2 do Aeroporto de Congonhas, pertencente à Icon, empresa de taxi aéreo contradição de serviços à classe política. Eram 9 horas e alguns dos presentes arriscavam uma bicada no whisky Blue Label, presença obrigatória em qualquer listagem da nobreza dos puro malte. O destino da maioria era Brasília, meca do mundo e submundo eleitoral. Curioso o fato de frequentadores de jatinhos chegarem ao aeroporto com antecedência. Raramente seus voos atrasam, e eles ficam lá, aguardando no bem-bom. O candidato do Podemos abdicou das mordomias da casa. Preferiu aproveitar o ínterim para entoar sua campanha em dó maior. Com a voz empostada se dizia indignado com a pesquisa da XP Investimentos, que apresentou Fernando Haddad (PT) como “candidato de Lula”. Com esse enunciado, o petista chegou a 15% das intenções de voto. “Vou pedir na próxima pesquisa para me apresentarem como Álvaro Dias, candidato das torcidas do Corinthians e do Flamengo e do Sérgio Moro. Ou melhor, candidato do Papa”. Expoente entre useiros e vezeiros da aviação executiva, o senador subtraiu momentaneamente do seu discurso o marketing da pobreza, assim como os dizeres de que não usaria recursos do Fundo Partidário. No hangar 2, Álvaro Dias era o candidato de um outro “Podemos”, o “podemos tudo.” Exceção seja feita a conquistar a Presidência da República

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10.08.18

A difícil reconstrução da PDG

Após resolver parte do seu passado, com a aprovação do plano de recuperação judicial, o problema maior da PDG é equacionar o futuro. A incorporadora reabriu conversações com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, entre outras instituições, em busca de financiamento para retomar as obras que estão paralisadas. Há mais de uma dezena de empreendimentos que dependem de dinheiro novo. As tratativas com a alta direção dos bancos são conduzidas pelo próprio presidente da companhia, Vladimir Ranevsky. No entanto, BB e Caixa, dois dos maiores credores da PDG, resistem a reabrir as torneiras para a incorporadora.

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28.03.18

Chegou a vez da Marinha no governo de Michel Temer

A Marinha é a “bola da vez” no reaparelhamento da área militar. O governo de Michel Temer pretende tirar da gaveta um antigo projeto da força naval brasileira: a substituição da frota de aviões de combate embarcados. Trata-se de um contrato que poderá chegar à casa de US$ 1,5 bilhão, considerando-se a aquisição de aproximadamente 20 aeronaves. O investimento caminha pari passu ao projeto do novo porta-aviões brasileiro – a única embarcação deste tipo a serviço da Marinha, o São Paulo, entrou em processo de descomissionamento e desmontagem no ano passado.

Segundo o RR apurou, há contatos preliminares, na esfera do Ministério da Defesa, com fabricantes internacionais. Questões de ordem técnica fazem da sueca Saab, que fornecerá os novos caças da Aeronáutica, uma forte candidata ao negócio. O Sea Gripen, avião embarcado produzido pela companhia, dispõe dos mesmos sensores e tipo de armamento do Gripen NG que será entregue à Força Aérea. A aeronave é considerada versátil: pode operar a partir de porta-aviões Catobar (decolagem por catapulta) ou Stobar (decolagem curta).

O custo unitário do Sea Gripen gira em torno dos US$ 70 milhões. Procurado pelo RR, o Ministério da Defesa informou que caberia à Marinha se pronunciar sobre o assunto. Esta, por sua vez, garantiu que ainda não existem tratativas com fabricantes de aeronaves. Mas confirmou os planos de aquisição dos novos equipamentos. A Marinha informou estar conduzindo estudos, “no âmbito do Programa de Obtenção de Navio Aeródromo (Pronae), quanto às características e requisitos” do próximo porta-aviões.

Disse ainda que, “enquanto não forem estabelecidas as características do futuro Navio Aeródromo, não se poderá definir que tipos ou modelos de aeronaves comporão a sua ala aérea”. Uma vez confirmado, o pacote “porta-aviões/aeronaves embarcadas” selará uma espécie de trilogia de investimentos mais agudos nas Forças Armadas, que engloba a aquisição dos blindados Guarani para o Exército e a própria substituição dos caças da FAB. Este última, embora assinada na gestão Dilma, começou a ganhar altitude no governo de Michel Temer.

A compra dos novos aviões é um antigo pleito da Marinha. A Força dispõe de 23 aeronaves embarcadas modelo A-4 Skyhawk, produzidas no fim dos anos 70. Em 2009, o governo Lula assinou com a Embraer um contrato para a modernização de 12 destes jatos. Muito em razão das restrições orçamentárias na Defesa, a primeira aeronave só viria a ser entregue em 2015. Além disso, o programa de modernização sofreu um baque no ano seguinte, quando um A-4 Skyhawk reformado pela Embraer caiu durante um voo de treinamento.

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07/04/18 10:40h

Plano Brasil – Chegou a vez da Marinha no governo de Michel Temer

disse:

[…] Fonte: Relatório Reservado […]

07/04/18 10:40h

Plano Brasil – Chegou a vez da Marinha no governo de Michel Temer

disse:

[…] Fonte: Relatório Reservado […]

27.02.18

Russos viram parceiros-chave para as Forças Armadas

As sucessivas aproximações diplomáticas entre os governos de Michel Temer e Vladimir Putin colocaram a indústria militar da Rússia no lugar certo na hora certa. Os fabricantes russos surgem como fortes parceiros comerciais do Brasil no momento em que as circunstâncias pedem o aumento dos investimentos na área de Defesa. Segundo o RR apurou, o Ministério da Defesa mantém conversações com o governo Putin para a aquisição de um novo aparato de segurança aérea.

A negociação envolveria a compra do sistema de mísseis e artilharia antiaéreos S-300, desenvolvido e produzido por uma miríade de agências estatais e empresas russas. Estima-se que, em suas diversas etapas, a aquisição poderia chegar à casa de US$ 1 bilhão. Uma das prioridades das Forças Armadas, acentuada pela sua entrada na segurança pública no Rio de Janeiro, é o reforço do monitoramento e proteção do espaço aéreo, com o objetivo de inibir o ingresso de drogas e armas no território brasileiro.

Parte desta logística do crime é feita por meio de aeronaves e até mesmo por drones. Os mísseis do S-300, como o próprio nome sugere, são capazes de abater alvos a 300 km de distância. Ainda na esteira do acordo na área de Defesa assinado por Temer e Putin no ano passado, o governo deve acelerar as negociações para a compra de até dez helicópteros militares russos, modelo Ka-62. A parceria entre os dois países passa ainda por operações nevrálgicas para a área de Inteligência. Desde o ano passado, a russa Kaspersky Lab fornece soluções de segurança cibernética para as Forças Armadas brasileiras, notadamente sistemas antivírus.

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17.01.18

Antes tarde do que nunca

A TIM Brasil estaria prestes a lançar um serviço de TV por assinatura com a sua própria marca. Neste mercado, a operadora está a milhas de distância de Claro/Net, Oi e Vivo. Tem uma parceria com a Sky que ainda engatinha.

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18.10.17

Mister mídia

Luiz Eduardo Baptista alimenta a expectativa de ser o n. 1 da AT&T/Time Warner no Brasil – a primeira comprou o controle mundial da segunda. Baptista, que já preside a Sky, controlada pela AT&T, passaria a comandar também os canais por assinatura da Time Warner. Ou seja: teria poder sobre a produção e a distribuição de conteúdo.

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24.08.17

Imposto sobre commodities ferve no tubo de ensaio de Temer

Há um balão de ensaio prestes a subir do Ministério da Fazenda na contramão da Pasta da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Trata-se de mais uma engenhosidade tributária com o objetivo salvacionista da pátria fiscal. A proposta de ativar alíquotas do imposto de exportação sobre commodities não chega a ser um ornitorrinco, mas consegue a façanha de unir ovíparos e lepidópteros. Exemplo: o casamento pontual das ideias de Henrique Meirelles e Luiz Carlos Bresser Pereira. O abraço entre os dois seria de tamanduá, é claro.

Meirelles topa qualquer parada para equacionar o fiscal ou, no mínimo, dar a dimensão da sua gravidade. Bresser tem um projeto de equidade fiscal e ênfase na reindustrialização. A mesma medida serviria a ambos com motivações distintas, mas levaria, muito provavelmente, o ministro Blairo Maggi a deixar o governo em pé de guerra. Maggi representa o setor na forma absoluta: ele mesmo é um enclave latifundiário na Esplanada dos Ministérios.

O agribusiness tem tido o melhor desempenho da economia, o que não é pouco em um cenário de queda da atividade produtiva e desemprego nas alturas. O seu gravame é baixo em relação aos demais segmentos. Diversos países que têm uma contribuição expressiva das exportações de produtos primários (minerais e agropecuários) utilizam esse expediente. E o argumento de que a competitividade das exportações cairia é considerado balela: as séries históricas demonstram que em longos períodos de preços em alta ou em queda, o volume das seis principais commodities comercializadas pelo Brasil (representam quase 50% do total das vendas ao estrangeiro) permaneceu sempre crescente.

Em um governo quase histérico com o eventual atraso da reforma da Previdência chama a atenção de que até agora a medida não tenha sido aventada, até porque é uma decisão administrativa e, portanto, muito distante das complexas negociações para a aprovação de uma PEC. Segundo a fonte do RR, a bandeira do imposto sobre exportação das commodities será desfraldada a qualquer momento. É só esperar. A dúvida é se quem vai levantá-la não pretende apenas o logro de uma “medida calção”, que serviria somente como ameaça ou justiceirismo bufo. Melhor seria a boa luta pelo fim das renúncias fiscais e subsídios que não favorecem os miseráveis e o fim da obrigatoriedade das despesas, que permitiria a alocação racional dos recursos. A privatização fall front the sky da Eletrobras e a bexiga inchada do imposto sobre commodities são arremedos de ajuste fiscal. Fuga para trás.

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21.07.17

O outono da nossa insipiência em São Petersburgo

Nem bem o RR desceu os três primeiros degraus da Hotel Corinthia, cravado no centro da Avenida Nevsky, em São Petersburgo, deu-se início à bateria de interrogações. Auxiliado pela tradutora, tome de perguntas para uns e para outros: “Você sabe quem é Lula?”; “Ouviu falar na roubalheira no Brasil”; “O que você conhece do Brasil?” As respostas dos populares não são nada entusiasmantes. O Brasil continua sendo uma terra meio indígena, com lindas praias, belas mulheres. Ah, e tem o Pelé, que esteve recentemente em Moscou, na Copa das Confederações.

Lula aparece duas vezes na sondagem relâmpago. A primeira pergunta é feita a um rapaz ruivo, de nome Aleksander: “Já ouviu falar do Lula”? “Acho que é o presidente do Brasil, que está envolvido em um caso de corrupção. Procede?” Sim, procedia. O outro rapaz, de nome Andrey, também conhecia Lula, mas confessava ter boa impressão do presidente, que entendia “ser meio comunista, assim que nem Putin”. Mas foi Aleksander quem definiu bem as diferenças: “Se lá no Brasil, pelo que ouço, a corrupção se passa no Congresso, vocês não sabem o que é um sistema apodrecido. Aqui a corrupção se dá no dia a dia. A gente vai ao hospital, por exemplo, e tem de dar um agrado ao médico. Quanto maior a gravidade da doença ou urgência de tratamento maior a cifra”.

Ciente do baixo reconhecimento da realidade brasileira em terras russas, o RR decidiu visitar dois ministérios para ver se os funcionários do atendimento eram mais versados nas histórias que gorjeiam em nossas plagas. Primeiramente, foi ao Ministerstvo torgovli i promishlennosti (Ministério da Indústria e Comércio) perguntar à funcionária Natália, uma senhora de olhos bem azuis, se ela se lembrava de algum brasileiro. Sim, ela se lembrava de “inzhener” Batista ou o engenheiro Eliezer Batista, que há trinta e poucos anos era figurinha fácil na então União Soviética.

Antes que alguém pergunte, Natália não tem a menor ideia de quem é Eike Batista. Próxima parada: o Ministério do Trabalho (em russo Ministerstvo zanatosti i truda). O RR fez a mesma pergunta: “Manjas alguém do Brasil? “A resposta foi seguida de um cantarolar entusiasmado: “Dirceu – voin brazilskogo naroda”, mais conhecida nas convenções do PT como “Dirceu, guerreiro, do povo brasileiro”. O atendente, de nome Pavel, prometeu cantar a musiquinha na Copa do Mundo de 2018, que irá se realizar neste país eurasiano. A Rússia nunca esteve tão longe e tão perto do Brasil.

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13.04.17

SBT, Record e Rede TV cabem cada vez mais numa só tela

O mais novo reality show da TV brasileira exibe os esforços de três emissoras para ganhar fôlego e algum poder de resistência diante não apenas de sua maior concorrente, mas também de outras mídias. SBT, Record e RedeTV pretendem dar um escopo mais amplo à Simba Content, joint venture criada para negociar a venda de seus respectivos conteúdos entre as operadoras de TV paga. As tratativas passam pelo compartilhamento de infraestrutura (estúdios e equipamentos) e produções conjuntas (tanto para TV aberta quanto fechada).

Outra medida cogitada é uma parceria na venda de publicidade, notadamente para o conteúdo produzido de forma associada. SBT, Record e RedeTV enxergam esse comensalismo como uma forma de reduzir a abissal distância para a Globo e, ao mesmo tempo, frear a perda de receita para novos meios, como TVs a cabo, redes sociais, serviços de streaming etc. Ainda que este nível de compartilhamento mais avançado provoque, como efeito colateral, alguma perda de individualidade e autonomia nas decisões e estratégias.

No ano passado, o trio faturou aproximadamente R$ 3,2 bilhões. A Globo, por sua vez, teve uma receita cinco vezes superior à soma das concorrentes: R$ 15 bilhões. Se bem que, a esta altura, talvez a emissora dos Marinho seja o menor dos problemas. No ano passado, a Netflix faturou cerca de R$ 1,3 bilhão, 30% a mais, por exemplo, do que o SBT. Consultada, a Simba informou que sua prioridade “é negociar com as operadoras para que elas remunerem a joint venture, assim como já fazem com outras emissoras nacionais e estrangeiras.” Posteriormente, a companhia vai definir como investir a receita em conteúdo. Segundo a Simba, o percentual será superior aos 20% do faturamento fixados pelo Cade.

Silvio Santos, Edir Macedo e a dupla Marcelo de Carvalho e Amilcare Dallevo têm mantido conversas quase semanais desde o início de março, quando o “homem do Baú” retornou de sua temporada de férias na Flórida. Na paralela, ocorrem também reuniões entre os executivos das emissoras e o ex-BTG Marco Gonçalves, que assumiu o comando da Simba Content. A ideia é que todas as operações em parceria fi quem penduradas na joint venture. Neste momento, SBT, Record e Rede TV estão no meio de uma batalha com as operadoras de TV por assinatura. A Vivo já concordou em pagar pelo conteúdo. As negociações com Net, Claro, Embratel e Oi prosseguem. Segundo a Simba, a Sky foi a única que, até agora, não aceitou negociar.

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21.03.16

Oito cenários à procura da realidade

 As fichas estão sendo apostadas no impeachment de Dilma Rousseff e na prisão de Lula. Mas a ambiência institucional e a volatilidade dos fatos suportam as mais variadas hipóteses, algumas indesejáveis e outras até extravagantes. O RR desenhou seus cenários e deu suas respectivas notas. Escolha o seu. Mas não espere encontrar uma opção tranquilizadora.  CENÁRIO 1: São cumpridos os ritos do impeachment na Câmara e no Senado, e Dilma Rousseff já está pré-condenada por todos. É possível, bem razoável, que Sergio Moro tenha mais alguma gravação “fortuita” para dar o xeque-mate na presidente. Tudo muito rápido. A esquerda patrocina a ideia do exílio de Dilma. Ela vira uma versão grosseira e mal educada de Zélia Cardoso de Mello. Ficará eternamente lembrada como a pior presidente da República de todos os tempos. Nota AAA   CENÁRIO 2: Lula não assume a Casa Civil devido à interpretação condenatória do STF, é preso e, logo a seguir, é sentenciado – no melhor estilo Sergio Moro, a toque de caixa. Pega de 20 a 30 anos de prisão. Algo similar à condenação de Marcelo Odebrecht. A militância do PT desiste de reagir diante do massacre da mídia e da maioria crescente da população, que coloca em dúvida a lisura do ex-presidente. Lula fica engradado e solitário. Esse é o seu pior pesadelo, o do “Esqueceram de mim”. Nota AAa  CENÁRIO 3: Lula consegue assumir o ministério. Faz um discurso seminal em horário nobre. Chama todos à militância. Faz anúncios irresistíveis, a exemplo de um programa de recuperação social e econômica. Lula quebra a espinha dorsal da mídia ao usar à exaustão o horário pago de televisão. Falaria por volta de 10 minutos no horário do Jornal Nacional ou no intervalo da novela das 21 horas. O ex-presidente, com esse show off, reduz a animação dos “coxinhas”. Ainda nesse cenário, Dilma surfa no desarmamento dos espíritos patrocinado por Lula. O impeachment é postergado. Lula e Dilma determinam uma devassa fiscal seletiva e um levantamento de todos os passivos trabalhistas e previdenciários de veículos de comunicação escolhidos a dedo. Nota Bbb   CENÁRIO 4: Lula é preso. Dedica-se a escrever seus diários. Relata como foi perseguido por Sergio Moro, na lenta transformação do regime em um macarthismo verde e amarelo. Com dois ou três anos de cárcere, vai se tornando um ícone, um Nelson Mandela tupiniquim. Nota BBb  CENÁRIO 5: Dilma Rousseff não aguenta a onda e renuncia antes do término da abertura da sessão de impeachment. Lula vence a batalha das liminares no STF e permanece no Gabinete Civil da Presidência. Com um pedido público emocionado de Dilma, segue no cargo mesmo com a renúncia da presidente. Michel Temer assume. Vai governar com Lula. O ex-presidente fica mais à vontade, na medida em que Temer passa a ser investigado no esquema de arbitragem dos preços do etanol na BR Distribuidora e, em segundo plano, do feudo na Companhia Docas de Santos. Nota BBB  CENÁRIO 6: O TSE encontra provas do uso da grana do petrolão para o financiamento de campanha da chapa Dilma/Temer. Game over. Lula é preso. Dilma e Temer rolam o despenhadeiro. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, assume a presidência da República, com o compromisso de realizar eleições em 90 dias. Moro alveja Cunha frontalmente. Assume o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, que carrega um portfólio de denúncias de documento falso, peculato e falsidade ideológica. Renan também cai na rede de Moro. Ascende, então, um togado. O presidente do Supremo – Ricardo Lewandowsky ou, a partir de setembro, Carmem Lucia – cai de paraquedas na Presidência da República. A partir de 2017, portanto na segunda metade do mandato, a eleição do presidente se dará por voto indireto. Os atores que sobem no proscênio da envergonhada política nacional, concorrendo no voto direto ou indireto, são Aécio Neves e Nove cenários à procura da realidade Geraldo Alckmin, Eduardo Paes, José Serra, Ciro Gomes, todos sabidamente patos para Sergio Moro. Sim, restam Marina Silva e Jair Bolsonaro. A julgar pela ausência no momento mais crucial da República, Marina trocaria as eleições no Brasil pelas do Tibet. E Bolsonaro, mesmo que concorra conforme as mais rigorosas normas democráticas, será golpe de qualquer maneira. Nota aaa  CENÁRIO 7: A tensão cresce no país. A nação corre o risco de se transformar em uma praça de guerra. A primeira bala perdida, um número maior de feridos, um confronto corpo a corpo com as forças da ordem e pronto: terão extraído o magma fumegante que assopraram com convicção. Sangue e porrada na madrugada. Dilma, na condição de comandante em chefe, convoca o Conselho Nacional de Defesa, dentro dos estritos ditames constitucionais. Sentados no Conselho, o ministro da Defesa, os três comandantes militares e o chefe da Casa Civil – Lula or not Lula. Juntos, analisam a exigência de se lançar mão do estado de emergência, instituto cabível na situação citada. Golpe? Nenhum, pois a iniciativa está prevista na Constituição. Na excepcionalidade da circunstância, a ordem tem de ser mantida. As negociações com o Congresso e o Judiciário mudam muito! Nota BB+   CENÁRIO 8: O onipresente Sergio Moro avança no seu projeto de dizimar a classe política e refundar o Brasil. Todas as lideranças estão ameaçadas para valer: Lula e Dilma, é claro, mas também FHC, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Michel Temer et caterva. Os políticos se reúnem para firmar um pacto, um governo de coalizão nacional, compartilhado entre os partidos. Todos acolhem que esta é a melhor solução não somente para a sobrevivência jurídica, mas para tirar o Brasil do atoleiro. Os líderes acordam que a fórmula para estabilizar a economia brasileira é promover um ajuste relâmpago no estilo Campos-Bulhões. Com o Congresso dominado, é pau na máquina. Nota CCC

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22.02.16

Lockheed Martin invade o espaço aéreo da Helibras

  Dois gigantes da área de defesa, notadamente da indústria aeronáutica, estão prestes a travar uma dura batalha nos céus brasileiros. A Lockheed Martin prepara uma ofensiva com o objetivo de furar o bloqueio e minar a primazia da Helibras, leia-se Airbus, na venda de helicópteros não apenas no Brasil, mas em todo o mercado latino-americano. A ponta de lança desta operação é a Sikorsky Aircraft, que teve seu controle comprado pelos norte-americanos no ano passado, numa operação de US$ 9 bilhões. A Lockheed Martin decidiu instalar uma fábrica de helicópteros e um centro de manutenção em Taubaté (SP) – a cidade de São José dos Campos também estava no páreo, mas foi superada no quesito “afagos fiscais”. Esta será a primeira base industrial da Sikorsky em toda a América Latina. Os norte-americanos já iniciaram o processo de alistamento da sua tropa no Brasil: fecharam um convênio com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) para a formação de engenheiros especializados na produção de helicópteros.  O desembarque da Sikorsky no Brasil se dá em um momento bastante delicado para a Helibras, de longe, o principal alvo a ser batido no setor – a empresa é responsável por mais de 50% das vendas de helicópteros na América Latina. No ano passado, a Airbus Helicopters se viu obrigada a aportar cerca de R$ 170 milhões na fabricante brasileira para compensar a redução das encomendas, sobretudo das Forças Armadas. Estima-se que a queda dos pedidos no segmento militar tenha passado dos 40% no comparativo com 2014. A fraca performance – associada a uma certa fadiga no relacionamento com os europeus – custou a cabeça de Eduardo Marson, que deixou a presidência da Helibras em dezembro, depois de seis anos no cargo. Ressalte-se que as turbulências do mercado também deixaram suas marcas na fuselagem da Sikorsky. Recentemente, a Líder Aviação cancelou a opção de compra de seis helicópteros da companhia norte-americana, um contrato da ordem de US$ 180 milhões. A suspensão do pedido, no entanto, não alterou o plano de voo da Lockheed Martin para a sua controlada, assim como a crise no setor de óleo e gás, um grande demandador de aeronaves. O grupo entende que a instalação de uma base de produção na América Latina, mais precisamente no Brasil, é condição sine qua non para a Sikorsky disputar o mercado na região. Mira na venda de helicópteros civis e no fornecimento às forças armadas dos países vizinhos. Dessa forma, os norte-americanos esperam, finalmente, deglutir a espinha que está atravessada em suas gargantas desde a derrota na licitação para o fornecimento dos novos caças da Força Aérea Brasileira. Na ocasião, a Lockheed Martin não chegou sequer à fase final da disputa. Procurada pelo RR, a Lockheed Martins/Sikorsky não comentou o assunto.

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21.10.15

Netflix

 O Flamengo negocia acordo de patrocínio com a Netflix. O contrato seria um trunfo político para o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, que disputará a reeleição no fim do ano. Bandeira daria um tapa com luva de pelica especialmente no ex-aliado e agora desafeto Luiz Eduardo Baptista, o “Bap”, levando para o Flamengo um concorrente direto da Sky, presidida pelo executivo.

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31.07.15

Tá tudo dominado

A Anvisa tornou-se um diretório do PMDB, aquele que “não quer cargo no governo”. Renan Calheiros já emplacou dois dos cinco diretores, aguarda a nomeação de um terceiro, Fernando Mendes, e ainda avança sobre a cadeira de Ivo Bucaresky, ligado ao ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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11.06.15

O quintal privativo dos donos da transparência

O homem é o lobo do homem, já dizia o romano Plauto, em frase popularizada por Hobbes. E as empresas, filosofa o RR, são os cordeiros das grandes auditoras independentes, um oligopólio com demanda obrigatória. PwC, KPMG, Deloitte e E&Y são as big four que sobraram -já foram big six. Embaixo delas sobrevivem centenas de pequenos auditores microbacteriológicos. Estes só sobem um andar se os quatro de cima deixarem ou recusarem o serviço. Puro gigantismo, que pode ser mais bem traduzido como abuso de poder econômico. As auditoras chefonas mandam também no Instituto Brasileiro de Contabilidade (Ibracon), um apêndice acadêmico do setor, que, na realidade, serve para fazer o lobby das manda-chuvas em assuntos regulatórios e ditar a norma culta em “contabilês”. Alguém lembra qual foi a posição do Ibracon por ocasião das discussões com a CVM para instituir o rodízio de clientes nas auditoras? Ganha um terno cinza, o preferido dos auditores, quem respondeu que os universitários do Instituto entregaram cérebro e alma a serviço do seu patronato. A verdade é que, colocada as devidas diferenças, as mega-auditoras são iguais a s superempreiteiras como estrutura de organização: gigantes pela própria natureza, vendedores de serviço únicos, indispensáveis. As empreiteiras tomam whisky com o dono da empresa; as auditoras, cafezinho com o terceiro escalão. Ainda recentemente, as auditoras menores e o governo desperdiçaram uma rara oportunidade de quebrar o monólito. A ideia era instituir uma coauditoria, que funcionaria como a segunda opinião funciona na medicina. Assim, o serviço dos chefões estaria condicionado a  contratação de uma empresa de porte menor para passar o seu trabalho a limpo. O trabalho ganharia uma chancela de qualidade. Seria lido e relido. Pois bem, a medida foi implementada compulsoriamente na França. Veio para cá ser objeto de estudo. Adivinhem onde foi parar? No Ibracon. Entrou para morrer. E a CVM sequer tomou conhecimento do cadáver. A francesa Mazars, uma das dez maiores auditoras europeias, mas uma empresa fora do clube das bambambãs no Brasil, também tentou defender a coauditoria. Nem chegou a balbuciar a tese, e o discurso foi engolido. Moral da história: auditor prefere que não se corrija o seu trabalho, mesmo correndo o risco de que o resultado seja um escândalo de dimensões internacionais. Os auditores são fundamentais para a democracia do país, fiadores que são da transparência, tanto quanto os empreiteiros são relevantes para a construção pesada. Mas os últimos acontecimentos revelam que há algo apodrecido no sistema de coordenação, funcionamento e comercialização dessas organizações. A questão é como extrair o quisto do sistema que é, ao mesmo tempo, parturiente e nutriente dessas empresas, sem necessariamente ferir com gravidade as lendárias dominadoras do setor. Sugestões a  redação.

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15.05.15

Obama I

A hegemonia da Helibras, única fabricante de helicópteros do Brasil, está ameaçada. A Sikorsky, leiase o grupo norte-americano United Technologies, prepara- se para aterrissar no país. Inicialmente, a empresa deverá ter um escritório em Campinas. O passo seguinte seria a instalação de uma fábrica para a produção de aeronaves civis e militares

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23.04.15

Fim de linha

A memória de Abraham Kasinsky, representante de uma estirpe de industriais em extinção no Brasil, não merecia tamanha ignomínia. Atuais acionistas da fabricante de motocicletas Kasinski, a chinesa Zongshen e o empresário Claudio Rosa estão ultimando os preparativos para o fechamento da companhia.

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12.01.15

Procura-se por Wally no Grupo RBS

2014 foi um ano ruim para o Grupo RBS. 2015, por sua vez, também promete dureza. Provavelmente com mais cortes, que precisarão ser feitos sem desorganizar a produtividade e ferir a motivação dos que sobreviverem a s demissões. Entre os desafios, o grupo terá de afinar os novos negócios digitais e recuar quando eles se revelarem um abacaxi; rearrumar o marketing e o comercial de forma que eles possam compensar com agressividade o período de retração previsto para o mercado. Em síntese, nestas circunstâncias dirigir a RBS é trabalho para um gestor tarimbado. Nada a ver com Duda Melzer, que faz parte do problema e não da solução – vide o management de 2014. E Nelson Sirotsky? Cavalheiros da sua Corte de bajuladores dizem, em off the record, que ele parece ter ficado senil.

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29.10.14

Magnesita

Os ânimos estão exaltados no alto-comando da Magnesita. No mês passado, Maxim Medvedovsky renunciou ao cargo de diretor financeiro. A decisão teria se dado após desentendimentos com o presidente da companhia, Octavio Pereira Lopes, relacionados a  pressão por cortes de custos e o alongamento do passivo.

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06.10.14

RBS vira a Transilvânia dos Pampas

Duda Melzer, o príncipe carniceiro da RBS, precisa ser exorcizado. Enquanto contrata dois empregados ali e outros dois acolá para suas startups na pauliceia – Duda tem uma coleção de bobagens digitais -, o empresário vai cravando os dentes em seus funcionários no Sul do país. O sucessor de Nelson Sirotsky justifica a violência social com deboche. Em agosto, ao anunciar mais 130 decapitações na folha salarial, Duda enviou uma mensagem a todos os empregados convidando-os a-“romper paradigmas, quebrar barreiras e colocar a RBS cada vez mais no grupo das empresas vencedoras”. Só faltou dizer que o corte faria bem ao demitido. Talvez o “Conde Vlad” do Rio Grande tenha deixado essa parte do discurso para o próximo crepúsculo, que não tardará a chegar. Uma nova leva de dispensas está prevista para logo depois das eleições. Informações que ressoam dos Pampas dão conta de que o número de demissões será superior ao de agosto. Na ocasião, os cortes se concentraram em níveis hierárquicos mais altos – em Santa Catarina, por exemplo, dos nove diretores, ficaram cinco. Desta vez, no entanto, a mordida deverá ser mais democrática, atingindo da portaria a s redações. Aliás, a turma da carteira assinada congrega muitos dos funcionários mais antigos do grupo. Não chega a ser uma surpresa. Desde que assumiu o comando da RBS, Duda tem mostrado uma inequívoca predileção pelo sangue dos veteranos. O príncipe das trevas não pode ver um pescoço com mais de 20 ou 30 anos de casa. Mas por onde anda Nelson Sirotsky, para muitos – inclusive o RR – o Nosferatu por trás das maldades de Duda. Pois saibam que o Grande Gatsby do Rio Grande, ao que tudo indica, colocou um pijaminha de flanela e um xale sobre os ombros para se proteger do minuano. O ex-comandante da RBS sopra baixinho, cada vez mais baixinho, no ouvido do eleito, que responde com uma recomendação subliminar: vá fazer croché de suas lembranças porque o conde agora sou eu. Os funcionários que aguardem seus caninos.

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04.09.14

Technip faz do Brasil sua segunda casa

O pré-sal está transformando a Technip numa empresa cada vez mais brasileira e menos francesa. A companhia ainda nem concluiu a construção de sua fábrica de tubos flexíveis no Porto do Açu, no norte do Rio, e o presidente da Technip Brasil, Adriano Novitsky, já recebeu boas novas da matriz. Os franceses planejam a instalação de outra planta industrial no país. Será a sua terceira unidade de produção no Brasil – a companhia já está instalada no Espírito Santo. Significa dizer que a Technip passará a somar mais fábricas em terras brasileiras do que no restante do mundo, onde tem apenas duas, uma na própria França e outra na Malásia. Formalmente, a Technip nega a instalação de mais uma planta. Mas, segundo informações obtidas junto ao governo capixaba, os franceses já acenaram com a possibilidade de levar o projeto para o Espírito Santo. De acordo com as mesmas fontes, o próprio CEO mundial, Thierry Pilenko, é esperado por aqui para anunciar o novo investimento. Hoje, o Brasil responde por aproximadamente 10% do faturamento global da Technip, da ordem de 10 bilhões de euros. A expectativa da empresa é que esta fatia chegue a 30% em quatro anos. Além das encomendas no rastro do pré-sal, o parque fabril no país atenderá a diversos outros mercados – notadamente a africa. No Brasil, seus principais adversários na disputa por novos contratos são a norteamericana GE Oil & Gas e a dinamarquesa NKFT. Até 2020, a Technip deverá investir quase R$ 3 bilhões no Brasil, metade deste valor na instalação das duas fábricas. A empresa também planeja construir terminais portuários e encomendar embarcações de apoio para a instalação de tubos em operações offshore.

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29.08.14

Os bons tempos em que Luciano Huck pilotava uma Dafra

Ainda está por nascer um empresário capaz de dar vida a uma grande fabricante nacional de motocicletas, com cilindradas suficientes para aparecer no retrovisor das líderes do mercado. O Abraham Kasinsky da vez, guardadas as devidas proporções, atende pelo nome de Mario Sergio Moreira Franco, dono do Grupo Itavema. Seis anos após a sua criação, a Dafra está mais para um velocípede do que para a empresa que chegou a s pistas com a promessa de desbancar tradicionais players do setor e se tornar uma das três maiores fabricantes do país. A cada vez que recebe os relatórios de vendas da companhia, Mario Sergio tem vontade de pular da motocicleta em movimento. Ou, numa atitude bem menos extremada, saltar para a garupa e entregar o negócio na mão de um novo piloto, mantendo- se apenas com uma participação minoritária. Se serve de alento, talvez nem precisasse gastar muito combustível. Um candidato mais do que natural seria a chinesa Haojue, com quem a Dafra já mantém uma parceria no desenvolvimento de produtos – no setor em questão, um eufemismo para o expediente de vender modelos fotocopiados dos asiáticos. Consultada, a Dafra garantiu que a parceria com a Haojue segue restrita a s áreas comercial e tecnológica, “sem implicação patrimonial”. Quem conhece Mario Sergio Moreira Franco sabe o quanto qualquer recuo em relação a  Dafra lhe será doloroso. O empresário tem grande apego a  companhia. Quando embarcou no projeto, Mario Sergio já era um empreendedor mais do que bem-sucedido, dono da maior rede de concessionárias de veículos do país, com faturamento superior a R$ 8 bilhões. No entanto, alguns círculos ainda insistiam, de forma injusta, em enxergá-lo como um “vendedor de carros”. A Dafra trouxe-lhe um novo status: foi o seu passaporte para o setor industrial. Ainda assim, haja apreço para suportar os seguidos números declinantes da empresa. Mario Sergio acelera, traciona, mas nada da Dafra sair do atoleiro: há mais de dois anos, a empresa parou nos 2% de market share. Trata-se de um lamentável retrocesso para quem, em seu primeiro ano, conseguiu a proeza de atingir uma participação de 5%, então com apenas quatro modelos disponíveis – hoje são 16. O ano de 2014 tem sido particularmente tenebroso. Não obstante o aumento de 4% na receita líquida, a própria Dafra confirma que, de janeiro a julho, seu volume de vendas no atacado caiu 21% em relação a igual período em 2013 – quatro vezes mais do que as perdas do mercado como um todo (5%). Sem outro remédio, Mario Sergio teria cortado na própria carne, notadamente em setores absolutamente vitais para o negócio, como a área comercial e o marketing. Nos tempos áureos, a Dafra chegou a ter como garoto-propaganda Luciano Huck, que não sai de casa por menos de R$ 1,5 milhão. Mas hoje o apresentador é apenas recordação, assim como os saudosos milhões de faturamento que ficaram pela estrada.

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01.08.14

Três meses após comprar a DirecTV

Três meses após comprar a DirecTV, a AT&T prepara mudanças na operação brasileira. O controle remoto está diretamente apontado na direção de Luiz Eduardo Baptista, presidente da Sky, braço do grupo no país. A imagem de Baptista está cheia de chuviscos desde o ano passado, quando a própria DirecTV, depois de uma investigação interna, revelou que a Sky Brasil inflou artificialmente sua base de assinantes.

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22.05.14

Homem de ligação

Guardadas as devidas proporções, há um novo candidato a Celso Barros no esporte nacional, notadamente no que diz respeito a  capacidade de gerar polêmica. O presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista, estaria sendo questionado na companhia pela decisão de patrocinar o time de basquete do Flamengo. O barulho se deve ao duplo chapéu de Baptista, que responde também pela vice-presidência de marketing do clube.

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15.05.14

Vivendi renova seu pacote de TV por assinatura no Brasil

Em meio a s especulações sobre a venda da controlada GVT, a Vivendi está sintonizada na busca de um parceiro para investir em TV por assinatura no Brasil. Quatro meses após encerrar as frustradas negociações com a norte-americana Echostar, o grupo francês mudou de canal. Agora, quem aparece na tela é a Dish Network, também dos Estados Unidos. As conversas passam pela criação de uma operadora de canais por assinatura, via satélite, com o objetivo de concorrer diretamente com a Sky e, sobretudo, com os serviços de TV oferecido por outras empresas de telefonia. Por meio da GVT, a Vivendi ficaria com 60% do capital da joint venture. Os investimentos na nova empresa seriam da ordem de R$ 300 milhões. A partida se daria nas regiões Sul e Sudeste, com a posterior chegada ao Nordeste e ao Centro-Oeste – a GVT já opera em telefonia fixa e internet por banda larga em todas estas áreas. Oficialmente, a GVT garante que não há negociações com a Dish Networks. Pode até ser. Mas a Vivendi tem razões de sobra para investir alto no segmento de TV por assinatura. Tratase, hoje, de um dos negócios mais rentáveis da GVT. No ano passado, a base de assinantes cresceu 50%, o que, inclusive, permitiu a  empresa ultrapassar a Telefónica, líder do setor. Os franceses apostam na associação com a Dish Network para alçar seu negócio de TV por assinatura no Brasil a um outro patamar. Os norte-americanos têm interesse em expandir seus negócios na América Latina, justamente por meio de parcerias com operadoras locais. Em tempo: o mundo é pequeno. A Dish Network nasceu de uma costela da própria Echostar, com quem a Vivendi chegou a anunciar um acordo em outubro do ano passado, rompido apenas dois meses depois. As duas empresas norte-americanas foram uma só até 2008, quando houve um spin-off ? ainda hoje, ambas mantêm uma parceria no México.

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14.05.14

Teacher’s evapora no copo da Pernod Ricard

O indicador gira vagarosamente a pedra de gelo. Minutos depois, ela irá desaparecer por completo, transformando o que ainda havia do malte num líquido aquoso, quase incolor. É quando, então, o presidente da Pernod Ricard no Brasil, Thibault Cuny, enxerga no suado copo sobre a mesa uma metáfora para o momento pelo qual a companhia passa. O grupo corre sério risco de perder seu principal negócio no país. A japonesa Suntory está disposta a assumir a distribuição do whisky Teacher’s no mercado brasileiro, há oito anos a cargo dos franceses. Os nipônicos herdaram a marca com a compra do controle da fabricante de bebidas norte-americana Beam, no início deste ano. A decisão representaria um duro golpe para a Pernod Ricard. De uma hora para a outra, a empresa perderia praticamente a metade do seu faturamento no mercado brasileiro de whiskies. O Teacher’s domina 40% das vendas da bebida no país. É o principal responsável pela folgada liderança da Pernod Ricard no segmento, com aproximadamente 85% de market share. Se esse copo quebrar, haja malte para afogar tamanha mágoa corporativa. Procurada a Pernod Ricard garantiu que a venda da Beam não altera o contrato com a empresa. No entanto, segundo fontes próximas ao grupo, o próprio Thibault Cuny tem participado das gestões para manter a distribuição do Teacher ‘s no Brasil. As notícias que chegam do Japão justificam um porre de tristeza. A Suntory já estaria montando um plano de negócios para assumir a importação e as vendas da marca, que consumiria um investimento da ordem de R$ 80 milhões.

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11.02.14

American Airlines e US Airways

American Airlines e US Airways – agora, uma companhia só – planejam ampliar, até o início de 2015, de 102 para 130 o número de voos semanais entre o Brasil e os Estados Unidos. Ressalte-se que, a partir de 2015, entra em vigor o regime de open sky, com a queda das atuais restrições ao volume de rotas entre os dois países.

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15.01.14

Avant premiÁ¨re

Logo após o lançamento de “Rio 2”, o cineasta Carlos Saldanha vai se dedicar a um novo roteiro: a venda de parte do capital de sua produtora, a Blue Sky. Saldanha aposta no sucesso do filme para alavancar o passe da empresa.

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04.12.13

Na táxi-aéreo de Sirotsky sempre cabe mais um

Da série As peripécias de Nelson Sirotsky: acredite se quiser, uma confortável poltrona fiscal em dois ou três jatinhos poderá fazer o milagre de juntar, pela porta de entrada e de saída, o dono da RBS, o técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo e o onipresente Eike Batista. O enredo é rocambolesco. Em primeiro lugar, é preciso entender o que Sirotsky tem a ver com Luxa. O biliardário dos pampas é torcedor e mecenas do Grêmio Futebol Clube, daqueles de abrir a carteira em situações de dificuldade financeira. Luxemburgo foi técnico do Grêmio. Os dois têm seu aviãozinho. Há rumores de que Luxa, inclusive, está prestes a fazer um upgrade e trocar seu jatinho. E Eike com isso Bem, Eike quase não tem mais aviões talvez dois, ou um mas é dono de uma empresa de táxi-aéreo, que um dia foi guarda-chuva para sua frota e hoje é uma casca fiscal do que sobrou das suas aeronaves. O empresário quer vendê-la rapidamente, sinal de que pretende se desfazer de seus aviões, um símbolo de riqueza ostensiva nunca bem visto em empresas em recuperação judicial. Começou pedindo R$ 1 milhão e chegou a iniciar conversações com as Casas Bahia. O negócio iria a reboque da venda de um jato Falcon, que acabou sendo comercializado. Eike já aceita receber R$ 500 mil pela operação de táxi-aéreo. Não é de hoje que Nelson Sirotsky está a  cata de uma companhia de fretamento de aeronaves para reduzir os custos relativos ao seu jatinho. O delegado para essa missão é seu irmão Pedro Sirotsky, a quem chama de o mano pobre da família, segundo línguas vituperiosas. Pobre em termos relativos, mas muito prestativo. Na última edição da feira Labace, Disneylândia dos jatos e helicópteros, Pedro estava lá, mirando a compra de uma fretadora e discutindo também uma operação de time sharing. A empresa de Eike é a bola da vez. Luxa embarcaria com Nelson nessa poltrona fiscal. Em qualquer dessas hipóteses, o voo do Gatsby do Rio Grande será chacoalhado por emoções fortes. Segundo dez entre dez funcionários do aeroporto Salgado Filho, seu parceiro no compartilhamento do jato LAT Citation 10 é o empresário Renato Conill, top nas listas do Ministério Público e da Receita Federal. Conill, dono de mais de uma dezena de empresas, entre elas a Sa¼dMetal, tem dívidas tributárias superiores a R$ 200 milhões. Os motivos para essa paixão pelo risco são atávicos. Em bom “gauchês”, Nelson Sirotsky nunca foi um homem de andar com a chincha na virilha e o estribo froucho. Prova disso, a escolha do seu sucessor na RBS, seu sobrinho Duda Melzer, churrasqueador de gaúchos no grupo pampeiro. Quem indica sorrindo um dizimador e aceita níveis tão elevados de desamor dos seus segura a mossa de qualquer Conill. O imperador da RBS é daqueles que aguenta qualquer tirão.

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18.09.13

Quantos votos vale 0,1% de inflação?

Dilma Rousseff tem divergências silenciosas com o ex-presidente Lula. Uma delas diz respeito a  importância dada a  oscilação de percentuais ínfimos na taxa de inflação sobre a avaliação do governo nas pesquisas. Dilma implica com o peso dado aos 0,1%, 0,2% e quejandos na carestia. Na visão da presidenta, a mídia reproduz mais os chiliques oportunistas do mercado financeiro do que a percepção de aumento no custo de vida. Até porque, mais 0,1 ponto percentual de inflação em um mês pode ser seguido de menos 0,2 ponto percentual no mês seguinte. Por isso, Dilma namora com a ampliação para dois ou três anos do prazo para o cumprimento da meta inflacionária. O frenesi em torno desses pequenos espasmos nos aumentos de preços ficaria diluído. Dilma ainda não bateu o martelo para a alteração no modelo atual do inflation target porque considera que no momento poderia ter uma influência sobre as expectativas mais deletéria do que o impacto sobre o eleitorado propriamente dito. Ah, então as “inflaçõezinhas” não são importantes? Ora, ninguém é bobo no Palácio do Planalto. O percentual de 0,1% pode significar alguns danoninhos ou três sacos de feijão e arroz. Além disso, existem as marcas icônicas. Por exemplo: o governo persegue com afinco que a inflação de 2013 seja inferior ao INPC de 5,85%, não porque o cabalístico 0,1 ponto percentual vá fazer grande diferença per si na realidade social do país, mas o fará, sim, do ponto de vista psicológico. O mesmo raciocínio se aplica ao rompimento do topo da meta de 6,5%. Se for 6,6%, é um “desastre”, mas somente sob o aspecto simbólico. Alta, a carestia já estaria com a meta cravada de 6,5%, ou em 6,4%, ou em 6,3%… E, mesmo assim, preços altos, pero no mucho. Lula diz que a inflação é o pão nosso do eleitor. Dilma nutre dúvida sobre o custo político dos grãos de areia de carestia. A presidenta contradiz a relação entre um pontinho de inflação e mais votos nas urnas com evidências empíricas. Pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), feita pelo Instituto MDA e divulgada na semana passada, revela que 75,9% não acreditam que a inflação esteja controlada. Outra pesquisa em poder do Planalto, entretanto, garante que mais de 85% não creem que ela possa subir muito. Nesse cenário, a popularidade da presidenta cresceu mais de 8% na pesquisa da CNT. Curioso, é que Dilma, keynesiana de carteira e kaletskyana de coração, quando se trata do aumento dos preços descamba para a Escola de Chicago. Sua máxima é de Robert Lucas, Prêmio Nobel de Economia de 1995, para quem “inflação ruim é aquela que a gente não espera”. Síntese “dilmística”: não é isento aquele que aposta hoje no risco de descontrole inflacionário.

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16.09.13

Decálogo do desamor empresarial

O presente decálogo – o primeiro de uma série – não tem o objetivo precípuo de ferir suscetibilidades, ainda que vá inflamar alguns egos mais exaltados. No fundo, é um museu de antigas novidades. Ajuda na criação de uma espécie de disclosure dos sentimentos mais profundos dos principais dirigentes empresariais do país. Saber quem ama quem é um bom início para inferir as expectativas de sucesso em negociações, trocas ou até um singelo convite para um drink ao cair da tarde. O ódio, contudo, é um indicador bem mais preciso. O RR bate o martelo: Artigo 1: Fica aprovado o seu primeiro decálogo do desamor; Artigo 2: Todos os dispositivos em contrário estão revogados. Vamos a  desafeição dos poderosos: I. André Esteves “gosta” de Eike Batista e vice-versa, mas só em pesadelos. O acordo para a reestruturação da EBX, já desfeito, foi engolido como um engodo em vários atos. Eike, por sua vez, nutre os sentimentos mais letais por Rodolfo Landim. II. Eike “sempre ele” Batista tem também um caso de desamor tórrido com “Toninho” Dias Leite. Os dois foram sócios em uma mineradora de ouro blue chip nos anos 80. Para nunca mais. III. O Itaú, incluam-se todos os seus engenheiros, adora o Bradesco, inclua-se igualmente todos os seus colaboradores. Ops! Adoram? IV. André Jakursky e Marcelo Serfaty odeiam Paulo Guedes, que odeia Claudio Haddad. Ah, da mesma turma dos três primeiros, André Esteves, de novo, odeia, sob a forma de desprezo, o ex-patrão, Luiz Cesar Fernandes. Aliás, que fim levou Luiz Cesar Fernandes? V. Richard Klien gostaria de embarcar num navio no Porto de Santos com Daniel Dantas. E jogá-lo em alto-mar. VI. Maria das Graças Foster odeia José Sérgio Gabrielli, que odeia Ildo Sauer. Mas Graça é uma gracinha, pode odiar um pouquinho. VII. German Efromovich também detesta José Sergio Gabrielli. Mas por outros quinhentos! Aliás, centenas de milhões de reais. VIII. Roger Agnelli detesta Benjamin Steinbruch mais do que qualquer pessoa do mundo. A recíproca é verdadeira. IX. Constantino Jr. sonha todas as noites que David Barioni vai voar com as duas turbinas pinadas. Recentemente, Barioni pousou, sem o trem de aterrissagem, no Banco BVA. X. Joseph Safra ama todos os empresários, funcionários, crianças e passarinhos. Safra é a própria “noviça bancária”. Cruzes!

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23.08.13

Fundação Cesp

O clima está acalorado na Fundação Cesp, entidade de previdência privada da geradora paulista. O presidente da instituição, Martin Roberto Glogowsky, tem penado para aprovar o limite do percentual de investimentos do fundo no exterior. A dispersão vai de 0,3% a 0,6% do patrimônio.

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08.08.13

A novela mexicana dos pampas

A grande comoção provocada pelo extermínio de gaúchos na alta direção do Grupo RBS – ver RR nº 4.405 – parece, finalmente, estar sensibilizando Nelson Sirotsky e o seu valete travestido de monarca, Eduardo “Duda” Melzer. Não há sinais de remorso, mas, sim, uma pausa estratégica, fria como a lâmina que ceifou a velha e boa gauchice dos cargos de comando do conglomerado sulista. “Gaúcho bom é gaúcho longe da RBS” passou a ser um dos slogans tácitos da dupla renegadora. Mas os ventos do Rio Grande sopram forte, exigindo mais vagar com o andor. A saída de Mariano de Beer da vice-presidência da área de educação é o ponto de inflexão. Beer saiu porque quis. Voltou para Sampa e subiu vários degraus na escala profissional: assumiu a presidência da Microsoft no Brasil. O que chama atenção no episódio, contudo, não é a partida do executivo, mas a acefalia no setor de educação do Grupo. O ambiente está tenso como a corda esticada de um violoncelo. Os Sirotsky não deram ainda sinal se atendem ao clamor da terra e recolocam um gaúcho na função – afinal, tem gente boa naquelas paragens – ou se Duda vai procurar outro franco atirador na Telefônica. A empresa parece ter virado sua pátria, levando-se em consideração o número de profissionais oriundi da operadora que desembarcaram na casa dos Sirotsky. Nos próximos dias, espera-se o término da novela. A não ser que a família engate em um novo enredo. Essa tem sido a sua especialidade. Mas até as paredes da RBS torcem pela nomeação de um conterrâneo e por um “basta” na política do antigauchismo.

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17.07.13

Bertin nega serem suas as digitais na Blessed

Se Roman Polansky filmasse o contencioso entre o grupo Bertin e a Blessed LLC, com sede no estado de Delaware (EUA), a fita já teria um nome certo: “A dança dos peritos”. No lugar dos vampiros, que co-protagonizam o filme de Polansky estaria uma dívida exangue de R$ 100 milhões com o Banco do Brasil. Antes dos peritos entrarem em cena, há uma dança anterior: uma transferência de cotas do fundo Bertin-FIP para a Blessed , que seria supostamente ilícita, mas seria lícita, podendo ser ilícita ou não. Em síntese, um minueto entre aquilo que existe e o que nunca existiu. Os irmãos Bertin são sócios minoritários da JBS através do Fundo Bertin-FIP. As cotas do fundo teriam sido dadas em garantia de um empréstimo do BB para o Grupo Bertin. O processo começou no último dia 10 de junho, quando o duo resolveu questionar na Justiça a transferência dessas cotas para a Blessed. A disputa está sendo travada entre os peritos contratados de lado a lado para constatar a veracidade das assinaturas que validaram a transferência das cotas para a Blessed. O Bertin grita como se a Blessed tivesse cravado os dois caninos na sua jugular. Há diferenças de approach entre as partes. A empresa norteamericana chamou quatro especialistas em grafodocumentoscopia, que analisaram as assinaturas dos contratos, tanto o bilateral quanto o que foi chancelado pelo Citibank, gestor do Bertin- FIP, além das atas das últimas três assembleias dos cotistas do fundo. Na contramão de tanto rigor, o grupo Bertin contratou um único perito, Celso Mauro Ribeiro Del Picchia. A moviola não para de rodar nesse trecho. Enquanto os peritos da Blessed afirmam categoricamente que as assinaturas são verdadeiras, Del Picchia faz uma série de ressalvas para dizer o contrário. Para sangrar ainda mais a situação do grupo Bertin, há um inquérito sendo aberto por fraude em uma perícia feita por Del Picchia na 3ª Vara Criminal de Barueri (SP). O perito chegou a impetrar um habeas corpus para que fosse suspenso o processo, mas a medida não foi aceita pelo juiz. Procurado, o Instituto Del Picchia informou que o perito ainda não foi indiciado. Sobre a perícia do fundo, alegou sigilo profissional para não falar. Há detalhes nos autos que somente deveriam ser revelados em noite de lua cheia. Por exemplo: a transferência das cotas do Bertin-FIP para a Blessed ocorreu antes da incorporação do frigorífico Bertin pela JBS, o que afastaria o envolvimento desta, apesar da insistência do grupo Bertin de envolver a sócia no contencioso. Sobram elementos para inferir que se trata de uma atitude ardilosae vampiresca para desviar a atenção da dívida.  O enredo tem como um dos coadjuvantes o Citibank. O banco tem se fingido de morto porque fez a transferência em duas tranches das cotas do Bertin- FIP para a Blessed. Uma de 1,2 milhão de cotas e outra de 348 mil cotas. A pergunta que não quer calar é por que o Citi não conferiu as assinaturas dos contratos de venda das participações. Ou será que conferiu? O Banco do Brasil, por sua vez, tem sido implacável na cobrança do débito devido a  quebra de confiança provocada pela venda das cotas do Bertin-FIP, que servem de garantia do empréstimo bancário.Essa semana a Blessed deverá recorrer da decisão da 5ª Vara Cível de São Paulo de bloquear a comercialização das cotas. A expectativa é que o Tribunal de Justiça determine a realização de uma terceira perícia para constatar a veracidade das assinaturas. Procurados, o BB e o Citi não quiseram comentar e Bertin e Blessed não se pronunciaram.

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16.04.13

Um homem acima de qualquer suspeita

Um deep throat da RBS jurou de pés juntos que Nelson Sirotsky contratou uma agência de investigações para, digamos assim, “mapear” (a palavra espionar é muito forte) as fontes de informação do RR sobre o grupo. Outro interlocutor do big boss disse o mesmo, com palavras mais singelas. A agência seria de origem israelense, afamada, de muitos bons serviços prestados aos contratantes no Brasil. O RR não vai confirmar a informação com Nelson Sirotsky ou com o Grupo RBS. Prefere acreditar piamente que entre as besteiras que os gaúchos cometeram nos últimos tempos, algumas relatadas aqui nessa newsletter, não estaria procurar algum James Bond mercenário para intimidar ou até chantagear um opúsculo nanico, ainda que pretensioso, é bem verdade. Melhor seria se a RBS estivesse pensando em alguma maneira de mitigar a vergonhosa demissão do chargista Marco Aurélio, do jornal Zero Hora, por ter publicado uma caricatura = aprovada pela chefia, ressalte- se – sobre o episódio fúnebre da boate Kiss. O profissional tinha mais de 40 anos de casa e já era considerado móveis e utensílios do grupo. Aurélio – em sentido metafórico, é claro – quase foi linchado na redação. E um dos filisteus que estava com uma pedra na mão era o ético defensor da liberdade de expressão Nelson Sirotsky. Só restou a Aurélio rezar para a memória do finado fundador Maurício Sirotsky, seu amigo dos bons tempos. Não existem mais homens com essa grandeza no Grupo RBS, que bem poderia, nessa nova era, se chamar “Ratoeira, Brabeira e Soberba”. Mas o RR confia que os melhores eflúvios do bom Maurício estão por aí, pairando no ar como energia positiva, e irão ajudar a colocar a cabeça de Nelson, Duda e cia. de volta a  direção correta. Eles têm tanta coisa boa para fazer, meu Deus! Para que prejudicar os outros? Não, até prova em contrário, o RR definitivamente não confia nessa perfídia de que está sendo espionado por uma agência de informação.

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24.01.13

Fuzarca e desalento no reino dos Sirotsky

O crepúsculo de 2012 foi especialmente pícaro para os Sirotsky. O bonde do Pretinho Básico atravessou a sede do grupo cantando, aos gritos, seu tema de fim de ano: uma paródia repleta de elogios e graçolas com funcionários, dirigentes e acionistas. A título de apresentação, o “PB”,como é chamado no Sul, é uma versão suburbana do Pânico transmitido pela Rádio Atlântida FM. O pessoal é até criativo. Transformou o ambiente em um baile de Carnaval do Monte Líbano, com homens sem camisa, suados, pulando e berrando pelos corredores. Mal sabiam eles que por detrás da comédia e dos sorrisos amarelos se revelava, com a sutileza dos falsos segredos, o drama da sucessão no império pampeiro. Os menestréis da chanchada fizeram “Seu” Jaime Sirotsky, o “jubilado”,ensaiar um samba alquebrado. Seguiram sua marcha até o trono manchado de fel de Nelson Sirotsky, que, na voz do “PB”, foi diminuído a  condição de conselheiro, e tão somente. Segundo o coreto, sobrou para ele a alegoria de estar sempre presente no coração dos funcionários. Não seria tão pouco assim não fosse a ostensiva reverência feita pelos gaiatos do “PB” a Duda Melzer, nº 1 da RBS. Sentado no seu troninho, Duda ouviu, desconfortável, o cantarolar de que é “presidente e nosso rei”, possivelmente imaginando que a cena seria vista por Deus e o mundo. Aos olhos plebeus, ficaria explícita a expressão de muxoxo do rei aposentado, seu tio Nelson. Os conhecedores da trama não teriam dificuldade em identificar o rancor injetado nos olhos do ex-presidente do grupo. Se a história se resumisse a essa pantomima cafona, tudo bem. Ocorre que há muito mau trato e tristeza por detrás dessa farra. Semanas antes da hilária comemoração, Geraldo Corrêa, escorraçado da vicepresidência do grupo e encostado na função de presidente da plataforma de agronegócio em São Paulo, fazia seu périplo para a venda do Canal Rural. Na ocasião, esteve reunido com o presidente da Bandeirantes, Johnny Saad. O encontro acabou se tornando uma catarse. Em vez de se concentrar na negociação da emissora, Corrêa passou a maior parte do tempo se lamuriando da sua condição na RBS. Johnny disse aos mais próximos que poucas vezes viu tanta lamentação. Em tempo: para quem quiser assistir a  chanchada da RBS, o filmete pode ser encontrado no Youtube: http://www.youtube.com/ watch?v=k4AZiAx_R_k. Antes disso, os muitos amigos de Milene Sirotsky, filha de “Seu” Jaime, já tinham se esbaldado com a pré-estreia no Facebook.

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03.01.13

O conto de Natal do peculiar “Scrooge da RBS”

O Natal de Nelson Sirotsky, dono do Grupo RBS, tem semelhanças sutis com o antológico conto escrito por Charles Dickens, “A Christmas Carol”. Nelson, como se sabe, não é daqueles que reverencia o nascimento de Jesus ou se enternece com a adocicada lenda de Santa Claus. Sua ligação com esse período de concórdia e paz na terra entre os homens de boa vontade se dá puramente por metáfora e livre associação. O conto de Natal de Dickens narra a história do sovina Ebenezer Scrooge, um velho rabugento e solitário, implacável com as pessoas, preocupado apenas com os seus lucros e que detesta o Natal e a felicidade estampada no rosto das pessoas por esta data. São adjetivos exagerados para o controlador da RBS, que, na verdade, nem é sovina, mas o que vale é a essência da história. Não custa lembrar também outra ressalva: Nelson Sirotsky é um Ebenezer Scrooge sem redenção. Nelson mandou o Espírito de Naval a s favas, mesmo suspeitando que ele lhe trazia um recado do patriarca Maurício Sirotsky, com a recomendação de sensibilizar seu coração de pedra. Diria o mensageiro do éter, com a voz sibilante. “Faças um bom negócio, não há porque não fazê-lo, mas não humilhe os teus”. Para o insólito “Scrooge dos Pampas”, porém, tudo que é sólido não se desmancha no ar. E nada seria mais sólido do que levar a  lona um parceiro de velhos tempos. A sovinice de Nelson tem um alvo e ele está no Conselho de Acionistas. O manda-chuva tem um sócio bem diferente do personagem Jacob Marley, um homem cruel e impiedoso. Fernando Ernesto Corrêa, ao contrário da perversidade do conto de Dickens, somente ajudou seus amigos, seus familiares, e a todo o Grupo RBS. Mesmo Eduardo Melzer – preposto de Nelson -, com todo o seu desprezo pela antiga geração de profissionais da RBS, não poderia ter outros adjetivos para Fernando Ernesto senão os de um profissional dedicado e honesto, que penou essa parte final da vida com os mandos e desmandos do então presidente do grupo. Era sobre ele que o espírito de Maurício Sirotsky falava, tentando alterar o destino de sofrimento que, invariavelmente, torna-se o desfecho dos homens maus. Fernando e seu filho Geraldo misturaram suas identidades com a do clã dos Sirotsky. Enquanto o velho Maurício era vivo, foram tratados com gratidão, um sentimento em muito herdado do pai de Fernando, o economista Ernesto Corrêa, figura lendária do jornalismo gaúcho. Mas esses foram outros Natais. Hoje, Geraldo é espezinhado por Duda Melzer, que foi feito presidente da RBS (O RR já contou essa história). Ele se encontra praticamente encostado nas empresas. Fernando Ernesto, por sua vez, foi aprisionado em algemas de ouro. O sempre leal advogado e assessor de assuntos institucionais, que vem tentando vender sua participação de cerca de 8% no capital da empresa, recebeu como contraproposta de Nelson ?Scrooge? Sirotsky uma cesta de pão mofado e um punhado de castanhas azedas. Os valores chegam a ser ofensivos. Maurício Sirotsky, lá do além, deve pensar: “Por que meu filho, não fazes uma proposta mais justa, já que, com essas ações, passarias a ter mais de 20% da RBS? Ajuda gente que te ajudou e ajudas a ti mesmo.” Mas o Espírito da bondade não parece contagiar o “Scrooge dos Pampas”. É ávaro o Natal dos Sirotsky. Pelo menos no que diz respeito a Fernando Ernesto.

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23.11.12

Grupo RBS

Um dos acionistas do Grupo RBS, “o mais pobre” segundo as más línguas do clã dos Sirotsky, gostaria de se desfazer da sua participação societária. Segundo uma fonte encravada no conglomerado de comunicações gaúcho, o motivo é o mesmo de sempre: Duda Meltzer, gestão etc e tal.

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17.10.12

George Lucas

O recém-nascido Banco Plural pretende ser o Luke Skywalker em uma disputa direta com o BTG, há muito tempo o Darth Vader do mercado de capitais. Para não dizer que a contenda entre os Jedi e o “lado negro da Força” é desequilibrada, o Plural conta nas suas fileiras com Jorge Felipe Lemann, o “Pipo”, filho de Jorge Paulo Lemann. A questão é que o mercado nem sempre gosta dos mocinhos. E mesmo em outras esferas da galáxia, a predileção é pelo protagonista mais sombrio. Que o diga Guido Mantega.

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17.10.12

O passado bate Á  porta de Nelson Sirotsky

O empresário Nelson Sirotsky deveria ter feito um acordo com as três Nornas, símbolos femininos da fé inexorável nórdica, conhecidas como Urdar, Verdandi e Skuld, que indicam o passado, a atualidade e o futuro. Narcisista e prepotente, Nelson preferiu acreditar que ele próprio era o tecelão do destino da RBS e o guardião da sua consanguinidade na regência do grupo. Não custou muito para que a ampulheta do tempo testasse suas convicções. Do seio da própria família emergiu o cavalheiro Marcos Dvoskin, exmarido de Sônia, uma das irmãs de Nelson e acionista da RBS. Eram tempos heróicos, quando a garra e a vontade de vencer se sobrepunham nos Pampas. Marcos assumiu a diretoria de mídia do grupo, tendo um papel de louvor no desenvolvimento do Diário Catarinense – algo que até Nelson reconhece. Sua trajetória no conglomerado gaúcho foi, no mínimo, exemplar, com o cumprimento de 28 anos de carreira na casa. Ao contrário de Nelson, para quem tanto brilho tinha que ser ofuscado, o dono de fato e de direito da RBS, Maurício Sirotsky, a  época sogro de Marcos, nutria pelo genro grande amizade. Reza a lenda que Marcos e Maurício foram os mais devotados parceiros até o fim da vida do patriarca. Veio, então, a separação de Marcos e Sônia. Nelson fez gosto, afinal as Nornas empurravam aquele rapaz para sua sucessão. Marcos saiu e foi ser diretor-geral da Editora Globo, em São Paulo, cargo no qual mais uma vez se destacou. A seguir, comprou o espólio da Manchete, de onde tirou leite de pedra. Vale recordar que Marcos começou a vida como motorista de táxi, sem o aplomb, portanto, que Nelson exigia para o mais alto cargo do grupo. Ah, e havia o sangue plebeu. A roda do destino girou mais uma vez e quiseram as Nornas que um outro quadro irradiante brotasse do solo da RBS. O talentoso executivo atende por Francisco Valim, que entrou no grupo com a bênção e o chamego de Nelson Sirotsky, galgando até o cargo de vice-presidente financeiro da RBS Participações. Valim suou a camisa para dar a solidez que a empresa nunca teve, sendo o grande responsável pela capitalização do grupo. O executivo, conforme Nelson espalhava a torto e a direito, estava sendo preparado para se tornar seu sucessor. Muitos acreditaram que eram palavras sinceras. Mas a realeza sabia que o destino do VP financeiro eram favas contadas. Havia o sangue impuro. Dito e feito. Valim foi parar na Telemar em episódio nebuloso de perda da titularidade na RBS. Não fosse a onipotência, Nelson já teria se penitenciado mil vezes por tê-lo deixado sair. A terra rodou mais milhares de vezes até chegar ao proscênio da saga dos Sirotsky: o comando do império por Eduardo Melzer. O jovem mandatário começou a trabalhar como um franqueado de venda de balas açucaradas em lojas de shopping. Estava ali bem assentado, com o gosto doce pela vida. Foi, então, que seu pai, Carlos Melzer, perguntou-lhe, em tom de intimação: “Você vai continuar vendendo bala o resto da vida? Vai logo para a RBS.” Duda tinha sangue azul. Sua ascensão dependia só de Nelson. E a profecia se cumpriu. Talvez tenha sido esse o maior castigo de Nelson por querer jogar dados com o universo. Sofrimento maior somente se um dos acionistas controladores ? sangue do seu sangue – vendesse sua parte, cindindo um reinado que já parece flertar com a acefalia. Melhor não desdenhar do destino, e jogar melhor as cartas que ele embaralha.

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04.10.12

Porta dos fundos

As relações entre a Vinci Partners, de Gilberto Sayão, e Zeca Grabowsky, fundador da PDG, estão desmoronando de vez. A gestora de recursos, que se tornou a maior acionista individual da construtora, não se satisfez com a saída de Grabowsky da presidência da empresa. Agora, estaria fazendo pressão para que ele venda sua participação e deixe o Conselho de Administração da PDG. Procurada pelo RR, a empresa não se manifestou.

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15.08.12

Tempo de casa também é critério para expulsão na RBS

Christiano Nygaard é um sujeito bacana, legal, boa praça e extremamente competente. Todas essas lisonjas não são excludentes do seu antigo trabalho na RBS. O estigma laboral hoje no grupo é ser gaúcho e ter um longo tempo de serviços prestados a  casa. Desde que Eduardo Sirotsky Melzer assumiu a presidência do conglomerado, vem sendo realizada uma varredura dos quadros herdados da gestão anterior. No caso de Nygaard, entretanto, a história foi um pouco diferente. Certo de que seu destino não seria diferente de outros diretores recentemente defenestrados, pediu demissão do cargo de diretorgeral de jornais do Rio Grande do Sul e foi buscar uma colocação no mercado. Por uma via oblíqua, Nygaard acabou fazendo a trajetória que Duda Melzer estimula aos seus novos comandados. Foi parar em São Paulo e com um tremendo upgrade. Assumiu a diretoria-geral de Mercado Leitor e Operações do Grupo Estado. Quem conhece Nygaard sabe que essa mudança de ares nunca esteve em seus planos. Ele tem Porto Alegre tatuada na alma. Por exemplo: seu pai é dono do Armazém Riograndense, o primeiro do gênero de comestíveis finos do estado. Sua saída da RBS, onde trabalhou por mais de duas décadas, deve ter doído muito. Mas não havia outro jeito. Na última festa de jubilação, que a RBS realiza tradicionalmente todo ano para homenagear os funcionários com mais tempo no grupo, a pedra foi cantada para todos. O evento marcou o anúncio da transição administrativa e da escolha de Melzer para a presidência. Para que não restassem dúvidas sobre o que estava por vir, o animadíssimo Luciano Huck, dublê de amigo de Duda e mestre de cerimônias da festa, não se cansava de repetir, em alto e bom som: “Agora, enfim, chegou a hora dos mais jovens”. Huck sabia muito bem do que estava falando. No lugar deixado por Nygaard, assumiu um executivo também da casa, Marcelo Rech. Entre tantas outras, foi alçado ao cargo com a credencial de ser mais jovem do que seu antecessor. Dentro da RBS, a percepção é de que o episódio Nygaard ainda está longe de ser o último. A cada um que cai, Duda se sente motivado a degolar mais dois.

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17.07.12

Grupo RBS vira uma novela de traição e mágoa

A saga da RBS poderia ser escrita sob forma de uma novela no melhor estilo de Érico Veríssimo. O primeiro tomo se chamaria “A origem”, contando os passos iniciais do fundador, Mauricio Sirotsky, para a montagem do grupo. O segundo fascículo receberia o título de “A construção”, com o relato da trajetória de Nelson Sirotsky e sua importância para a consolidação do conglomerado. O terceiro e atualíssimo compêndio seria conhecido pelo nome de “A traição”. Ele reportaria a ascensão de Eduardo Melzer ao comando da RBS e sua iniciativa de afastar da empresa a família e seus homens de confiança e cortar os laços com o gauchismo. “Duda” ratificou as informações publicadas pelo RR na edição nº 4.405, ao anunciar sua intenção de transferir, pedaço por pedaço, a RBS para São Paulo. O passado parece incomodar profundamente o príncipe desgarrado dos pampas. A crônica da humilhação de Geraldo Corrêa, um herdeiro do grupo quase demitido, é emblemática. Tudo começa nos idos dos anos 70, quando Mauricio Sirotsky levou a s telas da TV Gaúcha um desfile de monoquíni. O regime militar quis cassar a concessão da emissora. Mauricio chamou, então, o brilhante advogado Fernando Ernesto Corrêa para defendê-lo. Corrêa conseguiu salvar a TV. Como retribuição, Maurício convidou o advogado para ser seu sócio, dando-lhe 8% da RBS. Corrêa, então, ficou tratando da parte de lobby e assuntos jurídicos. Anos depois, quando Nelson Sirotsky assumiu, sucedendo Jaime Sirotsky, este último e Fernando Corrêa ocuparam as funções de presidente e vice-presidente do Conselho de Administração. Como vice-presidente na gestão Nelson Sirotsky, assumiu, então, o filho de Fernando, Geraldo Corrêa. O vento levou o tempo para mais adiante e “Duda” despontou como novo comandante. Enquanto foi se acomodando na cadeira do dragão, o jovem Sirotsky começou seu processo de desbastamento dos gaúchos na gestão da empresa. Maquinou a retirada de Geraldo Corrêa da vice-presidência e o empurrou para a chefia do Canal Rural, o negócio mais desimportante do grupo – boa parte da programação da emissora é dedicada ao leilão de joias. Requinte da crueldade: no dia em que Geraldo foi transferido, foi feita apenas uma nota de comunicação e imediatamente seu nome foi tirado do expediente do Zero Hora, onde estão perfiladas todas as funções executivas do grupo. Na primeira semana de julho, quando “Duda” assumiu definitivamente a presidência e trouxe executivos egressos da Telefônica para cargos de comando, em uma manobra conciliatória Geraldo Corrêa voltou ao expediente como vice-presidente do segmento rural. Na RBS, tem-se como certo que o escanteado herdeiro caiu para cima e o ato final da tortura será a degola do gaúcho. Mesmo em um cargo de menor importância, “Duda” quer o pessoal de fora. Sua gente, ele quer bem longe

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27.06.12

RBS deporta seus gaúchos dos cargos de comando

Há muito barulho por bairrismo na RBS. O atual mandachuva e um dos herdeiros, Eduardo Sirotsky Melzer, chutou o gauchismo para longe. Ele importou o ex-diretor da Telefônica para a América Latina, Mariano De Beer, que assumiu o comando da HSM – empresa de educação do grupo. A contratação de De Beer é vista dentro da própria RBS como mais uma demonstração do empenho de Melzer em espanar os gaúchos dos cargos cinco estrelas da companhia. O maior símbolo desta expatriação é o fortalecimento de Fabio Bruggioni na gestão do grupo. Ex-vice-presidente do segmento corporativo da Telefônica, o executivo foi contratado em abril do ano passado, já por influência de Eduardo Melzer. Posteriormente, quando “Duda” foi alçado a  presidência da RBS, Bruggioni assumiu suas antigas funções, leiase todas as operações que não incluem rádio, TV e jornal, ou seja, internet e a própria HSM, entre outros negócios. A dobradinha Melzer e Bruggioni não se limitou a  contratação de De Beer. Recentemente, arregimentou outros dois exdiretores da Telefônica e promete não parar nisso. Essa ruptura conduzida por Melzer mexe muito com os brios riograndenses e, especialmente, com a autoestima de seu tio Nelson Sirotsky. Presidente do Conselho de Administração, Nelson passa grande parte do tempo em seu luxuoso apartamento em Nova York. Ele não pode sequer ouvir falar no nome da Telefônica, um ninho de cobras onde, a seu ver, “Duda” foi buscar os membros do altocomando da RBS. Explicase: por ocasião da privatização da Telesp, Telefônica e RBS eram parceiras. Coube, entretanto, ao grupo gaúcho o trabalho de leão em toda a modelagem. No entanto, o então CEO da Telefônica, Juan Carlos Villalonga, jogou Sirotsky para escanteio antes do leilão. A puxada de tapete fez tão mal ao empresário que ele passou mais de um ano para se recuperar emocionalmente do baque. Seu sobrinho, contudo, insiste em ignorar tanto as suscetibilidades do tio quanto as tradições riograndenses. Antes de assumir a presidência da casa, “Duda” parecia disposto a fincar pé em solo gaúcho. Comprou a mansão de Frederico Gerdau e se dizia muito satisfeito. Bastou trocar de cargo para adquirir um apartamento no Jardim Europa, em São Paulo, e se tornar mais um gaúcho mezzo auto-exilado. Nos pampas, onde a RBS, junto com Gerdau e Grendene, são as poucas empresas de expressão nacional, a fuga de um filho da terra para outras plagas tem uma repercussão daninha. Os mais raivosos já dizem até que Melzer vai levar a sede do grupo para São Paulo.

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15.06.12

GP nas telas

Com pouca luz, mas muita ação, começaram a ser rodadas as primeiras cenas para a entrada da GP Investimento no capital da Blue Sky. Trata-se da produtora do badalado cineasta brasileiro Carlos Saldanha, diretor do filme “Rio”. Procurada, a GP não quis se pronunciar.

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07.05.12

Skype

O fundo de venture capital Atomico, criado por um dos fundadores do Skype, Niklas Zennstra¶m, reservou cerca de US$ 50 milhões para fazer umas comprinhas no Brasil

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04.05.12

Nextel

A Nextel negocia um acordo com a Sky para a oferta conjunta de pacotes de telefonia, internet e TV por assinatura. O grupo, que está despejando R$ 5 bilhões na criação de sua rede 3G no país, quer reduzir a desvantagem em relação a s empresas de telefonia que vendem estes serviços em um só embrulho. Procurada, a Nextel informou que “não comenta boatos de mercado.” A Sky divulgou “não ter informações sobre o assunto”.

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09.04.12

RBS 1

O Grupo RBS prepara o lançamento de um canal a cabo especializado em esportes. Para os Sirotsky, a parte mais complicada do projeto é costurar com todo o cuidado uma espécie de pacto de não agressão com o SporTV, da Globosat.

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13.02.12

Sky na telefonia

A Sky pretende fazer o caminho inverso das operadoras de telefonia brasileiras que entraram na área de TV por assinatura. Planeja participar dos leilões de telefonia 4G, que serão realizados pela Anatel. A empresa estima um desembolso de R$ 500 milhões na compra de licenças.

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22.09.11

RBS online

A RBS está montando um negócio de porte na área de comércio eletrônico. Os Sirotsky deverão ter a parceria de um fundo de investimento estrangeiro.

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08.08.11

AES pede ao BNDES um troco para deixar a Brasiliana

Em sua recente visita ao Brasil, o vice-presidente mundial da AES, Andres Gluski, bateu a  porta do BNDES com a proposta de um troca-troca societário que colocaria um ponto final em um dos mais longos imbroglios do setor elétrico. Segundo uma alta fonte da agência de fomento, o grupo está disposto a vender para o banco a sua participação de 50,01% na Brasiliana, controladora da Eletropaulo ? o restante das ações pertence ao próprio BNDES. Gluski teria afirmado que o grupo está revendo seus negócios no exterior e a saída da Brasiliana é tratada como um movimento-chave para a redução da exposure internacional. Em contrapartida, a AES contaria com o apoio do banco para seguir investindo no Brasil, só que, desta vez, apenas na área de geração. No alvo, hidrelétricas, usinas eólicas e solares. De acordo com a mesma fonte, o banco deverá entrar no negócio com dois chapéus: como financiador e como sócio dos projetos. No alto-comando do BNDES, todo e qualquer movimento do grupo norteamericano é visto com enorme dose de desconfiança e ceticismo. Dentro do banco, há quem diga que a AES não negocia, mas, sim, joga pôquer. O BNDES sabe bem onde lhe aperta o calo. O relacionamento com a multinacional é uma longa história de blefes e dissimulações. A própria passagem de Gluski pelo Brasil causou enorme estranheza. Ao mesmo tempo em que negociava com o BNDES, Gluski fazia um tour pela mídia negando qualquer intenção da AES de sair da Brasiliana. Incredulidades a  parte, o fato é que a proposta trazida por Andres Glusky foi vista com bons olhos dentro do banco. A operação representaria o fim do impasse societário em torno da Brasiliana, resultado da postura dúbia da própria AES, que nunca foi muito clara em relação a seus planos futuros na empresa. De quebra, o governo ainda contaria com a garantia de novos investimentos em geração. Mas tudo isso é peanut se comparado ao maior benefício que será gerado com a saída da AES da holding. A operação permitiria ao governo rearrumar várias peças no tabuleiro do setor elétrico e deslanchar o tão ambicionado projeto de criação de uma grande empresa nacional de energia. O caminho ficaria aberto para uma fusão entre a Eletropaulo e a CPFL, operação que teria como dínamos o próprio BNDES e a Previ. A associação daria origem a uma distribuidora com cerca de 25 milhões de clientes, atuação em mais de 600 municípios e faturamento superior a R$ 22 bilhões por ano.

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08.12.10

Rumo Á  Bolsa 2

A Trip Linhas Aéreas pretende abrir seu capital em 2011. A companhia é controlada pelos grupos aguia Branca e Caprioli. Tem ainda entre os sócios a norte-americana Skywest, dona de 20%. O IPO dará fôlego aos planos de incorporar 25 aeronaves a  sua frota nos próximos três anos. Só não vai a  Bolsa se for vendida antes. Capiste?

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22.10.10

PDG Realty

A projeção de faturamento de quase R$ 6,5 bilhões para 2010 já não emociona mais o presidente da PDG Realty, Zeca Grabowsky. O executivo pensa 24 horas por segundo nas metas já traçadas para 2011, quando a empresa pretende romper a barreira dos R$ 10 bilhões.

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10.09.10

PDG Realty

A projeção de faturamento de quase R$ 6,5 bilhões para 2010 já não emociona mais o presidente da PDG Realty, Zeca Grabowsky. O executivo pensa 24 horas por segundo nas metas já traçadas para 2011, quando a empresa pretende romper a barreira dos R$ 10 bilhões.

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19.07.10

Águia Branca avança sobre o controle da Trip Linhas Aéreas

O Grupo aguia Branca, um dos maiores operadores de transporte de passageiros do país, está cruzando uma ponte decisiva para o seu futuro. De um lado, acelera no processo de sucessão administrativa, com a ascensão de integrantes da segunda e terceira gerações da família Chieppe; do outro, prepara o terreno para se tornar um grande grupo de transporte multimodal. O ponto de partida do projeto é a Trip Linhas Aéreas, maior empresa de aviação regional do país. O aguia Branca, que já detém 44% das ações, pretende assumir o controle da companhia aérea. A operação envolve a compra de mais uma fatia do capital em poder da família Capriolli, dona de 28%. No fim do ano passado, o grupo capixaba já havia adquirido dos mesmos sócios o equivalente a 8% da companhia, tornando-se o principal acionista. Agora, quer romper a barreira dos 51%. Procurada pelo RR – Negócios & Finanças, a Trip informa que não há nenhuma tratativa dessa natureza. Existe ainda um terceiro e importante personagem neste enredo: a norte-americana Skywest, dona de 20% do capital da Trip. A empresa já sinalizou a disposição de aumentar sua participação caso o Congresso aprove o projeto de lei que estipula novo teto para a presença do capital estrangeiro no setor de aviação. O céu é o limite para os planos de verticalização do aguia Branca, que atua no transporte rodoviário de passageiros em seis estados. Além de assumir o controle da Trip Linhas Aéreas, o grupo capixaba pretende entrar na operação de concessões ferroviárias e metroviárias. A própria Trip é vista também pela família Chieppe como a proxy para a futura criação de uma empresa aérea de transporte de cargas. A expansão do aguia Branca não pode ser dissociada do processo de sucessão administrativa em curso no grupo. Um dos executivos em ascensão na companhia é Renan Chieppe. Sobrinho do presidente executivo do aguia Branca, Nilton Chieppe, Renan é diretor da unidade de passageiros do aguia Branca e assumiu também a presidência do Conselho de Administração da Trip Linhas Aéreas. O principal motivo para a expansão dos negócios é a queda da receita no transporte rodoviário de passageiros, historicamente o carro-chefe do grupo. A operação responde hoje por apenas 15% do faturamento anual, em torno de R$ 2,4 bilhões. A Trip, por exemplo, já equivale a 20% da receita total. Não é de se admirar que a família Chieppe tenha sido acometida pelo Sonho de acaro. O peso da companhia aérea nos negócios do grupo vai crescer ainda mais neste ano. A Trip prevê um aumento das vendas da ordem de 50% em 2010.

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04.05.10

NA

A norte-americana Skywest vai aproveitar o IPO anunciado pela Trip Linhas Aéreas para reduzir sua participação no capital da companhia, hoje em torno de 20%.

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18.03.10

William Hearst

Nelson Sirotsky, o Eike Batista das comunicações nos Pampas, quer montar o “portal dos portais”, projeto que deixaria no retrovisor IG, UOL e congêneres menos cotados. O candidato a sócio, como sempre, é a família Marinho. A estratégia de Sirotsky contempla até sorteio de brindes. 

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04.01.10

Últimas curvas

Abraham Kasinsky já saiu do mercado de motocicletas. Agora, é seu sobrenome que vai virar história. Apesar do recente aumento das vendas, a CR Zongshen pretende extinguir a marca Kasinski, comprada em julho deste ano. Além do nome remeter ao antigo controlador da empresa, os chineses vão aproveitar a troca de identidade para reposicionar suas motocicletas no mercado. A CR Zongshen mira em consumidores com maior poder aquisitivo. As motos da Kasinski ficaram associadas a s classes mais baixas.

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