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Destaque

Flavio e Vorcaro: se Brasil e EUA quiserem, dá para prender muito mais gente

18/05/2026

A descoberta das relações “fraternais” entre Flavio Bolsonaro e Daniel Vorcaro caiu dos…

#Flavio Bolsonaro

Venture capital

Mexicana Skydropx mira consolidação de logtechs no Brasil

28/04/2026
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Circula à boca miúda no mercado de venture capital que a mexicana Skydropx prepara uma nova rodada de expansão no Brasil. O ciclo de investimentos deve contemplar novas aquisições. Há indicações de que a companhia já conversa com outras logtechs brasileiras, em uma estratégia clara de “compra de base” para encurtar o caminho de crescimento. O foco tende a recair sobre plataformas de gestão de frete, integradores com e-commerces e soluções de última milha voltadas a pequenos e médios lojistas — segmentos ainda fragmentados e com múltiplos players regionais. No ano passado, a Skydropx comprou a Frenet por cerca de R$ 31,5 milhões. Com o M&A, herdou uma base de 15 mil clientes corporativos. A empresa já sinalizou um plano de investimentos de R$ 50 milhões até 2028 no país.
Outro vetor de interesse no Brasil são serviços complementares ao frete. O plano de investimentos inclui o desenvolvimento de soluções como proteção de carga, transporte de cargas pesadas e envios internacionais. Trata-se de uma tentativa de ampliar o escopo da operação e capturar mais valor dentro da cadeia logística, indo além da simples intermediação de fretes. A Skydropx processa atualmente mais de 20 milhões de envios por ano na América Latina e mira uma receita superior a US$ 100 milhões anuais.

Venture capital

Linda mira aquisições nos Estados Unidos após aporte de R$ 10 milhões

5/02/2026
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A Linda Lifetech, fundada pelo quarteto de investidores brasileiros Rubens Mendrone, Luis Renato Lui, Rodrigo Victorio e Raquele Rebello, está garimpando aquisições nos Estados Unidos. No radar, startups de inteligência artificial aplicada à oncologia, sobretudo aquelas voltadas à análise de imagem e apoio ao diagnóstico, plataformas de testes diagnósticos e desenvolvedoras de soluções de triagem remota. O caixa para M&As no ecossistema de saúde dos Estados Unidos vem da recente captação de R$ 10 milhões em uma rodada seed liderada pelo Sky River Ventures. Especializada em detecção precoce de câncer, a Linda tornou-se uma empresa mais canadense do que brasileira, após transferir sua sede de São Paulo para Toronto, em 2023.

#Linda Lifetech

Venture capital

Skyone prepara ofensiva de aquisições com apoio do Advent

29/01/2026
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A Skyone, provedora de serviços em nuvem, está prestes a tirar da nuvem um plano de aquisições. O que se diz no mercado é que a empresa tem duas presas no seu radar. Segundo informações filtradas pelo RR, a companhia mira em segmentos adjacentes à nuvem, como cybersecurity, DevOps e serviços de integração SaaS. Por trás do movimento expansionista está o Advent, que liderou a rodada C de capitalização da startup, no ano passado. A tese dos norte-americanos é que, com a maturação do mercado de nuvem no Brasil, a Skyone pode ganhar escala e complementaridade por meio de aquisições táticas, tanto no Brasil quanto no exterior. Com faturamento da ordem de R$ 400 milhões por ano, a empresa opera em mais de 30 países.

#Advent

Negócios

Fundos fazem fila na bilheteria para comprar UCI no Brasil

23/01/2026
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Enquanto o “Agente Secreto” brilha no exterior, a Paramount Skydance quer distância do cinema brasileiro. O grupo mantém conversações com duas gestoras de private equity, uma norte-americana e outra brasileiríssima, para vender a rede UCI no país. São 29 complexos com 240 salas, espalhados por 14 cidades. Trata-se de um negócio com faturamento anual na casa dos R$ 400 milhões. Além do Brasil, a Paramount também colocou à venda seus cinemas na Argentina. O epílogo se deve à reorganização global da companhia, que surgiu em 2025 com a fusão entre a antiga Paramount Global e a Skydance Media.

#Cinema #UCI

Mercado

Ferri amplia ofensiva e lidera bloco de minoritários no Pão de Açúcar

20/01/2026
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Para todos os efeitos, o novo pedido de assembleia do Grupo Pão de Açúcar (GPA), divulgado ontem, leva a assinatura do investidor Hugo Shoiti Fujisawa. No mercado, porém, é voz corrente que a caligrafia pertence a outro acionista: Rafael Ferri. Passo a passo, Ferri tem conseguido reunir ao seu lado um bloco de minoritários com o objetivo de se contrapor ao principal acionista do GPA, a família Coelho Diniz. O burburinho é que seu mais novo aliado seria Silvio Tini, um dos maiores investidores ativistas do mercado brasileiro. Desde o fim do ano passado, Tini tem comprado ações da rede varejista na Bolsa. Já teria algo em torno de 4%. Somando-se à participação conjunta de Ferri e de Fujisawa, o trio conta com 8% do capital. E há outros “minoritários-satélite” que têm se engajado à ofensiva. Ou seja: aos poucos vai se formando uma coalização capaz de, no mínimo, dar alguma dor de cabeça aos Coelho Diniz, donos de 24,5%. Ferri já havia solicitado anteriormente uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), mas o pedido foi negado pelo Pão de Açúcar na semana passada. Agora, volta à carga tendo ao seu lado um vozerio maior de acionistas. O que está em jogo é a indicação de dois nomes para o Conselho de Administração da GPA e, consequentemente, uma participação mais ativa na gestão da rede varejista. Entre outros pontos de atrito que têm se acumulado nos últimos meses, Ferri e Fujisawa foram contrários à mudança de CEO da companhia – conforme informou o RR. Partiu dos Coelho Diniz a decisão de contratar Alexandre Santoro para o cargo, até então ocupado interinamente pelo CFO da empresa, Rafael Sirotsky.

#Pão de Açúcar

Empresa

Família Coelho Diniz molda Pão de Açúcar a sua imagem e semelhança

29/10/2025
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A saída de Marcelo Pimentel da presidência do Grupo Pão de Açúcar, anunciada na semana passada, é apenas a ponta do iceberg. A família Coelho Diniz, que se tornou a maior acionista da companhia, prepara outras mudanças. No mercado, há informações de que o clã busca um nome para assumir a área financeira. Curiosamente, no momento o CFO do Pão de Açúcar, Rafael Russowsky, acumula interinamente o cargo de CEO. Os Coelho Diniz planejam ainda uma reestruturação operacional, com o fechamento de lojas e o reposicionamento das bandeiras do grupo. No front financeiro, existe, desde já, pressão dos acionistas para que a gestão agilize metas de desalavancagem e reduza custos fixos. O GPA vai rever contratos de locação e redimensionar negócios com baixo retorno de capital. No varejo digital, há informações no setor de que os Coelho Diniz pretendem impulsionar o marketplace e os negócios de e-commerce, relegando parte da ênfase das lojas físicas para canais de alto crescimento — proporcionalmente, com um volume menor do capex para expansão da rede física. No mercado, existe o entendimento de que, nos últimos anos da gestão Casino, o Pão de Açúcar perdeu competitividade frente a players digitais.

#Pão de Açúcar

Negócios

Aquisição do UCI pode ser o próximo filme em cartaz na Cinesystem

23/10/2025
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O nome da Cinesystem, do empresário Marcos Barros, é sussurrado no escurinho do mercado como candidato à aquisição da UCI no Brasil. O grupo de mídia norte-americano Paramount Skydance colocou à venda toda a operação da rede no país, composta por 29 complexos e 240 salas. No ano passado, a UCI gerou R$ 360 milhões em receita no país. Com origem no Paraná, a Cinesystem é uma emergente do setor no Brasil. Soma 28 complexos com 190 cinemas. Em 2024, registrou faturamento de R$ 184 milhões e Ebitda de R$ 36 milhões. Com a eventual compra do UCI, o conglomerado daria um salto cinematográfico, chegando a R$ 540 milhões em receita e geração de caixa da ordem de R$ 60 milhões. O RR entrou em contato com a Cinesystem, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Após a publicação, a empresa procurou o RR para esclarecer que “A venda do UCI, rede de cinemas controlada pelo grupo Paramount Skydance, é pública e notícia amplamente divulgada nos últimos dias. A Cinesystem, por meio de sua assessoria de imprensa, informa, porém, que não está negociando com a empresa e não tem interesse na aquisição dos multiplex”. A UCI informou que “as negociações sobre a possível venda de sua rede de cinemas no Brasil estão sendo conduzidas pela matriz nos Estados Unidos”. A empresa não se manifestou acerca de eventuais conversações com a Cinesystem.

#Cinesystem #UCI

O que precisa ser dito

Alegria, sim, mas com moderação

20/10/2025
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A conversa entre Mauro Vieira e Marco Rubio vem sendo devidamente festejada, pois é, de fato, incomum que dois ministros das Relações Exteriores se reúnam na Casa Branca com a participação do US Trade Representative, divulgando ao final uma nota conjunta que menciona “conversas muito positivas” e anunciando um programa de tratativas que incluirá o encontro em breve entre os dois presidentes. O ritual incluiu um tête-à-tête apenas entre os dois titulares, que durou 20 minutos, e a reunião entre as delegações seguida de almoço também na Casa Branca. Nada disso é casual. Tudo é simbólico e significativo.  

A primeira observação suscitada pelo encontro é que não houve qualquer referência a Jair Bolsonaro, usado inicialmente como pretexto por Donald Trump para impor o tarifaço ao Brasil e aplicar diversas medidas punitivas a autoridades brasileiras, em especial a lei Magnitsky no caso de Alexandre Moraes e sua esposa. Por sinal, essa foi a quarta oportunidade de diálogos entre os dois países em que o tema deixou de ser mencionado: o encontro dos dois presidentes durante a Assembleia da ONU e a videoconferência entre ambos, bem como as duas reuniões de Vieira com Rubio, a primeira “informal” e realizada num escritório de advocacia na fase mais crítica do relacionamento bilateral. Aliás, desde o encontro presidencial em Nova York já haviam cessado os reiterados e virulentos ataques ao Brasil comandados pelo Departamento de Estado norte-americano e dolorosamente repercutidos pela Embaixada daquele país em Brasília. Afinal, Trump tinha entendido que se tornara o maior cabo eleitoral de Lula enquanto a extrema direita, alegre e irresponsavelmente representada por Eduardo Bolsonaro junto à Casa Branca, se afundava no pântano da agressão à soberania da nação.  

Dados os necessários descontos à volubilidade de Trump, isso significa que foi posta uma pedra em cima das covas políticas de Bolsonaro e do seu filho autoexilado. 

A segunda e importante observação tem a ver com a conversa a dois, sem assistentes ou intérpretes, que tiveram Vieira e Rubio – sem dúvida facilitada pela circunstância de que o ex-embaixador do Brasil em Washington já conhecia de bem antes o ex-senador pela Flórida (e mais moderado do que se tornou ao passar a ser um dos porta-vozes de Trump na área externa). Com os cuidados de dois experimentados profissionais empenhados em dar um tom construtivo ao encontro, não houve vazamentos dessas tratativas, porém é praticamente certo que foram suscitadas por Rubio pelo menos algumas das diversas questões internacionais em que as posturas brasileiras perturbam a estratégia de Trump de voltar a transformar os países latino-americanos em um grande quintal dos Estados Unidos numa reedição da Doutrina Monroe.  

Não obstante, o prosseguimento das conversações técnicas e do encontro pessoal entre os dois presidentes não parece ter sido condicionado formalmente a mudanças na política externa do país – e, caso em algum momento elas venham a ser postas como exigência para avanços na área comercial e econômica, Lula terá de sopesá-las levando em conta seus interesses com candidato à reeleição em 2026. Muito caminho ainda pela frente em que a moderação precisa ser um método de trabalho. 

Jorio Dauster é diplomata de carreira e foi embaixador do Brasil junto à União Europeia, colaborador especial do Relatório Reservado.

#Marco Rubio #Mauro Vieira

Política

Ala bolsonarista se articula para barrar PEC da Segurança Pública

18/08/2025
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Parlamentares do “pelotão bolsonarista” no Congresso – à frente Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara – articulam uma ofensiva para brecar a votação da PEC da Segurança Pública. A operação tem dois alvos: não apenas o próprio governo Lula, autor do projeto, na figura do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, mas também Hugo Motta, presidente da Câmara. Motta incluiu a PEC entre as propostas que terão prioridade de votação na Câmara ao longo do segundo semestre, o que foi interpretado pela oposição como um aceno ao governo e uma vendeta pelo recente motim dos deputados bolsonaristas, que exigiam a votação do projeto de anistia aos partícipes do 8 de janeiro.

#Segurança Pública

Destaque

A “diplomacia” mafiosa de Donald Trump

11/08/2025
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A diplomacia sem aspas já foi caracterizada como arte ou ciência, mas é simplesmente uma forma milenar de conduzir as relações entre entidades soberanas buscando, pela via da negociação, soluções mutuamente aceitáveis que previnam a eclosão de conflitos. Esse utilíssimo instrumento civilizatório obedece a normas fixadas em tratados e se vale de rituais consagrados pela prática no curso dos séculos.

Ou assim era até janeiro deste ano, quando Donald J. Trump assumiu pela segunda vez a presidência dos Estados Unidos da América, ainda hoje o país mais rico e militarmente mais poderoso do mundo, que se autodeclara um exemplo magnífico de democracia e respeito aos direitos humanos. A partir de então, foi inaugurada aquilo que já chamei de “diplomacia da chantagem” pela qual, valendo-se de métodos aprendidos graças à sua formação no bairro nova-iorquino do Queens e às atividades do pai, que possuía moradias para aluguel segregadas racialmente, Trump tenta subjugar alguns países e extrair de todos vantagens obtidas por meio da aplicação de tarifas abusivas e sanções de todo tipo.

A fim de executar suas propostas de campanha, Trump adotou desde o primeiro dia uma postura autocrática e imperialista, ignorando ou violando abertamente leis federais, regulamentos e até mesmo a Constituição mediante o uso de ordens executivas baseadas em legislações emergenciais, uma delas datada de 1798! Apesar de ter vários desses “decretos” questionados na Justiça, a expectativa geral é de que a Corte Suprema, atualmente dominada por juízes conservadores (três dos quais designados pelo próprio Trump), endossará todas ou quase todas as medidas excepcionais impostas pelo Executivo.

Vale notar que tais medidas espelham total ou parcialmente as recomendações contidas no Project 2025, uma coletânea de propostas de políticas de direita ou de ultradireita que visam remodelar o governo dos Estados Unidos mediante o fortalecimento do poder executivo. Ou seja, contrariando a impressão muito difundida de que Trump é louco ou age com base em impulsos dignos de um egomaníaco, trata-se na essência de um plano de voo bem amadurecido que passou pela cooptação do Partido Republicano e ganhou poder no MAGA.

Na área multilateral, Trump iniciou o desmonte da rede de instituições criada basicamente pelos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial, mais uma vez retirando seu país do Acordo de Paris e abandonando o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a Unesco e a Organização Mundial da Saúde, além de suspender as contribuições para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo e à Organização Mundial do Comércio.

Repetidamente, anuncia seu humilhante desejo de anexar o Canadá como 51º estado e ameaça ocupar militarmente a Groenlândia (que é um território autônomo dentro do reino da Dinamarca) e o Canal do Panamá, além de oferecer apoio integral a Benjamin Netanyahu em suas ações voltadas à criação do Great Israel, que vai do rio Jordão ao Mediterrâneo e implica a submissão/expulsão/extermínio dos palestinos que lá vivem há séculos.

Nas visitas feitas por chefes de Estado a Washington, em vez de seguir o formato tradicional de uma entrevista conjunta à imprensa depois dos encontros reservados, Trump agora as inicia com uma conversa no Salão Oval a que tem amplo acesso a mídia. Nesse novo modelito, ele já humilhou publicamente Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, e Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, nesse caso o acusando falsamente de conduzir uma “limpeza étnica” contra os brancos em seu país.

Revelando sua ignorância em matéria econômica, Trump escolheu as tarifas como arma preferencial para as incursões mafiosas, argumentando que os Estados Unidos vinham sendo vilmente explorados por todos os países que exibiam saldo positivo no intercâmbio bilateral. No entanto, essa vitimização sem fundamento ruiu quando ele impôs tarifas punitivas ao Brasil que, pelo contrário, apresentava um pequeno déficit na área de comércio e um gigantesco déficit na área de serviços com os Estados Unidos.

E foi quando a máscara do imperialismo trumpiano caiu de vez, pois ele precisou apelar para o falso argumento de que o Brasil perseguia politicamente o ex-presidente que tentara dar um golpe idêntico ao dele em 6 de janeiro de 2021, com a invasão do Capitólio. Não custa lembrar que, em seu primeiro dia na Casa Branca, Trump perdoou cerca de 1.600 pessoas já condenadas ou aguardando julgamento por crimes relacionados àquele episódio, comutando as penas de 14 que agiram com maior violência.

Qualquer semelhança com o pedido de anistia aos envolvidos nas arruaças ocorridas na Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 obviamente não é mera coincidência. Desde então, sem que necessitemos relembrar o que está gravado para sempre na mente dos brasileiros realmente patriotas, assistimos a uma série de ataques à nossa soberania e à independência dos poderes, com penalidades aplicadas a membros do Supremo Tribunal Federal e ameaças criminosas a autoridades do Executivo, Judiciário e Legislativo sob o acicate de um vendilhão da pátria que coloca os interesses de sua família acima dos interesses da nação.

Às provocações do Departamento de Estado, aqui repercutidas insolitamente pela Embaixada norte-americana, o Itamaraty tem respondido com a convocação do encarregado de negócios (já que Trump se recusa a nomear um embaixador enquanto Lula for presidente) para que um funcionário de menor gabarito lhe manifeste o repúdio do Governo à mensagem insultuosa.

A muitos que julgam insatisfatória tal reação, só posso recomendar que façam das tripas coração e entendam que nos está sendo oferecida uma isca envenenada. Caso expulsássemos o tal encarregado de negócios ou chamássemos ao Brasil nossa embaixadora em Washington — gestos compreensíveis diante da agressão em curso — estaríamos apenas oferecendo a Trump a oportunidade de se fazer de vítima e nos impor sanções praticamente equivalentes ao rompimento das relações diplomáticas ou mesmo rompê-las formalmente.

Se ele de fato quiser fazê-lo para demonstrar o repúdio a um país que não se curva a suas exigências imperialistas, que assuma a responsabilidade por haver conspurcado duzentos anos de relacionamento amigável e respeitoso.

Mas não tenhamos ilusões: outras provocações, outras ameaças mafiosas e outras sanções já se encontram na rampa de lançamento de foguetes da Casa Branca de Donald Trump.

#Donald Trump

Destaque

Exportadores de café devem suspender embarques para os EUA

31/07/2025
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O setor cafeeiro traça uma estratégia defensiva para enfrentar o impacto do tarifaço de Donald Trump, inicialmente previsto para entrar em vigor amanhã e agora postergado para o dia 6. Segundo uma fonte da área de comércio exterior, a maior parte dos exportadores deverá interromper os embarques do produto nos próximos dias. O intuito é ganhar tempo. A não ser nos casos em que o importador se comprometer a assumir os custos da sobretaxa, os traders vão segurar o café à espera de mais um adiamento ou mesmo da suspensão da alíquota de 50% e de algum avanço nas tratativas entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos. É a decisão possível para o momento, ainda que com seus inexoráveis danos colaterais.

A medida inevitavelmente provocará um efeito cascata na cadeia da commodity, chegando até o campo. Cabe lembrar que o setor está na fase final da colheita, ou seja, grande parte da safra ainda se encontra nas mãos dos produtores, o que vai acarretar um custo maior de estocagem não previsto.

Em seus estudos sobre o impacto do tarifaço de Trump, produtores e exportadores de café trabalham com dois timings distintos. No curtíssimo prazo, caso o gravame de 50% seja efetivamente adotado, o processo de acomodação será doloroso. No entanto, passado o maremoto inicial, a aposta é que a médio e longo prazo os Estados Unidos não conseguirão sustentar a sobretaxa, ainda que o café tenha sido mantido no índex do governo Trump mesmo após a retirada de outros itens – como suco de laranja, celulose, petróleo e componentes da aviação – anunciada ontem.

Não há excedente de grãos no mundo. Todos os 180 milhões de sacas que o planeta produz anualmente são consumidos e, o mais importante, têm mercados definidos e cadeias comerciais muito bem amarradas com contratos de longo prazo. Da mesma forma que o Brasil não conseguirá da noite para o dia um comprador substituto para o produto que eventualmente deixe de ser embarcado para o mercado norte-americano, os Estados Unidos também terão grande dificuldade de recomposição de seus estoques. Um terço de todo o café consumido na terra de Trump sai das lavouras brasileiras, algo como oito milhões de sacas por ano.

Não se trata apenas de buscar novos fornecedores globais, por si só uma tarefa complexa. Há ainda uma questão de inadequação do produto. Não é exagero dizer que, em grande parte, o paladar do consumidor norte-americano está moldado pelo café brasileiro.

Por esses motivos, é sintomático que o próprio secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, já tenha declarado que o governo poderá rever as tarifas impostas a mercadorias não produzidas internamente. É o caso do café.

De toda a forma, nesse contexto conturbado, não há espaço para cafeomancia. Até o momento, a borra de café deixada na xícara por Donald Trump não permite qualquer exercício de futurologia. A lógica de Trump é não ter lógica. E, para além da questão econômica, o presidente norte-americano não dá sinais de recuo em sua ofensiva para interferir na dinâmica política e institucional do Brasil – vide as sanções anunciadas ontem contra o ministro Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky.

Por mais que a sobretaxa norte-americana sobre o café não pareça ser sustentável a médio e longo prazos por uma série de fatores, desde já o setor discute saídas para mitigar ou mesmo contornar os efeitos da avalanche tarifária trumpista. De acordo com a fonte do RR, em conversas reservadas, produtores e exportadores falam na possibilidade de triangulação dos embarques. Ou seja: de usar países vizinhos não atingidos pelos desvarios alfandegários de Trump para acessar o mercado norte-americano. Esse movimento exigiria algum contorcionismo. Nada que, em maior ou menor medida, já não seja feito no comércio internacional.

Em tom de blague, a fonte do RR lembra, inclusive, da célebre história do trader Marc Rich, fundador da Marc Rich & Company, que mais tarde daria origem à Glencore. No fim dos anos 70, Rich utilizou-se de um complexo sistema de empresas registradas em jurisdições offshore para ocultar a origem do petróleo. Com essa prática, conseguiu driblar sanções impostas pelos Estados Unidos e exportar grandes volumes do produto do Irã para o mercado norte-americano.

Não é o caso de se chegar a tanto. Mas, mantidas as tarifas impostas pelo governo Trump, se, na próxima safra, o Paraguai embarcar três ou quatro milhões de sacas de café para os Estados Unidos, não será difícil saber de onde saiu o produto. O país vizinho não produz sequer 20 mil sacas por ano.

#Café #Donald Trump

Mercado

Quem vai cuidar das joias da Vivara?

28/07/2025
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No mercado, a leitura é que a indicação de Paulo Kruglensky para o board da Vivara representará, na prática, um downgrade do CEO da companhia, Icaro Borrello. Entre os investidores, predomina o entendimento de que Kruglensky não está voltando para ser apenas um conselheiro a mais e, sim, para ter ingerência direta na gestão executiva da companhia. Sobrinho do empresário Nelson Kaufman, fundador e principal acionista da Vivara, o executivo foi presidente da rede de joalherias entre 2021 e 2024. Em sua gestão, ganhou prestígio junto ao mercado por entregar resultados consistentes de forma sucessiva. Não por acaso, sua saída do cargo no ano passado, quando o próprio Kaufman assumiu a presidência, mergulhou a Vivara em uma crise de governança e de confiança, que levou à derrubada das ações. O resultado foi tão catastrófico que poucos dias depois o empresário deixou à gestão.

#Vivara

Destaque

Vazamento de dados da XP expõe não apenas clientes, mas também o Banco Central

6/05/2025
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O Banco Central é um vigilante insone ou está mais para um síndico ausente quando se trata da proteção de informações pessoais confiadas a instituições financeiras? Pode até ser que a autoridade monetária faça muito e divulgue pouco. No entanto, o recente vazamento de dados de clientes da XP, no mês passado, aumenta a percepção de que o BC não tem atuado com a devida severidade, seja para prevenir episódios como esse, seja para apurar eventuais responsabilidades e, se necessário, punir os próprios bancos por falhas em sua segurança digital.

No ano passado, por exemplo, 84,6 milhões de contas bancárias foram violadas no Brasil, segundo dados da Surfshark, empresa de segurança cibernética sediada na Holanda. O número é 24 vezes superior ao registrado em 2023. No ranking global do vazamento de informações financeiras, o Brasil subiu do 9º para o 7º lugar. Não é uma posição compatível com um dos países que se orgulha de ter uma das mais complexas e rígidas regulações do sistema bancário no mundo.

Como se não bastasse, o Brasil somou o maior número de ataques virtuais a bancos na América Latina em 2024, com 1,6 milhão de incidentes, de acordo com estudo da russa Kaspersky, também especializada em proteção de dados. Diante desse cenário, há perguntas que não querem calar: o Banco Central estipula regras rígidas a serem cumpridas pelas instituições financeiras? O BC audita os sistemas de segurança da informação dos bancos?

Há muitos dilemas e controvérsias. O BC, ao contrário de outras autarquias, não pode sair por aí dizendo que tal banco não dispõe de um bom sistema de controle das informações, seus clientes tiveram contas devassadas e que vai punir a referida instituição. O grau de simbiose do sistema financeiro é tremendo. Qualquer declaração da autoridade monetária contamina a galáxia bancária.

O BC, portanto, tem de ficar calado, sem dar visibilidade aos seus processos ou disclosure dos bancos que exercem más práticas de segurança ou até mesmo foram punidos. A priori, a julgar pelo enunciado das suas ações, o órgão fiscalizador, o Banco Central, estipula exigências rígidas a serem cumpridas por seus fiscalizados em relação à segurança de dados dos clientes. No âmbito administrativo, há Resoluções editadas tanto pelo BC quanto pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

É o caso da Resolução do BC no 85/21 (voltada a instituições de pagamento) e da Resolução do CMN no 4.893/2021 (para instituições financeiras). Segundo o próprio BC em contato com o RR, “ambas tratam da política de segurança cibernética e dos requisitos para a contratação de serviços de processamento e armazenamento de dados e de computação em nuvem a serem observados pelas instituições supervisionadas pelo Banco Central do Brasil. Estabelecem, portanto, requisitos de segurança da informação para as instituições supervisionadas pelo BCB”.

Há ainda a Resolução do BC no 260/22 (para instituições de pagamento) e a Resolução do CMN no 4.968/2021 (para instituições financeiras), “que dispõem sobre os sistemas de controles internos das instituições supervisionadas pelo BCB”. Segundo o Banco Central, “entre as exigências dessas normas, inclui-se a realização de testes periódicos de segurança para os sistemas de informações e de tecnologia por parte das instituições”. Em meio a essa sopa de resoluções, de que maneira o BC audita se as normas estão sendo seguidas à risca?

De acordo com a instituição, “a verificação de conformidade com a regulamentação estabelecida é conduzida no curso do processo contínuo de supervisão, sendo a intensidade das ações desenvolvidas e a periodicidade das verificações realizadas proporcionais ao perfil de riscos das instituições”.

Frente ao tamanho do problema, tudo soa pomposo, mas, ao mesmo tempo, vazio e frágil. Faltam explicações sobre o que é realizado na práxis. Sob um certo ângulo, os bancos parecem fazer mais do que o BC. Em contato com o RR, a Febraban afirma que “no exercício de sua função institucional, mantém grupos para discussões relacionadas à segurança de dados, que tocam cibersegurança e tratamento de dados pessoais, e mantém diálogos com diversos stakeholders, como o BCB e a ANPD”. 

A entidade tem um Laboratório de Segurança Cibernética, inaugurado em setembro de 2020, “que já realizou 202 atividades com mais mil horas direcionadas para 23.800 profissionais dos 113 bancos associados e de diversos parceiros estratégicos, com temas voltados para prevenção, conscientização e combate a crimes digitais, gestão de segurança, governança de dados, inovação e desenvolvimento seguro”.

No entendimento da Febraban, “o sistema bancário possui robustas estruturas de monitoramento de seus sistemas e utiliza o que há de mais moderno em termos de tecnologia e segurança da informação, tais como mensageria criptografada, autenticação biométrica, tokenização, os quais são continuamente aprimorados, considerando os avanços tecnológicos e as mudanças no ambiente de riscos”.

Ainda segundo a entidade, “a segurança de seus clientes é prioridade, e os bancos associados têm a estimativa de investir neste ano R$ 47,8 bilhões em tecnologia, sendo que 10% deste total voltado para a cibersegurança”. Parece bem convincente. Segundo o BC, “em caso de descumprimento das normas editadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central do Brasil (BCB) que estabelecem diretrizes e comandos prudenciais e de conduta para a mitigação dos riscos operacionais e tecnológicos incorridos pelas instituições financeiras, entre os quais se incluem eventos relevantes de vazamentos de dados, mas não se limitam a esses, as instituições ficam sujeitas às sanções administrativas previstas na Lei 13.506 e normas infralegais aplicáveis”.

Já não parece tão convincente. Não se tem indícios, mesmo que preservados os nomes dos bancos, de medidas profiláticas ou sanções aplicadas pelo BC a instituições financeiras devido à exposição de dados de clientes. Como fica tudo como está, parece normal que um mesmo banco possa ter episódios recorrentes de vazamentos.

A XP, por exemplo, é reincidente. Em 2017, informações como nome, CPF, telefone, e-mail e até mesmo número de contas de aproximadamente 29 mil clientes foram expostos. Os criminosos chegaram a enviar mensagens aos próprios investidores. Como se soube à época, a fragilidade na proteção de dados remonta a 2013. Nesse ano, conforme amplamente divulgado pela mídia, hackers invadiram o sistema da XP e roubaram informações cadastrais.

Na mesma época, os cibercriminosos conseguiram, inclusive, desviar cerca de R$ 500 mil de três clientes – posteriormente ressarcidos pelo banco. No episódio mais recente, o banco de Guilherme Benchimol enviou um comunicado a seus clientes apenas em 24 de abril, 32 dias depois de tomar conhecimento, em 22 de março, de que “uma base de dados que se encontrava hospedada em um fornecedor externo da XP teve um acesso não autorizado”. No caso em questão, não basta à XP proteger os dados de seus clientes com extrema segurança. É preciso parecer radicalmente que a XP protege os dados de seus clientes com extrema segurança.

No próprio mercado, a extensa rede de agentes autônomos da XP, seu grande trunfo comercial, é vista como um ponto sensível em termos de proteção de dados. São mais de 400 escritórios e 15 mil agentes, cada qual com acesso a um volume expressivo de dados de clientes. Essa atomização da estrutura de atendimento e da gestão de investimentos levanta algumas dúvidas: a pulverização da força de venda da XP, com a existência de centenas de agentes autônomos, é um fator de vulnerabilidade em termos de segurança da informação?

A XP dispõe de um plano de contingência para episódios como este, que padronize os procedimentos a serem adotados pela própria instituição e por seus agentes autônomos? Qual é o grau de acesso dos agentes autônomos aos sistemas da XP? O RR fez essas perguntas ao próprio banco, que não respondeu especificamente aos questionamentos. A instituição ficou restrita a assertivas óbvias. Afirmou que “os recursos dos clientes e da própria instituição estão seguros, protegidos e não sofreram qualquer tipo de impacto”. Que “os clientes podem continuar a operar com total segurança.”

Estranho que banco tenha dito que “adotou todas as medidas adicionais de segurança para solucionar o fato”. Ora, deveria ter tomado as providências antes da infração, e não depois. E essas medidas deveriam ser obrigatórias e não adicionais. O RR perguntou à XP quais foram as “medidas de segurança” adotadas para solucionar o fato. Mas uma vez, o banco preferiu não responder. É compreensível que a XP não queira cutucar o vespeiro. Depois da repetição da falha de segurança, é de se imaginar que a instituição financeira fará o possível e o impossível para que não ocorra um novo episódio da mesma espécie. Há muito capital reputacional em jogo.

#Banco Central #XP Investimentos

Empresa

Portas abertas na Ademicon para a chegada de um novo investidor

26/02/2025
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A família Schuchovsky, controladora da Ademicon, discute a possibilidade de vender uma fatia adicional da empresa, abrindo a porta para a entrada de um novo investidor. A companhia, maior administradora independente de consórcios do Brasil, já conta com duas gestoras no seu capital: a 23S – leia-se Votorantim e Temasek, fundo soberano de Cingapura, e a Treecorp. Os Schuchovsky chegaram a preparar o IPO da Ademicon, mas engavetaram o projeto diante das circunstâncias adversas do mercado. No ano passado, a empresa atingiu um volume de créditos comercializados de R$ 26 bilhões, 40% a mais do que em 2023. Para este ano, trabalha com a projeção de R$ 33 bilhões. Consultada, a Ademicon não se pronunciou.

#Ademicon

Empresa

As incertezas que cercam a sucessão na Vivara

29/01/2025
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A debandada familiar na Vivara tem alimentado incertezas no mercado em relação ao processo sucessório na rede de joalherias. Na semana passada, Marcio Kaufman e Paulo Kruglensky, filho e sobrinho de Nelson Kaufman, fundador e maior acionista da empresa, venderam toda a sua participação societária e deixaram o acordo de acionistas.

As atenções agora se voltam na direção de Marina Kaufman, filha de Nelson. Marina já ocupou cargos na gestão executiva, como diretora de marcas. Hoje, está restrita ao Conselho. Fontes próximas ao clã sopram que Marina vinha sendo preparada pelo pai para assumir o comando da Vivara. No entanto, o projeto sofreu um abalo diante da notória ojeriza do mercado à possibilidade de retorno da família à gestão executiva.

Vide o que ocorreu em março do ano passado, quando o próprio Nelson Kaufman reassumiu a presidência da rede de joalheiras após 13 anos fora do dia a dia. As ações da companhia desabaram, e Nelson se viu obrigado a renunciar ao cargo apenas dez dias após o seu retorno.

O mercado ainda se ressente da saída de Paulo Kruglensky do posto de CEO, substituído exatamente pelo empresário. Curiosamente, mesmo sendo sobrinho de Nelson, Kruglensky era visto como um executivo profissional. Consultada pelo RR, a Vivara não se manifestou.

#Vivara

Destaque

Marcação cerrada sobre a Pixbet deixa Flamengo em estado de alerta

17/01/2025
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A dificuldade da Pixbet em obter autorização definitiva para operar em todo o Brasil está causando apreensão no Flamengo. Até o momento, a empresa recebeu apenas a licença provisória da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Segundo informações filtradas pelo RR, há pendências referentes à documentação e a garantias apresentadas pelo site.

O impasse junto à Fazenda cria insegurança em relação a suas atividades e acordos comerciais. E, neste último caso, nenhum deles fala mais alto do que o contrato com o Flamengo. A plataforma de apostas é patrocinadora master do rubro-negro, um dos três maiores acordos publicitários já fechados no futebol brasileiro.

Para este ano, o desembolso previsto é de R$ 115 milhões. Em 2026 e 2027, caso a renovação automática seja validada, o valor chegará a R$ 125 milhões. Esse é o “X” da questão. O acordo teria uma série de gatilhos de parte a parte que condicionam a parceria e a sua prorrogação a questões de ordem regulatória e de compliance.

O RR entrou em contato com a Pixbet, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

Ressalte-se que a tabelinha entre a plataforma de bets e o clube vai além de um mero contrato de exposição de marca. A Pixbet é também a operadora da Flabet, site de apostas private label do Flamengo. Ou seja: diante de tamanho entrelaçamento, qualquer soluço da plataforma de apostas pode representar um engasgo de razoáveis proporções para o clube carioca.

Ressalte-se que o Flamengo vive um momento particularmente atípico se comparado aos seus últimos anos de prosperidade. O novo presidente, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, ex-CEO da SKY no Brasil, assumiu o clube com elevada projeção de recebíveis ao longo do ano, mas com poucos recursos em caixa para o curtíssimo prazo. O orçamento oficial divulgado publicamente indica que o rubro-negro iniciou 2025 com apenas R$ 3 milhões em caixa, contra R$ 138 milhões em janeiro de 2024.

Por ora, o que há na Gávea é um sinal de alerta. A Pixbet tem um prazo de aproximadamente 30 dias, prorrogável por igual período, para atender às exigências da Fazenda e obter a autorização definitiva para atuar em todo o território nacional. Até o momento, 14 plataformas de bets já receberam o registro permanente da Secretaria de Prêmios e Apostas, válido por cinco anos.

No curto prazo, o receio na diretoria do Flamengo é que uma eventual demora na obtenção do aval possa provocar atrasos no pagamento do contrato de publicidade. O enrosco da Pixbet, inclusive, extrapola as fronteiras do Executivo e passa também pelo Judiciário. A plataforma buscou brechas legais para operar nacionalmente a partir de uma licença junto à Loterj (Loterias do Estado do Rio de Janeiro). No entanto, o ministro do STJ André Mendonça rejeitou um recurso da própria estatal, impedindo a atuação em todo o Brasil de casas de apostas que têm apenas autorizações estaduais.

#Flamengo #Pixbet

Venture capital

Startup mexicana corre atrás de ativos em logística no Brasil

7/01/2025
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A mexicana Skydropx não vai parar na aquisição da Frenet, fechada em dezembro por R$ 31 milhões. Corre no mercado que a startup, plataforma de logística que conecta vendedores, transportadoras e pontos de coleta, já está em conversas com outras duas logtechs brasileiras. A estratégia dos mexicanos é comprar fundo de comércio para encurtar o caminho e acelerar seu crescimento no país. Com a incorporação da Frenet, a Skydropx assumiu uma carteira com mais de 14 mil sellers.

#investimentos #startups

Destaque

“La gouvernance c’est moi” parece ser o lema do controlador da Vivara

19/11/2024
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A governança da Vivara é um anel de vidro, feito o da cantiga infantil. Aos olhos do mercado, a nova troca de CEO – a terceira em menos de oito meses – reforçou a ideia de que a rede de joalheiras é praticamente “inadministrável” em razão do permanente estado de ingerência do acionista fundador e chairman Nelson Kaufman. Que o diga Otávio Lyra, o último a ocupar a cadeira elétrica de executivos que se tornou a presidência da Vivara. No entorno de Lyra, a informação é que ele deixou o cargo por desentendimentos com Kaufman, após seguidas interferências do empresário na gestão.

 

O processo de internacionalização, que começa a dar os primeiros passos, teria sido praticamente imposto pelo fundador da Vivara a Lyra e ao diretor de marketing e expansão, Leonardo Bichara. Há relatos de discordâncias também em relação aos custos administrativos e operacionais da Vivara. Lyra, que acumulava o cargo de CEO com o de CFO, defendia medidas restritivas, para contenção das despesas. No entanto, não encontrou respaldo no acionista controlador.

 

No terceiro trimestre deste ano, as despesas totais no conceito mesmas lojas chegaram a R$ 230 milhões, um crescimento de 21% em relação a igual período em 2023. Procurada pelo RR, a Vivara não se pronunciou.

 

Caberá ao novo CEO, Icaro Borrello, administrar o, digamos assim, excesso de presença de Nelson Kaufman no dia a dia da Vivara. Borrello já é da casa: ocupava o cargo de COO. Bem, Lyra também era. Respondia pela área financeira antes de ser nomeado presidente da rede de joalherias, em março deste ano.

 

E da casa, da casa mesmo, nenhum deles era mais do que Paulo Kruglensky, sobrinho de Kaufman, que se sustentou na cadeira de CEO entre fevereiro de 2021 e fevereiro deste ano. Nem o parentesco serviu de blindagem. Consta que Kruglensky deixou a empresa também por atritos com o empresário. Na ocasião, não custa lembrar, o próprio Kaufman pisou em cima do anel de vidro, mandou a governança às favas e reassumiu a função de CEO, 13 anos após ter deixado o cargo. O mercado reagiu de forma agressiva, a ação da Vivara virou bijuteria – caiu 14% em um único pregão -, e Kaufman teve de voltar atrás, deixando a gestão executiva. Ao menos para inglês ver.

#Vivara

Futebol

Há uma cadeira vazia no futuro estádio do Flamengo

18/11/2024
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O mandato de Rodolfo Landim no Flamengo vai chegando ao fim – a eleição está marcada para 9 de dezembro – com duas importantes lacunas. O clube ainda não tem um parceiro e nem o project finance para a construção de seu futuro estádio, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. As tratativas com bancos – um deles, o BRB (Banco Regional de Brasília), um dos maiores patrocinadores do clube – travaram justamente por conta de indefinição eleitoral. No que depender de Landim, ele deixará de tratar do assunto na função de presidente para retomá-lo como CEO. É o cargo que ele passará a ocupar a partir do ano que vem caso o seu candidato, Rodrigo Dunshee de Abranches, vença o pleito e assuma a presidência do Flamengo. No entanto, na política rubro-negra, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, ex-presidente da Sky Brasil, vem sendo apontado como o favorito para a eleição.

#eleição #Flamengo #Rodolfo Landim

Futebol

O Mengão vai virar SAF? Depende de quem ganhar a eleição

8/10/2024
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SAF or not SAF? Essa é a discussão que vem esquentando os bastidores da eleição no Flamengo, marcada para 9 de dezembro. O candidato da situação, Rodrigo Dunshee de Abranches, tem se mostrado favorável à implantação da Sociedade Anônima do Futebol. Mas seu principal concorrente e favorito nas pesquisas, Luiz Eduardo Baptista, o “Bap”, ex-presidente da Sky no Brasil, é contra o modelo. E mais: aponta que Dunshee quer instituir a SAF não necessariamente para buscar investidores, mas, sim, para criar uma instância de poder sob medida para Rodolfo Landim, atual presidente do Flamengo. Por essa lógica, uma vez eleito, Dunshee entregaria a Landim o cargo de CEO da SAF. Ou seja: na prática, o ex-sócio de Eike Batista continuaria comandando o business que realmente interessa, o futebol. Na política rubro-negra há até quem faça um paralelo entre Landim e Vladimir Putin, que, durante um certo tempo, se alternou entre a Presidência da República e o cargo de primeiro-ministro da Rússia, para driblar as amarras constitucionais que impunham limites à reeleição. Bem, depois de um certo tempo, Putin perdeu de vez os pruridos e não precisou mais de uma “SAF”: alterou a Constituição, o que lhe permitirá ficar na Presidência até 2036. É um benchmarking para muitos na Gávea.

#Flamengo #futebol #SAF

Empresa

Sucessivos passos do fundador da Vivara intrigam o mercado

5/09/2024
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No mercado, há quem enxergue a silhueta de Nelson Kaufman, fundador e principal acionista da Vivara, em recentes operações de compra dos papéis da companhia na B3. O que só aumenta a curiosidade dos investidores em relação aos movimentos feitos pelo empresário.

Na semana passada, Kaufman comprou os 4% do capital que pertenciam ao sobrinho, Paulo Kruglensky. Passou a ter 30,2% da rede de joalheiras, fatia que pula para 46% quando somadas as ações em poder dos seus filhos.

Nessa toada, mais alguns degraus e a família Kaufman chega aos 51%, voltando a ter, de fato e de direito, uma posição majoritária na Vivara. O que Nelson Kaufman estaria mirando mais à frente ainda é algo insondável, mas, nos últimos tempos, qualquer passo do empresário tem servido para colocar minhocas na cabeça dos investidores em relação à governança da empresa.

Em março, Kaufman reassumiu a gestão executiva da Vivara, provocando um rebuliço no mercado. Sua volta foi interpretada como um retrocesso, as ações da companhia despencaram e uma semana depois o empresário renunciou ao cargo.

#Nelson Kaufman #Vivara

Negócios

JetSmart quer aterrissar em outras pistas no Brasil

14/08/2024
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A companhia de low cost JetSmart manifestou à Anac o interesse em aumentar o número de voos no Brasil. O que se diz no setor é que a empresa planeja operar em Belo Horizonte e em pelo menos uma capital do Nordeste, com rotas para Argentina e Chile. A JetSmart já oferece voos internacionais em cinco cidades brasileiras – Rio, São Paulo, Florianópolis, Foz de Iguaçu e Curitiba – e quer mais. Nos corredores da Anac, há informações de que a companhia pretende também operar rotas domésticas dentro do país. Seria uma tentativa de revigorar o segmento de low cost no Brasil. Nos voos internos, essa modalidade foi para o espaço. Nas rotas internacionais, existem ainda outras empresas que operam no Brasil – Arajet, Flybondi e Sky Airline. Antes da pandemia, havia também a norueguesa Norwegian e a alemã Condor. A JetSmart tem por trás o fundo norte-americano Indigo Partner, controlador de outras três companhias aéreas – Frontier Airlines dos Estados Unidos, Volaris, do México, e Wizz Air, da Hungria

#Anac #JetSmart

Empresa

Que marcas vão seguir no closet da Arezzo e do Grupo Soma?

22/05/2024
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Nas prateleiras do mercado espoca aqui e ali a informação de que, em até 60 dias, o executivo Paulo Kruglensky vai apresentar ao Conselho da Arezzo/Grupo Soma um detalhado projeto de integração das duas empresas. O principal ponto de interrogação é o que será feito com as 34 marcas de vestuário da nova companhia, muitas delas com sobreposições de mercado. A expectativa é que algumas sejam negociadas, o que teria impacto sobre a rede varejista do grupo, leia-se 560 lojas e mais de 1.500 franquias. Procurada, a empresa não se manifestou.

Kruglensky, ressalte-se, foi contratado para isso mesmo: costurar as operações da Arezzo e do Soma e passar a tesoura no que for necessário. A ponto da empresa criar um cargo taylor made para ele: chief integration officer. O executivo, por sinal, parece conhecer bem onde está pisando. Quando era CEO da Vivara, Kruglensky costumava usar a Arezzo como benchmarking para a transformação da rede de joalherias em uma operação multimarcas.

#Arezzo #Grupo Soma

Mídia

Paramount vai “jogar” a Libertadores até o fim?

17/04/2024
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O futuro da Paramount tem provocado um frenesi na indústria de direitos de transmissão esportiva no Brasil. Há dúvidas quanto ao interesse da empresa norte-americana em seguir até o fim com o contrato de exibição da Taça Libertadores, que vence em 2026. A Paramount está envolvida em uma série de negociações cruzadas com outros grupos de mídia, entre os quais Warner, Discovery e Skydance, para uma possível fusão. A Apollo Global Management também fez uma oferta pela aquisição da companhia. Nesse vai e vem de incertezas, a Paramount já perdeu um terço do seu valor de mercado desde dezembro.

#Paramount

Destaque

Vinci Partners puxa a fila da ressaca societária na Víssimo Group

15/03/2024
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A Víssimo Group – uma das maiores importadoras de vinhos do Brasil, com faturamento na casa de R$ 1 bilhão – não está na sua melhor safra. Entre os acionistas há insatisfação com a performance da companhia. Segundo o RR apurou, a Vinci Partners está disposta a reduzir ou mesmo se desfazer integralmente da sua participação na empresa, dona da Grand Cru e da Evino. A gestora de Gilberto Sayão é a principal âncora financeira da Víssimo – há dois anos, aportou R$ 650 milhões. E não estaria sozinha no seu descontentamento. De acordo com a mesma fonte, outros acionistas da Víssimo também discutem sua saída do negócio. São, em sua maioria, investidores pessoas físicas, que entraram no capital da empresa entre 2020 e 2021, atraídos pelo salto no consumo de vinho no Brasil durante a pandemia e o período de isolamento social. Da euforia para a ressaca, foi um pulo. O ritmo de crescimento do mercado não se manteve, o que tem reduzido o interesse de investidores institucionais pelo setor. Foi o motivo que teria levado a Aqua Capital a vender a Grand Cru à Evino em 2021. O RR fez várias tentativas de contato com a Víssimo Group por intermédio de números de telefone disponíveis e por mensagens nas redes sociais da companhia, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria. Também consultada, a Vnci Partners não se pronunciou.

No caso da Víssimo Group, além de questões conjunturais, a queda da rentabilidade está relacionada à própria fusão entre Evino e Grand Cru, no fim de 2021. O M&A foi uma resposta à compra da Cantu pela Wine, leia-se Península Investimentos e EB Capital, de Eduardo Sirotsky Melzer, Marcelo Claure e Pedro Parente, que havia sido fechada sete meses antes. No entanto, o negócio ainda não ganhou a tração esperada. Houve problemas de integração entre as duas redes e o nível de sinergia é restrito. A Evino, que sempre teve um tíquete médio menor, acabou puxando o catálogo e os preços da Grand Cru para baixo.

A cobrança dos acionistas é uma borra que já vem se acumulando há algum tempo no fundo da taça da Víssimo. No ano passado, Alexandre Bratt, egresso da Grand Cru, deixou a presidência da holding – no mercado, saída atribuída à pressão dos investidores. Talvez um CEO só fosse pouco para as dificuldades do grupo e a Víssimo passou a ter dois: Ari Gorenstein e Marcos Leal, fundadores da Evino. Olhando-se para o andar de cima, cabe à dupla administrar o descontentamento dos acionistas; mais abaixo, o problema é outro: a empresa teria uma relação um tanto quanto rascante com os revendedores. Segundo o RR apurou, nos últimos meses os lojistas da Grand Cru estariam enfrentando a falta de alguns rótulos em estoque. No setor, situações como essa se devem normalmente a dois fatores: erro de planejamento ou limitações de caixa.

Destaque

A “tempestade perfeita” para a Embraer na África

18/07/2023
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O RR apurou que a Embraer pretende montar o KC-390 em Portugal, em sua fábrica localizada em Évora. O cargueiro é atualmente a joia da coroa no portfólio da companhia na área de defesa. Trata-se de um passo a mais no projeto da empresa de transformar sua operação em Portugal em cabeça de ponte para a venda de aeronaves militares a países africanos, um jogo predominantemente dominado por Rússia e China. O eixo central desse projeto é o acordo firmado em abril com duas empresas aeroespaciais locais – a Empordef Tecnologias de Informação e GMVIS Skysof – para a produção do Super Tucano em Portugal. A princípio, o foco é o fornecimento de aeronaves militares para países da OTAN, da qual Portugal faz parte. No entanto, já existem entendimentos para a ampliação do escopo da parceria. Procurada pelo RR, a Embraer não quis se manifestar.  

Há, neste momento, uma combinação de fatores feita quase sob encomenda para os planos da Embraer em relação à África. Entram nessa alquimia elementos de ordem geopolítica e diplomática com razoável peso no tabuleiro das negociações com países africanos. O principal deles talvez venha da política externa do governo Lula. Entre as empresas brasileiras, a Embraer tem tudo para ser uma das mais beneficiadas com a reaproximação entre o Brasil e África. Um evento importante está no radar da companhia brasileira. Em agosto, Lula irá à África do Sul para a reunião de cúpula dos Brics. Na ocasião, vai se reunir com o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa. Nesse encontro deverá ser sacramentado um acordo entre a Embraer e o governo sul-africano para a produção e reparo de aeronaves. Com mais um pouquinho de combustível, há possibilidade também da África do Sul confirmar a encomenda de um lote do KC-390. Outros alvos da empresa são Moçambique e Angola. Ressalte-se que a Força Aérea angolana tem em sua frota o Super Tucano, produzido pela fabricante brasileira.   

A Embraer pretende ocupar o vácuo no comércio internacional de equipamentos de defesa deixado pela Rússia. A guerra contra a Ucrânia fragilizou a posição russa nessa disputa pelo mercado africano, e nem poderia ser diferente. A indústria bélica local está hegemonicamente concentrada no suprimento das próprias Forças Armadas da Rússia, consequentemente com dificuldades de honrar encomendas externas. Há registros de atrasos no cumprimento de contratos internacionais. Em março, a Rússia comunicou à Índia que não seria possível honrar a entrega de duas baterias do sistema antiaéreo S-400. Segundo um relatório recente do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, o país não tem conseguido até mesmo repor equipamentos e armas às Forças Armadas locais no ritmo necessário. Esse apagão abre oportunidades comerciais para a Embraer na África. Ressalte-se que os já citados Moçambique e Angola, contam com um expressivo número de aeronaves russas em suas respectivas Força Aérea.  A oportunidade faz a hora para o governo brasileiro e a Embraer. 

#Embraer #Força Aérea #Otan #Rússia

Mercado

Alemã Rheinmetall negocia compra da Avibras 

17/03/2023
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A empresa de armamentos alemã Rheinmetall está na pole position para a aquisição da Avibras. Segundo o RR apurou, o negócio pode ser fechado a qualquer momento. Será a primeira incursão dos alemães na área de defesa no Brasil. O grupo já atua no país por meio do seu braço para a indústria automobilística, a MS Motorservice. De acordo com as informações apuradas pelo RR, outras empresas internacionais da área de defesa chegaram a olhar a Avibrás. Controlada pelos herdeiros de João Verdi de Carvalho Leite, a companhia vive uma severa crise financeira. Em recuperação judicial – a segunda no intervalo de 15 anos -, a empresa tem uma dívida superior a R$ 500 milhões. No ano passado, demitiu mais de 400 funcionários. Consultada pelo RR, a Avibras confirmou que seus “acionistas estão em busca de parceiros estratégicos que possam capitalizar a empresa.” A companhia informou também que há vários interessados, mas nenhuma transação ocorreu até o momento”

Estima-se que atualmente mais de 80% da receita da companhia venham das exportações. Ainda assim, historicamente a Avibrás é quase um braço das Forças Armadas. A tal ponto que o governo Bolsonaro chegou a discutir até mesmo a possível incorporação da companhia pela Aeronáutica ou uma fusão com a Imbel, fabricante de armamentos do Exército brasileiro – conforme o RR noticiou. Em seu contato com o RR, a própria Avibras fez questão de dizer que “O governo brasileiro acompanha de perto a evolução dos acontecimentos.”, em referência às negociações para a venda do controle.

A Rheinmetall tem o calibre necessário para conduzir a reestruturação de que a Avibras precisa. Trata-se de um conglomerado com fábricas em 33 países, a maior parte na Europa. Nos últimos meses, o grupo vive um momento de prosperidade: as encomendas de equipamentos bélicos dispararam na esteira da Guerra entre Rússia e Ucrânia. Desde o início do conflito, em fevereiro do ano passado, suas ações subiram mais de 150%. Entre outros armamentos, a Rheinmetall fabrica os tanques Leopard que países europeus aliados do presidente Volodymyr Zelensky têm enviado para a Ucrânia. A própria empresa alemã já anunciou planos de instalar uma fábrica em território ucraniano para produzir até 400 tanques de batalha modelo Panther por ano.

#Avibras #Rheinmetall

Energia

Sky Power está a dois passos de um casamento com o Brasil

20/01/2023
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A Sky Power Global, dos Emirados Árabes Unidos, avalia aumentar investimentos em energia renovável na América do Sul. Como não poderia deixar de ser, o Brasil é o país-alvo. A informação vem de fonte da delegação brasileira que participa do Fórum Econômico Mundial, na Suíça. O olhar para o Brasil decorre do fato do país estar entre os cinco maiores mercados mundiais emergentes de investimento em energia renovável, com aportes até aqui da ordem de US$ 25 bilhões, em projetos eólicos e solares. A Sky por sua vez foca em grandes projetos de infraestrutura, comprometida com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Um casamento perfeito. Pelo andar da carruagem Lula vai faturar alto sua aposta firme em energia renovável.

#Energia renovável #Sky Power Global

Destaque

Lula veste novamente o figurino de grande estadista da América Latina

1/11/2022
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Lula pretende assumir um protagonismo internacional mesmo antes da sua posse. Os assessores do petista para a área de política externa, à frente o ex-chanceler Celso Amorim, já discutem alguns movimentos mais agudos neste sentido. Uma das ideias que ganha corpo é a possibilidade de um encontro com o presidente russo Vladmir Putin. De volta à posição de principal liderança da América Latina, Lula buscaria, desde já, um papel relevante em eventuais tratativas internacionais em torno da guerra com a Ucrânia.

Seria uma agenda de estadista, com forte caráter humanitário. Não custa lembrar que, em agosto, o petista declarou que os demais membros dos Brics deveriam atuar em uma solução para o fim dos conflitos entre os dois países. Ressalte-se que, ontem mesmo, tanto Putin quanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, parabenizaram publicamente o petista pela sua vitória nas eleições. A reunião com Vladimir Putin seria o ponto de partida de uma série de agendas internacionais, em que Lula se apresentaria como um emissário da paz e do distensionamento.

Ou seja: de alguma maneira, o presidente eleito replicaria para o mundo a imagem de um conciliador, a exemplo do que tem sido a sua postura para dentro do próprio país – vide seu primeiro discurso após a vitória nas eleições, na noite do último domingo. O eventual encontro com Vladimir Putin reforçaria também a mensagem de que o governo Lula vai dar atenção especial aos BRICs em sua política externa. É mais do que esperado que o Brasil apoie a entrada da Argentina no bloco. Em setembro, o presidente Alberto Fernández – com quem Lula encontrou-se ontem, apenas um dia após a sua vitória nas eleições – enviou ao presidente da China, Xi Jinping, um pedido formal de ingresso no grupo dos países emergentes.

#Brics #Lula #Vladimir Putin #Volodymyr Zelensky

Política

O adversário de Moro na corrida pelo STF

28/10/2022
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Sergio Moro tem, desde já, um forte concorrente à vaga no STF, caso Jair Bolsonaro seja reeleito. Trata-se de Bruno Bianco, Advogado-Geral da União. Segundo o RR apurou, Bolsonaro considera indicar Bianco para a vaga de Ricardo Lewandowsky, que se aposentará em maio de 2023. O AGU é tido no Palácio do Planalto como um dos integrantes do governo que mais desfrutam da confiança de Bolsonaro. Bianco tem atuado como uma espécie de adviser jurídico do comitê do presidente. Ao longo da campanha, foi regularmente consultado sobre a legalidade de medidas que poderiam ser contestadas pela Justiça Eleitoral. Foi o caso do empréstimo consignado a beneficiários do Auxílio Brasil, que acabou questionado pelo TCU.

#Jair Bolsonaro #Sérgio Moro #TCU

Disputa judicial na tela da Oi TV

16/09/2022
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A venda da Oi TV corre o risco de sair do ar. O RR apurou que a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) pretende recorrer da decisão do juiz Fernando Viana, da 7a Vara Empresarial do Rio, responsável pelo processo de recuperação judicial da operadora. Em despacho proferido no último dia 1 de setembro, Viana autorizou a negociação do braço de TV por assinatura da Oi para a Sky, leia-se o Grupo Werthein, da Argentina. No entanto, a PGE-RJ exige que 30% do valor da transação – R$ 786 milhões – sejam retidos para o pagamento de créditos extraconcursais da companhia em favor do estado do Rio.

Segundo a fonte do RR, os procuradores dedicados ao caso discutem, intramuros, a melhor estratégia para brecar a negociação e garantir o pagamento das dívidas junto ao estado. Em contato com o RR, a PGE adotou um tom protocolar: afirmou que “está avaliando a decisão judicial para decidir se recorre ou não.” A venda da operação de TV por assinatura é uma etapa importante para a Oi sair da recuperação judicial, que se arrasta desde 2016.

A negociação fecha o grande tripé do processo de alienação de ativos da empresa, previsto no plano aprovado pelos credores. A Oi já se desfez do seu braço de telefonia móvel, fatiado entre Claro, TIM e Vivo, e de suas torres de telefonia fixa, vendidas recentemente para a Highline. Em conversas reservadas com credores, os dirigentes da empresa trabalham com a data de dezembro para o encerramento do processo de recuperação judicial. Talvez o certo seja dizer “trabalhavam”. O recurso da PGE-RJ e a eventual suspensão da venda da Oi TV podem jogar esse cronograma por terra.

#Claro #Grupo Werthein #Oi TV #PGE-RJ #TIM #Vivo

Diplomacia

11/05/2022
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O ex-chanceler Celso Amorim desaconselhou Lula a insistir na sua polêmica tese sobre a guerra entre Ucrânia e Rússia. Em recente entrevista à revista Time, o petista jogou para cima do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, parte da culpa pelo conflito. A ver o que Lula fará com a recomendação.

#Celso Amorim #Lula #Rússia #Ucrânia #Volodymyr Zelensky

Conquista de Kiev é o cenário mais provável

11/03/2022
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Kiev vai cair. O Centro de Doutrina do Comando de Operações Terrestres (Coter) do Exército Brasileiro trata a tomada da capital da Ucrânia pelos russos como o cenário mais provável, de acordo com documento reservado ao qual o RR teve acesso. Inicialmente, o Coter trabalhava com a estimativa de que a conquista se daria nesta semana, mais precisamente entre os dias 5 e 10, o que não se concretizou.

No entanto, a previsão de que os russos assumirão  o controle na cidade permanece. De acordo com o Coter, as tropas da Rússia “terão que usar meios militares cada vez mais violentos” para romper a resistência ucraniana. O relatório cita que “há sinais de que artilharia russa já está empregando bombas de fragmentação”. As discussões travadas no Coter miram para o day after, contemplando, inclusive, uma hipótese mais radical em relação ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky: “O ponto mais crítico será o destino do presidente Zelensky, uma vez que o objetivo final russo é ocupar a capital e depor o governo ucraniano.

A grande incerteza nesse caso é a reação que será tomada pelos países da OTAN na fase seguinte, principalmente se o presidente não sobreviver.” Um dos fatores que apontam para a conquista de Kiev, segundo o Coter, é o “êxito no ressuprimento” das tropas russas que avançam sobre a cidade. O Centro de Doutrina do Comando de Operações Terrestres ressalta também a manobra de isolamento de Donbass, por “meio do fluxo logístico proveniente do sul e do leste da Ucrânia.”. Na avaliação do departamento do Exército, a possibilidade de uma trégua entre os dois países é remota e as tensões deverão se acentuar nos próximos dias: “A obtenção de solução negociada a curto prazo ainda se mostra pouco provável, tendo em vista os interesses bastante divergentes e a tendência de escalada da crise que ainda se verifica”.

#Coter #Exército Brasileiro #Kiev #Otan #Volodymyr Zelensky

Conflito na Europa oriental pode ser bem longo

8/03/2022
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A guerra entre Rússia e Ucrânia poderá demorar muito. Ao menos a julgar pelos dados contidos no documento reservado de 26 páginas elaborado pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), ao qual o RR teve acesso. À luz das informações disponíveis no relatório, não se deve desprezar o poder de fogo e a capacidade de resistência da Ucrânia para retardar os ataques russos, notadamente no combate aéreo. De acordo com o documento, “as defesas antiaéreas em Kiev e em outras cidades parecem estar em boas condições, o que deixa os russos com a difícil escolha entre lançar ataques de alta altitude e correr o risco de provocar efeitos colaterais na população ou lançar ataques à baixa altura, correndo o risco de serem abatidos.”.

É sintomático, como aponta a ECEME, que a Rússia não esteja utilizando todo o seu poderio aeronáutico. Além dos sistemas de defesa ucranianos, há outras razões para esse cenário. O relatório da Escola cita “a quantidade limitada de munições guiadas de precisão (PGMs) disponíveis para a maioria das unidades de caça da VKS (Forças Aeroespaciais Russas). Durante operações de combate na Síria, no ano passado, apenas a frota Su-34 fez uso regular de PGMs e mesmo essas aeronaves de ataque especializadas recorreram regularmente às bombas não guiadas e ataques com foguetes.

Isso indica a falta de adestramento para o uso dessa munição e um possível esgotamento do estoque da mesma, depois da campanha da Síria.” Outra explicação cogitada é que “a VKS não está confiante em sua capacidade de desconflitar com segurança surtidas de aeronaves em larga escala com a atividade das baterias de mísseis terra-ar russas, operadas pelas Forças Terrestres.” De acordo com a ECEME, “incidentes de fogo amigo por unidades terrestres têm sido um problema para as forças aéreas ocidentais e russas em vários conflitos desde 1990”. A Escola de Comando e Estado -Maior do Exército aponta ainda outras fragilidades da Força Aérea russa. É o caso do “número relativamente baixo de horas de voo que os pilotos da VKS recebem a cada ano.”

Segundo o relatório, “embora seja difícil encontrar números precisos em cada unidade, declarações oficiais russas sugerem uma média de 100 a 120 horas por ano, além da falta de acesso a simuladores modernos para treinamento.” O combate aéreo, ao que tudo indica, é uma vulnerabilidade das forças militares de Vladimir Putin. A ECEME enfatiza que “apesar de um impressionante programa de modernização de cerca de 350 novas aeronaves de combate modernas na última década, pode ser que os pilotos da VKS tenham dificuldades para empregar efetivamente muitas das capacidades teóricas de suas aeronaves no ambiente aéreo complexo e contestado”. Nesse caso, reforça a Escola, “o comando da VKS pode hesitar em se compro- meter com operações de combate em larga escala, que mostrariam a lacuna entre as percepções externas e a realidade de suas capacidades.”

A Ucrânia tem se aproveitado dessa debilidade militar russa. A resposta ucraniana vem, sobretudo, com o uso de aeronaves Su-25, que voam em pares e têm realizado “vários ataques de mísseis e bombas a colunas de veículos blindados e militares inimigos nas regiões de Kiev e Zhytomyr”, afirma a ECEME no mesmo documento reservado. Aviões da Ucrânia realizam ofensivas também nas regiões de Chernihiv e de Berdyansk. Há registros de pelo menos quatro ataques com bombas a colunas mecanizadas, comboios com combustível e lubrificantes na região. O país tem utilizado ainda drones Bayraktar TB2 para atacar blindados e o sistema de mísseis antiaéreo Buk, da Rússia. De acordo com a ECEME, “há indícios que a Ucrânia atacou a base aérea russa de Taganrog, que abriga aeronaves de transporte Il-76. dos aviões.

A Ucrânia possui mísseis balísticos que poderiam ser empregados em tal ataque, como o Tochka-U. Caso seja comprovado, o ataque demonstra que a Ucrânia ainda tem capacidade de utilizar o espaço aéreo de forma ofensiva, inclusive além do seu território.” Nesse cenário, os ucranianos têm conseguido superar a assimetria das respectivas Forças Aéreas, ao menos em termos numéricos. De acordo com dados do serviço de pesquisa estratégica Inteligência Janes mencionados no documento da ECEME, a Rússia soma 132 bombardeiros, contra nenhum da Ucrânia. Tem ainda 832 caças, contra 86 dos ucranianos. A Força Aérea russa reúne também 358 aviões de transporte, cinco vezes mais do que o inimigo – 63 aeronaves.

O único quesito em que a Ucrânia leva vantagem é na sua frota de drones: 66 a 25. Ainda assim, a Ucrânia tem imposto duras perdas à Rússia. No último dia 2 de março, pontua a ECEME, pilotos de caça ucranianos interceptaram e derrubaram dois aviões russos. A Ucrânia te se utilizado também de mísseis antiaéreos S-300. Já o sistema de mísseis Buk M-1 derrubou um míssil de cruzeiro e um helicóptero da Rússia. A Escola de Comando e Estado-Maior do Exército ressalta que “a tomar por referência a atuação desses meios aéreos e antiaéreos ucranianos, conclui-se que a Rússia ainda não possui a superioridade aérea em todo o Teatro de Operações (TO)”. Diz a ECEME: “A Força Aérea Russa ainda não desfruta de total superioridade aérea na Ucrânia, apesar da larga vantagem numérica, o que é parte da razão para o lento progresso do Exército no terreno”.

Ou seja: a eficiência da Ucrânia no combate aéreo tem sido importante para conter ou ao menos postergar a investida russa sobre Kiev. As manobras para a tomada da capital são intensas. O informe da ECEME enfatiza o esforço russo para chegar à cidade pelo lado leste, vide o ataque uma base militar localizada em Sumy. A aproximação de um comboio russo a noroeste do Rio Dnieper indica ações coordenadas “para o isolamento e a conquista de pontos na orla da capital”.

Tais ações, segundo a avaliação da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, sugerem “a mudança da natureza dos alvos selecionados pela Rússia. Enquanto no princípio da campanha, os alvos priorizados eram, primordialmente, postos de comando e controle, bases aéreas, sensores da artilharia antiaérea e depósitos de munição, no atual momento, estão sendo direcionados esforços para minar a vontade de lutar do defensor, atuando contra alvos no interior de localidades densamente povoadas (Kharkiv e Kiev) e que possam contribuir para a modelagem da dimensão informacional, como torres de televisão e prédios de governo local.” Simultaneamente aos avanços terrestres, os bombardeios têm se intensificado. O documento cita que “a Rússia continuou a atingir estruturas civis em áreas urbanas, das quais destacam-se o edifício de administração regional de Kharkiv e uma torre de TV em Kiev. Em ambos os casos, provavelmente foram empregados mísseis. No caso do edifício, há indícios da utilização de um míssil de cruzeiro Kalibr. Assim, verifica-se a importância de empregar a Artilharia Antiaérea em meio urbano, em defesa a estruturas sensíveis.”

A era dos ciberataques

O relatório da ECEME cita também o combate entre Rússia e Ucrânia na nevrálgica área de Inteligência. Está patente, segundo o documento, que “desde o início, os russos possuíam conhecimento suficiente sobre as estruturas estratégicas da Ucrânia”. Esse estudo estratégico, de acordo com a Escola, “facilitou o levantamento de alvos altamente compensadores a serem atacados no início e durante o transcurso da invasão”. A Rússia, por exemplo, dedicou-se, desde o começo, à tomada de aeroportos, “já pensando em um apoio logístico por meio aéreo em larga escala para operações futuras ou alvos com suas vulnerabilidades”. Ainda assim, também na guerra virtual, a Ucrânia tem conseguido resistir e ganhar tempo. Sua tática consiste, sobretudo, no emprego de ataques cibernéticos contra sistemas de Comando, de Comunicações e de Controle. O próprio ministro da Transformação Digital, Mykhailo Fedorov, convocou abertamente colaboradores para realizar ciberataques, notadamente de negação de serviço DdoS – tipo de ataque em que criminosos usam várias máquinas para enviar solicitações a um servidor com o objetivo de sobrecarregá-lo e impedir que ele seja usado por usuários verdadeiros. Também houve invasões a sites de empresas, de bancos e de órgãos do governo da Rússia. A página oficial do Kremlin, por exemplo, chegou a ficar fora do ar. A Escola de Comando e Estado -Maior do Exército chama a atenção para o fato de que “a atual guerra já mostra uma evolução no contexto da Guerra Híbrida: grupos de indivíduos ou hackers com conhecimento de cibernética participando do conflito ao realizarem ataques ou explorações cibernéticas junto aos países contendores de dentro de seus lares ou de seus escritórios, o que torna o ambiente de operações militares ainda mais complexo, com implicações para o ramo da inteligência e da contrainteligência.”

A disputa da narrativa

O documento reservado da ECEME dedica razoável espaço para tratar das operações de informação e desinformação. Rússia e Ucrânia se enfrentam em outro combate, o da narrativa, para disseminar sua versão dos fatos seja entre os seus, seja, sobretudo, entre a comunidade internacional. Persuadir a opinião pública global é um dos fronts desta guerra. Nesse quesito, a Ucrânia leva notória vantagem, ao ter o apoio maciço de boa parte das grandes potências globais. Os pilares do discurso do país citados pela ECEME, são: a resistência ucraniana surpreendeu os russos; princípio de autodeterminação dos povos; heroísmo do povo ucraniano; elevação a herói do presidente Zelensky; destaque à desproporcionalidade de potência militar entre a Ucrânia e Rússia; solicitação de adesão por parte da Ucrânia à União Europeia; acusação contra a Rússia de realizar bombardeios contra alvos civis, além de ataques terroristas e crimes de guerra”. Do lado da Rússia, as ações de informação têm como objetivo principal difundir a ideia de que as Operações Militares Especiais na Ucrânia não são uma invasão. O trabalho de comunicação de Moscou tem se dedicado a propagar justificativas para o ataque, entre as quais “defender os interesses russos na Ucrânia; proteger a população majoritariamente russa na região de Donbass; refutar a expansão da OTAN junto às fronteiras russas; combater o pretenso nazifascismo ucraniano que aplaca a população de etnia russa, sobretudo no leste da Ucrânia”.

Guerra informacional

O relatório da ECEME elenca uma série de ações de propaganda de guerra realizada pelos dois lados do conflito. O governo da Ucrânia, por exemplo, alçou o soldado Vitaly Skakun ao status de herói de guerra e “símbolo de virilidade” por ter “sacrificado a própria vida” ao destruir uma ponte para deter a aproximação de uma coluna de blindados russos. O governo Putin, por sua vez, ataca a suposta censura sofrida pela agência de notícias russa Sputnik e cunhou a expressão “frenesi russofóbico” do Ocidente, incorporada ao discurso de autoridades, como o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov. A Escola militar cita ainda que “a Rússia se utilizou de ataque cinético (destruição de uma torre de transmissão de Kiev por meio de bombardeamento), na tentativa de corromper o fluxo de informações e transmissão de dados (não cinético) ucraniano, bem como a realização de ataque na Infraestrutura da Unidade de Operações Psicológicas da Ucrânia.” Essas ações, aponta o relatório, “demonstram claramente a importância dada pela Rússia à dimensão informacional do ambiente operacional”. Ou seja: além de pólvora, muita informação e contrainformação ainda será disparada de parte a parte.

#Rússia #Síria #Ucrânia #Vladimir Putin #Volodymyr Zelensky

Não tem almoço grátis

6/12/2021
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O aporte de R$ 300 milhões do Carlyle na rede de restaurantes Madero vai custar ao empresário Junior Dursky uma fatia do seu poder na gestão da empresa.

#Carlyle

Rasante

22/09/2021
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O BTG está procurando sócios para a companhia aérea chilena Sky Airline. No ano passado, com a assessoria do banco, a empresa chegou a estudar uma oferta de ações, mas o céu não está para isso. Procurados, o BTG e a Sky Airline não se pronunciaram.

#BTG #Sky Airline

A volta de um misterioso “jogador” aos gramados brasileiros

30/08/2021
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Um fundo ligado ao investidor iraniano Kia Joorabchian monitora os movimentos de clubes brasileiros prestes a virar empresa, como o Cruzeiro. Joorabchian teria interesse em aportar recursos nas novas Sociedades Anônimas do Futebol (SAF), no que seria o seu retorno ao país. Sua primeira passagem pelo futebol brasileiro se cruza com histórias e personagens nebulosos. O iraniano era o homem-forte da MSI (Media Sports Investments), parceira do Corinthians entre 2004 e 2007. À época, o Ministério Público acusou a empresa de participar de um esquema de lavagem de dinheiro. Joorabchian foi apontado como “testa de ferro” do magnata russo Boris Berezovski. Ferrenho opositor de Vladimir Putin, Berezovsky foi encontrado morto em seu apartamento em Londres, em 2013.

#MSI #Sociedades Anônimas do Futebol

Pênalti contra a CBF

15/06/2021
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A CBF vive seu inferno astral. Árbitros de futebol estão entrando na Justiça contra a entidade para cobrar indenização pelo uso da marca da Sky em seus uniformes. Alegam não ter recebido pelo patrocínio. A operadora de TV por assinatura diz que não é com ela: alega que seu acordo foi fechado com a CBF.

#CBF

Embraer volta ao radar da diplomacia brasileira

9/04/2021
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A demissão de Ernesto Araújo do Ministério das Relações Exteriores reacendeu uma luz no painel da Embraer. Segundo informações auscultadas pelo RR no Itamaraty, o novo chanceler, Carlos Alberto França, está disposto a reabrir conversações no âmbito da OMC em torno da fixação de novas regras multilaterais para a concessão de subsídios do governo ao setor de aviação. O assunto é uma batalha aérea de parte a parte. Assim como a Embraer se queixa de subvenções para concorrentes, sobretudo a Bombardier, há um incômodo lá fora por conta das relações viscerais entre a empresa e o BNDES. O banco costuma financiar a venda de produtos da companhia, de jatinhos a aviões maiores. No início deste ano, por exemplo, o BNDES aprovou uma linha de crédito de R$ 450 milhões para a Embraer, mais precisamente para a exportação de aeronaves modelo E175 à norte-ame­ricana SkyWest Airlines. Por essas e outras, no exterior há quem veja a fabricante brasileira como uma “semiestatal”, com garantia de financiamento do governo – ainda que indiretamente – a taxas, no mínimo, competitivas.

Trata-se de uma questão complexa, dada a miríade de interesses comerciais cruzados, envolvendo países como França, China e Rússia. Além da Airbus – principal adversária da Embraer após assumir a divisão de jatos regionais da Bombardier -, a chinesa Comac e a russa Sukhoi despontam como ameaças emergentes à empresa brasileira. Ambas aditivadas com subsídios governamentais de alta octanagem. Ainda assim, cabe lembrar que existe um experimento diplomático razoavelmente bem-sucedido nessa área: o Entendimento Setorial sobre Aviação Civil (ASU), firmado na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2007, considerado um tento da diplomacia brasileira. Embora não seja membro da OCDE, o país participou do acordo, renovado quatro anos depois.

Por falar em Itamaraty: a primeira missão – ou embate – de Carlos Alberto França nas Relações Exteriores está prevista para a próxima segunda-feira. França levará para a reunião do Mercosul a proposta de redução da Tarifa Externa Comum (TEC) do bloco econômico. Segundo o RR apurou, mesmo com a resistência do Paraguai e, sobretudo, da Argentina, o governo brasileiro vai defender o corte da TEC entre 15% e 20%. O projeto está sendo alinhavado pelo Ministério da Economia, mais precisamente pela equipe do secretário especial de Comércio Exterior, Roberto Fendt.

#Carlos Alberto França #Embraer

Bola na rede

9/11/2020
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A Conmebol negocia com a Vivo para que o seu canal próprio de TV entre no pacote da operadora. Hoje, a plataforma da Confederação Sul-Americana de Futebol só está na Net e SKY.

#Conmebol #Net #Sky #Vivo

Turbulência portenha

29/10/2020
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A Anac acompanha, com apreensão, o imbroglio da argentina FlyBondi e da chilena Sky com o governo do presidente Alberto Fernández. Com dificuldades para controlar o fluxo de passageiros em meio à pandemia, a Casa Rosada ameaça suspender as operações no aeroporto El Palomar. Trata-se do hub usado pelas duas companhias de low cost, ambas com voos já vendidos para o Brasil. A Anac teme que a decisão do governo argentino provoque o cancelamento desses voos entre os dois países e um efeito cascata, com a dificuldade de remanejamento de passageiros para outras empresas.

#Anac

Voo de volta

5/10/2020
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A chilena Sky, que recolheu os flaps no início da pandemia, pretende retomar suas operações no Brasil em outubro. A princípio, serão quatro voos semanais. Mas, o RR apurou de boa fonte que a companhia pretende dobrar esse número ao longo de 2021. A Sky quer se aproveitar do período de turbulência da conterrânea Latam, em recuperação judicial nos Estados Unidos.

#Sky

Ponto final

5/10/2020
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Não retornaram ou não comentaram o assunto: Three Gorges, Pão de Açúcar, Sky, Ford e Enel.

Turbulência

14/08/2020
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Contratado pela chilena Sky Airlines para liderar uma captação internacional de US$ 100 milhões, o BTG vai ter fazer acrobacias aéreas para consumar a operação. A situação da empresa é preocupante. Segundo o RR apurou, no limite os acionistas da Sky Airlines cogitam até mesmo recorrer ao Capítulo 11, nos Estados Unidos, a exemplo da conterrânea Latam.

#BTG #Sky Airlines

Ponto final

14/08/2020
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Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Palmeiras, Crefisa, Sky Airlines e BTG.

Bolsonaro e Landim têm nova jogada ensaiada

30/07/2020
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A tabelinha entre Jair Bolsonaro e Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, não se limita à polêmica MP 984, que alterou as regras para a venda de direitos de transmissão do futebol. Landim tem feito gestões junto a Bolsonaro pela mudança da Lei de Acesso Condicionado (SeAC), que regula a TV paga no país. A medida pode virar pelo avesso o concorrido mercado de aquisição de eventos esportivos no país. A principal guinada seria a permissão para que empresas de telefonia celular e operadoras de TV por assinatura possam comprar os direitos de exibição de partidas de futebol.

Aprovada em 2011, a Lei de Acesso Condicionado proíbe a participação cruzada de um mesmo player na produção e na distribuição de conteúdo. Pouco depois, diante da impossibilidade de atuar nas duas pontas, entre outros motivos, a Globo foi forçada a vender sua participação na NET. Se a MP 984 embaralhou o mercado e lançou insegurança jurídica sobre contratos em vigor, ao dar ao mandante a prerrogativa de negociar suas partidas, a alteração da SeAC poderá provocar um rebuliço ainda maior. A mudança abriria as portas desse setor para fortes players estrangeiros que hoje estão fora do game.

Vivo e Claro, por exemplo, poderiam entrar pesado na aquisição dos direitos de transmissão dos principais campeonatos de futebol do país, algo atualmente restrito às emissoras de TV e às plataformas de streaming – estas, por sinal, ainda vivem em um limbo regulatório. Com a alteração da lei, quem também poderia entrar no jogo é a Sky. Ressalte-se que o ex-presidente da operadora de TV por assinatura no país Luiz Eduardo Baptista, o BAP, é o atual vice-presidente de Relações Externas do Flamengo e um dos principais conselheiros de Landim nos assuntos referentes ao tema. À frente da Sky, BAP, muitas vezes, foi um antagonista de interesses comerciais do Grupo Globo. Jair Bolsonaro e Rodolfo Landim vivem uma conveniente simbiose.

Bolsonaro tem o poder de manejar as regras do jogo e, com isso, atender a pleitos do Flamengo; Landim, por sua vez, franqueou ao presidente da República o apoio do clube mais popular do país. O cartola rubro-negro, por sinal, é um expert em se pendurar em personagens dos quais pode obter benefícios imediatos. Foi assim com Dilma Rousseff, quando ele era presidente da BR Distribuidora e ela, ministra de Minas e Energia; foi assim com Eike Batista, de quem foi um dos “cavaleiros da távola do sol eterno”. No jogo atual, a MP 984 e a mudança na SeAC são faces da mesma moeda. Nos dois casos, a possibilidade de contrariar interesses corporativos da Globo parece galvanizar a relação entre Bolsonaro e Landim. O presidente do Flamengo, ressalte-se, recusou-se a vender à emissora os direitos de transmissão dos jogos do clube no Campeonato Carioca. E ainda levou a final da competição para o SBT, hoje uma espécie de “Sistema Bolsonaro de Televisão”. Foi tudo um jogo de cartas marcadas.

#Flamengo #Jair Bolsonaro #Rodolfo Landim

Fora do ar

22/10/2018
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A inesperada saída do todo-poderoso Luiz Eduardo Baptista da presidência da Sky no Brasil estaria ligada a desentendimentos com a controladora AT&T/Time Warner devido à suspensão do IPO da empresa. Procurada, a empresa confirmou a saída de Baptista para “se dedicar a projetos pessoais”.

#Sky

Pressão contra Disney e Fox

2/10/2018
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As operadoras de TV por assinatura, à frente NET/Claro e Sky, fazem pressão sobre o Cade para que ele vete a compra dos canais Fox, incluindo Fox Sports, pela Disney no Brasil. O grupo norte-americano já é dono da ESPN.

#Claro #ESPN #Sky

Um candidato passageiro na sala de espera

21/08/2018
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Com seu proeminente rosto plastificado e a energia de um jovem púbere, o senador Álvaro Dias, presidenciável do Podemos, circulava entre executivos e endinheirados no último sábado (dia 18), no hangar 2 do Aeroporto de Congonhas, pertencente à Icon, empresa de taxi aéreo contradição de serviços à classe política. Eram 9 horas e alguns dos presentes arriscavam uma bicada no whisky Blue Label, presença obrigatória em qualquer listagem da nobreza dos puro malte. O destino da maioria era Brasília, meca do mundo e submundo eleitoral. Curioso o fato de frequentadores de jatinhos chegarem ao aeroporto com antecedência. Raramente seus voos atrasam, e eles ficam lá, aguardando no bem-bom. O candidato do Podemos abdicou das mordomias da casa. Preferiu aproveitar o ínterim para entoar sua campanha em dó maior. Com a voz empostada se dizia indignado com a pesquisa da XP Investimentos, que apresentou Fernando Haddad (PT) como “candidato de Lula”. Com esse enunciado, o petista chegou a 15% das intenções de voto. “Vou pedir na próxima pesquisa para me apresentarem como Álvaro Dias, candidato das torcidas do Corinthians e do Flamengo e do Sérgio Moro. Ou melhor, candidato do Papa”. Expoente entre useiros e vezeiros da aviação executiva, o senador subtraiu momentaneamente do seu discurso o marketing da pobreza, assim como os dizeres de que não usaria recursos do Fundo Partidário. No hangar 2, Álvaro Dias era o candidato de um outro “Podemos”, o “podemos tudo.” Exceção seja feita a conquistar a Presidência da República

#Alvaro Dias

A difícil reconstrução da PDG

10/08/2018
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Após resolver parte do seu passado, com a aprovação do plano de recuperação judicial, o problema maior da PDG é equacionar o futuro. A incorporadora reabriu conversações com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, entre outras instituições, em busca de financiamento para retomar as obras que estão paralisadas. Há mais de uma dezena de empreendimentos que dependem de dinheiro novo. As tratativas com a alta direção dos bancos são conduzidas pelo próprio presidente da companhia, Vladimir Ranevsky. No entanto, BB e Caixa, dois dos maiores credores da PDG, resistem a reabrir as torneiras para a incorporadora.

#PDG

Chegou a vez da Marinha no governo de Michel Temer

28/03/2018
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A Marinha é a “bola da vez” no reaparelhamento da área militar. O governo de Michel Temer pretende tirar da gaveta um antigo projeto da força naval brasileira: a substituição da frota de aviões de combate embarcados. Trata-se de um contrato que poderá chegar à casa de US$ 1,5 bilhão, considerando-se a aquisição de aproximadamente 20 aeronaves. O investimento caminha pari passu ao projeto do novo porta-aviões brasileiro – a única embarcação deste tipo a serviço da Marinha, o São Paulo, entrou em processo de descomissionamento e desmontagem no ano passado.

Segundo o RR apurou, há contatos preliminares, na esfera do Ministério da Defesa, com fabricantes internacionais. Questões de ordem técnica fazem da sueca Saab, que fornecerá os novos caças da Aeronáutica, uma forte candidata ao negócio. O Sea Gripen, avião embarcado produzido pela companhia, dispõe dos mesmos sensores e tipo de armamento do Gripen NG que será entregue à Força Aérea. A aeronave é considerada versátil: pode operar a partir de porta-aviões Catobar (decolagem por catapulta) ou Stobar (decolagem curta).

O custo unitário do Sea Gripen gira em torno dos US$ 70 milhões. Procurado pelo RR, o Ministério da Defesa informou que caberia à Marinha se pronunciar sobre o assunto. Esta, por sua vez, garantiu que ainda não existem tratativas com fabricantes de aeronaves. Mas confirmou os planos de aquisição dos novos equipamentos. A Marinha informou estar conduzindo estudos, “no âmbito do Programa de Obtenção de Navio Aeródromo (Pronae), quanto às características e requisitos” do próximo porta-aviões.

Disse ainda que, “enquanto não forem estabelecidas as características do futuro Navio Aeródromo, não se poderá definir que tipos ou modelos de aeronaves comporão a sua ala aérea”. Uma vez confirmado, o pacote “porta-aviões/aeronaves embarcadas” selará uma espécie de trilogia de investimentos mais agudos nas Forças Armadas, que engloba a aquisição dos blindados Guarani para o Exército e a própria substituição dos caças da FAB. Este última, embora assinada na gestão Dilma, começou a ganhar altitude no governo de Michel Temer.

A compra dos novos aviões é um antigo pleito da Marinha. A Força dispõe de 23 aeronaves embarcadas modelo A-4 Skyhawk, produzidas no fim dos anos 70. Em 2009, o governo Lula assinou com a Embraer um contrato para a modernização de 12 destes jatos. Muito em razão das restrições orçamentárias na Defesa, a primeira aeronave só viria a ser entregue em 2015. Além disso, o programa de modernização sofreu um baque no ano seguinte, quando um A-4 Skyhawk reformado pela Embraer caiu durante um voo de treinamento.

#Marinha #Michel Temer

Russos viram parceiros-chave para as Forças Armadas

27/02/2018
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As sucessivas aproximações diplomáticas entre os governos de Michel Temer e Vladimir Putin colocaram a indústria militar da Rússia no lugar certo na hora certa. Os fabricantes russos surgem como fortes parceiros comerciais do Brasil no momento em que as circunstâncias pedem o aumento dos investimentos na área de Defesa. Segundo o RR apurou, o Ministério da Defesa mantém conversações com o governo Putin para a aquisição de um novo aparato de segurança aérea.

A negociação envolveria a compra do sistema de mísseis e artilharia antiaéreos S-300, desenvolvido e produzido por uma miríade de agências estatais e empresas russas. Estima-se que, em suas diversas etapas, a aquisição poderia chegar à casa de US$ 1 bilhão. Uma das prioridades das Forças Armadas, acentuada pela sua entrada na segurança pública no Rio de Janeiro, é o reforço do monitoramento e proteção do espaço aéreo, com o objetivo de inibir o ingresso de drogas e armas no território brasileiro.

Parte desta logística do crime é feita por meio de aeronaves e até mesmo por drones. Os mísseis do S-300, como o próprio nome sugere, são capazes de abater alvos a 300 km de distância. Ainda na esteira do acordo na área de Defesa assinado por Temer e Putin no ano passado, o governo deve acelerar as negociações para a compra de até dez helicópteros militares russos, modelo Ka-62. A parceria entre os dois países passa ainda por operações nevrálgicas para a área de Inteligência. Desde o ano passado, a russa Kaspersky Lab fornece soluções de segurança cibernética para as Forças Armadas brasileiras, notadamente sistemas antivírus.

#Michel Temer #Vladimir Putin

Justiça

Antes tarde do que nunca

17/01/2018
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A TIM Brasil estaria prestes a lançar um serviço de TV por assinatura com a sua própria marca. Neste mercado, a operadora está a milhas de distância de Claro/Net, Oi e Vivo. Tem uma parceria com a Sky que ainda engatinha.

#Claro #Net #TIM #Vivo

Mister mídia

18/10/2017
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Luiz Eduardo Baptista alimenta a expectativa de ser o n. 1 da AT&T/Time Warner no Brasil – a primeira comprou o controle mundial da segunda. Baptista, que já preside a Sky, controlada pela AT&T, passaria a comandar também os canais por assinatura da Time Warner. Ou seja: teria poder sobre a produção e a distribuição de conteúdo.

#Sky #Time Warner #TV

Imposto sobre commodities ferve no tubo de ensaio de Temer

24/08/2017
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Há um balão de ensaio prestes a subir do Ministério da Fazenda na contramão da Pasta da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Trata-se de mais uma engenhosidade tributária com o objetivo salvacionista da pátria fiscal. A proposta de ativar alíquotas do imposto de exportação sobre commodities não chega a ser um ornitorrinco, mas consegue a façanha de unir ovíparos e lepidópteros. Exemplo: o casamento pontual das ideias de Henrique Meirelles e Luiz Carlos Bresser Pereira. O abraço entre os dois seria de tamanduá, é claro.

Meirelles topa qualquer parada para equacionar o fiscal ou, no mínimo, dar a dimensão da sua gravidade. Bresser tem um projeto de equidade fiscal e ênfase na reindustrialização. A mesma medida serviria a ambos com motivações distintas, mas levaria, muito provavelmente, o ministro Blairo Maggi a deixar o governo em pé de guerra. Maggi representa o setor na forma absoluta: ele mesmo é um enclave latifundiário na Esplanada dos Ministérios.

O agribusiness tem tido o melhor desempenho da economia, o que não é pouco em um cenário de queda da atividade produtiva e desemprego nas alturas. O seu gravame é baixo em relação aos demais segmentos. Diversos países que têm uma contribuição expressiva das exportações de produtos primários (minerais e agropecuários) utilizam esse expediente. E o argumento de que a competitividade das exportações cairia é considerado balela: as séries históricas demonstram que em longos períodos de preços em alta ou em queda, o volume das seis principais commodities comercializadas pelo Brasil (representam quase 50% do total das vendas ao estrangeiro) permaneceu sempre crescente.

Em um governo quase histérico com o eventual atraso da reforma da Previdência chama a atenção de que até agora a medida não tenha sido aventada, até porque é uma decisão administrativa e, portanto, muito distante das complexas negociações para a aprovação de uma PEC. Segundo a fonte do RR, a bandeira do imposto sobre exportação das commodities será desfraldada a qualquer momento. É só esperar. A dúvida é se quem vai levantá-la não pretende apenas o logro de uma “medida calção”, que serviria somente como ameaça ou justiceirismo bufo. Melhor seria a boa luta pelo fim das renúncias fiscais e subsídios que não favorecem os miseráveis e o fim da obrigatoriedade das despesas, que permitiria a alocação racional dos recursos. A privatização fall front the sky da Eletrobras e a bexiga inchada do imposto sobre commodities são arremedos de ajuste fiscal. Fuga para trás.

#Blairo Maggi #Henrique Meirelles #Ministério da Fazenda

O outono da nossa insipiência em São Petersburgo

21/07/2017
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Nem bem o RR desceu os três primeiros degraus da Hotel Corinthia, cravado no centro da Avenida Nevsky, em São Petersburgo, deu-se início à bateria de interrogações. Auxiliado pela tradutora, tome de perguntas para uns e para outros: “Você sabe quem é Lula?”; “Ouviu falar na roubalheira no Brasil”; “O que você conhece do Brasil?” As respostas dos populares não são nada entusiasmantes. O Brasil continua sendo uma terra meio indígena, com lindas praias, belas mulheres. Ah, e tem o Pelé, que esteve recentemente em Moscou, na Copa das Confederações.

Lula aparece duas vezes na sondagem relâmpago. A primeira pergunta é feita a um rapaz ruivo, de nome Aleksander: “Já ouviu falar do Lula”? “Acho que é o presidente do Brasil, que está envolvido em um caso de corrupção. Procede?” Sim, procedia. O outro rapaz, de nome Andrey, também conhecia Lula, mas confessava ter boa impressão do presidente, que entendia “ser meio comunista, assim que nem Putin”. Mas foi Aleksander quem definiu bem as diferenças: “Se lá no Brasil, pelo que ouço, a corrupção se passa no Congresso, vocês não sabem o que é um sistema apodrecido. Aqui a corrupção se dá no dia a dia. A gente vai ao hospital, por exemplo, e tem de dar um agrado ao médico. Quanto maior a gravidade da doença ou urgência de tratamento maior a cifra”.

Ciente do baixo reconhecimento da realidade brasileira em terras russas, o RR decidiu visitar dois ministérios para ver se os funcionários do atendimento eram mais versados nas histórias que gorjeiam em nossas plagas. Primeiramente, foi ao Ministerstvo torgovli i promishlennosti (Ministério da Indústria e Comércio) perguntar à funcionária Natália, uma senhora de olhos bem azuis, se ela se lembrava de algum brasileiro. Sim, ela se lembrava de “inzhener” Batista ou o engenheiro Eliezer Batista, que há trinta e poucos anos era figurinha fácil na então União Soviética.

Antes que alguém pergunte, Natália não tem a menor ideia de quem é Eike Batista. Próxima parada: o Ministério do Trabalho (em russo Ministerstvo zanatosti i truda). O RR fez a mesma pergunta: “Manjas alguém do Brasil? “A resposta foi seguida de um cantarolar entusiasmado: “Dirceu – voin brazilskogo naroda”, mais conhecida nas convenções do PT como “Dirceu, guerreiro, do povo brasileiro”. O atendente, de nome Pavel, prometeu cantar a musiquinha na Copa do Mundo de 2018, que irá se realizar neste país eurasiano. A Rússia nunca esteve tão longe e tão perto do Brasil.

#Lula

SBT, Record e Rede TV cabem cada vez mais numa só tela

13/04/2017
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O mais novo reality show da TV brasileira exibe os esforços de três emissoras para ganhar fôlego e algum poder de resistência diante não apenas de sua maior concorrente, mas também de outras mídias. SBT, Record e RedeTV pretendem dar um escopo mais amplo à Simba Content, joint venture criada para negociar a venda de seus respectivos conteúdos entre as operadoras de TV paga. As tratativas passam pelo compartilhamento de infraestrutura (estúdios e equipamentos) e produções conjuntas (tanto para TV aberta quanto fechada).

Outra medida cogitada é uma parceria na venda de publicidade, notadamente para o conteúdo produzido de forma associada. SBT, Record e RedeTV enxergam esse comensalismo como uma forma de reduzir a abissal distância para a Globo e, ao mesmo tempo, frear a perda de receita para novos meios, como TVs a cabo, redes sociais, serviços de streaming etc. Ainda que este nível de compartilhamento mais avançado provoque, como efeito colateral, alguma perda de individualidade e autonomia nas decisões e estratégias.

No ano passado, o trio faturou aproximadamente R$ 3,2 bilhões. A Globo, por sua vez, teve uma receita cinco vezes superior à soma das concorrentes: R$ 15 bilhões. Se bem que, a esta altura, talvez a emissora dos Marinho seja o menor dos problemas. No ano passado, a Netflix faturou cerca de R$ 1,3 bilhão, 30% a mais, por exemplo, do que o SBT. Consultada, a Simba informou que sua prioridade “é negociar com as operadoras para que elas remunerem a joint venture, assim como já fazem com outras emissoras nacionais e estrangeiras.” Posteriormente, a companhia vai definir como investir a receita em conteúdo. Segundo a Simba, o percentual será superior aos 20% do faturamento fixados pelo Cade.

Silvio Santos, Edir Macedo e a dupla Marcelo de Carvalho e Amilcare Dallevo têm mantido conversas quase semanais desde o início de março, quando o “homem do Baú” retornou de sua temporada de férias na Flórida. Na paralela, ocorrem também reuniões entre os executivos das emissoras e o ex-BTG Marco Gonçalves, que assumiu o comando da Simba Content. A ideia é que todas as operações em parceria fi quem penduradas na joint venture. Neste momento, SBT, Record e Rede TV estão no meio de uma batalha com as operadoras de TV por assinatura. A Vivo já concordou em pagar pelo conteúdo. As negociações com Net, Claro, Embratel e Oi prosseguem. Segundo a Simba, a Sky foi a única que, até agora, não aceitou negociar.

#Rede Record #RedeTV #SBT #TV

Oito cenários à procura da realidade

21/03/2016
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 As fichas estão sendo apostadas no impeachment de Dilma Rousseff e na prisão de Lula. Mas a ambiência institucional e a volatilidade dos fatos suportam as mais variadas hipóteses, algumas indesejáveis e outras até extravagantes. O RR desenhou seus cenários e deu suas respectivas notas. Escolha o seu. Mas não espere encontrar uma opção tranquilizadora.  CENÁRIO 1: São cumpridos os ritos do impeachment na Câmara e no Senado, e Dilma Rousseff já está pré-condenada por todos. É possível, bem razoável, que Sergio Moro tenha mais alguma gravação “fortuita” para dar o xeque-mate na presidente. Tudo muito rápido. A esquerda patrocina a ideia do exílio de Dilma. Ela vira uma versão grosseira e mal educada de Zélia Cardoso de Mello. Ficará eternamente lembrada como a pior presidente da República de todos os tempos. Nota AAA   CENÁRIO 2: Lula não assume a Casa Civil devido à interpretação condenatória do STF, é preso e, logo a seguir, é sentenciado – no melhor estilo Sergio Moro, a toque de caixa. Pega de 20 a 30 anos de prisão. Algo similar à condenação de Marcelo Odebrecht. A militância do PT desiste de reagir diante do massacre da mídia e da maioria crescente da população, que coloca em dúvida a lisura do ex-presidente. Lula fica engradado e solitário. Esse é o seu pior pesadelo, o do “Esqueceram de mim”. Nota AAa  CENÁRIO 3: Lula consegue assumir o ministério. Faz um discurso seminal em horário nobre. Chama todos à militância. Faz anúncios irresistíveis, a exemplo de um programa de recuperação social e econômica. Lula quebra a espinha dorsal da mídia ao usar à exaustão o horário pago de televisão. Falaria por volta de 10 minutos no horário do Jornal Nacional ou no intervalo da novela das 21 horas. O ex-presidente, com esse show off, reduz a animação dos “coxinhas”. Ainda nesse cenário, Dilma surfa no desarmamento dos espíritos patrocinado por Lula. O impeachment é postergado. Lula e Dilma determinam uma devassa fiscal seletiva e um levantamento de todos os passivos trabalhistas e previdenciários de veículos de comunicação escolhidos a dedo. Nota Bbb   CENÁRIO 4: Lula é preso. Dedica-se a escrever seus diários. Relata como foi perseguido por Sergio Moro, na lenta transformação do regime em um macarthismo verde e amarelo. Com dois ou três anos de cárcere, vai se tornando um ícone, um Nelson Mandela tupiniquim. Nota BBb  CENÁRIO 5: Dilma Rousseff não aguenta a onda e renuncia antes do término da abertura da sessão de impeachment. Lula vence a batalha das liminares no STF e permanece no Gabinete Civil da Presidência. Com um pedido público emocionado de Dilma, segue no cargo mesmo com a renúncia da presidente. Michel Temer assume. Vai governar com Lula. O ex-presidente fica mais à vontade, na medida em que Temer passa a ser investigado no esquema de arbitragem dos preços do etanol na BR Distribuidora e, em segundo plano, do feudo na Companhia Docas de Santos. Nota BBB  CENÁRIO 6: O TSE encontra provas do uso da grana do petrolão para o financiamento de campanha da chapa Dilma/Temer. Game over. Lula é preso. Dilma e Temer rolam o despenhadeiro. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, assume a presidência da República, com o compromisso de realizar eleições em 90 dias. Moro alveja Cunha frontalmente. Assume o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, que carrega um portfólio de denúncias de documento falso, peculato e falsidade ideológica. Renan também cai na rede de Moro. Ascende, então, um togado. O presidente do Supremo – Ricardo Lewandowsky ou, a partir de setembro, Carmem Lucia – cai de paraquedas na Presidência da República. A partir de 2017, portanto na segunda metade do mandato, a eleição do presidente se dará por voto indireto. Os atores que sobem no proscênio da envergonhada política nacional, concorrendo no voto direto ou indireto, são Aécio Neves e Nove cenários à procura da realidade Geraldo Alckmin, Eduardo Paes, José Serra, Ciro Gomes, todos sabidamente patos para Sergio Moro. Sim, restam Marina Silva e Jair Bolsonaro. A julgar pela ausência no momento mais crucial da República, Marina trocaria as eleições no Brasil pelas do Tibet. E Bolsonaro, mesmo que concorra conforme as mais rigorosas normas democráticas, será golpe de qualquer maneira. Nota aaa  CENÁRIO 7: A tensão cresce no país. A nação corre o risco de se transformar em uma praça de guerra. A primeira bala perdida, um número maior de feridos, um confronto corpo a corpo com as forças da ordem e pronto: terão extraído o magma fumegante que assopraram com convicção. Sangue e porrada na madrugada. Dilma, na condição de comandante em chefe, convoca o Conselho Nacional de Defesa, dentro dos estritos ditames constitucionais. Sentados no Conselho, o ministro da Defesa, os três comandantes militares e o chefe da Casa Civil – Lula or not Lula. Juntos, analisam a exigência de se lançar mão do estado de emergência, instituto cabível na situação citada. Golpe? Nenhum, pois a iniciativa está prevista na Constituição. Na excepcionalidade da circunstância, a ordem tem de ser mantida. As negociações com o Congresso e o Judiciário mudam muito! Nota BB+   CENÁRIO 8: O onipresente Sergio Moro avança no seu projeto de dizimar a classe política e refundar o Brasil. Todas as lideranças estão ameaçadas para valer: Lula e Dilma, é claro, mas também FHC, Aécio Neves, Geraldo Alckmin, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Michel Temer et caterva. Os políticos se reúnem para firmar um pacto, um governo de coalizão nacional, compartilhado entre os partidos. Todos acolhem que esta é a melhor solução não somente para a sobrevivência jurídica, mas para tirar o Brasil do atoleiro. Os líderes acordam que a fórmula para estabilizar a economia brasileira é promover um ajuste relâmpago no estilo Campos-Bulhões. Com o Congresso dominado, é pau na máquina. Nota CCC

#Dilma Rousseff #Impeachment #Lula #Michel Temer #Sérgio Moro

Lockheed Martin invade o espaço aéreo da Helibras

22/02/2016
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  Dois gigantes da área de defesa, notadamente da indústria aeronáutica, estão prestes a travar uma dura batalha nos céus brasileiros. A Lockheed Martin prepara uma ofensiva com o objetivo de furar o bloqueio e minar a primazia da Helibras, leia-se Airbus, na venda de helicópteros não apenas no Brasil, mas em todo o mercado latino-americano. A ponta de lança desta operação é a Sikorsky Aircraft, que teve seu controle comprado pelos norte-americanos no ano passado, numa operação de US$ 9 bilhões. A Lockheed Martin decidiu instalar uma fábrica de helicópteros e um centro de manutenção em Taubaté (SP) – a cidade de São José dos Campos também estava no páreo, mas foi superada no quesito “afagos fiscais”. Esta será a primeira base industrial da Sikorsky em toda a América Latina. Os norte-americanos já iniciaram o processo de alistamento da sua tropa no Brasil: fecharam um convênio com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) para a formação de engenheiros especializados na produção de helicópteros.  O desembarque da Sikorsky no Brasil se dá em um momento bastante delicado para a Helibras, de longe, o principal alvo a ser batido no setor – a empresa é responsável por mais de 50% das vendas de helicópteros na América Latina. No ano passado, a Airbus Helicopters se viu obrigada a aportar cerca de R$ 170 milhões na fabricante brasileira para compensar a redução das encomendas, sobretudo das Forças Armadas. Estima-se que a queda dos pedidos no segmento militar tenha passado dos 40% no comparativo com 2014. A fraca performance – associada a uma certa fadiga no relacionamento com os europeus – custou a cabeça de Eduardo Marson, que deixou a presidência da Helibras em dezembro, depois de seis anos no cargo. Ressalte-se que as turbulências do mercado também deixaram suas marcas na fuselagem da Sikorsky. Recentemente, a Líder Aviação cancelou a opção de compra de seis helicópteros da companhia norte-americana, um contrato da ordem de US$ 180 milhões. A suspensão do pedido, no entanto, não alterou o plano de voo da Lockheed Martin para a sua controlada, assim como a crise no setor de óleo e gás, um grande demandador de aeronaves. O grupo entende que a instalação de uma base de produção na América Latina, mais precisamente no Brasil, é condição sine qua non para a Sikorsky disputar o mercado na região. Mira na venda de helicópteros civis e no fornecimento às forças armadas dos países vizinhos. Dessa forma, os norte-americanos esperam, finalmente, deglutir a espinha que está atravessada em suas gargantas desde a derrota na licitação para o fornecimento dos novos caças da Força Aérea Brasileira. Na ocasião, a Lockheed Martin não chegou sequer à fase final da disputa. Procurada pelo RR, a Lockheed Martins/Sikorsky não comentou o assunto.

#Airbus Helicopters #Forças Armadas #Helibras #Líder Aviação #Lockheed Martin

Netflix

21/10/2015
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 O Flamengo negocia acordo de patrocínio com a Netflix. O contrato seria um trunfo político para o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, que disputará a reeleição no fim do ano. Bandeira daria um tapa com luva de pelica especialmente no ex-aliado e agora desafeto Luiz Eduardo Baptista, o “Bap”, levando para o Flamengo um concorrente direto da Sky, presidida pelo executivo.

#Flamengo #Netflix

Tá tudo dominado

31/07/2015
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A Anvisa tornou-se um diretório do PMDB, aquele que “não quer cargo no governo”. Renan Calheiros já emplacou dois dos cinco diretores, aguarda a nomeação de um terceiro, Fernando Mendes, e ainda avança sobre a cadeira de Ivo Bucaresky, ligado ao ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

#Anvisa #Renan Calheiros

O quintal privativo dos donos da transparência

11/06/2015
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O homem é o lobo do homem, já dizia o romano Plauto, em frase popularizada por Hobbes. E as empresas, filosofa o RR, são os cordeiros das grandes auditoras independentes, um oligopólio com demanda obrigatória. PwC, KPMG, Deloitte e E&Y são as big four que sobraram -já foram big six. Embaixo delas sobrevivem centenas de pequenos auditores microbacteriológicos. Estes só sobem um andar se os quatro de cima deixarem ou recusarem o serviço. Puro gigantismo, que pode ser mais bem traduzido como abuso de poder econômico. As auditoras chefonas mandam também no Instituto Brasileiro de Contabilidade (Ibracon), um apêndice acadêmico do setor, que, na realidade, serve para fazer o lobby das manda-chuvas em assuntos regulatórios e ditar a norma culta em “contabilês”. Alguém lembra qual foi a posição do Ibracon por ocasião das discussões com a CVM para instituir o rodízio de clientes nas auditoras? Ganha um terno cinza, o preferido dos auditores, quem respondeu que os universitários do Instituto entregaram cérebro e alma a serviço do seu patronato. A verdade é que, colocada as devidas diferenças, as mega-auditoras são iguais a s superempreiteiras como estrutura de organização: gigantes pela própria natureza, vendedores de serviço únicos, indispensáveis. As empreiteiras tomam whisky com o dono da empresa; as auditoras, cafezinho com o terceiro escalão. Ainda recentemente, as auditoras menores e o governo desperdiçaram uma rara oportunidade de quebrar o monólito. A ideia era instituir uma coauditoria, que funcionaria como a segunda opinião funciona na medicina. Assim, o serviço dos chefões estaria condicionado a  contratação de uma empresa de porte menor para passar o seu trabalho a limpo. O trabalho ganharia uma chancela de qualidade. Seria lido e relido. Pois bem, a medida foi implementada compulsoriamente na França. Veio para cá ser objeto de estudo. Adivinhem onde foi parar? No Ibracon. Entrou para morrer. E a CVM sequer tomou conhecimento do cadáver. A francesa Mazars, uma das dez maiores auditoras europeias, mas uma empresa fora do clube das bambambãs no Brasil, também tentou defender a coauditoria. Nem chegou a balbuciar a tese, e o discurso foi engolido. Moral da história: auditor prefere que não se corrija o seu trabalho, mesmo correndo o risco de que o resultado seja um escândalo de dimensões internacionais. Os auditores são fundamentais para a democracia do país, fiadores que são da transparência, tanto quanto os empreiteiros são relevantes para a construção pesada. Mas os últimos acontecimentos revelam que há algo apodrecido no sistema de coordenação, funcionamento e comercialização dessas organizações. A questão é como extrair o quisto do sistema que é, ao mesmo tempo, parturiente e nutriente dessas empresas, sem necessariamente ferir com gravidade as lendárias dominadoras do setor. Sugestões a  redação.

Obama I

15/05/2015
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A hegemonia da Helibras, única fabricante de helicópteros do Brasil, está ameaçada. A Sikorsky, leiase o grupo norte-americano United Technologies, prepara- se para aterrissar no país. Inicialmente, a empresa deverá ter um escritório em Campinas. O passo seguinte seria a instalação de uma fábrica para a produção de aeronaves civis e militares

#Helibras

Fim de linha

23/04/2015
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A memória de Abraham Kasinsky, representante de uma estirpe de industriais em extinção no Brasil, não merecia tamanha ignomínia. Atuais acionistas da fabricante de motocicletas Kasinski, a chinesa Zongshen e o empresário Claudio Rosa estão ultimando os preparativos para o fechamento da companhia.

Procura-se por Wally no Grupo RBS

12/01/2015
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2014 foi um ano ruim para o Grupo RBS. 2015, por sua vez, também promete dureza. Provavelmente com mais cortes, que precisarão ser feitos sem desorganizar a produtividade e ferir a motivação dos que sobreviverem a s demissões. Entre os desafios, o grupo terá de afinar os novos negócios digitais e recuar quando eles se revelarem um abacaxi; rearrumar o marketing e o comercial de forma que eles possam compensar com agressividade o período de retração previsto para o mercado. Em síntese, nestas circunstâncias dirigir a RBS é trabalho para um gestor tarimbado. Nada a ver com Duda Melzer, que faz parte do problema e não da solução – vide o management de 2014. E Nelson Sirotsky? Cavalheiros da sua Corte de bajuladores dizem, em off the record, que ele parece ter ficado senil.

Magnesita

29/10/2014
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Os ânimos estão exaltados no alto-comando da Magnesita. No mês passado, Maxim Medvedovsky renunciou ao cargo de diretor financeiro. A decisão teria se dado após desentendimentos com o presidente da companhia, Octavio Pereira Lopes, relacionados a  pressão por cortes de custos e o alongamento do passivo.

RBS vira a Transilvânia dos Pampas

6/10/2014
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Duda Melzer, o príncipe carniceiro da RBS, precisa ser exorcizado. Enquanto contrata dois empregados ali e outros dois acolá para suas startups na pauliceia – Duda tem uma coleção de bobagens digitais -, o empresário vai cravando os dentes em seus funcionários no Sul do país. O sucessor de Nelson Sirotsky justifica a violência social com deboche. Em agosto, ao anunciar mais 130 decapitações na folha salarial, Duda enviou uma mensagem a todos os empregados convidando-os a-“romper paradigmas, quebrar barreiras e colocar a RBS cada vez mais no grupo das empresas vencedoras”. Só faltou dizer que o corte faria bem ao demitido. Talvez o “Conde Vlad” do Rio Grande tenha deixado essa parte do discurso para o próximo crepúsculo, que não tardará a chegar. Uma nova leva de dispensas está prevista para logo depois das eleições. Informações que ressoam dos Pampas dão conta de que o número de demissões será superior ao de agosto. Na ocasião, os cortes se concentraram em níveis hierárquicos mais altos – em Santa Catarina, por exemplo, dos nove diretores, ficaram cinco. Desta vez, no entanto, a mordida deverá ser mais democrática, atingindo da portaria a s redações. Aliás, a turma da carteira assinada congrega muitos dos funcionários mais antigos do grupo. Não chega a ser uma surpresa. Desde que assumiu o comando da RBS, Duda tem mostrado uma inequívoca predileção pelo sangue dos veteranos. O príncipe das trevas não pode ver um pescoço com mais de 20 ou 30 anos de casa. Mas por onde anda Nelson Sirotsky, para muitos – inclusive o RR – o Nosferatu por trás das maldades de Duda. Pois saibam que o Grande Gatsby do Rio Grande, ao que tudo indica, colocou um pijaminha de flanela e um xale sobre os ombros para se proteger do minuano. O ex-comandante da RBS sopra baixinho, cada vez mais baixinho, no ouvido do eleito, que responde com uma recomendação subliminar: vá fazer croché de suas lembranças porque o conde agora sou eu. Os funcionários que aguardem seus caninos.

Technip faz do Brasil sua segunda casa

4/09/2014
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O pré-sal está transformando a Technip numa empresa cada vez mais brasileira e menos francesa. A companhia ainda nem concluiu a construção de sua fábrica de tubos flexíveis no Porto do Açu, no norte do Rio, e o presidente da Technip Brasil, Adriano Novitsky, já recebeu boas novas da matriz. Os franceses planejam a instalação de outra planta industrial no país. Será a sua terceira unidade de produção no Brasil – a companhia já está instalada no Espírito Santo. Significa dizer que a Technip passará a somar mais fábricas em terras brasileiras do que no restante do mundo, onde tem apenas duas, uma na própria França e outra na Malásia. Formalmente, a Technip nega a instalação de mais uma planta. Mas, segundo informações obtidas junto ao governo capixaba, os franceses já acenaram com a possibilidade de levar o projeto para o Espírito Santo. De acordo com as mesmas fontes, o próprio CEO mundial, Thierry Pilenko, é esperado por aqui para anunciar o novo investimento. Hoje, o Brasil responde por aproximadamente 10% do faturamento global da Technip, da ordem de 10 bilhões de euros. A expectativa da empresa é que esta fatia chegue a 30% em quatro anos. Além das encomendas no rastro do pré-sal, o parque fabril no país atenderá a diversos outros mercados – notadamente a africa. No Brasil, seus principais adversários na disputa por novos contratos são a norteamericana GE Oil & Gas e a dinamarquesa NKFT. Até 2020, a Technip deverá investir quase R$ 3 bilhões no Brasil, metade deste valor na instalação das duas fábricas. A empresa também planeja construir terminais portuários e encomendar embarcações de apoio para a instalação de tubos em operações offshore.

Os bons tempos em que Luciano Huck pilotava uma Dafra

29/08/2014
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Ainda está por nascer um empresário capaz de dar vida a uma grande fabricante nacional de motocicletas, com cilindradas suficientes para aparecer no retrovisor das líderes do mercado. O Abraham Kasinsky da vez, guardadas as devidas proporções, atende pelo nome de Mario Sergio Moreira Franco, dono do Grupo Itavema. Seis anos após a sua criação, a Dafra está mais para um velocípede do que para a empresa que chegou a s pistas com a promessa de desbancar tradicionais players do setor e se tornar uma das três maiores fabricantes do país. A cada vez que recebe os relatórios de vendas da companhia, Mario Sergio tem vontade de pular da motocicleta em movimento. Ou, numa atitude bem menos extremada, saltar para a garupa e entregar o negócio na mão de um novo piloto, mantendo- se apenas com uma participação minoritária. Se serve de alento, talvez nem precisasse gastar muito combustível. Um candidato mais do que natural seria a chinesa Haojue, com quem a Dafra já mantém uma parceria no desenvolvimento de produtos – no setor em questão, um eufemismo para o expediente de vender modelos fotocopiados dos asiáticos. Consultada, a Dafra garantiu que a parceria com a Haojue segue restrita a s áreas comercial e tecnológica, “sem implicação patrimonial”. Quem conhece Mario Sergio Moreira Franco sabe o quanto qualquer recuo em relação a  Dafra lhe será doloroso. O empresário tem grande apego a  companhia. Quando embarcou no projeto, Mario Sergio já era um empreendedor mais do que bem-sucedido, dono da maior rede de concessionárias de veículos do país, com faturamento superior a R$ 8 bilhões. No entanto, alguns círculos ainda insistiam, de forma injusta, em enxergá-lo como um “vendedor de carros”. A Dafra trouxe-lhe um novo status: foi o seu passaporte para o setor industrial. Ainda assim, haja apreço para suportar os seguidos números declinantes da empresa. Mario Sergio acelera, traciona, mas nada da Dafra sair do atoleiro: há mais de dois anos, a empresa parou nos 2% de market share. Trata-se de um lamentável retrocesso para quem, em seu primeiro ano, conseguiu a proeza de atingir uma participação de 5%, então com apenas quatro modelos disponíveis – hoje são 16. O ano de 2014 tem sido particularmente tenebroso. Não obstante o aumento de 4% na receita líquida, a própria Dafra confirma que, de janeiro a julho, seu volume de vendas no atacado caiu 21% em relação a igual período em 2013 – quatro vezes mais do que as perdas do mercado como um todo (5%). Sem outro remédio, Mario Sergio teria cortado na própria carne, notadamente em setores absolutamente vitais para o negócio, como a área comercial e o marketing. Nos tempos áureos, a Dafra chegou a ter como garoto-propaganda Luciano Huck, que não sai de casa por menos de R$ 1,5 milhão. Mas hoje o apresentador é apenas recordação, assim como os saudosos milhões de faturamento que ficaram pela estrada.

Três meses após comprar a DirecTV

1/08/2014
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Três meses após comprar a DirecTV, a AT&T prepara mudanças na operação brasileira. O controle remoto está diretamente apontado na direção de Luiz Eduardo Baptista, presidente da Sky, braço do grupo no país. A imagem de Baptista está cheia de chuviscos desde o ano passado, quando a própria DirecTV, depois de uma investigação interna, revelou que a Sky Brasil inflou artificialmente sua base de assinantes.

Homem de ligação

22/05/2014
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Guardadas as devidas proporções, há um novo candidato a Celso Barros no esporte nacional, notadamente no que diz respeito a  capacidade de gerar polêmica. O presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista, estaria sendo questionado na companhia pela decisão de patrocinar o time de basquete do Flamengo. O barulho se deve ao duplo chapéu de Baptista, que responde também pela vice-presidência de marketing do clube.

Vivendi renova seu pacote de TV por assinatura no Brasil

15/05/2014
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Em meio a s especulações sobre a venda da controlada GVT, a Vivendi está sintonizada na busca de um parceiro para investir em TV por assinatura no Brasil. Quatro meses após encerrar as frustradas negociações com a norte-americana Echostar, o grupo francês mudou de canal. Agora, quem aparece na tela é a Dish Network, também dos Estados Unidos. As conversas passam pela criação de uma operadora de canais por assinatura, via satélite, com o objetivo de concorrer diretamente com a Sky e, sobretudo, com os serviços de TV oferecido por outras empresas de telefonia. Por meio da GVT, a Vivendi ficaria com 60% do capital da joint venture. Os investimentos na nova empresa seriam da ordem de R$ 300 milhões. A partida se daria nas regiões Sul e Sudeste, com a posterior chegada ao Nordeste e ao Centro-Oeste – a GVT já opera em telefonia fixa e internet por banda larga em todas estas áreas. Oficialmente, a GVT garante que não há negociações com a Dish Networks. Pode até ser. Mas a Vivendi tem razões de sobra para investir alto no segmento de TV por assinatura. Tratase, hoje, de um dos negócios mais rentáveis da GVT. No ano passado, a base de assinantes cresceu 50%, o que, inclusive, permitiu a  empresa ultrapassar a Telefónica, líder do setor. Os franceses apostam na associação com a Dish Network para alçar seu negócio de TV por assinatura no Brasil a um outro patamar. Os norte-americanos têm interesse em expandir seus negócios na América Latina, justamente por meio de parcerias com operadoras locais. Em tempo: o mundo é pequeno. A Dish Network nasceu de uma costela da própria Echostar, com quem a Vivendi chegou a anunciar um acordo em outubro do ano passado, rompido apenas dois meses depois. As duas empresas norte-americanas foram uma só até 2008, quando houve um spin-off ? ainda hoje, ambas mantêm uma parceria no México.

Teacher’s evapora no copo da Pernod Ricard

14/05/2014
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O indicador gira vagarosamente a pedra de gelo. Minutos depois, ela irá desaparecer por completo, transformando o que ainda havia do malte num líquido aquoso, quase incolor. É quando, então, o presidente da Pernod Ricard no Brasil, Thibault Cuny, enxerga no suado copo sobre a mesa uma metáfora para o momento pelo qual a companhia passa. O grupo corre sério risco de perder seu principal negócio no país. A japonesa Suntory está disposta a assumir a distribuição do whisky Teacher’s no mercado brasileiro, há oito anos a cargo dos franceses. Os nipônicos herdaram a marca com a compra do controle da fabricante de bebidas norte-americana Beam, no início deste ano. A decisão representaria um duro golpe para a Pernod Ricard. De uma hora para a outra, a empresa perderia praticamente a metade do seu faturamento no mercado brasileiro de whiskies. O Teacher’s domina 40% das vendas da bebida no país. É o principal responsável pela folgada liderança da Pernod Ricard no segmento, com aproximadamente 85% de market share. Se esse copo quebrar, haja malte para afogar tamanha mágoa corporativa. Procurada a Pernod Ricard garantiu que a venda da Beam não altera o contrato com a empresa. No entanto, segundo fontes próximas ao grupo, o próprio Thibault Cuny tem participado das gestões para manter a distribuição do Teacher ‘s no Brasil. As notícias que chegam do Japão justificam um porre de tristeza. A Suntory já estaria montando um plano de negócios para assumir a importação e as vendas da marca, que consumiria um investimento da ordem de R$ 80 milhões.

American Airlines e US Airways

11/02/2014
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American Airlines e US Airways – agora, uma companhia só – planejam ampliar, até o início de 2015, de 102 para 130 o número de voos semanais entre o Brasil e os Estados Unidos. Ressalte-se que, a partir de 2015, entra em vigor o regime de open sky, com a queda das atuais restrições ao volume de rotas entre os dois países.

Avant premiÁ¨re

15/01/2014
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Logo após o lançamento de “Rio 2”, o cineasta Carlos Saldanha vai se dedicar a um novo roteiro: a venda de parte do capital de sua produtora, a Blue Sky. Saldanha aposta no sucesso do filme para alavancar o passe da empresa.

Acervo RR

Avant premiÁ¨re

15/01/2014
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Logo após o lançamento de “Rio 2”, o cineasta Carlos Saldanha vai se dedicar a um novo roteiro: a venda de parte do capital de sua produtora, a Blue Sky. Saldanha aposta no sucesso do filme para alavancar o passe da empresa.

Na táxi-aéreo de Sirotsky sempre cabe mais um

4/12/2013
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Da série As peripécias de Nelson Sirotsky: acredite se quiser, uma confortável poltrona fiscal em dois ou três jatinhos poderá fazer o milagre de juntar, pela porta de entrada e de saída, o dono da RBS, o técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo e o onipresente Eike Batista. O enredo é rocambolesco. Em primeiro lugar, é preciso entender o que Sirotsky tem a ver com Luxa. O biliardário dos pampas é torcedor e mecenas do Grêmio Futebol Clube, daqueles de abrir a carteira em situações de dificuldade financeira. Luxemburgo foi técnico do Grêmio. Os dois têm seu aviãozinho. Há rumores de que Luxa, inclusive, está prestes a fazer um upgrade e trocar seu jatinho. E Eike com isso Bem, Eike quase não tem mais aviões talvez dois, ou um mas é dono de uma empresa de táxi-aéreo, que um dia foi guarda-chuva para sua frota e hoje é uma casca fiscal do que sobrou das suas aeronaves. O empresário quer vendê-la rapidamente, sinal de que pretende se desfazer de seus aviões, um símbolo de riqueza ostensiva nunca bem visto em empresas em recuperação judicial. Começou pedindo R$ 1 milhão e chegou a iniciar conversações com as Casas Bahia. O negócio iria a reboque da venda de um jato Falcon, que acabou sendo comercializado. Eike já aceita receber R$ 500 mil pela operação de táxi-aéreo. Não é de hoje que Nelson Sirotsky está a  cata de uma companhia de fretamento de aeronaves para reduzir os custos relativos ao seu jatinho. O delegado para essa missão é seu irmão Pedro Sirotsky, a quem chama de o mano pobre da família, segundo línguas vituperiosas. Pobre em termos relativos, mas muito prestativo. Na última edição da feira Labace, Disneylândia dos jatos e helicópteros, Pedro estava lá, mirando a compra de uma fretadora e discutindo também uma operação de time sharing. A empresa de Eike é a bola da vez. Luxa embarcaria com Nelson nessa poltrona fiscal. Em qualquer dessas hipóteses, o voo do Gatsby do Rio Grande será chacoalhado por emoções fortes. Segundo dez entre dez funcionários do aeroporto Salgado Filho, seu parceiro no compartilhamento do jato LAT Citation 10 é o empresário Renato Conill, top nas listas do Ministério Público e da Receita Federal. Conill, dono de mais de uma dezena de empresas, entre elas a Sa¼dMetal, tem dívidas tributárias superiores a R$ 200 milhões. Os motivos para essa paixão pelo risco são atávicos. Em bom “gauchês”, Nelson Sirotsky nunca foi um homem de andar com a chincha na virilha e o estribo froucho. Prova disso, a escolha do seu sucessor na RBS, seu sobrinho Duda Melzer, churrasqueador de gaúchos no grupo pampeiro. Quem indica sorrindo um dizimador e aceita níveis tão elevados de desamor dos seus segura a mossa de qualquer Conill. O imperador da RBS é daqueles que aguenta qualquer tirão.

Quantos votos vale 0,1% de inflação?

18/09/2013
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Dilma Rousseff tem divergências silenciosas com o ex-presidente Lula. Uma delas diz respeito a  importância dada a  oscilação de percentuais ínfimos na taxa de inflação sobre a avaliação do governo nas pesquisas. Dilma implica com o peso dado aos 0,1%, 0,2% e quejandos na carestia. Na visão da presidenta, a mídia reproduz mais os chiliques oportunistas do mercado financeiro do que a percepção de aumento no custo de vida. Até porque, mais 0,1 ponto percentual de inflação em um mês pode ser seguido de menos 0,2 ponto percentual no mês seguinte. Por isso, Dilma namora com a ampliação para dois ou três anos do prazo para o cumprimento da meta inflacionária. O frenesi em torno desses pequenos espasmos nos aumentos de preços ficaria diluído. Dilma ainda não bateu o martelo para a alteração no modelo atual do inflation target porque considera que no momento poderia ter uma influência sobre as expectativas mais deletéria do que o impacto sobre o eleitorado propriamente dito. Ah, então as “inflaçõezinhas” não são importantes? Ora, ninguém é bobo no Palácio do Planalto. O percentual de 0,1% pode significar alguns danoninhos ou três sacos de feijão e arroz. Além disso, existem as marcas icônicas. Por exemplo: o governo persegue com afinco que a inflação de 2013 seja inferior ao INPC de 5,85%, não porque o cabalístico 0,1 ponto percentual vá fazer grande diferença per si na realidade social do país, mas o fará, sim, do ponto de vista psicológico. O mesmo raciocínio se aplica ao rompimento do topo da meta de 6,5%. Se for 6,6%, é um “desastre”, mas somente sob o aspecto simbólico. Alta, a carestia já estaria com a meta cravada de 6,5%, ou em 6,4%, ou em 6,3%… E, mesmo assim, preços altos, pero no mucho. Lula diz que a inflação é o pão nosso do eleitor. Dilma nutre dúvida sobre o custo político dos grãos de areia de carestia. A presidenta contradiz a relação entre um pontinho de inflação e mais votos nas urnas com evidências empíricas. Pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), feita pelo Instituto MDA e divulgada na semana passada, revela que 75,9% não acreditam que a inflação esteja controlada. Outra pesquisa em poder do Planalto, entretanto, garante que mais de 85% não creem que ela possa subir muito. Nesse cenário, a popularidade da presidenta cresceu mais de 8% na pesquisa da CNT. Curioso, é que Dilma, keynesiana de carteira e kaletskyana de coração, quando se trata do aumento dos preços descamba para a Escola de Chicago. Sua máxima é de Robert Lucas, Prêmio Nobel de Economia de 1995, para quem “inflação ruim é aquela que a gente não espera”. Síntese “dilmística”: não é isento aquele que aposta hoje no risco de descontrole inflacionário.

Decálogo do desamor empresarial

16/09/2013
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O presente decálogo – o primeiro de uma série – não tem o objetivo precípuo de ferir suscetibilidades, ainda que vá inflamar alguns egos mais exaltados. No fundo, é um museu de antigas novidades. Ajuda na criação de uma espécie de disclosure dos sentimentos mais profundos dos principais dirigentes empresariais do país. Saber quem ama quem é um bom início para inferir as expectativas de sucesso em negociações, trocas ou até um singelo convite para um drink ao cair da tarde. O ódio, contudo, é um indicador bem mais preciso. O RR bate o martelo: Artigo 1: Fica aprovado o seu primeiro decálogo do desamor; Artigo 2: Todos os dispositivos em contrário estão revogados. Vamos a  desafeição dos poderosos: I. André Esteves “gosta” de Eike Batista e vice-versa, mas só em pesadelos. O acordo para a reestruturação da EBX, já desfeito, foi engolido como um engodo em vários atos. Eike, por sua vez, nutre os sentimentos mais letais por Rodolfo Landim. II. Eike “sempre ele” Batista tem também um caso de desamor tórrido com “Toninho” Dias Leite. Os dois foram sócios em uma mineradora de ouro blue chip nos anos 80. Para nunca mais. III. O Itaú, incluam-se todos os seus engenheiros, adora o Bradesco, inclua-se igualmente todos os seus colaboradores. Ops! Adoram? IV. André Jakursky e Marcelo Serfaty odeiam Paulo Guedes, que odeia Claudio Haddad. Ah, da mesma turma dos três primeiros, André Esteves, de novo, odeia, sob a forma de desprezo, o ex-patrão, Luiz Cesar Fernandes. Aliás, que fim levou Luiz Cesar Fernandes? V. Richard Klien gostaria de embarcar num navio no Porto de Santos com Daniel Dantas. E jogá-lo em alto-mar. VI. Maria das Graças Foster odeia José Sérgio Gabrielli, que odeia Ildo Sauer. Mas Graça é uma gracinha, pode odiar um pouquinho. VII. German Efromovich também detesta José Sergio Gabrielli. Mas por outros quinhentos! Aliás, centenas de milhões de reais. VIII. Roger Agnelli detesta Benjamin Steinbruch mais do que qualquer pessoa do mundo. A recíproca é verdadeira. IX. Constantino Jr. sonha todas as noites que David Barioni vai voar com as duas turbinas pinadas. Recentemente, Barioni pousou, sem o trem de aterrissagem, no Banco BVA. X. Joseph Safra ama todos os empresários, funcionários, crianças e passarinhos. Safra é a própria “noviça bancária”. Cruzes!

Fundação Cesp

23/08/2013
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O clima está acalorado na Fundação Cesp, entidade de previdência privada da geradora paulista. O presidente da instituição, Martin Roberto Glogowsky, tem penado para aprovar o limite do percentual de investimentos do fundo no exterior. A dispersão vai de 0,3% a 0,6% do patrimônio.

A novela mexicana dos pampas

8/08/2013
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A grande comoção provocada pelo extermínio de gaúchos na alta direção do Grupo RBS – ver RR nº 4.405 – parece, finalmente, estar sensibilizando Nelson Sirotsky e o seu valete travestido de monarca, Eduardo “Duda” Melzer. Não há sinais de remorso, mas, sim, uma pausa estratégica, fria como a lâmina que ceifou a velha e boa gauchice dos cargos de comando do conglomerado sulista. “Gaúcho bom é gaúcho longe da RBS” passou a ser um dos slogans tácitos da dupla renegadora. Mas os ventos do Rio Grande sopram forte, exigindo mais vagar com o andor. A saída de Mariano de Beer da vice-presidência da área de educação é o ponto de inflexão. Beer saiu porque quis. Voltou para Sampa e subiu vários degraus na escala profissional: assumiu a presidência da Microsoft no Brasil. O que chama atenção no episódio, contudo, não é a partida do executivo, mas a acefalia no setor de educação do Grupo. O ambiente está tenso como a corda esticada de um violoncelo. Os Sirotsky não deram ainda sinal se atendem ao clamor da terra e recolocam um gaúcho na função – afinal, tem gente boa naquelas paragens – ou se Duda vai procurar outro franco atirador na Telefônica. A empresa parece ter virado sua pátria, levando-se em consideração o número de profissionais oriundi da operadora que desembarcaram na casa dos Sirotsky. Nos próximos dias, espera-se o término da novela. A não ser que a família engate em um novo enredo. Essa tem sido a sua especialidade. Mas até as paredes da RBS torcem pela nomeação de um conterrâneo e por um “basta” na política do antigauchismo.

Bertin nega serem suas as digitais na Blessed

17/07/2013
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Se Roman Polansky filmasse o contencioso entre o grupo Bertin e a Blessed LLC, com sede no estado de Delaware (EUA), a fita já teria um nome certo: “A dança dos peritos”. No lugar dos vampiros, que co-protagonizam o filme de Polansky estaria uma dívida exangue de R$ 100 milhões com o Banco do Brasil. Antes dos peritos entrarem em cena, há uma dança anterior: uma transferência de cotas do fundo Bertin-FIP para a Blessed , que seria supostamente ilícita, mas seria lícita, podendo ser ilícita ou não. Em síntese, um minueto entre aquilo que existe e o que nunca existiu. Os irmãos Bertin são sócios minoritários da JBS através do Fundo Bertin-FIP. As cotas do fundo teriam sido dadas em garantia de um empréstimo do BB para o Grupo Bertin. O processo começou no último dia 10 de junho, quando o duo resolveu questionar na Justiça a transferência dessas cotas para a Blessed. A disputa está sendo travada entre os peritos contratados de lado a lado para constatar a veracidade das assinaturas que validaram a transferência das cotas para a Blessed. O Bertin grita como se a Blessed tivesse cravado os dois caninos na sua jugular. Há diferenças de approach entre as partes. A empresa norteamericana chamou quatro especialistas em grafodocumentoscopia, que analisaram as assinaturas dos contratos, tanto o bilateral quanto o que foi chancelado pelo Citibank, gestor do Bertin- FIP, além das atas das últimas três assembleias dos cotistas do fundo. Na contramão de tanto rigor, o grupo Bertin contratou um único perito, Celso Mauro Ribeiro Del Picchia. A moviola não para de rodar nesse trecho. Enquanto os peritos da Blessed afirmam categoricamente que as assinaturas são verdadeiras, Del Picchia faz uma série de ressalvas para dizer o contrário. Para sangrar ainda mais a situação do grupo Bertin, há um inquérito sendo aberto por fraude em uma perícia feita por Del Picchia na 3ª Vara Criminal de Barueri (SP). O perito chegou a impetrar um habeas corpus para que fosse suspenso o processo, mas a medida não foi aceita pelo juiz. Procurado, o Instituto Del Picchia informou que o perito ainda não foi indiciado. Sobre a perícia do fundo, alegou sigilo profissional para não falar. Há detalhes nos autos que somente deveriam ser revelados em noite de lua cheia. Por exemplo: a transferência das cotas do Bertin-FIP para a Blessed ocorreu antes da incorporação do frigorífico Bertin pela JBS, o que afastaria o envolvimento desta, apesar da insistência do grupo Bertin de envolver a sócia no contencioso. Sobram elementos para inferir que se trata de uma atitude ardilosae vampiresca para desviar a atenção da dívida.  O enredo tem como um dos coadjuvantes o Citibank. O banco tem se fingido de morto porque fez a transferência em duas tranches das cotas do Bertin- FIP para a Blessed. Uma de 1,2 milhão de cotas e outra de 348 mil cotas. A pergunta que não quer calar é por que o Citi não conferiu as assinaturas dos contratos de venda das participações. Ou será que conferiu? O Banco do Brasil, por sua vez, tem sido implacável na cobrança do débito devido a  quebra de confiança provocada pela venda das cotas do Bertin-FIP, que servem de garantia do empréstimo bancário.Essa semana a Blessed deverá recorrer da decisão da 5ª Vara Cível de São Paulo de bloquear a comercialização das cotas. A expectativa é que o Tribunal de Justiça determine a realização de uma terceira perícia para constatar a veracidade das assinaturas. Procurados, o BB e o Citi não quiseram comentar e Bertin e Blessed não se pronunciaram.

Um homem acima de qualquer suspeita

16/04/2013
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Um deep throat da RBS jurou de pés juntos que Nelson Sirotsky contratou uma agência de investigações para, digamos assim, “mapear” (a palavra espionar é muito forte) as fontes de informação do RR sobre o grupo. Outro interlocutor do big boss disse o mesmo, com palavras mais singelas. A agência seria de origem israelense, afamada, de muitos bons serviços prestados aos contratantes no Brasil. O RR não vai confirmar a informação com Nelson Sirotsky ou com o Grupo RBS. Prefere acreditar piamente que entre as besteiras que os gaúchos cometeram nos últimos tempos, algumas relatadas aqui nessa newsletter, não estaria procurar algum James Bond mercenário para intimidar ou até chantagear um opúsculo nanico, ainda que pretensioso, é bem verdade. Melhor seria se a RBS estivesse pensando em alguma maneira de mitigar a vergonhosa demissão do chargista Marco Aurélio, do jornal Zero Hora, por ter publicado uma caricatura = aprovada pela chefia, ressalte- se – sobre o episódio fúnebre da boate Kiss. O profissional tinha mais de 40 anos de casa e já era considerado móveis e utensílios do grupo. Aurélio – em sentido metafórico, é claro – quase foi linchado na redação. E um dos filisteus que estava com uma pedra na mão era o ético defensor da liberdade de expressão Nelson Sirotsky. Só restou a Aurélio rezar para a memória do finado fundador Maurício Sirotsky, seu amigo dos bons tempos. Não existem mais homens com essa grandeza no Grupo RBS, que bem poderia, nessa nova era, se chamar “Ratoeira, Brabeira e Soberba”. Mas o RR confia que os melhores eflúvios do bom Maurício estão por aí, pairando no ar como energia positiva, e irão ajudar a colocar a cabeça de Nelson, Duda e cia. de volta a  direção correta. Eles têm tanta coisa boa para fazer, meu Deus! Para que prejudicar os outros? Não, até prova em contrário, o RR definitivamente não confia nessa perfídia de que está sendo espionado por uma agência de informação.

Acervo RR

Fuzarca e desalento no reino dos Sirotsky

24/01/2013
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O crepúsculo de 2012 foi especialmente pícaro para os Sirotsky. O bonde do Pretinho Básico atravessou a sede do grupo cantando, aos gritos, seu tema de fim de ano: uma paródia repleta de elogios e graçolas com funcionários, dirigentes e acionistas. A título de apresentação, o “PB”,como é chamado no Sul, é uma versão suburbana do Pânico transmitido pela Rádio Atlântida FM. O pessoal é até criativo. Transformou o ambiente em um baile de Carnaval do Monte Líbano, com homens sem camisa, suados, pulando e berrando pelos corredores. Mal sabiam eles que por detrás da comédia e dos sorrisos amarelos se revelava, com a sutileza dos falsos segredos, o drama da sucessão no império pampeiro. Os menestréis da chanchada fizeram “Seu” Jaime Sirotsky, o “jubilado”,ensaiar um samba alquebrado. Seguiram sua marcha até o trono manchado de fel de Nelson Sirotsky, que, na voz do “PB”, foi diminuído a  condição de conselheiro, e tão somente. Segundo o coreto, sobrou para ele a alegoria de estar sempre presente no coração dos funcionários. Não seria tão pouco assim não fosse a ostensiva reverência feita pelos gaiatos do “PB” a Duda Melzer, nº 1 da RBS. Sentado no seu troninho, Duda ouviu, desconfortável, o cantarolar de que é “presidente e nosso rei”, possivelmente imaginando que a cena seria vista por Deus e o mundo. Aos olhos plebeus, ficaria explícita a expressão de muxoxo do rei aposentado, seu tio Nelson. Os conhecedores da trama não teriam dificuldade em identificar o rancor injetado nos olhos do ex-presidente do grupo. Se a história se resumisse a essa pantomima cafona, tudo bem. Ocorre que há muito mau trato e tristeza por detrás dessa farra. Semanas antes da hilária comemoração, Geraldo Corrêa, escorraçado da vicepresidência do grupo e encostado na função de presidente da plataforma de agronegócio em São Paulo, fazia seu périplo para a venda do Canal Rural. Na ocasião, esteve reunido com o presidente da Bandeirantes, Johnny Saad. O encontro acabou se tornando uma catarse. Em vez de se concentrar na negociação da emissora, Corrêa passou a maior parte do tempo se lamuriando da sua condição na RBS. Johnny disse aos mais próximos que poucas vezes viu tanta lamentação. Em tempo: para quem quiser assistir a  chanchada da RBS, o filmete pode ser encontrado no Youtube: http://www.youtube.com/ watch?v=k4AZiAx_R_k. Antes disso, os muitos amigos de Milene Sirotsky, filha de “Seu” Jaime, já tinham se esbaldado com a pré-estreia no Facebook.

Acervo RR

O conto de Natal do peculiar “Scrooge da RBS”

3/01/2013
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O Natal de Nelson Sirotsky, dono do Grupo RBS, tem semelhanças sutis com o antológico conto escrito por Charles Dickens, “A Christmas Carol”. Nelson, como se sabe, não é daqueles que reverencia o nascimento de Jesus ou se enternece com a adocicada lenda de Santa Claus. Sua ligação com esse período de concórdia e paz na terra entre os homens de boa vontade se dá puramente por metáfora e livre associação. O conto de Natal de Dickens narra a história do sovina Ebenezer Scrooge, um velho rabugento e solitário, implacável com as pessoas, preocupado apenas com os seus lucros e que detesta o Natal e a felicidade estampada no rosto das pessoas por esta data. São adjetivos exagerados para o controlador da RBS, que, na verdade, nem é sovina, mas o que vale é a essência da história. Não custa lembrar também outra ressalva: Nelson Sirotsky é um Ebenezer Scrooge sem redenção. Nelson mandou o Espírito de Naval a s favas, mesmo suspeitando que ele lhe trazia um recado do patriarca Maurício Sirotsky, com a recomendação de sensibilizar seu coração de pedra. Diria o mensageiro do éter, com a voz sibilante. “Faças um bom negócio, não há porque não fazê-lo, mas não humilhe os teus”. Para o insólito “Scrooge dos Pampas”, porém, tudo que é sólido não se desmancha no ar. E nada seria mais sólido do que levar a  lona um parceiro de velhos tempos. A sovinice de Nelson tem um alvo e ele está no Conselho de Acionistas. O manda-chuva tem um sócio bem diferente do personagem Jacob Marley, um homem cruel e impiedoso. Fernando Ernesto Corrêa, ao contrário da perversidade do conto de Dickens, somente ajudou seus amigos, seus familiares, e a todo o Grupo RBS. Mesmo Eduardo Melzer – preposto de Nelson -, com todo o seu desprezo pela antiga geração de profissionais da RBS, não poderia ter outros adjetivos para Fernando Ernesto senão os de um profissional dedicado e honesto, que penou essa parte final da vida com os mandos e desmandos do então presidente do grupo. Era sobre ele que o espírito de Maurício Sirotsky falava, tentando alterar o destino de sofrimento que, invariavelmente, torna-se o desfecho dos homens maus. Fernando e seu filho Geraldo misturaram suas identidades com a do clã dos Sirotsky. Enquanto o velho Maurício era vivo, foram tratados com gratidão, um sentimento em muito herdado do pai de Fernando, o economista Ernesto Corrêa, figura lendária do jornalismo gaúcho. Mas esses foram outros Natais. Hoje, Geraldo é espezinhado por Duda Melzer, que foi feito presidente da RBS (O RR já contou essa história). Ele se encontra praticamente encostado nas empresas. Fernando Ernesto, por sua vez, foi aprisionado em algemas de ouro. O sempre leal advogado e assessor de assuntos institucionais, que vem tentando vender sua participação de cerca de 8% no capital da empresa, recebeu como contraproposta de Nelson ?Scrooge? Sirotsky uma cesta de pão mofado e um punhado de castanhas azedas. Os valores chegam a ser ofensivos. Maurício Sirotsky, lá do além, deve pensar: “Por que meu filho, não fazes uma proposta mais justa, já que, com essas ações, passarias a ter mais de 20% da RBS? Ajuda gente que te ajudou e ajudas a ti mesmo.” Mas o Espírito da bondade não parece contagiar o “Scrooge dos Pampas”. É ávaro o Natal dos Sirotsky. Pelo menos no que diz respeito a Fernando Ernesto.

Grupo RBS

23/11/2012
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Um dos acionistas do Grupo RBS, “o mais pobre” segundo as más línguas do clã dos Sirotsky, gostaria de se desfazer da sua participação societária. Segundo uma fonte encravada no conglomerado de comunicações gaúcho, o motivo é o mesmo de sempre: Duda Meltzer, gestão etc e tal.

Acervo RR

George Lucas

17/10/2012
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O recém-nascido Banco Plural pretende ser o Luke Skywalker em uma disputa direta com o BTG, há muito tempo o Darth Vader do mercado de capitais. Para não dizer que a contenda entre os Jedi e o “lado negro da Força” é desequilibrada, o Plural conta nas suas fileiras com Jorge Felipe Lemann, o “Pipo”, filho de Jorge Paulo Lemann. A questão é que o mercado nem sempre gosta dos mocinhos. E mesmo em outras esferas da galáxia, a predileção é pelo protagonista mais sombrio. Que o diga Guido Mantega.

Acervo RR

O passado bate Á  porta de Nelson Sirotsky

17/10/2012
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O empresário Nelson Sirotsky deveria ter feito um acordo com as três Nornas, símbolos femininos da fé inexorável nórdica, conhecidas como Urdar, Verdandi e Skuld, que indicam o passado, a atualidade e o futuro. Narcisista e prepotente, Nelson preferiu acreditar que ele próprio era o tecelão do destino da RBS e o guardião da sua consanguinidade na regência do grupo. Não custou muito para que a ampulheta do tempo testasse suas convicções. Do seio da própria família emergiu o cavalheiro Marcos Dvoskin, exmarido de Sônia, uma das irmãs de Nelson e acionista da RBS. Eram tempos heróicos, quando a garra e a vontade de vencer se sobrepunham nos Pampas. Marcos assumiu a diretoria de mídia do grupo, tendo um papel de louvor no desenvolvimento do Diário Catarinense – algo que até Nelson reconhece. Sua trajetória no conglomerado gaúcho foi, no mínimo, exemplar, com o cumprimento de 28 anos de carreira na casa. Ao contrário de Nelson, para quem tanto brilho tinha que ser ofuscado, o dono de fato e de direito da RBS, Maurício Sirotsky, a  época sogro de Marcos, nutria pelo genro grande amizade. Reza a lenda que Marcos e Maurício foram os mais devotados parceiros até o fim da vida do patriarca. Veio, então, a separação de Marcos e Sônia. Nelson fez gosto, afinal as Nornas empurravam aquele rapaz para sua sucessão. Marcos saiu e foi ser diretor-geral da Editora Globo, em São Paulo, cargo no qual mais uma vez se destacou. A seguir, comprou o espólio da Manchete, de onde tirou leite de pedra. Vale recordar que Marcos começou a vida como motorista de táxi, sem o aplomb, portanto, que Nelson exigia para o mais alto cargo do grupo. Ah, e havia o sangue plebeu. A roda do destino girou mais uma vez e quiseram as Nornas que um outro quadro irradiante brotasse do solo da RBS. O talentoso executivo atende por Francisco Valim, que entrou no grupo com a bênção e o chamego de Nelson Sirotsky, galgando até o cargo de vice-presidente financeiro da RBS Participações. Valim suou a camisa para dar a solidez que a empresa nunca teve, sendo o grande responsável pela capitalização do grupo. O executivo, conforme Nelson espalhava a torto e a direito, estava sendo preparado para se tornar seu sucessor. Muitos acreditaram que eram palavras sinceras. Mas a realeza sabia que o destino do VP financeiro eram favas contadas. Havia o sangue impuro. Dito e feito. Valim foi parar na Telemar em episódio nebuloso de perda da titularidade na RBS. Não fosse a onipotência, Nelson já teria se penitenciado mil vezes por tê-lo deixado sair. A terra rodou mais milhares de vezes até chegar ao proscênio da saga dos Sirotsky: o comando do império por Eduardo Melzer. O jovem mandatário começou a trabalhar como um franqueado de venda de balas açucaradas em lojas de shopping. Estava ali bem assentado, com o gosto doce pela vida. Foi, então, que seu pai, Carlos Melzer, perguntou-lhe, em tom de intimação: “Você vai continuar vendendo bala o resto da vida? Vai logo para a RBS.” Duda tinha sangue azul. Sua ascensão dependia só de Nelson. E a profecia se cumpriu. Talvez tenha sido esse o maior castigo de Nelson por querer jogar dados com o universo. Sofrimento maior somente se um dos acionistas controladores ? sangue do seu sangue – vendesse sua parte, cindindo um reinado que já parece flertar com a acefalia. Melhor não desdenhar do destino, e jogar melhor as cartas que ele embaralha.

Porta dos fundos

4/10/2012
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As relações entre a Vinci Partners, de Gilberto Sayão, e Zeca Grabowsky, fundador da PDG, estão desmoronando de vez. A gestora de recursos, que se tornou a maior acionista individual da construtora, não se satisfez com a saída de Grabowsky da presidência da empresa. Agora, estaria fazendo pressão para que ele venda sua participação e deixe o Conselho de Administração da PDG. Procurada pelo RR, a empresa não se manifestou.

Acervo RR

Tempo de casa também é critério para expulsão na RBS

15/08/2012
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Christiano Nygaard é um sujeito bacana, legal, boa praça e extremamente competente. Todas essas lisonjas não são excludentes do seu antigo trabalho na RBS. O estigma laboral hoje no grupo é ser gaúcho e ter um longo tempo de serviços prestados a  casa. Desde que Eduardo Sirotsky Melzer assumiu a presidência do conglomerado, vem sendo realizada uma varredura dos quadros herdados da gestão anterior. No caso de Nygaard, entretanto, a história foi um pouco diferente. Certo de que seu destino não seria diferente de outros diretores recentemente defenestrados, pediu demissão do cargo de diretorgeral de jornais do Rio Grande do Sul e foi buscar uma colocação no mercado. Por uma via oblíqua, Nygaard acabou fazendo a trajetória que Duda Melzer estimula aos seus novos comandados. Foi parar em São Paulo e com um tremendo upgrade. Assumiu a diretoria-geral de Mercado Leitor e Operações do Grupo Estado. Quem conhece Nygaard sabe que essa mudança de ares nunca esteve em seus planos. Ele tem Porto Alegre tatuada na alma. Por exemplo: seu pai é dono do Armazém Riograndense, o primeiro do gênero de comestíveis finos do estado. Sua saída da RBS, onde trabalhou por mais de duas décadas, deve ter doído muito. Mas não havia outro jeito. Na última festa de jubilação, que a RBS realiza tradicionalmente todo ano para homenagear os funcionários com mais tempo no grupo, a pedra foi cantada para todos. O evento marcou o anúncio da transição administrativa e da escolha de Melzer para a presidência. Para que não restassem dúvidas sobre o que estava por vir, o animadíssimo Luciano Huck, dublê de amigo de Duda e mestre de cerimônias da festa, não se cansava de repetir, em alto e bom som: “Agora, enfim, chegou a hora dos mais jovens”. Huck sabia muito bem do que estava falando. No lugar deixado por Nygaard, assumiu um executivo também da casa, Marcelo Rech. Entre tantas outras, foi alçado ao cargo com a credencial de ser mais jovem do que seu antecessor. Dentro da RBS, a percepção é de que o episódio Nygaard ainda está longe de ser o último. A cada um que cai, Duda se sente motivado a degolar mais dois.

Acervo RR

Grupo RBS vira uma novela de traição e mágoa

17/07/2012
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A saga da RBS poderia ser escrita sob forma de uma novela no melhor estilo de Érico Veríssimo. O primeiro tomo se chamaria “A origem”, contando os passos iniciais do fundador, Mauricio Sirotsky, para a montagem do grupo. O segundo fascículo receberia o título de “A construção”, com o relato da trajetória de Nelson Sirotsky e sua importância para a consolidação do conglomerado. O terceiro e atualíssimo compêndio seria conhecido pelo nome de “A traição”. Ele reportaria a ascensão de Eduardo Melzer ao comando da RBS e sua iniciativa de afastar da empresa a família e seus homens de confiança e cortar os laços com o gauchismo. “Duda” ratificou as informações publicadas pelo RR na edição nº 4.405, ao anunciar sua intenção de transferir, pedaço por pedaço, a RBS para São Paulo. O passado parece incomodar profundamente o príncipe desgarrado dos pampas. A crônica da humilhação de Geraldo Corrêa, um herdeiro do grupo quase demitido, é emblemática. Tudo começa nos idos dos anos 70, quando Mauricio Sirotsky levou a s telas da TV Gaúcha um desfile de monoquíni. O regime militar quis cassar a concessão da emissora. Mauricio chamou, então, o brilhante advogado Fernando Ernesto Corrêa para defendê-lo. Corrêa conseguiu salvar a TV. Como retribuição, Maurício convidou o advogado para ser seu sócio, dando-lhe 8% da RBS. Corrêa, então, ficou tratando da parte de lobby e assuntos jurídicos. Anos depois, quando Nelson Sirotsky assumiu, sucedendo Jaime Sirotsky, este último e Fernando Corrêa ocuparam as funções de presidente e vice-presidente do Conselho de Administração. Como vice-presidente na gestão Nelson Sirotsky, assumiu, então, o filho de Fernando, Geraldo Corrêa. O vento levou o tempo para mais adiante e “Duda” despontou como novo comandante. Enquanto foi se acomodando na cadeira do dragão, o jovem Sirotsky começou seu processo de desbastamento dos gaúchos na gestão da empresa. Maquinou a retirada de Geraldo Corrêa da vice-presidência e o empurrou para a chefia do Canal Rural, o negócio mais desimportante do grupo – boa parte da programação da emissora é dedicada ao leilão de joias. Requinte da crueldade: no dia em que Geraldo foi transferido, foi feita apenas uma nota de comunicação e imediatamente seu nome foi tirado do expediente do Zero Hora, onde estão perfiladas todas as funções executivas do grupo. Na primeira semana de julho, quando “Duda” assumiu definitivamente a presidência e trouxe executivos egressos da Telefônica para cargos de comando, em uma manobra conciliatória Geraldo Corrêa voltou ao expediente como vice-presidente do segmento rural. Na RBS, tem-se como certo que o escanteado herdeiro caiu para cima e o ato final da tortura será a degola do gaúcho. Mesmo em um cargo de menor importância, “Duda” quer o pessoal de fora. Sua gente, ele quer bem longe

Acervo RR

RBS deporta seus gaúchos dos cargos de comando

27/06/2012
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Há muito barulho por bairrismo na RBS. O atual mandachuva e um dos herdeiros, Eduardo Sirotsky Melzer, chutou o gauchismo para longe. Ele importou o ex-diretor da Telefônica para a América Latina, Mariano De Beer, que assumiu o comando da HSM – empresa de educação do grupo. A contratação de De Beer é vista dentro da própria RBS como mais uma demonstração do empenho de Melzer em espanar os gaúchos dos cargos cinco estrelas da companhia. O maior símbolo desta expatriação é o fortalecimento de Fabio Bruggioni na gestão do grupo. Ex-vice-presidente do segmento corporativo da Telefônica, o executivo foi contratado em abril do ano passado, já por influência de Eduardo Melzer. Posteriormente, quando “Duda” foi alçado a  presidência da RBS, Bruggioni assumiu suas antigas funções, leiase todas as operações que não incluem rádio, TV e jornal, ou seja, internet e a própria HSM, entre outros negócios. A dobradinha Melzer e Bruggioni não se limitou a  contratação de De Beer. Recentemente, arregimentou outros dois exdiretores da Telefônica e promete não parar nisso. Essa ruptura conduzida por Melzer mexe muito com os brios riograndenses e, especialmente, com a autoestima de seu tio Nelson Sirotsky. Presidente do Conselho de Administração, Nelson passa grande parte do tempo em seu luxuoso apartamento em Nova York. Ele não pode sequer ouvir falar no nome da Telefônica, um ninho de cobras onde, a seu ver, “Duda” foi buscar os membros do altocomando da RBS. Explicase: por ocasião da privatização da Telesp, Telefônica e RBS eram parceiras. Coube, entretanto, ao grupo gaúcho o trabalho de leão em toda a modelagem. No entanto, o então CEO da Telefônica, Juan Carlos Villalonga, jogou Sirotsky para escanteio antes do leilão. A puxada de tapete fez tão mal ao empresário que ele passou mais de um ano para se recuperar emocionalmente do baque. Seu sobrinho, contudo, insiste em ignorar tanto as suscetibilidades do tio quanto as tradições riograndenses. Antes de assumir a presidência da casa, “Duda” parecia disposto a fincar pé em solo gaúcho. Comprou a mansão de Frederico Gerdau e se dizia muito satisfeito. Bastou trocar de cargo para adquirir um apartamento no Jardim Europa, em São Paulo, e se tornar mais um gaúcho mezzo auto-exilado. Nos pampas, onde a RBS, junto com Gerdau e Grendene, são as poucas empresas de expressão nacional, a fuga de um filho da terra para outras plagas tem uma repercussão daninha. Os mais raivosos já dizem até que Melzer vai levar a sede do grupo para São Paulo.

Acervo RR

GP nas telas

15/06/2012
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Com pouca luz, mas muita ação, começaram a ser rodadas as primeiras cenas para a entrada da GP Investimento no capital da Blue Sky. Trata-se da produtora do badalado cineasta brasileiro Carlos Saldanha, diretor do filme “Rio”. Procurada, a GP não quis se pronunciar.

Acervo RR

Skype

7/05/2012
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O fundo de venture capital Atomico, criado por um dos fundadores do Skype, Niklas Zennstra¶m, reservou cerca de US$ 50 milhões para fazer umas comprinhas no Brasil

Nextel

4/05/2012
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A Nextel negocia um acordo com a Sky para a oferta conjunta de pacotes de telefonia, internet e TV por assinatura. O grupo, que está despejando R$ 5 bilhões na criação de sua rede 3G no país, quer reduzir a desvantagem em relação a s empresas de telefonia que vendem estes serviços em um só embrulho. Procurada, a Nextel informou que “não comenta boatos de mercado.” A Sky divulgou “não ter informações sobre o assunto”.

Acervo RR

RBS 1

9/04/2012
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O Grupo RBS prepara o lançamento de um canal a cabo especializado em esportes. Para os Sirotsky, a parte mais complicada do projeto é costurar com todo o cuidado uma espécie de pacto de não agressão com o SporTV, da Globosat.

Acervo RR

Sky na telefonia

13/02/2012
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A Sky pretende fazer o caminho inverso das operadoras de telefonia brasileiras que entraram na área de TV por assinatura. Planeja participar dos leilões de telefonia 4G, que serão realizados pela Anatel. A empresa estima um desembolso de R$ 500 milhões na compra de licenças.

Acervo RR

RBS online

22/09/2011
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A RBS está montando um negócio de porte na área de comércio eletrônico. Os Sirotsky deverão ter a parceria de um fundo de investimento estrangeiro.

Acervo RR

AES pede ao BNDES um troco para deixar a Brasiliana

8/08/2011
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Em sua recente visita ao Brasil, o vice-presidente mundial da AES, Andres Gluski, bateu a  porta do BNDES com a proposta de um troca-troca societário que colocaria um ponto final em um dos mais longos imbroglios do setor elétrico. Segundo uma alta fonte da agência de fomento, o grupo está disposto a vender para o banco a sua participação de 50,01% na Brasiliana, controladora da Eletropaulo ? o restante das ações pertence ao próprio BNDES. Gluski teria afirmado que o grupo está revendo seus negócios no exterior e a saída da Brasiliana é tratada como um movimento-chave para a redução da exposure internacional. Em contrapartida, a AES contaria com o apoio do banco para seguir investindo no Brasil, só que, desta vez, apenas na área de geração. No alvo, hidrelétricas, usinas eólicas e solares. De acordo com a mesma fonte, o banco deverá entrar no negócio com dois chapéus: como financiador e como sócio dos projetos. No alto-comando do BNDES, todo e qualquer movimento do grupo norteamericano é visto com enorme dose de desconfiança e ceticismo. Dentro do banco, há quem diga que a AES não negocia, mas, sim, joga pôquer. O BNDES sabe bem onde lhe aperta o calo. O relacionamento com a multinacional é uma longa história de blefes e dissimulações. A própria passagem de Gluski pelo Brasil causou enorme estranheza. Ao mesmo tempo em que negociava com o BNDES, Gluski fazia um tour pela mídia negando qualquer intenção da AES de sair da Brasiliana. Incredulidades a  parte, o fato é que a proposta trazida por Andres Glusky foi vista com bons olhos dentro do banco. A operação representaria o fim do impasse societário em torno da Brasiliana, resultado da postura dúbia da própria AES, que nunca foi muito clara em relação a seus planos futuros na empresa. De quebra, o governo ainda contaria com a garantia de novos investimentos em geração. Mas tudo isso é peanut se comparado ao maior benefício que será gerado com a saída da AES da holding. A operação permitiria ao governo rearrumar várias peças no tabuleiro do setor elétrico e deslanchar o tão ambicionado projeto de criação de uma grande empresa nacional de energia. O caminho ficaria aberto para uma fusão entre a Eletropaulo e a CPFL, operação que teria como dínamos o próprio BNDES e a Previ. A associação daria origem a uma distribuidora com cerca de 25 milhões de clientes, atuação em mais de 600 municípios e faturamento superior a R$ 22 bilhões por ano.

Acervo RR

Rumo Á  Bolsa 2

8/12/2010
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A Trip Linhas Aéreas pretende abrir seu capital em 2011. A companhia é controlada pelos grupos aguia Branca e Caprioli. Tem ainda entre os sócios a norte-americana Skywest, dona de 20%. O IPO dará fôlego aos planos de incorporar 25 aeronaves a  sua frota nos próximos três anos. Só não vai a  Bolsa se for vendida antes. Capiste?

PDG Realty

22/10/2010
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A projeção de faturamento de quase R$ 6,5 bilhões para 2010 já não emociona mais o presidente da PDG Realty, Zeca Grabowsky. O executivo pensa 24 horas por segundo nas metas já traçadas para 2011, quando a empresa pretende romper a barreira dos R$ 10 bilhões.

PDG Realty

10/09/2010
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A projeção de faturamento de quase R$ 6,5 bilhões para 2010 já não emociona mais o presidente da PDG Realty, Zeca Grabowsky. O executivo pensa 24 horas por segundo nas metas já traçadas para 2011, quando a empresa pretende romper a barreira dos R$ 10 bilhões.

Acervo RR

Águia Branca avança sobre o controle da Trip Linhas Aéreas

19/07/2010
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O Grupo aguia Branca, um dos maiores operadores de transporte de passageiros do país, está cruzando uma ponte decisiva para o seu futuro. De um lado, acelera no processo de sucessão administrativa, com a ascensão de integrantes da segunda e terceira gerações da família Chieppe; do outro, prepara o terreno para se tornar um grande grupo de transporte multimodal. O ponto de partida do projeto é a Trip Linhas Aéreas, maior empresa de aviação regional do país. O aguia Branca, que já detém 44% das ações, pretende assumir o controle da companhia aérea. A operação envolve a compra de mais uma fatia do capital em poder da família Capriolli, dona de 28%. No fim do ano passado, o grupo capixaba já havia adquirido dos mesmos sócios o equivalente a 8% da companhia, tornando-se o principal acionista. Agora, quer romper a barreira dos 51%. Procurada pelo RR – Negócios & Finanças, a Trip informa que não há nenhuma tratativa dessa natureza. Existe ainda um terceiro e importante personagem neste enredo: a norte-americana Skywest, dona de 20% do capital da Trip. A empresa já sinalizou a disposição de aumentar sua participação caso o Congresso aprove o projeto de lei que estipula novo teto para a presença do capital estrangeiro no setor de aviação. O céu é o limite para os planos de verticalização do aguia Branca, que atua no transporte rodoviário de passageiros em seis estados. Além de assumir o controle da Trip Linhas Aéreas, o grupo capixaba pretende entrar na operação de concessões ferroviárias e metroviárias. A própria Trip é vista também pela família Chieppe como a proxy para a futura criação de uma empresa aérea de transporte de cargas. A expansão do aguia Branca não pode ser dissociada do processo de sucessão administrativa em curso no grupo. Um dos executivos em ascensão na companhia é Renan Chieppe. Sobrinho do presidente executivo do aguia Branca, Nilton Chieppe, Renan é diretor da unidade de passageiros do aguia Branca e assumiu também a presidência do Conselho de Administração da Trip Linhas Aéreas. O principal motivo para a expansão dos negócios é a queda da receita no transporte rodoviário de passageiros, historicamente o carro-chefe do grupo. A operação responde hoje por apenas 15% do faturamento anual, em torno de R$ 2,4 bilhões. A Trip, por exemplo, já equivale a 20% da receita total. Não é de se admirar que a família Chieppe tenha sido acometida pelo Sonho de acaro. O peso da companhia aérea nos negócios do grupo vai crescer ainda mais neste ano. A Trip prevê um aumento das vendas da ordem de 50% em 2010.

NA

4/05/2010
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A norte-americana Skywest vai aproveitar o IPO anunciado pela Trip Linhas Aéreas para reduzir sua participação no capital da companhia, hoje em torno de 20%.

Acervo RR

William Hearst

18/03/2010
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Nelson Sirotsky, o Eike Batista das comunicações nos Pampas, quer montar o “portal dos portais”, projeto que deixaria no retrovisor IG, UOL e congêneres menos cotados. O candidato a sócio, como sempre, é a família Marinho. A estratégia de Sirotsky contempla até sorteio de brindes. 

Acervo RR

Últimas curvas

4/01/2010
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Abraham Kasinsky já saiu do mercado de motocicletas. Agora, é seu sobrenome que vai virar história. Apesar do recente aumento das vendas, a CR Zongshen pretende extinguir a marca Kasinski, comprada em julho deste ano. Além do nome remeter ao antigo controlador da empresa, os chineses vão aproveitar a troca de identidade para reposicionar suas motocicletas no mercado. A CR Zongshen mira em consumidores com maior poder aquisitivo. As motos da Kasinski ficaram associadas a s classes mais baixas.

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